{"id":23096,"date":"2009-07-22T16:55:30","date_gmt":"2009-07-22T16:55:30","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23096"},"modified":"2009-07-22T16:55:30","modified_gmt":"2009-07-22T16:55:30","slug":"federacao-dos-jornalistas-defendera-diploma-e-cfj-na-confecom","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23096","title":{"rendered":"Federa\u00e7\u00e3o dos Jornalistas defender\u00e1 diploma e CFJ na Confecom"},"content":{"rendered":"<p> \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t     <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao padrao\">A Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) j&aacute; decidiu sua estrat&eacute;gia para levar &agrave; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o as pautas consideradas fundamentais para a categoria. Em semin&aacute;rio realizado no &uacute;ltimo final de semana em S&atilde;o Paulo, que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de representantes de 25 sindicatos, a Fenaj, al&eacute;m de articular a interven&ccedil;&atilde;o desses sindicatos nas etapas municipais e estaduais da confer&ecirc;ncia, concluiu que as propostas para a Confecom devem ser apresentadas para os movimentos populares e organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil como estrat&eacute;gicas para a comunica&ccedil;&atilde;o brasileira. Entre elas, est&atilde;o a defesa de uma nova Lei de Imprensa, da regulamenta&ccedil;&atilde;o profissional via obrigatoriedade do diploma em jornalismo e da constru&ccedil;&atilde;o de mecanismos de controle p&uacute;blico, como o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social e o Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ).<\/p>\n<p>&ldquo;Vamos selecionar os temas da nossa profiss&atilde;o que precisam de apoio social e articular a a&ccedil;&atilde;o nos sindicatos&rdquo;, explicou Sergio Murillo de Andrade, presidente da Fenaj. &ldquo;Mas faremos isso construindo um ambiente social prop&iacute;cio &agrave;s nossas teses. Se particularizarmos e privatizarmos os debates, teremos um grande problema na confer&ecirc;ncia&rdquo;, acrescentou Celso Schr&ouml;eder, vice-presidente da Federa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A luta que temos que fazer na Confecom &eacute; uma luta pelo jornalismo &ndash; porque imediatamente estaremos fazendo a luta pelos jornalistas.  Quest&otilde;es isoladas tendem a n&atilde;o transitar&rdquo;, completou.<\/p>\n<p>Neste sentido, a tese priorit&aacute;ria para a Fenaj &eacute; a que defende o jornalismo como necessidade social, diferenciando os conceitos de liberdade de express&atilde;o e liberdade de imprensa. O objetivo da federa&ccedil;&atilde;o &eacute; dialogar com a sociedade e com setores dos movimentos sociais que s&atilde;o contra a obrigatoriedade do diploma em jornalismo para o exerc&iacute;cio profissional partindo da vis&atilde;o de que a pr&aacute;tica do jornalismo n&atilde;o conflitua com a liberdade de express&atilde;o. <\/p>\n<p>&ldquo;<span>Embora pare&ccedil;a uma luta espec&iacute;fica, a defesa da regulamenta&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para o exerc&iacute;cio desses direitos. A ofensiva desregulamnentadora n&atilde;o mira apenas os jornalistas, o jornalismo e as comunica<\/span>&ccedil;&otilde;es. Outras &aacute;reas de vital import&acirc;ncia para o pa&iacute;s tamb&eacute;m est&atilde;o amea&ccedil;adas&rdquo;, explica Valci Zuculoto, do Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Aperfei&ccedil;oamento Profissional da entidade. &ldquo;A profiss&atilde;o de jornalista, organizada e regulamentada, se torna  instrumento de controle p&uacute;blico, de defesa da liberdade de express&atilde;o e imprensa e de democracia nas comunica&ccedil;&otilde;es. Sem regulamenta&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o os patr&otilde;es que definem quem &eacute; ou n&atilde;o jornalista&rdquo;, acredita.<\/p>\n<p>A Fenaj sabe que, al&eacute;m de derrotar a brutal resist&ecirc;ncia do setor empresarial a esta tese &ndash; manifestada do contentamento do patronato com a decis&atilde;o do Supremo Tribunal Federal acerca do diploma &ndash;, ser&aacute; necess&aacute;rio convencer uma parcela significativa dos movimentos sociais, como as r&aacute;dios comunit&aacute;rias, que sofrem press&otilde;es pelo fato de n&atilde;o terem em suas reda&ccedil;&otilde;es jornalistas diplomados. <\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; preciso deixar claro, no entanto, que se a liberdade de imprensa n&atilde;o &eacute; um direito das empresas e dos jornalistas, tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; individual de cada um. E ele &eacute; um direito coletivo, e s&oacute; se realiza coletivamente se for mediado pela profiss&atilde;o. &Eacute; este exerc&iacute;cio profissional que garante o direito individual &agrave; liberdade de express&atilde;o&rdquo;, diz Schr&ouml;der. &ldquo;Neste momento, a atividade do jornalismo, que diz respeito &agrave; democracia brasileira, est&aacute; amea&ccedil;ada. A Fenaj sabia que muito certamente esta seria a decis&atilde;o do STF e que ent&atilde;o seria necess&aacute;rio trazer para o debate publico esta discuss&atilde;o do diploma, para legitimar as reivindica&ccedil;&otilde;es dos jornalistas. E para isso &eacute; preciso ter apoio no movimento social na Confer&ecirc;ncia&rdquo;, avalia. <\/p>\n<p><strong>Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social e Conselho Federal dos Jornalistas<\/strong><\/p>\n<p>Outra tese a ser defendida pelos jornalistas na confer&ecirc;ncia &eacute; a do controle p&uacute;blico das comunica&ccedil;&otilde;es. O tema do controle p&uacute;blico ser&aacute; apresentado ao debate como um sistema que viabilize a media&ccedil;&atilde;o do Estado entre os setores sociais e os empres&aacute;rios, exercido em tr&ecirc;s n&iacute;veis: do marco regulat&oacute;rio, com a constru&ccedil;&atilde;o de um sistema que ou&ccedil;a os interesses da sociedade; de &oacute;rg&atilde;os e agentes reguladores; e da pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o social e dos movimentos. <\/p>\n<p>Dentro do segundo n&iacute;vel, da constitui&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os e agentes reguladores, a Fenaj defender&aacute; a exist&ecirc;ncia de conselhos de comunica&ccedil;&atilde;o nos estados e em n&iacute;vel federal, a retomada do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o do Senado &ndash; desativado desde 2006 &ndash;, e a cria&ccedil;&atilde;o do Conselho Federal dos Jornalistas. <\/p>\n<p>&ldquo;<span>Embora corporativo, o CFJ tem uma dimens&atilde;o p&uacute;blica que deve articular-se com esses outros agentes e estar permeado pelo interesse p&uacute;blico&rdquo;, explica Maria Jos&eacute; Braga, Secret&aacute;ria Geral da Fenaj. &ldquo;Temos que defender o Conselho como &oacute;rg&atilde;o de media&ccedil;&atilde;o entre os profissionais, as empresas e a sociedade&rdquo;, acrescenta. <\/span><\/p>\n<p>Para D&eacute;bora Lima, presidente do Sindicato do Cear&aacute;, o CFJ daria for&ccedil;a de lei ao C&oacute;digo de &Eacute;tica dos Jornalistas, assim como poder de fiscaliza&ccedil;&atilde;o da qualidade dos cursos e do exerc&iacute;cio profissional. &ldquo;Quando este exerc&iacute;cio &eacute; feito de forma abusiva, a sociedade &eacute; a maior prejudicada. Que ela tenha no CFJ ent&atilde;o tamb&eacute;m um espa&ccedil;o de defesa&rdquo;, diz. <\/p>\n<p><strong>Lei de Imprensa<\/strong><\/p>\n<p>Para a Lei de Imprensa, a id&eacute;ia &eacute; desengavetar o substitutivo do ex-deputado Vilmar Rocha ao Projeto de Lei n&ordm; 3.232\/1992, aprovado pela Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a da C&acirc;mara em 14 de agosto de 1997. O substitutivo estabelece regras para a agiliza&ccedil;&atilde;o do direito de resposta, para a garantia de pluralidade de vers&otilde;es em mat&eacute;rias controversas, obrigatoriedade de criar servi&ccedil;os de atendimento ao p&uacute;blico,  direito de n&atilde;o assinatura e para assegurar que os controladores dos ve&iacute;culos sejam identificados de forma clara e inequ&iacute;voca. A Fenaj quer atualizar o projeto de lei incluindo pontos como o direito de antena e mecanismos de restri&ccedil;&atilde;o &agrave; litig&acirc;ncia (a&ccedil;&otilde;es na Justi&ccedil;a) de m&aacute; f&eacute;. <\/p>\n<p>Por fim, a Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica da Fenaj deve construir pra Confecom uma proposta de C&oacute;digo de &Eacute;tica do Jornalismo, que valha para toda a imprensa, e n&atilde;o apenas para os profissionais. &ldquo;Nosso c&oacute;digo de &eacute;tica hoje &eacute; para os jornalistas e n&atilde;o pras empresas e n&atilde;o tem valor coercitivo. Este ser&aacute; um xeque mate nos empres&aacute;rios e uma das principais teses da Fenaj na defesa de princ&iacute;pios &eacute;ticos para a profiss&atilde;o e para o segmento empresarial&rdquo;, afirma Murillo, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de Rosane Bertotti, secret&aacute;ria nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o da Central &Uacute;nica dos Trabalhadores (CUT), que participou do semin&aacute;rio, os jornalistas t&ecirc;m sua especificidade dentro do debate da comunica&ccedil;&atilde;o, mas as discuss&otilde;es centrais da confer&ecirc;ncia n&atilde;o devem ser as espec&iacute;ficas de cada categoria. &ldquo;Ali ser&aacute; o espa&ccedil;o para discutir uma pol&iacute;tica p&uacute;blica para o pa&iacute;s, onde a comunica&ccedil;&atilde;o seja compreendida como um direito de todos e todas. O debate dos trabalhadores n&atilde;o deve passar despercebido, mas &eacute; preciso centralidade na discuss&atilde;o&rdquo;, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Propostas ser\u00e3o apresentadas como estrat\u00e9gicas para a comunica\u00e7\u00e3o brasileira. Do contr\u00e1rio, avalia a Fenaj, a tend\u00eancia \u00e9 n\u00e3o transitarem entre os movimentos sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[570],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23096"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23096"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23096\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}