{"id":23165,"date":"2009-08-06T16:48:55","date_gmt":"2009-08-06T16:48:55","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23165"},"modified":"2009-08-06T16:48:55","modified_gmt":"2009-08-06T16:48:55","slug":"estamos-diante-de-um-problema-politico-diz-franklin-martins-sobre-a-confecom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23165","title":{"rendered":"&#8220;Estamos diante de um problema pol\u00edtico&#8221;, diz Franklin Martins sobre a Confecom"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A organiza&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom), agendada para dezembro deste ano, continua turbulenta. Nesta quarta-feira, 5, empres&aacute;rios se reuniram com os ministros H&eacute;lio Costa (Comunica&ccedil;&atilde;o), Franklin Martins (Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presid&ecirc;ncia) para debater a continuidade dos segmentos empresariais no evento. E praticamente nada ficou acertado, a n&atilde;o ser que uma nova reuni&atilde;o ser&aacute; feita na pr&oacute;xima semana, provavelmente na quinta-feira, 13. A maior parte das associa&ccedil;&otilde;es empresariais, contudo, manifestou formalmente a inten&ccedil;&atilde;o de sair da organiza&ccedil;&atilde;o da Confecom. <\/p>\n<p>A falta de um desfecho conclusivo na reuni&atilde;o se deu por conta de um apelo feito pelo governo. A maior parte das associa&ccedil;&otilde;es empresariais estava disposta a deixar hoje mesmo a comiss&atilde;o organizadora da confer&ecirc;ncia, mas os ministros pediram mais uma semana para que os empres&aacute;rios repensassem sua decis&atilde;o. A contraproposta do governo para tentar manter as empresas &eacute; a possibilidade de cria&ccedil;&atilde;o de um &quot;qu&oacute;rum qualificado&quot; para a delibera&ccedil;&atilde;o dos assuntos mais pol&ecirc;micos. <\/p>\n<p>O aceno do governo n&atilde;o atende exatamente as demandas empresariais, que queriam ter algum tipo de veto sobre os temas que lhe s&atilde;o mais sens&iacute;veis. Mesmo assim, ainda h&aacute; quem possa repensar a estrat&eacute;gia a partir da proposta. A sugest&atilde;o dada &eacute; que se mantenha os pesos de 40% para o segmento das entidades civis, 40% para o segmento empresarial e 20% para o governo. Contudo, os temas pol&ecirc;micos s&oacute; poderiam ser aprovados com 60% mais um, ou seja, n&atilde;o seria poss&iacute;vel aprovar a entrada de temas na pauta sem que exista o aval de uma parte m&iacute;nima de todos os segmentos. <\/p>\n<p>Segundo o ministro Franklin Martins, o qu&oacute;rum pode ser discutido mais amplamente, &quot;desde que n&atilde;o implique direito de veto para ningu&eacute;m&quot;. A proposta dever&aacute; ser apresentada tamb&eacute;m ao segmento que re&uacute;ne as entidades civis, que n&atilde;o participaram da reuni&atilde;o de hoje. Este encontro n&atilde;o tem data confirmada, mas pode ocorrer na pr&oacute;xima ter&ccedil;a-feira, 11. Mesmo com as novas reuni&otilde;es sendo agendadas, Martins admite que a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; simples. &quot;Estamos diante de um problema pol&iacute;tico, sem d&uacute;vida nenhuma.&quot; <\/p>\n<p>Debandada <\/p>\n<p>Seis das oito associa&ccedil;&otilde;es empresariais que comp&otilde;em a comiss&atilde;o organizadora da Confecom chegaram na reuni&atilde;o decididas a deixar a confer&ecirc;ncia. A lista inclui, por exemplo, Abert, Abrafix, ABTA e ANJ. As duas que ainda consideram a possibilidade de atuar mais concretamente na constru&ccedil;&atilde;o da pauta s&atilde;o a Telebrasil e a Abra. No entanto, fontes n&atilde;o descartam que a perman&ecirc;ncia das duas associa&ccedil;&otilde;es seja apenas para &quot;fazer m&eacute;dia&quot; com o governo. Isso porque ambas teriam insinuado a inten&ccedil;&atilde;o de permanecer no debate, mas deixando formalmente o grupo de organiza&ccedil;&atilde;o do evento. <\/p>\n<p>Caso esse posicionamento se confirme, na pr&aacute;tica, isso funcionaria como uma sa&iacute;da t&aacute;tica, tal qual a das demais associa&ccedil;&otilde;es.Isso porque a t&atilde;o falada sa&iacute;da das empresas da Confecom nada mais &eacute; do que a decis&atilde;o por n&atilde;o mais compor o grupo organizador, em um sinal de que as empresas n&atilde;o concordam com a pauta que est&aacute; sendo constru&iacute;da. <\/p>\n<p>O abandono de qualquer empresa n&atilde;o significa necessariamente de que elas n&atilde;o participar&atilde;o de debates futuros no evento caso assim achem conveniente. <\/p>\n<p>Participantes do encontro desta quarta contam que Telebrasil e Abra estariam unidas para continuar negociando as demandas encaminhadas ao governo por meio de uma carta entregue a H&eacute;lio Costa na semana passada. O principal apelo da carta &eacute; a defini&ccedil;&atilde;o do qu&oacute;rum qualificado para a delibera&ccedil;&atilde;o dos temas pol&ecirc;micos, medida esta que conta com a boa vontade do governo, conforme exposto hoje. <\/p>\n<p>Outros apelos, como a cria&ccedil;&atilde;o de uma esp&eacute;cie de lista de assuntos proibidos, onde o destaque &eacute; o &quot;controle social da m&iacute;dia&quot;, interpretado pelas empresas com um pren&uacute;ncio de censura, n&atilde;o contou com a mesma simpatia dos ministros. &quot;As empresas trazem uma s&eacute;rie de premissas para a participa&ccedil;&atilde;o da Confecom que j&aacute; est&atilde;o contempladas pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal&quot;, afirmou H&eacute;lio Costa, citando a liberdade de imprensa como um exemplo desses instrumentos constitucionais que protegem as empresas de uma censura qualquer. <\/p>\n<p>Expectativa <\/p>\n<p>O clima geral entre empres&aacute;rios e membros do governo &eacute; que h&aacute; poucas chances das associa&ccedil;&otilde;es empresariais mudarem de posi&ccedil;&atilde;o at&eacute; a pr&oacute;xima reuni&atilde;o. Assim, quem estaria decidido a abandonar a Confecom deve manter sua posi&ccedil;&atilde;o. A decis&atilde;o s&oacute; n&atilde;o foi mantida hoje porque, frente ao pedido dos representantes do governo, as associa&ccedil;&otilde;es se viram na obriga&ccedil;&atilde;o de consultar mais uma vez seus associados. Vale ressaltar, no entanto, que a decis&atilde;o que quase foi fincada nesta quarta sobre a sa&iacute;da das empresas n&atilde;o foi tomada aleatoriamente. <\/p>\n<p>Representantes das associa&ccedil;&otilde;es que hoje estiveram com os ministros encontraram-se na ter&ccedil;a, 4, para fechar uma posi&ccedil;&atilde;o do segmento. Neste encontro, a escolha dos dissidentes Telebrasil e Abra n&atilde;o estava completamente fechada, demonstrando as d&uacute;vidas que ainda pairam sobre as empresas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vantagens de participar da Confecom. O apelo do governo para que as empresas repensem a decis&atilde;o de deixar a organiza&ccedil;&atilde;o do encontro surpreendeu alguns empres&aacute;rios, que acreditam ser mais produtivo para a confer&ecirc;ncia que as associa&ccedil;&otilde;es empresariais deixem logo o debate. <\/p>\n<p>Fatura pol&iacute;tica <\/p>\n<p>O encontro da tr&iacute;ade de ministro com as associa&ccedil;&otilde;es empresariais oculta ainda uma preocupa&ccedil;&atilde;o com a fatura pol&iacute;tica de um eventual abandono massivo da Confecom pelas empresas. At&eacute; o momento, as negocia&ccedil;&otilde;es estavam sendo feitas apenas com o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa. Mas o encontro com Dulci e Martins repartiu as responsabilidades sobre a poss&iacute;vel sa&iacute;das das empresas. Segundo fontes, o governo parece temer que as empresas o acusem de ter inviabilizado a participa&ccedil;&atilde;o no encontro, da&iacute; o esfor&ccedil;o em negociar com as associa&ccedil;&otilde;es. &quot;O papel do governo &eacute; estimular o debate e n&atilde;o ficar retrancando&quot;, resumiu Franklin Martins em coletiva &agrave; imprensa. <\/p>\n<p>Enquanto o impasse se mant&eacute;m, o governo tem cada vez menos tempo para organizar a Confecom. Mesmo assim, H&eacute;lio Costa mostrou-se confiante de que o evento ser&aacute; realizado dentro do previsto e destacou que diversos estados t&ecirc;m se organizado voluntariamente para debater as pautas que pretendem ver na Confecom. Diante do problema com a perman&ecirc;ncia das empresas, a falta de verbas para o evento tornou-se um drama menor. Mesmo assim, os R$ 6 milh&otilde;es contingenciados dos R$ 8 milh&otilde;es previstos ainda n&atilde;o foram restitu&iacute;dos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A organiza&ccedil;&atilde;o da 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom), agendada para dezembro deste ano, continua turbulenta. Nesta quarta-feira, 5, empres&aacute;rios se reuniram com os ministros H&eacute;lio Costa (Comunica&ccedil;&atilde;o), Franklin Martins (Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presid&ecirc;ncia) para debater a continuidade dos segmentos empresariais no evento. 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