{"id":23433,"date":"2009-10-16T10:16:53","date_gmt":"2009-10-16T10:16:53","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23433"},"modified":"2009-10-16T10:16:53","modified_gmt":"2009-10-16T10:16:53","slug":"sem-profissionais-concursados-tv-educativa-enfrenta-problemas-para-manter-producao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23433","title":{"rendered":"Sem profissionais concursados, TV Educativa enfrenta problemas para manter produ\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\"><em>[T&iacute;tulo original: Mais um golpe na m&iacute;dia alagoana]<\/em><\/p>\n<p>Menos de um m&ecirc;s ap&oacute;s a decis&atilde;o da TV Alagoas de arrendar a maior parte do seu hor&aacute;rio para uma igreja neopentecostal, a m&iacute;dia local sofre outro impacto com a necess&aacute;ria adequa&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o da TV Educativa. Funcion&aacute;rios que prestavam servi&ccedil;o ao Instituto Zumbi dos Palmares (IZP) em Alagoas foram &quot;surpreendidos&quot; no dia 7 de outubro com uma not&iacute;cia desagrad&aacute;vel: por decis&atilde;o judicial, estavam demitidos das suas fun&ccedil;&otilde;es em dois dos tr&ecirc;s meios de comunica&ccedil;&atilde;o estatais que perfazem o Instituto.<\/p>\n<p>Surpreendidos n&atilde;o &eacute; bem a palavra, j&aacute; que todos deveriam saber que, por se tratar de uma organiza&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, a autarquia estadual s&oacute; poderia realizar contrata&ccedil;&otilde;es via concurso p&uacute;blico, salvo cargos de dire&ccedil;&atilde;o. Isso &eacute; o que prev&ecirc; o inciso II do par&aacute;grafo 2&ordm; do artigo 37 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Quando se fala em servi&ccedil;o p&uacute;blico, independente de qual seja, logo se pensa num lugar burocr&aacute;tico que funciona aqu&eacute;m das suas condi&ccedil;&otilde;es estruturais e de pessoal, especialmente no caso da comunica&ccedil;&atilde;o. Em Alagoas n&atilde;o &eacute; diferente.<\/p>\n<p>J&aacute; em 2003, portanto, h&aacute; seis anos, a Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) entrava com duas a&ccedil;&otilde;es contra o IZP por manter em seu quadro de pessoal 35 servidores sem pr&eacute;via aprova&ccedil;&atilde;o em concurso p&uacute;blico. Na &eacute;poca, foi assinado um termo de ajuste de conduta, firmado com o Minist&eacute;rio P&uacute;blico do Trabalho (MPT) em Alagoas, no qual a autarquia se comprometeu a regularizar a sua situa&ccedil;&atilde;o. Com isso, a outra a&ccedil;&atilde;o, que cobrava multa de mil reais por pessoa contratada de forma irregular, n&atilde;o podia ser executada.<br \/><strong><br \/>Exist&ecirc;ncia de trabalhadores &quot;irregulares&quot;<\/strong><\/p>\n<p>No ano seguinte, foi realizado um concurso p&uacute;blico para atender &agrave; demanda das duas r&aacute;dios e uma TV que formam o Instituto Zumbi dos Palmares. Mesmo assim, nem todos os aprovados foram chamados e algumas lacunas permaneceram.<\/p>\n<p>Com a mudan&ccedil;a de governador, em 2007, uma das primeiras atitudes da nova dire&ccedil;&atilde;o foi encerrar contratos nessa situa&ccedil;&atilde;o, caso de dois grandes nomes do radialismo alagoano &ndash; Floracy Cavalcante, aposentada pela Difusora AM, mas que tinha um programa na Educativa FM, e Ed&eacute;cio Lopes. Mas, uma concess&atilde;o aqui, outra ali, e as contrata&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os prestados voltaram a ser necess&aacute;rias pela falta de pessoal. A quantidade, at&eacute; o in&iacute;cio de outubro deste ano, era de 26 pessoas, concentradas na R&aacute;dio Difusora AM e na TV Educativa.<\/p>\n<p>Em texto publicado ainda em setembro no site da PRT\/AL, o procurador do Trabalho Rafael Gazzan&eacute;o afirmou que o MPT continuou recebendo v&aacute;rias den&uacute;ncias que contrastavam com o acordo firmado em 2003, resolvendo chamar o diretor-presidente da autarquia, Marcelo Sandes, e a Associa&ccedil;&atilde;o dos Trabalhadores do IZP para depor. Ambos confirmaram a exist&ecirc;ncia de trabalhadores &quot;irregulares&quot;.<\/p>\n<p><strong>Lacunas deixadas pelo concurso<\/strong><\/p>\n<p>O procurador Gazzan&eacute;o concedeu prazos para o posicionamento da dire&ccedil;&atilde;o sobre a proposta de assinatura de termo aditivo, mas n&atilde;o obteve resposta. &quot;O ente p&uacute;blico, de forma deliberada e consciente, descumpriu as obriga&ccedil;&otilde;es previstas no TAC e n&atilde;o mostrou interesse em resolver a situa&ccedil;&atilde;o irregular. Por isso, outra alternativa n&atilde;o restou ao MPT sen&atilde;o ajuizar as a&ccedil;&otilde;es de execu&ccedil;&atilde;o, cuja finalidade &eacute; for&ccedil;ar a autarquia a cumprir a ordem constitucional&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Assim, a Justi&ccedil;a do Trabalho recomendou a dispensa dos 26 prestadores de servi&ccedil;o que existiam no IZP. Na quarta-feira [7\/10], eles foram informados pela dire&ccedil;&atilde;o da autarquia.<\/p>\n<p>Em nota no site do Instituto, o diretor-presidente Marcelo Sandes reafirmou as lacunas deixadas pelo concurso p&uacute;blico de 2004. &quot;N&atilde;o temos as condi&ccedil;&otilde;es ideais de pessoal nem de equipamentos. Acredito que n&atilde;o somos tanta exce&ccedil;&atilde;o assim neste estado e pa&iacute;s, mas vamos continuar buscando solu&ccedil;&otilde;es onde elas estiverem, para que cada vez mais o IZP se consolide como p&oacute;lo importante no campo da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&quot;, afirmou Sandes.<\/p>\n<p>Carta aberta<\/p>\n<p>Ele ainda conta que algumas adequa&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o feitas na produ&ccedil;&atilde;o e programa&ccedil;&atilde;o das emissoras do complexo de comunica&ccedil;&atilde;o. No momento, a TV Educativa, que s&oacute; pode produzir programas de est&uacute;dio devido &agrave; falta de cinegrafistas, n&atilde;o apresenta nenhuma produ&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria; enquanto a R&aacute;dio Difusora apresenta problemas de adequa&ccedil;&atilde;o na quest&atilde;o t&eacute;cnica (operadores de &aacute;udio, editores, t&eacute;cnicos no transmissor).<\/p>\n<p>Para piorar a situa&ccedil;&atilde;o, a diretora de Jornalismo do IZP, Rosa Ferro, pediu exonera&ccedil;&atilde;o do cargo devido &agrave; falta de alternativas vi&aacute;veis para manter a produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica, especialmente da TVE, que desde maio fazia a maior quantidade de programas locais na TV aberta alagoana, com uma boa qualidade.<\/p>\n<p>A Associa&ccedil;&atilde;o dos Trabalhadores do IZP (ATRIZP) discute a cria&ccedil;&atilde;o de uma carta aberta &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e &agrave; imprensa sobre os &uacute;ltimos acontecimentos. A carta deve ser voltada &agrave; falta de interesse por parte do governo estadual na manuten&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o estatais.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[T&iacute;tulo original: Mais um golpe na m&iacute;dia alagoana] Menos de um m&ecirc;s ap&oacute;s a decis&atilde;o da TV Alagoas de arrendar a maior parte do seu hor&aacute;rio para uma igreja neopentecostal, a m&iacute;dia local sofre outro impacto com a necess&aacute;ria adequa&ccedil;&atilde;o da programa&ccedil;&atilde;o da TV Educativa. 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