{"id":23310,"date":"2009-09-04T17:18:18","date_gmt":"2009-09-04T17:18:18","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23310"},"modified":"2009-09-04T17:18:18","modified_gmt":"2009-09-04T17:18:18","slug":"lei-da-mordaca-foi-utilizada-nos-ultimos-anos-por-estado-e-municipio-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23310","title":{"rendered":"&#8216;Lei da morda\u00e7a&#8217; foi utilizada nos \u00faltimos anos por estado e munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\">Levantamento realizado pelo programa A&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a, da A&ccedil;&atilde;o Educativa, nos di&aacute;rios oficiais do munic&iacute;pio e do estado de S&atilde;o Paulo, aponta que a &quot;lei da morda&ccedil;a&quot; foi utilizada para puni&ccedil;&atilde;o de servidores p&uacute;blicos nos &uacute;ltimos anos nas duas esferas.<\/p>\n<p>Ao tratar da exist&ecirc;ncia do artigo 242 do Estatuto dos Servidores P&uacute;blicos do Estado de S&atilde;o Paulo (lei n&deg;10.261) e o inciso I do artigo 179 do Estatuto dos Funcion&aacute;rios P&uacute;blicos do Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo (lei 8989\/79), que impedem o professorado e demais servidores(as) de darem entrevistas, gestores e ex-gestores, municipais e estaduais, justificam que as administra&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se valem desses mecanismos para cercear a liberdade de express&atilde;o do funcionalismo p&uacute;blico. O levantamento aponta o contr&aacute;rio (leia aqui a reportagem &quot;Candidatos &agrave; prefeitura de S&atilde;o Paulo afirmam ser contr&aacute;rios &agrave; lei da morda&ccedil;a na educa&ccedil;&atilde;o&quot;).<\/p>\n<p>Os textos dos estatutos pro&iacute;bem funcion&aacute;rios(as) de referirem-se &quot;depreciativamente em informa&ccedil;&atilde;o, parecer ou despacho, ou pela imprensa, ou por qualquer meio de divulga&ccedil;&atilde;o, &agrave;s autoridades constitu&iacute;das e aos atos da administra&ccedil;&atilde;o&quot;. Esses dispositivos, conhecidos como lei da morda&ccedil;a, s&atilde;o um dos motivos da aus&ecirc;ncia de voz dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o da cobertura da m&iacute;dia sobre o tema.<\/p>\n<p><strong>Casos de puni&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>No in&iacute;cio deste ano, o governador Jos&eacute; Serra vetou o projeto de lei complementar n&deg; 81\/2007, que revogaria o dispositivo (leia aqui sobre o tema), e encaminhou nova proposta de mesmo teor para a Assembl&eacute;ia Legislativa. Na ocasi&atilde;o, a ent&atilde;o secret&aacute;ria de Estado da Educa&ccedil;&atilde;o, Maria Helena Guimar&atilde;es de Castro, afirmou que a administra&ccedil;&atilde;o estadual n&atilde;o utiliza a lei para punir servidores(as). No entanto, o levantamento aponta puni&ccedil;&otilde;es pelo estado ocorridas desde 2003, ano do &uacute;nico caso de aplica&ccedil;&atilde;o do dispositivo contra profissional da educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Naquele ano, foram contabilizados seis casos, dentre eles a &quot;pena de repreens&atilde;o&quot; a uma agente de servi&ccedil;os escolares, &quot;por infring&ecirc;ncia dos artigos 241, inciso II, VI, XII e XIII; artigo 242, nos seus incisos I, VI, artigo 245, no inciso II da mesma Lei 10261\/68&quot;.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m foi encontrado um registro no in&iacute;cio de 2009, quando uma oficial administrativa foi suspensa por &quot;infringir o dever institu&iacute;do nos artigos n&ordm; 241-I, 241-VI, 241-XII, 242-IV e 242 VI da Lei 10.261\/68&quot;. H&aacute; ainda um caso em 2006 e tr&ecirc;s em 2008.<\/p>\n<p>No munic&iacute;pio, foram levantados dois casos, em 2004 e 2006, ambos de puni&ccedil;&atilde;o a profissionais da educa&ccedil;&atilde;o, o primeiro deles professor, repreendido por &quot;descumprido o disposto no art. 178 e seus incisos I, V, XI e XII, e infringido o caput e inciso I do art.179 da Lei 8989\/79&quot;.<\/p>\n<p><strong>&quot;Fala Educador! Fala Educadora!&quot;<\/p>\n<p><\/strong>Tramitam na Assembl&eacute;ia Legislativa de S&atilde;o Paulo e na C&acirc;mara Municipal os projetos de lei para revogar as &quot;leis da morda&ccedil;a&quot;, no estado e no munic&iacute;pio, respectivamente. O texto encaminhado por Serra, ap&oacute;s ter vetado lei com mesmo teor, prop&otilde;e a revoga&ccedil;&atilde;o do artigo 242 e reformula&ccedil;&atilde;o do artigo 241 do Estatuto, que tamb&eacute;m imp&otilde;e limites &agrave; liberdade de express&atilde;o.<\/p>\n<p>Na capital, o vereador Ant&ocirc;nio Donato (PT) apresentou o projeto lei n&ordm; 124\/2009, que est&aacute; em tramita&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara dos Vereadores e pode demorar ainda um ano para ser aprovado. &quot;Espero poder agilizar, mas isso depende de acordo com as bancadas&quot;, afirmou Donato em entrevista ao Observat&oacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o em abril (leia aqui sobre o tema).<\/p>\n<p>O <em>Observat&oacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o <\/em>da A&ccedil;&atilde;o Educativa acompanha o tema desde 2007 e identificou, em 18 estados do Pa&iacute;s, leis inconstitucionais que impedem funcion&aacute;rios p&uacute;blicos de se comunicarem com a imprensa. Em sete de outubro de 2008, a A&ccedil;&atilde;o Educativa, em parceria com a ONG Artigo 19, Apeoesp e Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional dos Trabalhadores em Educa&ccedil;&atilde;o (CNTE), lan&ccedil;ou a campanha nacional &quot;Fala Educador! Fala Educadora!&quot;, em favor da liberdade de express&atilde;o de trabalhadores(as) em educa&ccedil;&atilde;o. Mais informa&ccedil;&otilde;es podem ser obtidas no blogue da campanha (leia aqui).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento realizado pelo programa A&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a, da A&ccedil;&atilde;o Educativa, nos di&aacute;rios oficiais do munic&iacute;pio e do estado de S&atilde;o Paulo, aponta que a &quot;lei da morda&ccedil;a&quot; foi utilizada para puni&ccedil;&atilde;o de servidores p&uacute;blicos nos &uacute;ltimos anos nas duas esferas. 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