{"id":23412,"date":"2009-10-07T10:29:16","date_gmt":"2009-10-07T10:29:16","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23412"},"modified":"2009-10-07T10:29:16","modified_gmt":"2009-10-07T10:29:16","slug":"reflexoes-sobre-tv-publica-e-a-producao-ficcional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23412","title":{"rendered":"Reflex\u00f5es sobre TV p\u00fablica e a produ\u00e7\u00e3o ficcional"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm; page-break-before: always\" class=\"padrao\"><em> [T&iacute;tulo original: A Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, a TV P&uacute;blica e os conte&uacute;dos ficcionais como fatores de transforma&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-cultural]<\/em><\/p>\n<p> <span class=\"padrao\"><br \/>No campo do audiovisual, a televis&atilde;o, hoje, caracteriza-se como o espa&ccedil;o de excel&ecirc;ncia da converg&ecirc;ncia digital, numa esp&eacute;cie de piloto para todas as outras experi&ecirc;ncias das diferentes express&otilde;es da linguagem. Nada mais importante, pois, que tratar de forma democr&aacute;tica essas manifesta&ccedil;&otilde;es, quer art&iacute;sticas, quer de comunica&ccedil;&atilde;o, ou os dois ao mesmo tempo. A converg&ecirc;ncia, significando que todos os formatos de conte&uacute;dos existentes estar&atilde;o dispon&iacute;veis para os mais diferentes suportes audiovisuais, nos permitir&aacute;, entre outras coisas, criar novos paradigmas, sobretudo, para o cinema e a televis&atilde;o, agora voltados, ambos, para a tecnologia digital.<\/p>\n<p>Uma reflex&atilde;o sobre linguagens se faz necess&aacute;ria, uma vez que um mesmo conte&uacute;do produzido digitalmente poder&aacute; ser exibido nos mais variados tipos de m&iacute;dia, apontando para uma converg&ecirc;ncia tamb&eacute;m de linguagens que, certamente, ir&aacute; estabelecer outros conceitos de diferencia&ccedil;&atilde;o. Necessitamos, portanto, pensar em uma nova televis&atilde;o que, al&eacute;m das novas propostas voltadas para o car&aacute;ter p&uacute;blico, democr&aacute;tico e de bem social, dever&aacute; ter uma produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos indicando novos caminhos semiol&oacute;gicos.<\/p>\n<p>No caso das produ&ccedil;&otilde;es de fic&ccedil;&atilde;o, um novo paradigma se coloca, aproximando cinema e televis&atilde;o, dentro de novos conceitos. Na era da digitalidade e da converg&ecirc;ncia, poderemos ter, ent&atilde;o, cada vez mais, conte&uacute;dos ficcionais em diferentes suportes medi&aacute;ticos. Vale dizer que a democratiza&ccedil;&atilde;o se faz necess&aacute;ria diante da abrang&ecirc;ncia total das novas tecnologias, onde o territ&oacute;rio audiovisual converge e dilui antigas fronteiras entre as linguagens.<\/p>\n<p>Sem d&uacute;vida, uma nova semiologia se faz, aqui, necess&aacute;ria. Inclusive, vale ressaltar que atualmente &eacute; pauta de discuss&otilde;es nas Universidades e nas  ag&ecirc;ncias de fomento da Educa&ccedil;&atilde;o Superior, uma nova defini&ccedil;&atilde;o para as &aacute;reas e sub-&aacute;reas que aponta para um conceito mais abrangente, denominado agora como: Audiovisual. Sem d&uacute;vida, a partir deste momento, produziremos, em todos os setores, de forma convergente, conte&uacute;dos audiovisuais, com diferentes formatos, todos aptos para exibi&ccedil;&atilde;o em diferentes m&iacute;dias.<\/p>\n<p>Para a nova m&iacute;dia televisiva, digital, democr&aacute;tica e p&uacute;blica, acreditamos, portanto, que &eacute; de grande interesse, al&eacute;m da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos com formatos jornal&iacute;sticos, informativos, documentais, did&aacute;ticos, esportivos e outros, a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos dramat&uacute;rgicos ou de fic&ccedil;&atilde;o, uma vez que os dois conceitos englobam os mesmos aspectos que aqui tratamos: fic&ccedil;&atilde;o e estrutura textual dramatizada, em linguagem audiovisual.<\/p>\n<p>&Eacute; ineg&aacute;vel que as televis&otilde;es comerciais e privadas atingem o grande p&uacute;blico, sobretudo, pela linguagem da teledramaturgia, por&eacute;m, muitas vezes, sem o car&aacute;ter educativo e cultural que a televis&atilde;o p&uacute;blica, ao democratizar a comunica&ccedil;&atilde;o, pretende seguir. &Eacute;, portanto, de interesse p&uacute;blico que a linguagem ficcional e dramat&uacute;rgica esteja presente na nova TV P&uacute;blica, de forma inovadora, na grade de programa&ccedil;&atilde;o e na produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos pr&oacute;prios. Num pa&iacute;s emergente como o nosso, marcado por ainda n&atilde;o resolvidas desigualdades sociais, nossa televis&atilde;o privada e comercial, at&eacute; hoje, contou com o monop&oacute;lio da informa&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o e&nbsp; transmiss&atilde;o. Como corresponder a essa expectativa de renova&ccedil;&atilde;o de linguagem e tamb&eacute;m ao crescente apelo pela democracia no espa&ccedil;o da comunica&ccedil;&atilde;o e da arte digital? Somente uma TV P&uacute;blica, com compromissos sociais e culturais pode abrir esse espa&ccedil;o. <\/p>\n<p>Desde o I F&Oacute;RUM DAS TVS P&Uacute;BLICAS, realizado em maio de 2007, em Bras&iacute;lia, um forte movimento pela cria&ccedil;&atilde;o de um p&oacute;lo expandido de TVS P&uacute;blicas que abrigasse as comunit&aacute;rias, as universit&aacute;rias, as legislativas e as educativas, numa malha popular e democr&aacute;tica de express&atilde;o digital, tomou forma e, hoje, contamos com um movimento expressivo nesse campo. N&atilde;o s&oacute; a cria&ccedil;&atilde;o da Empresa Brasileira de Comunica&ccedil;&atilde;o-EBC, mas, outros fatos, como uma forte demanda pela Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, com data marcada para dezembro deste ano de 2009, que criar&aacute; um marco regulat&oacute;rio para o setor, s&atilde;o alguns dos acontecimentos que podem garantir que haver&aacute; uma verdadeira e criativa revolu&ccedil;&atilde;o nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Por isso abordamos, aqui, alguns aspectos, focando, sobretudo, a import&acirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos ficcionais em m&iacute;dia digital, apontando seu car&aacute;ter inovador, dentro desse processo de cria&ccedil;&atilde;o de uma TV P&uacute;blica com malha expandida, o que pode abrir uma perspectiva de transforma&ccedil;&atilde;o s&oacute;cio-cultural no pa&iacute;s. J&aacute; que a televis&atilde;o p&uacute;blica ou a rede p&uacute;blica de televis&atilde;o, convergente e digitalizada, tem como objetivo social a abertura de um novo espa&ccedil;o n&atilde;o comprometido com quest&otilde;es de audi&ecirc;ncia e com&eacute;rcio, publicidade paga e empres&aacute;rios interessados em vender para um cada vez maior n&uacute;mero de espectadores, abre- se, ent&atilde;o, um espa&ccedil;o cr&iacute;tico para a experimenta&ccedil;&atilde;o, pesquisa e inova&ccedil;&atilde;o. Nesse caso, a fic&ccedil;&atilde;o televisiva poderia, ent&atilde;o, encontrar, na TV P&uacute;blica, um espa&ccedil;o de excel&ecirc;ncia para afirmar seu papel cr&iacute;tico, educativo e cultural.<\/p>\n<p>Aqui, faz-se necess&aacute;rio abordar uma importante quest&atilde;o: a antropologia da arte. Como significa&ccedil;&atilde;o de referentes culturais, a manifesta&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos ficcionais carrega um complexo universo de valores, concep&ccedil;&otilde;es, costumes, enfim, subjetividades inerentes &agrave; materializa&ccedil;&atilde;o significante e sens&iacute;vel do signo. Como express&atilde;o subjetiva e corpo, como significado e significante, como signo e fenomenologia da arte e da comunica&ccedil;&atilde;o, a produ&ccedil;&atilde;o ficcional insere-se num importante trip&eacute;: arte, comunica&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Expressar mundos atuais n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica possibilidade da fic&ccedil;&atilde;o, sobretudo, atualmente, da televisiva digital. &Eacute; preciso transformar. Para isso, uma perspectiva antropol&oacute;gica da produ&ccedil;&atilde;o audiovisual &eacute; t&atilde;o abrangente quanto a perspectiva brechtiana da dramaturgia. Ambas, apontam para a significa&ccedil;&atilde;o cultural do drama-fic&ccedil;&atilde;o e sua transforma&ccedil;&atilde;o como reflexo e materialidade em si do corpo e da subjetividade do social. Disso, sabem perfeitamente os poucos donos da m&iacute;dia conservadora e comercial, comprometida com ideologias contrarias, na verdade, &agrave; consci&ecirc;ncia, como pensava Brecht, das classes sociais retratadas, por&eacute;m submersas em universos culturais que se tornam estagnados e fechados diante da invas&atilde;o das telas e suas hist&oacute;rias, onde a produ&ccedil;&atilde;o dramat&uacute;rgica n&atilde;o educa, n&atilde;o transforma e aprofunda o vazio cultural, apontando como &uacute;nica sa&iacute;da: a ascens&atilde;o a qualquer pre&ccedil;o, a mobilidade de uma classe a outra. <\/p>\n<p>Numa proposta de escalada social, comprometedora de consci&ecirc;ncias, a fic&ccedil;&atilde;o transforma-se em escola de suspeita t&eacute;cnica de nega&ccedil;&atilde;o de valores de classe e de poss&iacute;veis transforma&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas. Sem distanciamento brechtiano, numa lament&aacute;vel catarse, crian&ccedil;as e adultos manipulados, sem singularidades, refletem os mesmos valores da classe dominante, numa escalada de cobi&ccedil;a, onde m&aacute;quinas desejantes almejam uma materialidade capaz de viol&ecirc;ncia social, desta mesma que a&iacute; est&aacute;, sem proposta de transforma&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante &eacute; a id&eacute;ia de que o espectro eletromagn&eacute;tico &eacute; um bem p&uacute;blico. Portanto, poder&iacute;amos pensar que toda transmiss&atilde;o televisiva ou toda a radiodifus&atilde;o parte de uma base p&uacute;blica, o espectro. Nesse caso, os mesmos crit&eacute;rios de gest&atilde;o poderiam ser aplicados a qualquer emissora desde que as concess&otilde;es fossem tratadas como quest&otilde;es de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.<\/p>\n<p>Outorgar uma faixa do espectro eletromagn&eacute;tico p&uacute;blico permite que governo, popula&ccedil;&atilde;o e movimentos sociais acompanhem, fa&ccedil;am parte e discutam dentro de uma estrutura de gest&atilde;o p&uacute;blica, com conselhos, reuni&otilde;es e crit&eacute;rios claros as concess&otilde;es e todas as quest&otilde;es consideradas de interesse da popula&ccedil;&atilde;o, referentes &agrave; continuidade de uma outorga. Novos crit&eacute;rios educativos e culturais devem pautar a utiliza&ccedil;&atilde;o e explora&ccedil;&atilde;o do espectro, pois os crit&eacute;rios quantitativos e, portanto, n&atilde;o qualitativos, comerciais, pautados pela audi&ecirc;ncia ou por uma falsa representatividade podem ser insuficientes para que um bem p&uacute;blico esteja nas m&atilde;os de uma empresa privada com seus interesses de lucro, dentro da l&oacute;gica da economia de mercado.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute;, aqui, necessidade de uma longa explica&ccedil;&atilde;o sobre a evidente responsabilidade social de uma empresa de neg&oacute;cios particulares diante de uma concess&atilde;o de direito p&uacute;blico, o que at&eacute; poderia ser invi&aacute;vel. Nesse caso, ter&iacute;amos um conceito bastante ampliado de TV P&uacute;blica, se pensarmos que sendo todo o espectro eletromagn&eacute;tico um bem p&uacute;blico, automaticamente, toda TV deveria ser considerada p&uacute;blica. E mais, todo o setor de comunica&ccedil;&atilde;o deveria ser considerado de interesse p&uacute;blico e ser tratado dentro de uma perspectiva de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e de direitos humanos fundamentais.<\/p>\n<p>Finalmente, vale ressaltar que somente a realiza&ccedil;&atilde;o da CONFER&Ecirc;NCIA NACIONAL DE COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O poder&aacute; criar um marco regulat&oacute;rio capaz de definitivamente estabelecer novos paradigmas para nossa cultura. Revisitando a estrutura de confer&ecirc;ncia no sentido de contrato social, citamos Jean Jacques Rousseau que no seu genial tratado percorre os in&uacute;meros aspectos que implicam num amplo debate, entre v&aacute;rios atores. Sem d&uacute;vida a Carta dos Direitos do Homem e do Cidad&atilde;o, surgiu como marco regulat&oacute;rio dos Direitos Humanos, cuja carta de 1948, tem como refer&ecirc;ncia a carta nascida das enormes contradi&ccedil;&otilde;es dial&eacute;ticas do s&eacute;culo XVIII. Como estrutura, carta e marco, confer&ecirc;ncia e contrato, possuem liga&ccedil;&otilde;es paradigm&aacute;ticas. <\/p>\n<p>Portanto, a convoca&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, onde haver&aacute; regulamenta&ccedil;&atilde;o, nos possibilitar&aacute; uma clareza nos modos de gest&atilde;o e financiamento para as TVS P&uacute;blicas, ou malha estendida p&uacute;blica ou rede p&uacute;blica de televis&atilde;o, para a converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica e regulamenta&ccedil;&atilde;o de teles, radiodifus&atilde;o, sinais, cabos, crit&eacute;rios para as concess&otilde;es ou mesmo proposta de reforma constitucional para a comunica&ccedil;&atilde;o, onde, inclusive, h&aacute; a necessidade de uma nova id&eacute;ia de complementaridade, mais exata, al&eacute;m de defini&ccedil;&otilde;es apropriadas para os conceitos de p&uacute;blico, estatal e privado, hoje, bastante confusos. Ou seja, estamos em plena desregula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Os atores diversos por vezes tendem a propor sub-regula&ccedil;&otilde;es, projetos de lei parciais e setoriais. Os movimentos sociais lutam porque lutar &eacute; preciso e acreditam que a confer&ecirc;ncia &eacute; fundamental. Por&eacute;m, somente a convoca&ccedil;&atilde;o e, em dezembro de deste ano de 2009, a realiza&ccedil;&atilde;o da CONFECOM, pelo Executivo que, juntamente com os movimentos sociais e a classe empresarial, acaba de assumir essa importante tarefa, na verdade, hist&oacute;rica, pelo seu referencial revolucion&aacute;rio, poder&atilde;o nos tirar das trevas. &Eacute; preciso luz, racionalidade iluminada, l&oacute;gica social clara para trazer clareza ao setor, tirando os atores do palco sem ilumina&ccedil;&atilde;o ou do &ldquo;set&rdquo; sem foto definida.<\/p>\n<p>A confer&ecirc;ncia &eacute; a luz que a &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o necessita para que a id&eacute;ia de rede p&uacute;blica de televis&atilde;o digital cumpra seu papel inovador, convergente, capaz, inclusive, de iluminar a nova cena onde uma dramaturgia\/fic&ccedil;&atilde;o brechtiana estabele&ccedil;a um fundamental distanciamento para que o povo possa se ver, se reconhecer, se buscar e se encontrar, criando um novo marco antropol&oacute;gico. Luz, povo e comunica&ccedil;&atilde;o. Direitos Humanos, direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, dramatiza&ccedil;&atilde;o de nossas hist&oacute;rias. Luz, a&ccedil;&atilde;o!<\/p>\n<p><em>* Heloisa Toledo Machado &eacute; professora do Curso de Cinema e da P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia da Arte, da UFF &ndash; Universidade Federal Fluminense.<\/em><\/span> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">&Eacute; de interesse p&uacute;blico que a linguagem ficcional e dramat&uacute;rgica esteja na TV p&uacute;blica de forma inovadora. <\/span><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[56],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23412"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23412"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23412\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}