{"id":23311,"date":"2009-09-04T17:20:33","date_gmt":"2009-09-04T17:20:33","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23311"},"modified":"2009-09-04T17:20:33","modified_gmt":"2009-09-04T17:20:33","slug":"universidade-federal-do-ceara-abrira-curso-de-jornalismo-para-assentados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23311","title":{"rendered":"Universidade Federal do Cear\u00e1 abrir\u00e1 curso de jornalismo para assentados"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Nas pr&oacute;ximas f&eacute;rias a Universidade Federal do Cear&aacute; (UFC) receber&aacute; 60 assentados em suas salas. Essas pessoas far&atilde;o o primeiro curso de jornalismo voltado para pessoas assentadas pelo Incra do pa&iacute;s, o curso Jornalismo da Terra. O curso tem a mesma carga hor&aacute;ria e estrutura curricular que o curso tradicional de jornalismo da universidade, mas os conte&uacute;dos das aulas abordar&atilde;o quest&otilde;es ligadas &agrave; vida no campo. <\/p>\n<p>&ldquo;O curso lidar&aacute; com tem&aacute;ticas voltadas para o jornalismo do campo para as pessoas que vivem l&aacute; possam atuar em assessorias de comunica&ccedil;&atilde;o ou &oacute;rg&atilde;os que desenvolvam essa tem&aacute;tica&rdquo;, explica a professora M&aacute;rcia Vidal Nunes, que ser&aacute; respons&aacute;vel pela coordena&ccedil;&atilde;o do curso. <\/p>\n<p>Os conte&uacute;dos do curso ainda est&atilde;o sendo elaborados e, conforme informou M&aacute;rcia, ficar&atilde;o prontos at&eacute; outubro, um m&ecirc;s antes do vestibular para selecionar os estudantes. O curso espec&iacute;fico de jornalismo para assentados da reforma agr&aacute;ria &eacute; uma demanda antiga dos movimentos pela terra e est&aacute; sendo criado em parceria com o Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio (MDA) por meio do Programa Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o na Reforma Agr&aacute;ria (Pronera). <\/p>\n<p>A sele&ccedil;&atilde;o se d&aacute; por meio do vestibular e prioriza os assentados por reforma agr&aacute;ria. &ldquo;&Eacute; importante frisar que n&atilde;o s&atilde;o cursos para o MST ou outro movimento social, &eacute; para qualquer assentado&rdquo;, afirma M&aacute;rcia. <\/p>\n<p>Para M&aacute;rcia, o ensino de jornalismo para quem mora no campo deve ser diferenciado do curso que se oferece nas universidades, &ldquo;porque o olhar de quem vive no campo sobre o campo &eacute; diferente do de quem est&aacute; na cidade&rdquo;. O mesmo argumento &eacute; dado pelo professor Valdir Alves da Costa, da coordena&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica do curso de Pedagogia da Terra, curso que &eacute; oferecido na UFC desde 2004 e em outras universidades federais em conv&ecirc;nio com o MDA. Valdir espera que os futuros alunos atuem em ve&iacute;culos comunit&aacute;rios para fazer &ldquo;jornalismo de fato, comprometido com a verdade&rdquo;. <\/p>\n<p>De acordo com M&aacute;rcia, o custo do curso completo n&atilde;o pode passar de 1 milh&atilde;o e 80 mil reais para pagamento de bolsas de perman&ecirc;ncia e sal&aacute;rio de professores. <\/p>\n<p><strong>Pedagogia da Terra<\/strong> <\/p>\n<p>O curso de Pedagogia da Terra d&aacute; &ecirc;nfase em temas como educa&ccedil;&atilde;o popular, desenvolvimento sustent&aacute;vel, agroecologia, educa&ccedil;&atilde;o do campo, e na teoria de Paulo Freire. A primeira turma do curso que se formou chegou ao fim com uma evas&atilde;o de 12%, que Waldir considera um &iacute;ndice baixo. <\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; a universidade cumprindo o trip&eacute; universit&aacute;rio, de ensino, pesquisa e extens&atilde;o. A gente acredita que pode evoluir no ac&uacute;mulo de saber da universidade p&uacute;blica&rdquo;, afirma Valdir. No caso do curso de pedagogia, a iniciativa ainda cumpre uma defici&ecirc;ncia do campo, que &eacute; a falta de forma&ccedil;&atilde;o adequada para os professores que d&atilde;o aula em escolas do ciclo b&aacute;sico. <\/p>\n<p>&ldquo;Geralmente nesses assentamentos os professores que d&atilde;o aula s&oacute; tem magist&eacute;rio&rdquo;, conta o coordenador. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996, todo professor que ministra aulas para classes de ensino fundamental e m&eacute;dio deve ter diploma universit&aacute;rio. <\/p>\n<p><strong>Questionamento<\/strong> <\/p>\n<p>Em junho deste ano a Justi&ccedil;a Federal determinou a extin&ccedil;&atilde;o do curso de direito agr&aacute;rio oferecido na Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG), tamb&eacute;m destinado somente a assentados. De acordo com o juiz Roberto Carlos de Oliveira, da 9&ordf; Vara Federal, a prioriza&ccedil;&atilde;o de assentados no processo seletivo feria os princ&iacute;pios de &ldquo;igualdade, legalidade, isonomia e razoabilidade do direito brasileiro&rdquo;. <\/p>\n<p>O professor Valdir rebate a interpreta&ccedil;&atilde;o do juiz, que classifica de &ldquo;legalista&rdquo;. &ldquo;Isso &eacute; inclus&atilde;o social. Quando a gente fala em inclus&atilde;o, &eacute; ter programas que incluam o indiv&iacute;duo por meio da educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz. <\/p>\n<p>H&aacute; onze anos o Pronera financia cursos e outras atividades voltadas para assentados e assentadas da reforma agr&aacute;ria para que a comunidade possa se desenvolver sustentavelmente. Al&eacute;m de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, o programa tamb&eacute;m financia cursos de educa&ccedil;&atilde;o para jovens acima de 15 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas pr&oacute;ximas f&eacute;rias a Universidade Federal do Cear&aacute; (UFC) receber&aacute; 60 assentados em suas salas. Essas pessoas far&atilde;o o primeiro curso de jornalismo voltado para pessoas assentadas pelo Incra do pa&iacute;s, o curso Jornalismo da Terra. 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