{"id":23268,"date":"2009-08-31T12:07:31","date_gmt":"2009-08-31T12:07:31","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23268"},"modified":"2009-08-31T12:07:31","modified_gmt":"2009-08-31T12:07:31","slug":"acordo-sobre-regimento-interno-nao-e-consenso-entre-entidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23268","title":{"rendered":"Acordo sobre regimento interno n\u00e3o \u00e9 consenso entre entidades"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O acordo sobre o regimento interno da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom) foi recebido de maneira diversa pelas entidades envolvidas no processo. Do lado dos empres&aacute;rios, &eacute; clara a satisfa&ccedil;&atilde;o com o resultado do longo processo de press&atilde;o sobre o governo e a comiss&atilde;o organizadora. Os representantes empresariais que se mantiveram na Comiss&atilde;o Organizadora Nacional (CON) j&aacute; falam, inclusive, em trazer de volta as seis entidades que se retiraram da Confecom. <br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\" align=\"left\">J&aacute; as organiza&ccedil;&otilde;es e movimentos sociais t&ecirc;m se dividido entre avalia&ccedil;&otilde;es que v&atilde;o de uma vis&atilde;o altamente positiva das defini&ccedil;&otilde;es do regimento at&eacute; uma an&aacute;lise da conjuntura p&oacute;s-acordo como muito dif&iacute;cil para as for&ccedil;as que defendem mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es das pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>O acordo sobre o regimento foi selado em reuni&atilde;o realizada na ter&ccedil;a-feira (25) entre os tr&ecirc;s ministros respons&aacute;veis pela Confecom (H&eacute;lio Costa, das Comunica&ccedil;&otilde;es, Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presid&ecirc;ncia, e Franklin Martins, da Comunica&ccedil;&atilde;o Social), as duas entidades empresariais que se mantiveram na CON (a Abra, que re&uacute;ne os grupos Band e RedeTV!, e a Telebrasil, que representa o setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es) e os representantes da sociedade civil n&atilde;o-empresarial na mesma comiss&atilde;o. <\/p>\n<p>Antes desta reuni&atilde;o, empres&aacute;rios e movimentos haviam se encontrado para tentar chegar a um consenso. At&eacute; aquele momento, estava sobre a mesa a proposta sustentada pelo governo e negociada com o conjunto das entidades empresariais: a divis&atilde;o de delegados numa propor&ccedil;&atilde;o 40-40-20 (40% das vagas para representantes do empresariado da comunica&ccedil;&atilde;o, 40% para as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-empresariais da sociedade civil e 20% para representantes do setor p&uacute;blico) e o qu&oacute;rum de 60% para aprova&ccedil;&atilde;o de propostas em temas considerados &ldquo;sens&iacute;veis&rdquo;. <\/p>\n<p>Abra e Telebrasil tentaram modificar a exig&ecirc;ncia de qu&oacute;rum para 60%+1, alegando que s&oacute; assim estaria garantido o apoio de todos os setores a uma determinada proposi&ccedil;&atilde;o. Chegaram a afirmar, nas duas reuni&otilde;es, que n&atilde;o se importariam de flexibilizar a composi&ccedil;&atilde;o das delega&ccedil;&otilde;es de cada setor, dando a entender que o que queriam manter era a possibilidade de serem o fiel da balan&ccedil;a nas vota&ccedil;&otilde;es pol&ecirc;micas da Confecom. Durante o encontro com o governo, os ministros chegaram a apontar novas formas de divis&atilde;o de delegados. Os empres&aacute;rios insistiram na f&oacute;rmula do qu&oacute;rum e a maioria das entidades n&atilde;o-empresariais cedeu em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; propor&ccedil;&atilde;o em troca de n&atilde;o se aprovar o 60+1 e aumentar o n&uacute;mero de delegados de 1.000 para 1.500.<\/p>\n<p>Ao final, o acordo manteve a divis&atilde;o dos delegados como negociada anteriormente com os empres&aacute;rios e uma f&oacute;rmula de qu&oacute;rum qualificado para aprova&ccedil;&atilde;o de medidas que exige 60% com pelo menos um delegado de cada setor votando a favor da proposta. Das oito entidades n&atilde;o-empresariais na Comiss&atilde;o Organizadora Nacional, apenas o Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social apresentou voto contr&aacute;rio ao acordo.<\/p>\n<p><strong>Negocia&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>Para Fl&aacute;vio Lara Resende, representante da Abra, o acordo foi &ldquo;a melhor forma&rdquo; encontrada nas negocia&ccedil;&otilde;es, mas ele comemora, sobretudo, o que ele significa em termo das rela&ccedil;&otilde;es entre os setores. &ldquo;Todos os lados cederam. Vimos que &eacute; poss&iacute;vel sentar &agrave; mesa e negociar&rdquo;, avaliou. Segundo ele, a Abra entende essa confer&ecirc;ncia &ldquo;n&atilde;o como uma guerra, mas como um espa&ccedil;o de converg&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p>Apesar de o acordo dirigir-se francamente &agrave; acomoda&ccedil;&atilde;o dos interesses empresariais, o representante da Abra diz que o setor abriu m&atilde;o da proposta de um n&uacute;mero reduzido de delegados. J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o ao qu&oacute;rum, diz que a f&oacute;rmula final atende ao esp&iacute;rito do que j&aacute; defendiam. &ldquo;Para n&oacute;s o qu&oacute;rum qualificado era uma garantia de que ser&iacute;amos ouvidos porque a sociedade civil n&atilde;o empresarial est&aacute; muito organizada. Da&iacute; a import&acirc;ncia de termos garantido ao menos dentro dos 60% um voto de cada setor, porque isso obriga minimamente todos a sentarem numa mesa e negociar. Se n&atilde;o fosse assim, n&atilde;o ser&iacute;amos ouvidos.&rdquo;<\/p>\n<p>Nem a propor&ccedil;&atilde;o de delegados aprovada, tampouco o qu&oacute;rum qualificado para aprova&ccedil;&atilde;o de propostas consideradas sens&iacute;veis foram pr&aacute;ticas nas dezenas de confer&ecirc;ncia que foram realizadas pelo governo federal nos &uacute;ltimos anos. Durante as reuni&otilde;es ao longo do processo de negocia&ccedil;&atilde;o, os governo vinha defendendo a id&eacute;ia de que esta n&atilde;o era uma confer&ecirc;ncia como as outras e que era preciso garantir a presen&ccedil;a de todos os setores para garantir que os resultados da Confecom sejam implementados. Em outras palavras, s&oacute; aquilo que puder ser negociado com o empresariado da comunica&ccedil;&atilde;o pode ganhar peso para ser implementado.<\/p>\n<p>&ldquo;A primeira Confecom vai nos ensinar a lidar com o setor das comunica&ccedil;&otilde;es e suas complexidades&rdquo;, afirmou Celso Schr&ouml;der, da Coordena&ccedil;&atilde;o Executiva do F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), entidade que tamb&eacute;m comp&otilde;e a CON. Em sua avalia&ccedil;&atilde;o, os par&acirc;metros acertados na reuni&atilde;o foram os poss&iacute;veis para &ldquo;garantir o debate&rdquo; na Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>Comemora&ccedil;&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>&ldquo;A exist&ecirc;ncia da Confer&ecirc;ncia por si mesma j&aacute; representa uma grande vit&oacute;ria, uma vit&oacute;ria da sociedade civil brasileira, mesmo diante da tentativa de sabotagem do empresariado&rdquo;, avaliou. Segundo Schr&ouml;der, a Confecom ocorrer&aacute; nos moldes defendidos pelo FNDC e as entidades que o comp&otilde;e no sentido de discutir as quest&otilde;es da comunica&ccedil;&atilde;o e propor pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.<\/p>\n<p>A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Canais Comunit&aacute;rios (ABCCom), atrav&eacute;s de nota, mostrou-se ainda mais entusiasmada com a perspectiva de realiza&ccedil;&atilde;o da Confecom. &ldquo;A introdu&ccedil;&atilde;o desse tema na agenda p&uacute;blica das discuss&otilde;es nacionais j&aacute; &eacute; uma revolu&ccedil;&atilde;o, em todos os sentidos que se possa analisar&rdquo;, diz a nota. A associa&ccedil;&atilde;o foi a primeira das entidades da sociedade civil com assento na Comiss&atilde;o Organizadora Nacional a afirmar publicamente que aceitaria as condi&ccedil;&otilde;es apresentadas pelos empres&aacute;rios para garantir a realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica realizada pela Comiss&atilde;o de Direitos Humanos e Minorias da C&acirc;mara dos Deputados, Roseli Goffman, representantes do Conselho Federal de Psicologia na coordena&ccedil;&atilde;o do FNDC e tamb&eacute;m na CON, afirmou que o acordo era positivo pois garantia aos movimentos sociais &ldquo;uma representa&ccedil;&atilde;o de 40% nos debates da comunica&ccedil;&atilde;o quando antes n&atilde;o se tinha 1%&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>Concess&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>Na opini&atilde;o de Jonas Valente, que representa o Intervozes na CON, as regras estabelecidas comprometeram o car&aacute;ter amplo e democr&aacute;tico do processo, embora n&atilde;o tirem a import&acirc;ncia da iniciativa como marco do debate p&uacute;blico sobre a &aacute;rea no pa&iacute;s. &ldquo;O acordo fechado foi problem&aacute;tico, pois apontou que h&aacute; um &lsquo;ambiente de entendimento&rsquo; entre as partes em que apenas um dos lados, a sociedade civil n&atilde;o empresarial, cede&rdquo;, avaliou. &ldquo;O governo, por sua vez, tem muita dificuldade de se posicionar de maneira mais firme em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es e excessos propostos pelos empres&aacute;rios. O governo deve sim tentar envolver todos os setores para realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia e n&atilde;o apenas os empres&aacute;rios.&rdquo;<\/p>\n<p>A Comiss&atilde;o Nacional Pr&oacute;-Confer&ecirc;ncia de Comunica&ccedil;&atilde;o, articula&ccedil;&atilde;o com mais de 30 entidades criada h&aacute; dois anos para pressionar pela realiza&ccedil;&atilde;o da Confecom, vinha defendendo uma divis&atilde;o de delegados que diferenciasse apenas o setor p&uacute;blico da sociedade civil organizada, sem distin&ccedil;&atilde;o entre empres&aacute;rios e n&atilde;o-empres&aacute;rios, seguindo a propor&ccedil;&atilde;o 20-80. A CNPC tamb&eacute;m recha&ccedil;ava qualquer tipo de qu&oacute;rum qualificado. A proposta da CNPC teve o apoio formal de pelo menos 10 comiss&otilde;es estaduais Pr&oacute;-Confer&ecirc;ncia. As articula&ccedil;&otilde;es nos estados tamb&eacute;m t&ecirc;m avaliado como problem&aacute;tico o acordo, inclusive porque ele deve reverberar sobre os regimentos das etapas regionais.<\/p>\n<p>Segundo Valente, o qu&oacute;rum qualificado de 60% mais a exig&ecirc;ncia de no m&iacute;nimo um voto de cada segmento na aprecia&ccedil;&atilde;o de propostas relacionadas a temas &quot;sens&iacute;veis&quot; dificulta a aprova&ccedil;&atilde;o de resolu&ccedil;&otilde;es sobre quest&otilde;es mais pol&ecirc;micas e imp&otilde;e uma din&acirc;mica de media&ccedil;&atilde;o extrema a estes debates. &ldquo;&Eacute; importante buscar o entendimento entre os setores, mas isso n&atilde;o pode ser a &uacute;nica forma conduzir as discuss&otilde;es, sob o risco de buscar uma supress&atilde;o artificial das diverg&ecirc;ncias normais e conhecidas entre diferentes segmentos&rdquo;, avalia. <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"padrao\" align=\"left\">&ldquo;<strong>Confer&ecirc;ncia poss&iacute;vel&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>Para duas das entidades sindicais com assento na Comiss&atilde;o Organizadora Nacional, o acordo sobre o regimento &eacute; insatisfat&oacute;rio, mas necess&aacute;rio. Tanto a Central &Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT) quanto a Federa&ccedil;&atilde;o Interestadual dos Trabalhadores em Radiodifus&atilde;o e Televis&atilde;o (Fitert) indicam descontentamento com o acordo, mas afirmam que, diante das press&otilde;es do empresariado e da disposi&ccedil;&atilde;o do governo para acomodar o setor dentro do processo, foi preciso ceder para garantir a realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>Para Rosane Bertoti, secret&aacute;ria de Comunica&ccedil;&atilde;o da CUT, a negocia&ccedil;&atilde;o esbarrou nos limites dos interesses dos empres&aacute;rios que o governo estava disposto a enfrentar.&ldquo;A CUT entende que esta foi a Confecom poss&iacute;vel, mas que esta n&atilde;o &eacute; uma confer&ecirc;ncia dentro dos padr&otilde;es democr&aacute;ticos que a gente defendia nem est&aacute; dentro dos padr&otilde;es democr&aacute;ticos das outras confer&ecirc;ncias j&aacute; realizadas por este governo&rdquo;, disse. <\/p>\n<p>&ldquo;Ficamos frustrados de n&atilde;o termos conseguido encaminhar as propostas de grande parte dos movimentos pr&oacute;-confer&ecirc;ncia estaduais, principalmente na quest&atilde;o da divis&atilde;o dos delegados. Muitas das comiss&otilde;es desaprovaram formalmente essa negocia&ccedil;&atilde;o, emitindo nota p&uacute;blica sobre o tema&rdquo;, comentou Nascimento Silva, coordenador da Fitert. &ldquo;Para n&atilde;o cometer erros e ficarmos com a imagem de que n&oacute;s &eacute; que n&atilde;o quer&iacute;amos os empres&aacute;rios na Confer&ecirc;ncia, tivemos que fazer concess&otilde;es alem do imagin&aacute;rio.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Futuros problemas<\/strong><\/p>\n<p>Tanto Rosane como Nascimento apontam para um cen&aacute;rio de dificuldades. Para a secret&aacute;ria da CUT, mesmo a aprova&ccedil;&atilde;o do texto final do regimento &ndash; prevista para a pr&oacute;xima ter&ccedil;a-feira (1 de setembro) &ndash; ainda pode ser motivo de novas disputas e press&otilde;es do empresariado.<\/p>\n<p>O coordenador da Fitert, por sua vez, indica dificuldades para mobilizar os diferentes atores, j&aacute; que as defini&ccedil;&otilde;es do regimento podem frustrar muitos deles. &ldquo;Mesmo com a conferencia poss&iacute;vel, precisamos unir for&ccedil;as agora. Agora n&atilde;o &eacute; mais a comiss&atilde;o [organizadora] que ter&aacute; papel importante e sim todos os segmentos sociais j&aacute; envolvidos nos seus estados&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Para Jonas Valente, do Intervozes, a postura das associa&ccedil;&otilde;es empresariais de estarem sempre condicionando a sua participa&ccedil;&atilde;o &agrave; imposi&ccedil;&atilde;o das suas pautas &eacute; muito preocupante, tanto em rela&ccedil;&atilde;o aos pr&oacute;ximos passos para a realiza&ccedil;&atilde;o da Confecom, quanto no debate dos temas da Confer&ecirc;ncia. &ldquo;Isso indica que este segmento ter&aacute; privil&eacute;gios para fazer valer suas posi&ccedil;&otilde;es e para represar qualquer proposta contr&aacute;ria aos seus interesses durante a Confer&ecirc;ncia&rdquo;, avaliou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma parte comemora garantia de realiza&ccedil;&atilde;o da Confecom, mas acordo &eacute; criticado por for&ccedil;ar &quot;ambiente de entendimento&quot; e tirar peso das pol&ecirc;micas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[570],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23268"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23268"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23268\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}