{"id":23282,"date":"2009-08-31T17:42:40","date_gmt":"2009-08-31T17:42:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23282"},"modified":"2014-09-07T02:58:40","modified_gmt":"2014-09-07T02:58:40","slug":"acao-pede-que-pgr-investigue-por-que-terceira-gestao-nao-foi-instalada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23282","title":{"rendered":"A\u00e7\u00e3o pede que PGR investigue por que terceira gest\u00e3o n\u00e3o foi instalada"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t-->  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\" align=\"left\">Inativo desde 2006, o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (CCS) deixa de ser pauta apenas do Congresso Nacional e passa a ser objeto de uma a&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a. A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) ajuizou uma representa&ccedil;&atilde;o na Procuradoria-Geral da Rep&uacute;blica para que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico investigue os motivos que levam o Congresso Nacional a n&atilde;o convocar sess&atilde;o para elei&ccedil;&atilde;o do CCS.<\/p>\n<p>Segundo a deputada, a inatividade do conselho, al&eacute;m de ferir a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal e infringir ao menos tr&ecirc;s leis (a que cria o conselho, a que normatiza a TV a Cabo e a que cria a Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o), deixa a sociedade sem um importante instrumento num momento decisivo, no qual se debate a 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Erundina lembra ainda que existem quest&otilde;es no conselho que precisam ser revistas, mas que &eacute; fundamental nesse momento a retomada das atividades do CCS e, aos poucos, ir consertando os erros. &ldquo;A composi&ccedil;&atilde;o do conselho e o car&aacute;ter dele precisam ser revistos. No relat&oacute;rio final da subcomiss&atilde;o de radiodifus&atilde;o da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o (CCTCI) da C&acirc;mara dos Deputados, publicado no final de 2008, h&aacute; a indica&ccedil;&atilde;o de uma Proposta de Emenda &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o (PEC) para se mudar o car&aacute;ter do conselho, de apenas consultivo, para ser tamb&eacute;m deliberativo. Como acontece com os conselhos na &aacute;rea de sa&uacute;de, por exemplo&rdquo;. <\/p>\n<p>O professor da Universidade de Bras&iacute;lia e membro do Conselho Curador da EBC Murilo Ramos corrobora a urg&ecirc;ncia de reativa&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. Para Ramos a representa&ccedil;&atilde;o cumpre duas tarefas fundamentais, que s&atilde;o &ldquo;fazer com que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico cumpra com sua fun&ccedil;&atilde;o e cobre do Senado a reativa&ccedil;&atilde;o do conselho e tamb&eacute;m a de n&atilde;o deixar que essa quest&atilde;o seja esquecida&rdquo;. Ainda na opini&atilde;o do professor, &quot;o CCS pode, sim, cumprir a sua finalidade e desempenhar seu papel mesmo com as limita&ccedil;&otilde;es de um &oacute;rg&atilde;o consultivo&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>H<\/strong><strong>ist&oacute;ria do CCS<\/strong><\/p>\n<p>Previsto pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988 em seu artigo 224, o CCS, mesmo com suas limita&ccedil;&otilde;es de &oacute;rg&atilde;o meramente consultivo, &eacute; um importante instrumento de controle social conquistado a duras penas durante a disputa que resultou na formula&ccedil;&atilde;o do primeiro Cap&iacute;tulo da Comunica&ccedil;&atilde;o Social presente em uma Carta Magna brasileira. <\/p>\n<p>Existia por parte da proponente do CCS, a deputada constituinte Cristina Tavares (PMDB-PE), que representava, &agrave; &eacute;poca, as id&eacute;ias do movimento que lutava pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, a inten&ccedil;&atilde;o de que o &oacute;rg&atilde;o fosse deliberativo e que atuasse em quest&otilde;es importantes como, por exemplo, &agrave;s concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV. A proposta era inspirada no &oacute;rg&atilde;o de controle p&uacute;blico estadunidense, o Federal Communication Commission. <\/p>\n<p>O poder do empresariado da comunica&ccedil;&atilde;o naquela disputa n&atilde;o permitiu que o CCS fosse aprovado nos moldes inicialmente propostos e o conselho acabou por ser um &oacute;rg&atilde;o consultivo com responsabilidades muito aqu&eacute;m das que lhes tinham sido indicadas. Mesmo com as limita&ccedil;&otilde;es que conseguiram impor ao CCS, os interessados em seu n&atilde;o funcionamento conseguiram manter &oacute;rg&atilde;o sem gest&atilde;o por onze longos anos.   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\" align=\"left\"> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\" align=\"left\">Apesar de a Lei 8.389 que regulamenta o CCS e determina a sua composi&ccedil;&atilde;o ser de 1991, a primeira gest&atilde;o do conselho s&oacute; tomou posse em 2002. Essa data n&atilde;o &eacute; aleat&oacute;ria, lembra Murilo Ramos. A convoca&ccedil;&atilde;o do conselho s&oacute; aconteceu no ano de 2002 por conta das mudan&ccedil;as em torno do artigo 222 da Constitui&ccedil;&atilde;o, que alterou o percentual de participa&ccedil;&atilde;o do capital estrangeiro nas empresas de comunica&ccedil;&atilde;o e que, para tanto, &ldquo;necessitaria&rdquo; da a&ccedil;&atilde;o de um &oacute;rg&atilde;o fiscalizador. <\/p>\n<p>Nestes 20 anos, desde a promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o, o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social teve apenas duas gest&otilde;es.  A primeira, presidida por Jos&eacute; Paulo Cavalcanti Filho, que na avalia&ccedil;&atilde;o de Murilo Ramos mostrou que o &oacute;rg&atilde;o poderia funcionar bem. &ldquo;A segunda gest&atilde;o, da qual foi presidente Arnaldo Niskier, indicado por Jos&eacute; Sarney, j&aacute; foi para colocar freios no papel que teve a primeira gest&atilde;o do CCS. Foi desastrosa e colocada l&aacute; justamente para encerrar com as atividades do conselho&rdquo;, lembra Ramos.<\/p>\n<p>A avalia&ccedil;&atilde;o do professor da UnB pode ser confirmada a partir da comprova&ccedil;&atilde;o de uma verdadeira &ldquo;dan&ccedil;a das cadeiras&rdquo; que acabou por caracterizar a segunda composi&ccedil;&atilde;o do conselho. Pessoas que representavam entidades empresarias na primeira gest&atilde;o foram eleitas como representante da sociedade civil, vagas que deveriam ser ocupadas por movimentos sociais e entidades n&atilde;o-empresarias. Al&eacute;m disso, a Rede Globo dominou o conselho, indicando o maior n&uacute;mero de representantes, o que colocou em xeque o equil&iacute;brio de representa&ccedil;&otilde;es previsto na lei que criou o CCS e acabou por realmente acabar com o conselho.  <\/p>\n<p><strong>Luta pela rearticula&ccedil;&atilde;o do CCS<\/strong><\/p>\n<p>Em junho, audi&ecirc;ncia p&uacute;blica convocada pela Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Informa&ccedil;&atilde;o (CCTCI) da C&acirc;mara dos Deputados, teve como pauta a reativa&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. Como a prerrogativa para se convocar elei&ccedil;&otilde;es e nomear os membros do CCS &eacute; do Senado, representantes da mesa diretora foram convidados, contudo nenhum deles compareceu e nenhuma a&ccedil;&atilde;o foi tomada com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; reativa&ccedil;&atilde;o do &oacute;rg&atilde;o. <\/p>\n<p>Em artigo publicado no Observat&oacute;rio da Imprensa [<a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=22964\">&ldquo;Por que o CCS n&atilde;o ser&aacute; reinstalado&rdquo;- edi&ccedil;&atilde;o 524<\/a> ], Ven&iacute;cio Lima afirma que  &ldquo;o Congresso Nacional e, sobretudo, o Senado Federal, abriga um grande n&uacute;mero de parlamentares que tem v&iacute;nculos diretos com as concess&otilde;es de r&aacute;dio e televis&atilde;o. O CCS &eacute; um &oacute;rg&atilde;o que &ndash; mesmo sendo apenas auxiliar &ndash; discute quest&otilde;es que amea&ccedil;am os interesses particulares desses parlamentares e dos empres&aacute;rios de comunica&ccedil;&atilde;o, seus aliados. Na verdade, eles n&atilde;o querem sequer debater. Essa &eacute; a raz&atilde;o &ndash; de fato &ndash; pela qual o CCS n&atilde;o funciona&rdquo;.<\/p>\n<p>Para Murilo Ramos e Luiza Erundina, a discuss&atilde;o sobre o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social dever&aacute; ser retomada em breve pela Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, que acontece em dezembro. Contudo, relatos da reuni&atilde;o da Comiss&atilde;o Organizadora Nacional indicam que o governo j&aacute; sinalizou que n&atilde;o vai discutir controle social se esse debate for esbarrar em quest&otilde;es de conte&uacute;do. <\/p>\n<p>&ldquo;A discuss&atilde;o do conselho &eacute; algo que deve estar presente na Confecom. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fazer uma confer&ecirc;ncia e n&atilde;o tratar do controle p&uacute;blico. N&atilde;o se pode aceitar vetos a nenhum tipo de discuss&atilde;o. Se for para fazer uma confer&ecirc;ncia com restri&ccedil;&atilde;o de temas, n&atilde;o vale a pena&rdquo;, protesta Erundina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inativo desde 2006, o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (CCS) deixa de ser pauta apenas do Congresso Nacional e passa a ser objeto de uma a&ccedil;&atilde;o na Justi&ccedil;a. 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