{"id":23383,"date":"2009-09-22T22:40:39","date_gmt":"2009-09-22T22:40:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23383"},"modified":"2009-09-22T22:40:39","modified_gmt":"2009-09-22T22:40:39","slug":"chile-e-peru-aderem-ao-sistema-nipo-brasileiro-de-tv-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23383","title":{"rendered":"Chile e Peru aderem ao sistema nipo-brasileiro de TV digital"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">A campanha do governo pelos pa&iacute;ses vizinhos para divulgar o padr&atilde;o de TV digital escolhido pelo Brasil continua dando frutos. Nesta segunda-feira, 14, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es anunciou duas novas ades&otilde;es ao sistema nipo-brasileiro de transmiss&atilde;o. Enquanto a c&uacute;pula do governo brasileiro recebia uma comitiva peruana para o an&uacute;ncio oficial da ado&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o, a embaixada do Chile confirmava ao Minicom a escolha do sistema pela presidente Michelle Bachelet.<\/p>\n<p>Todos os detalhes dos acordos firmados com os dois pa&iacute;ses ainda n&atilde;o foram divulgados, mas al&eacute;m da coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, t&iacute;pica nesses protocolos, o Brasil sinaliza com uma boa ajuda financeira aos novos parceiros. Ap&oacute;s o an&uacute;ncio formal, feito juntamente com o ministro de Transportes e Comunica&ccedil;&otilde;es do Peru, Enrique Cornejo, o ministro H&eacute;lio Costa contou aos jornalistas que o pa&iacute;s vizinho tamb&eacute;m ter&aacute; acesso &agrave; linha de financiamento criada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (BNDES) para a implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital. A linha, no valor total de R$ 1 bilh&atilde;o, est&aacute; dispon&iacute;vel desde 2007 e deve ser mantida, em princ&iacute;pio, at&eacute; 31 de dezembro de 2013.<\/p>\n<p><strong>Amplia&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>A id&eacute;ia de permitir que outros pa&iacute;ses usem os recursos do BNDES na implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital j&aacute; havia sido comentada em momentos anteriores pelo ministro H&eacute;lio Costa. A novidade &eacute; que o ministro sinalizou hoje com a possibilidade de amplia&ccedil;&atilde;o do escopo de financiamento. Atualmente, de acordo com dados oficiais do BNDES, a linha s&oacute; pode ser usada para aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos fabricados no Brasil. Mas Costa defende que n&atilde;o haja restri&ccedil;&otilde;es ao uso da verba.<\/p>\n<p>&ldquo;Se for (limitado o uso da linha), vamos conversar com o BNDES. At&eacute; porque n&atilde;o h&aacute; imposi&ccedil;&atilde;o nenhuma da lei para que o financiamento seja apenas de equipamentos nacionais&rdquo;, afirmou o ministro, fazendo refer&ecirc;ncia ao decreto de implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital no Brasil. O ministro peruano n&atilde;o confirmou se j&aacute; h&aacute; interesse em usar os recursos do BNDES, mas fez uma proje&ccedil;&atilde;o de quanto custar&aacute; a implanta&ccedil;&atilde;o do sistema em seu pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Pelos c&aacute;lculos iniciais, o pa&iacute;s ter&aacute; que investir US$ 80 milh&otilde;es para cobrir as oito principais cidades peruanas, atendendo a cerca de 54% da popula&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2015.<\/p>\n<p><strong>Sistema sul-americano<br \/><\/strong><br \/>At&eacute; o momento, o Brasil j&aacute; conseguiu convencer Peru, Chile e Argentina. Al&eacute;m disso, haveria um pr&eacute;-acordo com Cuba. Equador e Venezuela tamb&eacute;m estariam prestes a adotar o modelo nipo-brasileiro, segundo o Minicom, e Bol&iacute;via e Paraguai estariam na fase dos &quot;entendimentos&quot;. Com isso, o ministro H&eacute;lio Costa j&aacute; comemora o sucesso da empreitada de avan&ccedil;ar com o padr&atilde;o escolhido pelo Brasil. <\/p>\n<p>&quot;Estamos caminhando para um sistema, no m&iacute;nimo, sul-americano de TV digital, o que &eacute; muito importante do ponto de vista cultural e intelectual&quot;, declarou. Quanto a pa&iacute;ses que j&aacute; fizeram sua escolha por outro sistema &#8211; como &eacute; o caso do Uruguai, que optou pelo padr&atilde;o europeu &#8211; o governo brasileiro deve continuar insistindo no processo de convencimento. &quot;Todo mundo que errou tem o direito de se consertar&quot;, declarou o ministro ao ser questionado sobre o Uruguai.<\/p>\n<p>O ministro peruano Enrique Cornejo tamb&eacute;m se mostrou satisfeito com a escolha feita. &quot;Viemos nessa visita oficial com grande alegria, mas tamb&eacute;m com grande certeza de que tomamos a decis&atilde;o certa&quot;, afirmou. Cornejo disse que analisaram por dois anos os padr&otilde;es tecnol&oacute;gicos dispon&iacute;vel sob tr&ecirc;s eixos: tecnol&oacute;gico, econ&ocirc;mico e em termos de coopera&ccedil;&atilde;o. &quot;E nesses tr&ecirc;s quesitos, o sistema brasileiro se mostrou largamente melhor&quot;, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Sem f&aacute;brica<\/strong><\/p>\n<p>Em meio ao an&uacute;ncio, uma antiga pol&ecirc;mica voltou &agrave; tona: a promessa de que, ao adotar o padr&atilde;o japon&ecirc;s, o Brasil ganharia suporte para a instala&ccedil;&atilde;o de uma f&aacute;brica de semicondutores em territ&oacute;rio nacional. Mesmo com a constru&ccedil;&atilde;o da f&aacute;brica tendo sido vastamente divulgada e comemorada pelo governo brasileiro na &eacute;poca do acordo com o Jap&atilde;o, H&eacute;lio Costa negou hoje que este item fizesse parte do acordo. &quot;N&oacute;s n&atilde;o negociamos a f&aacute;brica, pelo contr&aacute;rio. N&oacute;s pedimos que os japoneses nos auxiliassem com a tecnologia. Isso n&atilde;o consta do acordo&quot;, afirmou o ministro.<\/p>\n<p>Segundo Costa, a f&aacute;brica &#8211; mesmo fora do acordo &#8211; s&oacute; n&atilde;o foi implantada at&eacute; hoje por culpa do pr&oacute;prio Brasil, que n&atilde;o teria m&atilde;o de obra qualificada para tocar um linha de montagem com a sofistica&ccedil;&atilde;o exigida para este ramo. &quot;N&oacute;s precisamos deixar muito claro que os entendimentos s&oacute; n&atilde;o se deram com a velocidade que a imprensa espera, e que n&oacute;s mesmos esperamos em alguns momentos, porque n&oacute;s n&atilde;o est&aacute;vamos preparados para receber essa f&aacute;brica. &Eacute; preciso um conhecimento refinad&iacute;ssimo para uma linha de montagem assim&quot;, argumentou.<\/p>\n<p>O ministro ponderou que o Brasil tem avan&ccedil;ado nesse ramo, especialmente com os trabalhos conduzidos pela Ceitec. Ainda assim, n&atilde;o quis fazer nenhuma previs&atilde;o de quando o pa&iacute;s ser&aacute; capaz de ter uma grande f&aacute;brica de semicondutores. &quot;A perspectiva depende de um conjunto de fatores. E n&atilde;o sou eu que tem que dizer como fazer&quot;, concluiu <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A campanha do governo pelos pa&iacute;ses vizinhos para divulgar o padr&atilde;o de TV digital escolhido pelo Brasil continua dando frutos. Nesta segunda-feira, 14, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es anunciou duas novas ades&otilde;es ao sistema nipo-brasileiro de transmiss&atilde;o. 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