{"id":23162,"date":"2009-08-06T16:38:50","date_gmt":"2009-08-06T16:38:50","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23162"},"modified":"2009-08-06T16:38:50","modified_gmt":"2009-08-06T16:38:50","slug":"gerente-de-jornalismo-da-tv-brasil-rebate-criticas-de-editorial-da-folha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23162","title":{"rendered":"Gerente de Jornalismo da TV Brasil rebate criticas de editorial da Folha"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\"><span class=\"padrao\">Rebatendo o editorial da <em>Folha de S.Paulo<\/em> em que o jornal pede o fechamento da TV Brasil, o jornalista Aziz Filho, gerente de Jornalismo da emissora no Rio de Janeiro e secret&aacute;rio geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro (SJPMRJ),declarou, em artigo, que o investimento na informa&ccedil;&atilde;o de qualidade tem retorno garantido para todos e n&atilde;o para poucos. <\/p>\n<p>O texto, intitulado &quot;A Folha faz cada editorial&#8230;&quot;, sublinha o fato da TV Brasil ter sido lan&ccedil;ada h&aacute; apenas um ano e meio e se caso investisse em transmiss&atilde;o anal&oacute;gica &#8211; para atingir uma parcela mais expressiva da popula&ccedil;&atilde;o &#8211; seria criticada por gastos desnecess&aacute;rios, segundo informa&ccedil;&otilde;es do SJPMRJ.<\/p>\n<p>Aziz Filho salientou que foram investidos mais de R$ 100 milh&otilde;es em equipamentos, os quais ainda n&atilde;o foram entregues, pois a emissora depende de um processo licitat&oacute;rio para tal.<\/p>\n<p>A respeito da audi&ecirc;ncia da emissora, o jornalista usa como o exemplo o programa &quot;Rep&oacute;rter Brasil&quot;, transmitido &agrave;s 21h, &eacute; assistido por duzentas mil pessoas no Rio de Janeiro. Sua audi&ecirc;ncia, segundo Filho, subiu de 0,6%, do momento de sua estreia, para m&eacute;dia de 1 a 1,2 pontos. <\/p>\n<p>O artigo de Aziz Filho:<\/p>\n<p>&quot;<strong>A Folha faz cada editorial&#8230;<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao padrao\">Nas mesmas p&aacute;ginas em que chamou de ditabranda o &uacute;ltimo regime militar, a Folha de S. Paulo defendeu recentemente em editorial o fechamento da TV Brasil, por ter investimento p&uacute;blico e baixa audi&ecirc;ncia. &Eacute; natural que os oligop&oacute;lios n&atilde;o se simpatizem com a id&eacute;ia de o Brasil seguir os pa&iacute;ses ricos e democr&aacute;ticos, todos eles com redes p&uacute;blicas nas quais a informa&ccedil;&atilde;o circula livre dos interesses empresariais. Em qualquer lugar o que se espera de um jornal, mesmo daqueles que reduzem o cidad&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o de consumidor, &eacute; respeito a quem o l&ecirc;. O conceito parece subjetivo ou flex&iacute;vel, como o de &eacute;tica, mas inflex&iacute;vel mesmo deve ser a expectativa do leitor de que seu jornal n&atilde;o minta. Nem esconda verdades, o que d&aacute; no mesmo. Dizer que a TV Brasil tem baixa audi&ecirc;ncia &eacute; correto. Surrupiar do leitor o contexto da not&iacute;cia &eacute; que denuncia a inten&ccedil;&atilde;o do di&aacute;rio paulistano de transformar interesses provincianos em nacionais, ou pessoais em coletivos. Como, ali&aacute;s, sempre fez a Folha ao atacar a exig&ecirc;ncia da qualifica&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica para jornalistas. <\/p>\n<p>O tempo para a constru&ccedil;&atilde;o de um ente p&uacute;blico n&atilde;o se conta em dias. A TV Brasil nasceu h&aacute; apenas um ano e meio sob o fogo cruzado de pol&iacute;ticos retr&oacute;grados ou identificados com o lucrativo neg&oacute;cio da m&iacute;dia. Levar&aacute; tempo para se consolidar. Se tivesse investido maci&ccedil;amente em transmiss&atilde;o anal&oacute;gica em busca de audi&ecirc;ncia urgente, diriam que estaria queimando dinheiro, j&aacute; que a TV anal&oacute;gica tende a desaparecer em cinco ou seis anos. Foram anunciados R$ 100 milh&otilde;es de investimentos em equipamentos, que ainda n&atilde;o chegaram. A TV Brasil n&atilde;o pode fazer contrabando, &eacute; tudo na base da licita&ccedil;&atilde;o. Mesmo assim, nos dias de menor audi&ecirc;ncia o Rep&oacute;rter Brasil, telejornal das 21h, &eacute; visto por 200 mil pessoas s&oacute; no Rio de Janeiro. A audi&ecirc;ncia do telejornal come&ccedil;ou em 0,16 de Ibope e hoje tem m&eacute;dia de 1 a 1,2 pontos s&oacute; no Rio. A Folha vende 300 mil, mas a tiragem cai ano a ano. J&aacute; vendeu mais de 1 milh&atilde;o.<\/p>\n<p>Por ser p&uacute;blica, a TV Brasil difere dos ve&iacute;culos que comercializam seu conte&uacute;do &#8211; com ou sem nota fiscal. Ela n&atilde;o busca audi&ecirc;ncia pagando fortunas por p&aacute;ginas de publicidade em jornais como a Folha. Pelo compromisso visceral com o cidad&atilde;o e transpar&ecirc;ncia irrenunci&aacute;vel de suas contas, n&atilde;o pode contratar ou demitir ao bel prazer de seus gerentes. Nem seguir apenas as leis que forem de sua conveni&ecirc;ncia. Os controles, rigorosos, s&atilde;o e devem ser muitos, incluindo, evidentemente, a imprensa. <\/p>\n<p>Trata-se da primeira tentativa de se criar no pa&iacute;s uma rede nacional e p&uacute;blica de comunica&ccedil;&atilde;o, desvinculada de poderes comerciais ou regionais. Estar&aacute; montada quando concluir o &aacute;rduo processo de reunir emissoras p&uacute;blicas nos 27 cantos da federa&ccedil;&atilde;o e consolidar a id&eacute;ia de que o investimento na informa&ccedil;&atilde;o de qualidade tem retorno garantido &#8211; n&atilde;o para poucos, mas para todos.<\/p>\n<p>As ades&otilde;es das TVs n&atilde;o comerciais avan&ccedil;am rapidamente (e talvez isso incomode), mas n&atilde;o se faz algo desse tamanho em t&atilde;o pouco tempo. Ainda mais onde o conceito de informa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica foi deturpado por d&eacute;cadas de autoritarismo e governos n&atilde;o-republicanos. Esse obscurantismo nada &quot;brando&quot; enfraqueceu os meios p&uacute;blicos de comunica&ccedil;&atilde;o, acorrentando-os e sucateando seus equipamentos. O investimento atual, al&eacute;m de recuperar um patrim&ocirc;nio nacional, abre &agrave;s comunidades e &agrave; produ&ccedil;&atilde;o audiovisual independente um canal de valoriza&ccedil;&atilde;o e respeito. <\/p>\n<p>&Eacute; louv&aacute;vel o debate sobre os erros e descaminhos na constru&ccedil;&atilde;o de uma TV que, por decis&atilde;o do Congresso, representante do povo, &eacute; financiada por dinheiro p&uacute;blico. O debate deve continuar a ser feito para que o Brasil construa sua TV p&uacute;blica, como a maioria dos pa&iacute;ses democr&aacute;ticos. Mas n&atilde;o &eacute; essa a inten&ccedil;&atilde;o da Folha. Tampouco convence a &quot;preocupa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica&quot; do di&aacute;rio com os gastos p&uacute;blicos. Para seguir a voca&ccedil;&atilde;o de produzir pol&ecirc;micas sem compromisso com a responsabilidade, bem que a Folha poderia lan&ccedil;ar uma campanha contra an&uacute;ncios de &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos em jornais que visam o lucro. O governo economizaria muito mais do que se fechasse a &uacute;nica TV p&uacute;blica de &acirc;mbito nacional que o maior pa&iacute;s da Am&eacute;rica Latina come&ccedil;a a construir, com o esfor&ccedil;o de profissionais qualificados que a Folha desrespeitou em seu editorial. Ali&aacute;s, a Folha faz cada uma nesse editorial. <\/p>\n<p>Aziz Filho<br \/>Jornalista com diploma, gerente executivo de Jornalismo da TV Brasil no Rio de Janeiro e secret&aacute;rio geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rebatendo o editorial da Folha de S.Paulo em que o jornal pede o fechamento da TV Brasil, o jornalista Aziz Filho, gerente de Jornalismo da emissora no Rio de Janeiro e secret&aacute;rio geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro (SJPMRJ),declarou, em artigo, que o investimento na informa&ccedil;&atilde;o de qualidade tem &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23162\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Gerente de Jornalismo da TV Brasil rebate criticas de editorial da Folha<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[754],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23162"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23162"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23162\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23162"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23162"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23162"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}