{"id":23403,"date":"2009-09-30T18:42:06","date_gmt":"2009-09-30T18:42:06","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23403"},"modified":"2009-09-30T18:42:06","modified_gmt":"2009-09-30T18:42:06","slug":"para-planejamento-mercado-nao-da-conta-do-atendimento-da-banda-larga-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23403","title":{"rendered":"Para Planejamento, mercado n\u00e3o d\u00e1 conta do atendimento da banda larga no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\"><span class=\"padrao\">A amplia&ccedil;&atilde;o do acesso em banda larga no Brasil foi o principal tema discutido nesta ter&ccedil;a-feira, 29, no semin&aacute;rio &quot;A Universaliza&ccedil;&atilde;o do Acesso &agrave; Informa&ccedil;&atilde;o pelo uso das Telecomunica&ccedil;&otilde;es&quot;, organizado pelo Conselho de Altos Estudos e Avalia&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica da C&acirc;mara dos Deputados. Mas ap&oacute;s um dia inteiro de manifesta&ccedil;&otilde;es de associa&ccedil;&otilde;es e empresas destacando os esfor&ccedil;os feitos para o aumento do escopo do servi&ccedil;o, o destaque do evento foi a apresenta&ccedil;&atilde;o do secret&aacute;rio de Log&iacute;stica e Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio do Planejamento, Rog&eacute;rio Santanna, que criticou duramente a in&eacute;rcia das companhias em buscar novos mercados. <\/p>\n<p>Santanna &eacute; antigo conhecido do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es, mas ganhou ainda mais relev&acirc;ncia h&aacute; alguns anos quando encampou no governo um projeto de recupera&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s e cria&ccedil;&atilde;o de uma rede p&uacute;blica para fomentar a concorr&ecirc;ncia no provimento de infraestrutura de Internet. O secret&aacute;rio n&atilde;o mediu palavras ao criticar o comportamento das grandes teles no mercado atual. <\/p>\n<p>&quot;Eu ou&ccedil;o muito que &eacute; preciso levar em considera&ccedil;&atilde;o as operadoras, que sempre foram t&atilde;o parceiras do governo. Mas para citar apenas um exemplo, o acesso discado no programa PC conectado n&atilde;o foi resolvido at&eacute; hoje porque as empresas n&atilde;o chegaram a um acordo de pre&ccedil;o&quot;, reclamou. &quot;As operadoras n&atilde;o s&atilde;o parceiras. Se eles s&atilde;o parceiras em algum momento, &eacute; para atrasar&quot;, disse Santanna. Ele lembrou que o programa acabou mudando de nome, sendo conhecido hoje como Computador para Todos, pelo simples fato de que o governo n&atilde;o conseguiu fechar um acordo com as teles para conectar os equipamentos. <\/p>\n<p>Outro exemplo de problemas de negocia&ccedil;&atilde;o com as empresas envolve o recente epis&oacute;dio de troca das metas de universaliza&ccedil;&atilde;o que permitiu a implanta&ccedil;&atilde;o, como obriga&ccedil;&atilde;o, de um backhaul de banda larga. Para Santanna, as empresas tentaram inviabilizar o acordo, alegando que o custo do programa de banda larga nas escolas &#8211; negociado conjuntamente com a troca das metas &#8211; chegaria a R$ 9 bilh&otilde;es. Ao fim, as concession&aacute;rias aceitaram fazer a conex&atilde;o de todas as escolas urbanas de gra&ccedil;a. A guinada radical teria se dado por conta do temor das teles de que o governo seguisse adiante com o projeto de recuperar a Telebr&aacute;s caso o acordo n&atilde;o fosse selado. <\/p>\n<p><strong>Recupera&ccedil;&atilde;o da Telebr&aacute;s<\/strong> <\/p>\n<p>Mais de um ano depois do acordo sobre o Banda Larga nas Escolas, o fantasma da cria&ccedil;&atilde;o de uma rede p&uacute;blica alternativa, gerida pela Telebr&aacute;s, volta a assombrar as empresas. Na primeira declara&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de um membro do governo ap&oacute;s o encontro com o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva onde o assunto foi tratado, Santanna deixou claro que o projeto est&aacute; a pleno vapor e que a revitaliza&ccedil;&atilde;o da antiga estatal de telecomunica&ccedil;&otilde;es continua sendo um ponto crucial para a cria&ccedil;&atilde;o de um Plano Nacional de Banda Larga. &quot;Ela est&aacute; prevista&quot;, declarou ao ser questionado diretamente sobre o uso da Telebr&aacute;s no projeto. <\/p>\n<p>A estatal tamb&eacute;m tem relev&acirc;ncia nas contas para a implementa&ccedil;&atilde;o do programa. Santanna confirmou que o plano tem previs&atilde;o de custo de R$ 1,1 bilh&atilde;o ao todo, conforme antecipado por este notici&aacute;rio em 17 de setembro. E parte desse montante, R$ 283 milh&otilde;es mais precisamente, s&atilde;o verbas j&aacute; alocadas na Telebr&aacute;s desde o ano passado, restantes da &uacute;ltima capitaliza&ccedil;&atilde;o da empresa. <\/p>\n<p>O restante da verba dever&aacute; vir do or&ccedil;amento da Uni&atilde;o, com ajustes nas contas p&uacute;blicas j&aacute; a partir de 2010, segundo Santanna. O valor do projeto &eacute; considerado extremamente baixo pelo governo, principalmente se comparado com custos negociados com as empresas telef&ocirc;nicas em outras ocasi&otilde;es, como os R$ 9 bilh&otilde;es para o atendimento nas escolas j&aacute; citado anteriormente. <\/p>\n<p><strong>Problemas na expans&atilde;o<\/strong> <\/p>\n<p>De acordo com dados do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, apresentados pelo secret&aacute;rio de Telecomunica&ccedil;&otilde;es, Roberto Pinto Martins, a banda larga tem avan&ccedil;ado no pa&iacute;s. No entanto, isso n&atilde;o &eacute; sinal de que a situa&ccedil;&atilde;o est&aacute; tranq&uuml;ila na pasta. Martins revelou preocupa&ccedil;&atilde;o com a queda averiguada nos &iacute;ndices que apuram a oferta de servi&ccedil;os de governo eletr&ocirc;nico no Brasil. E demonstrou que h&aacute; um interesse em ampliar esse ramo de utiliza&ccedil;&atilde;o da Internet. &quot;A experi&ecirc;ncia internacional mostra a import&acirc;ncia dessas aplica&ccedil;&otilde;es para o pa&iacute;s&quot;, analisou o secret&aacute;rio. <\/p>\n<p>A linha de trabalho do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o ao Plano Nacional de Banda Larga tem se focado mais na expans&atilde;o dos servi&ccedil;os do que na constru&ccedil;&atilde;o de uma infraestrutura pr&oacute;pria, defendida pelo Planejamento. Martins, que repetiu hoje no evento da C&acirc;mara a apresenta&ccedil;&atilde;o feita ao presidente Lula, mostrou que a vis&atilde;o das Comunica&ccedil;&otilde;es est&aacute; mais voltada para as a&ccedil;&otilde;es que o pr&oacute;prio governo pode tomar aproveitando as redes j&aacute; implantadas. E poupou as empresas de cr&iacute;ticas mais fortes, em contraposi&ccedil;&atilde;o ao colega de governo Rog&eacute;rio Santanna. <\/p>\n<p><strong>Alternativa concorrencial<\/strong> <\/p>\n<p>O secret&aacute;rio do Planejamento contou que Lula &quot;&eacute; um entusiasta do projeto&quot; e que o prazo de 45 dias dado pelo presidente para a finaliza&ccedil;&atilde;o de uma proposta completa de cria&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica tamb&eacute;m deve servir para selar oficialmente o in&iacute;cio dos trabalhos concretos de implanta&ccedil;&atilde;o da ideia. Este prazo vale para todas as &aacute;reas envolvidas, inclusive o Planejamento e as Comunica&ccedil;&otilde;es, entre outras pastas do governo. Santanna tamb&eacute;m confirmou que, enquanto as pend&ecirc;ncias judiciais que envolvem a Eletronet n&atilde;o s&atilde;o resolvidas, ser&atilde;o usadas as redes estatais dispon&iacute;veis, especialmente as das empresas de energia. <\/p>\n<p>Por ora foco &eacute; a infraestrutura j&aacute; instalada da Petrobras, Furnas, Chesf e Eletronorte. &quot;O governo j&aacute; fez e j&aacute; pagou boa parte (da futura rede p&uacute;blica). &Eacute; custo afundado, basta iluminar&quot;. Outro aspecto importante das declara&ccedil;&otilde;es de Santanna foi o esclarecimento do &quot;alvo&quot; do governo ao criar a nova rede: estimular a concorr&ecirc;ncia garantindo o acesso de outras empresas ao mercado de banda larga. Ou seja, a rede estatal ser&aacute; usada por outras empresas que queiram prover acesso. <\/p>\n<p>O secret&aacute;rio explicou que a Telebr&aacute;s ter&aacute; uma fun&ccedil;&atilde;o de operadora da rede e que a meta &eacute; viabilizar uma alternativa &agrave; rede das grandes concession&aacute;rias para os pequenos provedores. &quot;O maior problema para que as pessoas tenham banda larga &eacute; o pre&ccedil;o e a falta de oferta. E isso as empresas n&atilde;o resolveram&quot;, declarou Santanna, criticando a barreira de acesso que hoje o monop&oacute;lio das redes representa &agrave; concorr&ecirc;ncia real. &quot;O Estado pode ser esse backbone neutro capaz de permitir que todos concorram em p&eacute; de igualdade&quot;, concluiu.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A amplia&ccedil;&atilde;o do acesso em banda larga no Brasil foi o principal tema discutido nesta ter&ccedil;a-feira, 29, no semin&aacute;rio &quot;A Universaliza&ccedil;&atilde;o do Acesso &agrave; Informa&ccedil;&atilde;o pelo uso das Telecomunica&ccedil;&otilde;es&quot;, organizado pelo Conselho de Altos Estudos e Avalia&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica da C&acirc;mara dos Deputados. 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