{"id":23440,"date":"2009-10-20T15:38:24","date_gmt":"2009-10-20T15:38:24","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23440"},"modified":"2009-10-20T15:38:24","modified_gmt":"2009-10-20T15:38:24","slug":"vitoria-da-conquista-realiza-conferencia-livre-reunindo-universidade-e-movimentos-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23440","title":{"rendered":"Vit\u00f3ria da Conquista realiza Confer\u00eancia Livre reunindo universidade e movimentos sociais"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">O di&aacute;logo entre as demandas da universidade e movimento sociais foi a t&ocirc;nica da I Confer&ecirc;ncia Livre de Comunica&ccedil;&atilde;o de Vit&oacute;ria da Conquista na Bahia, realizada no dia 15 de outubro. Ao longo dos debates, trajet&oacute;rias distintas de lutadores pelo direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o se cruzaram nas depend&ecirc;ncias da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e apresentaram estrat&eacute;gias complementares para diminuir a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de propor participa&ccedil;&atilde;o dos movimentos sociais na gest&atilde;o da TV Universit&aacute;ria local. <\/p>\n<p>Na abertura das atividades, o representante do Movimento Sem Terra (MST) local, Rosalvo Jos&eacute; dos Santos, comparou a quest&atilde;o fundi&aacute;ria aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil. Nas palavras de Santos, a legisla&ccedil;&atilde;o de ambos os setores beneficia a concentra&ccedil;&atilde;o da propriedade e a estrat&eacute;gia adotada pelo MST tamb&eacute;m &eacute; semelhante. &ldquo;Temos que criar o conflito para que o Estado chegue at&eacute; n&oacute;s e busque resolver o problema. Da mesma forma que ocupamos uma terra improdutiva colocamos no ar uma r&aacute;dio comunit&aacute;ria nos assentamentos e acampamentos sem autoriza&ccedil;&atilde;o do Estado.&rdquo;<\/p>\n<p>Sobre a I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom), Rosalvo, que &eacute; coordenador regional do MST, preferiu comparar com a Confer&ecirc;ncia do Meio Ambiente, em 2003, quando &ldquo;o Governo Federal criou as condi&ccedil;&otilde;es para o debate se popularizar na sociedade, algo que n&atilde;o est&aacute; ocorrendo na Confecom&rdquo;.<\/p>\n<p>Outro depoimento marcante daqueles que lutam pelo direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o na caatinga foi de Andr&eacute; Santos, da Associa&ccedil;&atilde;o Comunit&aacute;ria de Pirip&aacute;. O radialista contou que, em 1998, aos 18 anos, foi estimulado pelos amigos a soltar a voz nas r&aacute;dios da pequena cidade, com cerca de 20 mil habitante, na divisa com Minas Gerais. Aos poucos foi ganhando notoriedade por falar &ldquo;as coisas que as pessoas gostavam de ouvir, independente dos pol&iacute;ticos locais&rdquo;. A import&acirc;ncia de terem suas &quot;vozes&quot; reproduzidas nas ondas dos r&aacute;dios culminou na decis&atilde;o coletiva de batalhar pela concess&atilde;o de uma radiodifus&atilde;o comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p>A estrat&eacute;gia dos companheiros de Andr&eacute; &eacute; seguir a Lei a risca, mesmo que desfavor&aacute;vel. Pra isso os piripaenses fundaram a Associa&ccedil;&atilde;o Comunit&aacute;ria de Comunica&ccedil;&atilde;o (ACC) e enviaram os documentos corretamente para Bras&iacute;lia, mas passados tr&ecirc;s anos o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es ainda n&atilde;o deu qualquer retorno em rela&ccedil;&atilde;o ao pedido de autoriza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Como n&oacute;s n&atilde;o temos uma parlamentar para agilizar o processo, fiquei ligando insistentemente para assessoria do Minicom, at&eacute; que um dia aceitaram falar comigo no telefone, mas nada adiantou&rdquo;, finaliza Andr&eacute;. <\/p>\n<p>O radialista afirmou que gostaria de participar da etapa estadual da Confecom, mas o governo da Bahia n&atilde;o garantiu nem transporte nem hospedagem para qualquer cidad&atilde;o do interior de um estado com 417 munc&iacute;pios. no qual mais de 75% popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o mora na regi&atilde;o metropolitana de Salvador. <\/p>\n<p><strong>TV Universit&aacute;ria<\/strong><\/p>\n<p>Paulo Correia, coordenador regional da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunica&ccedil;&atilde;o (Enecos) foi um dos estudantes da UESB a puxar a I Confer&ecirc;ncia Livre de Vit&oacute;ria da Conquista. Para al&eacute;m da Confecom, os debates serviram para alavancar uma antiga demanda local: gest&atilde;o participativa da TV Universit&aacute;ria, retransmissora da TVE Bahia na regi&atilde;o. Segundo Paulo a comunidade e estudantes n&atilde;o t&ecirc;m presen&ccedil;a no conselho da TV Universit&aacute;ria. Al&eacute;m disso, &eacute; a Assessoria de Comunica&ccedil;&atilde;o da Reitoria que controla a programa&ccedil;&atilde;o, o que dificulta a reprodu&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos oriundos das organiza&ccedil;&otilde;es sociais locais. <\/p>\n<p>Ao final das atividades foi un&acirc;nime a produ&ccedil;&atilde;o de uma mo&ccedil;&atilde;o pela reformula&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o e o estimulo &agrave; diversidade de conte&uacute;dos e formatos na TV Universit&aacute;ria, que tem como base da programa&ccedil;&atilde;o o telejornalismo tradicional. <\/p>\n<p>Para Andr&eacute; Ara&uacute;jo, membro do Centro de Comunica&ccedil;&atilde;o, Democracia e Cidadania (CCDC) da Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal da Bahia, o ambiente acad&ecirc;mico na teoria, deveria abrir espa&ccedil;o para alternativas na gest&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m costuma reproduzir o modelo tradicional da grande m&iacute;dia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O di&aacute;logo entre as demandas da universidade e movimento sociais foi a t&ocirc;nica da I Confer&ecirc;ncia Livre de Comunica&ccedil;&atilde;o de Vit&oacute;ria da Conquista na Bahia, realizada no dia 15 de outubro. 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