{"id":23448,"date":"2009-10-22T16:35:21","date_gmt":"2009-10-22T16:35:21","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23448"},"modified":"2009-10-22T16:35:21","modified_gmt":"2009-10-22T16:35:21","slug":"intervozes-alerta-para-necessidade-de-atualizar-regras-frente-a-digitalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23448","title":{"rendered":"Intervozes alerta para necessidade de atualizar regras frente \u00e0 digitaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; page-break-before: always\" class=\"padrao\">Desde a escolha do padr&atilde;o para a digitaliza&ccedil;&atilde;o da televis&atilde;o brasileira, h&aacute; tr&ecirc;s anos, um dos principais desafios da mudan&ccedil;a do sistema ainda n&atilde;o foi resolvido: a atualiza&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor para que as regras estejam em compasso com a nova realidade. Essa pend&ecirc;ncia continua preocupando entidades envolvidas com o setor, como &eacute; o caso do Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (Intervozes). Em debate realizado nesta ter&ccedil;a-feira, 20, na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) da C&acirc;mara dos Deputados, o coordenador do Intervozes, Br&aacute;ulio Ribeiro, alertou que a falta de regulamenta&ccedil;&atilde;o pode gerar efeitos mais nocivos do que um simples descompasso com o mercado.<\/p>\n<p>A iminente escolha de um padr&atilde;o de digitaliza&ccedil;&atilde;o para o r&aacute;dio j&aacute; preocupa as pequenas emissoras. Segundo Ribeiro, sem a atualiza&ccedil;&atilde;o das regras, emissoras comunit&aacute;rias de r&aacute;dio correm o risco de serem obrigadas a parar de funcionar quando a migra&ccedil;&atilde;o for feita. Isso porque o efeito inicialmente positivo da digitaliza&ccedil;&atilde;o, que permite a cobertura de &aacute;reas maiores com menos pot&ecirc;ncia, aniquilaria as transmiss&otilde;es das comunit&aacute;rias, que j&aacute; trabalham com pot&ecirc;ncias baixas. &quot;Testes mostram que a transmiss&atilde;o das comunit&aacute;rias pode se igualar ao ru&iacute;do das grandes cidades&quot;, alertou o representante do Intervozes.<\/p>\n<p>A proposta da entidade para evitar este problema &eacute; que o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es altere os par&acirc;metros utilizados para o funcionamento dessas r&aacute;dios, retirando o limite de pot&ecirc;ncia e se pautando pela &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da comunidade. Assim, essas r&aacute;dios poderiam utilizar a pot&ecirc;ncia necess&aacute;ria para cobrir a &aacute;rea da comunidade-alvo, mesmo que a transmiss&atilde;o seja em taxas mais altas do que o permitido atualmente.<\/p>\n<p>Outra preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; com a transfer&ecirc;ncia das emissoras de televis&atilde;o do VHF para o UHF no processo de digitaliza&ccedil;&atilde;o. As regras em vigor prev&ecirc;em a exist&ecirc;ncia de 10 canais em cada uma dessas modula&ccedil;&otilde;es. E apenas a soma das emissoras comerciais e dos oito canais p&uacute;blicos criados pelo governo &#8211; entre eles os da cidadania, educa&ccedil;&atilde;o e cultura &#8211; j&aacute; excederia o limite regulat&oacute;rio atual. &quot;Desde o in&iacute;cio n&oacute;s alertamos que h&aacute; uma invers&atilde;o da discuss&atilde;o. Falta uma regulamenta&ccedil;&atilde;o que considere a entrada de novos players, a oferta de novos servi&ccedil;os e outras realidades que est&atilde;o surgindo com a digitaliza&ccedil;&atilde;o&quot;.<br \/><strong><br \/>Democratiza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Al&eacute;m de solucionar problemas concretos, o debate sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o e, at&eacute; mesmo, de uma atualiza&ccedil;&atilde;o das leis em vigor tem como alvo maior uma democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. A bandeira levantada pelo Intervozes tamb&eacute;m foi empunhada pela deputada Luiza Erundina (PSB\/SP) autora do requerimento de realiza&ccedil;&atilde;o da audi&ecirc;ncia p&uacute;blica de hoje. Para a deputada, a legisla&ccedil;&atilde;o do setor est&aacute; &quot;obsoleta&quot; e a discuss&atilde;o ainda n&atilde;o foi feita com a profundidade necess&aacute;ria. &quot;Os avan&ccedil;os tem sido muito lentos, muito reticentes&quot;, declarou, lembrando que a democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios &eacute; uma tend&ecirc;ncia mundial.<\/p>\n<p>Na percep&ccedil;&atilde;o de Br&aacute;ulio Ribeiro, o pa&iacute;s precisa tomar uma decis&atilde;o sobre qual rumo pretende tomar nas comunica&ccedil;&otilde;es a partir de agora. &quot;A quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; tecnol&oacute;gica; &eacute; pol&iacute;tica. E, na nossa vis&atilde;o, ele (o modelo adotado at&eacute; o momento) est&aacute; a servi&ccedil;o da manuten&ccedil;&atilde;o do atual perfil de concentra&ccedil;&atilde;o da radiodifus&atilde;o no pa&iacute;s.&quot;<\/p>\n<p>Da parte da Anatel, a postura &eacute; proteger as emissoras de interfer&ecirc;ncias que poderiam inviabilizar a transmiss&atilde;o de TV. Para isso, a ag&ecirc;ncia fez op&ccedil;&otilde;es fortemente t&eacute;cnicas como impedir a entrada de novas empresas durante os nove anos de transi&ccedil;&atilde;o do modelo anal&oacute;gico para o digital, conforme explicou o superintendente de Servi&ccedil;os de Comunica&ccedil;&atilde;o de Massa da Anatel, Ara Apkar Minassian.<\/p>\n<p><strong>Consigna&ccedil;&atilde;o X concess&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Outra pol&ecirc;mica que ainda ati&ccedil;a o segmento de radiodifus&atilde;o &eacute; a a&ccedil;&atilde;o movida pelo Psol questionando a constitucionalidade do decreto n&ordm; 5820\/2006, que implantou o sistema de televis&atilde;o digital no Brasil. O assunto tamb&eacute;m foi discutido na audi&ecirc;ncia e o presidente do F&oacute;rum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), Frederico Nogueira, aproveitou a ocasi&atilde;o para refor&ccedil;ar a defesa do decreto.<\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o h&aacute; nenhum tipo de infra&ccedil;&atilde;o &agrave; lei por parte do decreto. Ele est&aacute; totalmente de acordo com a legisla&ccedil;&atilde;o porque n&atilde;o se deu uma nova concess&atilde;o, mas apenas um aditivo &agrave; concess&atilde;o existente, uma consigna&ccedil;&atilde;o de um canal necess&aacute;rio para a transi&ccedil;&atilde;o&quot;, argumentou Nogueira. A disputa judicial que est&aacute; sendo travada no Supremo Tribunal Federal (STF) coloca em d&uacute;vida se a consigna&ccedil;&atilde;o de mais um canal, mesmo que para a transi&ccedil;&atilde;o, para as emissoras n&atilde;o fere o C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (CBT) que determina que cada empresa s&oacute; pode ter um canal em cada cidade.<\/p>\n<p>Nogueira argumenta ainda que, como haver&aacute; um switch off em 2016, est&aacute; configurado que, na verdade, a emissora det&eacute;m a concess&atilde;o plena dos dois canais. Mas, para o Intervozes, a devolu&ccedil;&atilde;o dos canais anal&oacute;gicos no fim da migra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; garantia de cumprimento da lei. &quot;Este pode ser o maior problema do decreto porque ele faz toda a migra&ccedil;&atilde;o lastreado em cima de um servi&ccedil;o que vai deixar de existir&quot;, analisa Br&aacute;ulio Ribeiro, fazendo refer&ecirc;ncia ao modelo anal&oacute;gico.<\/p>\n<p>O assunto ainda est&aacute; longe de ser pacificado. A Procuradoria Geral da Rep&uacute;blica (PGR) j&aacute; emitiu parecer apoiando as d&uacute;vidas levantadas pelo Psol de que seria necess&aacute;ria uma nova licita&ccedil;&atilde;o para conceder novos canais &agrave;s emissoras. Para a PGR, o decreto est&aacute; permitindo &agrave;s empresas explorarem um novo servi&ccedil;o sem a devida autoriza&ccedil;&atilde;o do Congresso Nacional. O caso ainda n&atilde;o tem data para julgamento no STF.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a escolha do padr&atilde;o para a digitaliza&ccedil;&atilde;o da televis&atilde;o brasileira, h&aacute; tr&ecirc;s anos, um dos principais desafios da mudan&ccedil;a do sistema ainda n&atilde;o foi resolvido: a atualiza&ccedil;&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o do setor para que as regras estejam em compasso com a nova realidade. 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