{"id":23206,"date":"2009-08-18T16:08:49","date_gmt":"2009-08-18T16:08:49","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23206"},"modified":"2009-08-18T16:08:49","modified_gmt":"2009-08-18T16:08:49","slug":"em-minoria-empresas-nao-querem-perder-peso-na-confecom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23206","title":{"rendered":"Em minoria, empresas n\u00e3o querem perder peso na Confecom"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t    <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\"><span class=\"padrao\"><a name=\"1232e719c55053c8_lblTitulo\" title=\"1232e719c55053c8_lblTitulo\"><\/a>O afastamento de parte das associa&ccedil;&otilde;es empresariais da organiza&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom) em nada aliviou o principal ponto de atrito entre empresas e movimentos sociais. Ao contr&aacute;rio, o clima parece ter esquentado ainda mais quando o assunto &eacute; o qu&oacute;rum qualificado para a vota&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias consideradas &quot;sens&iacute;veis&quot; pelos segmentos e o percentual de distribui&ccedil;&atilde;o de delegados na fase preparat&oacute;ria da confer&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>Mesmo com a sa&iacute;da de associa&ccedil;&otilde;es de peso como a Abert e a ANJ, o governo resolveu manter a defesa de uma divis&atilde;o de votos em 40% para o segmento empresarial, 40% para os segmentos sociais e 20% para o setor p&uacute;blico. <\/p>\n<p>A argumenta&ccedil;&atilde;o do governo &eacute; que os pesos devem ser definidos de forma a manter a representabilidade de todos os segmentos envolvidos. E, assim, o fato de apenas duas associa&ccedil;&otilde;es terem restado no bloco empresarial n&atilde;o &eacute; motivo para reduzir o peso dos votos desse segmento. O &uacute;nico aspecto que o governo aceita rever na proposta de qu&oacute;rum &eacute; com rela&ccedil;&atilde;o aos &quot;60% mais um&quot;, que nada mais &eacute; do que uma esp&eacute;cie de voto m&iacute;nimo de cada um dos segmentos representados na comiss&atilde;o organizadora. Caso os &quot;60% mais um&quot; prevale&ccedil;a, nenhum assunto pol&ecirc;mico poder&aacute; ser aprovado sem ao menos um voto favor&aacute;vel de cada um dos segmentos, mesmo com a maioria de 60%. <\/p>\n<p>Este &eacute; o pleito da Telebrasil, que pode at&eacute; mesmo rever sua decis&atilde;o de permanecer na comiss&atilde;o organizadora caso a proposta n&atilde;o vingue. Segundo o presidente da Abrafix, Jos&eacute; Fernandes Pauletti, um dos representantes da Telebrasil no debate, &quot;n&atilde;o h&aacute; nada garantido&quot; sobre a perman&ecirc;ncia da Telebrasil na Confecom. O ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, confirmou que a defesa dos &quot;60% mais um&quot; &eacute; um pleito das teles. &quot;Os empres&aacute;rios de telecomunica&ccedil;&otilde;es insistiram que houvesse ao menos um voto de cada setor para assuntos mais sens&iacute;veis&quot;, contou o ministro ap&oacute;s a reuni&atilde;o com a comiss&atilde;o realizada nesta segunda-feira, 17. <\/p>\n<p><strong>Sem consenso <\/strong><\/p>\n<p>Mais uma vez, o arremate foi adiado em uma semana por conta da falta de acordo entre os participantes sobre o qu&oacute;rum de vota&ccedil;&atilde;o. A ideia &eacute; que os representantes dos movimentos sociais e das empresas encontrarem-se na pr&oacute;xima ter&ccedil;a-feira, 25, pela manh&atilde; para tentar fechar um acordo. No mesmo dia, &agrave; tarde, os grupos devem se encontrar novamente com os ministros respons&aacute;veis pela coordena&ccedil;&atilde;o do evento: H&eacute;lio Costa (Comunica&ccedil;&otilde;es), Franklin Martins (Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presid&ecirc;ncia). Al&eacute;m de tentar convencer as duas associa&ccedil;&otilde;es empresariais remanescentes na organiza&ccedil;&atilde;o &#8211; Abra e Telebrasil &#8211; a adotarem uma proposta de consenso, as entidades civis ter&atilde;o o trabalho de tentar uma concilia&ccedil;&atilde;o dentro de seu pr&oacute;prio segmento. <\/p>\n<p>Posi&ccedil;&otilde;es sobre qual divis&atilde;o de votos deve ser adotada florescem entre o segmento social, o que pode dificultar um arremate de uma proposta diferente dos 40\/40\/20. Ao menos uma entidade j&aacute; se posicionou a favor da proposta do governo. Trata-se da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Canais Comunit&aacute;rios (ABCCOM). Mas o vice-presidente da associa&ccedil;&atilde;o, Paulo Miranda, defende-se quanto a posi&ccedil;&atilde;o adotada, alegando que o governo tem pressionado as entidades a aceitarem a oferta. &quot;Permanece o impasse, mas com a faca no pesco&ccedil;o dos movimentos sociais. Por que o governo tem colocado a coisa em termos de ou se aceita os 40\/40\/20 ou n&atilde;o tem mais confer&ecirc;ncia?&quot;, reclamou Miranda. <\/p>\n<p><strong>Sem press&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p>O ministro H&eacute;lio Costa, por sua vez, negou qualquer press&atilde;o. &quot;Acho que isso &eacute; um exagero&quot;, afirmou Costa sobre o coment&aacute;rio do vice-presidente da ABCCOM. &quot;Estudamos detalhadamente a situa&ccedil;&atilde;o e achamos que ficam muito bem representados (os segmentos) com 40\/40\/20.&quot; Segundo o ministro, os movimentos sociais apresentaram outras propostas de divis&atilde;o do qu&oacute;rum, mas todas acabariam &quot;desequilibrando o sistema&quot; pensado pelo governo. Ao menos duas propostas chegaram a ser formalmente apresentadas pelas entidades civis. <\/p>\n<p>Segundo o ministro, sugeriu-se uma divis&atilde;o 25\/25\/50, sendo o peso maior destinado &agrave;s entidades civis. Outra proposta &eacute; de um qu&oacute;rum de 80% para entidades e empresas, juntas, mantendo-se 20% para o governo. Para H&eacute;lio Costa, a sugest&atilde;o 80\/20 n&atilde;o tem como vingar, apesar de ele pr&oacute;prio considerar as empresas como tamb&eacute;m representantes da sociedade. &quot;O setor emprega mais de 800 mil pessoas ent&atilde;o os empres&aacute;rios tamb&eacute;m s&atilde;o muito representativos da sociedade sim&quot;, disse o ministro. <\/p>\n<p><strong>Press&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p>Em princ&iacute;pio, o governo s&oacute; deve ceder a outra equa&ccedil;&atilde;o para o qu&oacute;rum se houver pleno consenso entre entidades civis e empresas. Considerando que este resultado &eacute; praticamente imposs&iacute;vel, algumas entidades civis j&aacute; apostam que acabar&aacute; prevalecendo a proposta do governo de 40\/40\/20 para que n&atilde;o haja risco de inviabilizar a Confecom. Da parte do governo, o sinal &eacute; que, se n&atilde;o houver uma solu&ccedil;&atilde;o para o impasse sobre o peso de cada segmento na confer&ecirc;ncia, a fatura cair&aacute; no colo das entidades civis. &quot;N&oacute;s do governo n&atilde;o vamos ser responsabilizados por n&atilde;o haver uma confer&ecirc;ncia&quot;, amea&ccedil;ou o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Mesmo com todos os problemas envolvendo o qu&oacute;rum, os representantes do governo ainda descartam a possibilidade de adiar a realiza&ccedil;&atilde;o da Confecom, agendada para dezembro deste ano. &quot;Com certeza vai dar tempo de fazer as etapas estaduais e a confer&ecirc;ncia em dezembro&quot;, assegurou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, Luiz Dulci. A falta de verbas, outro problema para a realiza&ccedil;&atilde;o do evento, j&aacute; estaria solucionada segundo H&eacute;lio Costa. A recomposi&ccedil;&atilde;o dos R$ 8,2 milh&otilde;es do or&ccedil;amento da confer&ecirc;ncia est&aacute; assegurada pelo Minist&eacute;rio do Planejamento t&atilde;o logo o regimento do evento seja aprovado.  <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O afastamento de parte das associa&ccedil;&otilde;es empresariais da organiza&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom) em nada aliviou o principal ponto de atrito entre empresas e movimentos sociais. 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