{"id":23078,"date":"2009-07-20T13:08:51","date_gmt":"2009-07-20T13:08:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23078"},"modified":"2009-07-20T13:08:51","modified_gmt":"2009-07-20T13:08:51","slug":"o-fechamento-de-jornais-e-o-jornalismo-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23078","title":{"rendered":"O fechamento de jornais e o jornalismo p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">No m&ecirc;s passado foi a vez do fechamento do jornal Gazeta Mercantil, com 90 anos de hist&oacute;ria e deixando a marca de ter sido um peri&oacute;dico qualificado, avalia&ccedil;&atilde;o partilhada at&eacute; mesmo pelos discordantes de sua linha editorial, voltada para o p&uacute;blico empresarial.<\/p>\n<p>Antes havia ocorrido o fechamento do tamb&eacute;m legend&aacute;rio Tribuna da Imprensa, agravando o problema do desemprego cr&ocirc;nico de jornalistas, j&aacute; sem ter para onde correr, al&eacute;m de fazer aumentar a tamb&eacute;m tr&aacute;gica concentra&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o nesta sociedade.<\/p>\n<p>Se olharmos para cen&aacute;rio internacional tamb&eacute;m registram-se sucessivos fechamentos de jornais, seja nos EUA ou na Europa. No Brasil, especialistas prev&ecirc;em a continuidade desta tr&aacute;gica tend&ecirc;ncia de fal&ecirc;ncia de jornais, de redu&ccedil;&atilde;o de postos de trabalho e de lament&aacute;vel estreitamento das fontes informativas.<\/p>\n<p>A trag&eacute;dia est&aacute; em curso e n&atilde;o se escuta ainda uma proposta alternativa capaz de resolver uma das grandes d&iacute;vidas acumuladas durante mais de s&eacute;culo para com o povo brasileiro, a d&iacute;vida informativo-cultural. O povo brasileiro &eacute; v&iacute;tima de indicadores raqu&iacute;ticos de leitura de jornal e revista, s&atilde;o tr&aacute;gicas as estat&iacute;sticas da Unesco, estamos em pior posi&ccedil;&atilde;o que o n&iacute;vel de leitura de jornal na Bol&iacute;via, pa&iacute;s mais pobre da Am&eacute;rica do Sul.<\/p>\n<p>Comecemos nos indagando se o mercado ser&aacute; capaz de evitar o fechamento do jornais, o desemprego de jornalistas e gr&aacute;ficos e a concentra&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o em poucas empresas. N&atilde;o tem sido. Ao contr&aacute;rio, o mercado tem se tornado cada vez mais cartelizado, cada vez menos concorrencional, inclina-se notavelmente para o oligop&oacute;lio, devasta as esperan&ccedil;as dos que ainda sonhavam com um jornalismo com capilaridade, com regionaliza&ccedil;&atilde;o, capaz de assegurar informa&ccedil;&atilde;o diversificada, plural e acess&iacute;vel a todo os brasileiros. Falemos do tamanho da trag&eacute;dia: somadas, as tiragens de todos os pouco mais de 300 jornais di&aacute;rios brasileiros n&atilde;o atingem a marca dos 7 milh&otilde;es de exemplares. Indig&ecirc;ncia democr&aacute;tica! O povo brasileiro est&aacute; praticamente proibido da leitura de jornais, portanto, proibido de ter acesso a uma tecnologia do s&eacute;culo XVI, a imprensa de Guttemberg.<\/p>\n<p><strong>Ex&eacute;rcito de diplomados desempregados<\/strong><\/p>\n<p>O mercado tem discutido alternativas a isto? As universidades? O movimento sindical? N&atilde;o se registram debates sobre como assegurar a massifica&ccedil;&atilde;o da leitura de jornal e revista. Nem mesmo a Fenaj que acaba de ser derrotada na sua luta para manter a obrigatoriedade do diploma para o exerc&iacute;cio do jornalismo apresenta &#8211; nem antes, nem agora &#8211; alternativas para evitar que estes profissionais n&atilde;o formassem apenas um imenso ex&eacute;rcito de diplomados-desempregados. &Eacute; preciso regulamentar a profiss&atilde;o, mas tamb&eacute;m &eacute; preciso assegurar o fim da proibi&ccedil;&atilde;o &agrave; leitura de jornal. Tamb&eacute;m devemos elaborar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &#8211; j&aacute; que o mercado exibe sua incapacidade &#8211; para que os brasileiros assim como recebem do estado merenda escolar, rem&eacute;dios, camisinhas, dentaduras, bolsa fam&iacute;lia, tamb&eacute;m recebam jornais e revistas para a sua informa&ccedil;&atilde;o. Seria nada mais do que assegurar o cumprimento da Constitui&ccedil;&atilde;o quando esta estabelece a informa&ccedil;&atilde;o como um direito do cidad&atilde;o. Para que , afinal, que isto n&atilde;o seja apenas ret&oacute;rica legislativa&#8230;<\/p>\n<p>Para se avaliar como o sistema de proibi&ccedil;&atilde;o da leitura de jornal vigente contra os brasileiros &eacute; t&atilde;o tr&aacute;gico e paradoxal basta informar que a ind&uacute;stria gr&aacute;fica registra capacidade ociosa cr&ocirc;nica de 50 por cento de suas instala&ccedil;&otilde;es anualmente. E isto &eacute; cr&ocirc;nico! Ou seja, povo sem ler, jornalistas e gr&aacute;ficos desempregados e ind&uacute;stria gr&aacute;fica paralisada na metade do tempo!!! Por que n&atilde;o juntamos os tres ingredientes acima numa pol&iacute;tica p&uacute;blica de jornalismo para a sua supera&ccedil;&atilde;o da crise? Ser&aacute; que com a nossa indig&ecirc;ncia de leitura, com a nossa d&iacute;vida informativo-cultural podemos nos dar ao luxo de ficar esperando indefinidamente por solu&ccedil;&otilde;es de mercado, quando o este apenas nos sinaliza com freq&uuml;&ecirc;ncia exuberante a sua tend&ecirc;ncia de fechamento de mais e mais empresas jornal&iacute;sticas, mais desemprego e mais concentra&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p><strong>Uma oportunidade perdida<\/strong><\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; que n&atilde;o existam tentativas de criar condi&ccedil;&otilde;es e instrumentos para que o povo tenha acesso &agrave; leitura e &agrave; informa&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; e qualificada. Uma destas tentativas se deu quando em 1994 o professor Cristovam Buarque elegeu-se governador do Distrito Federal. Um grupo de jornalistas reunidos pelo Sindicato dos Jornalistas de Bras&iacute;lia apresentou ao rec&eacute;m eleito um elenco de medidas destinado a assegurar &agrave; popula&ccedil;&atilde;o candanga o acesso a informa&ccedil;&otilde;es, a jornais etc. Propunha-se a cria&ccedil;&atilde;o de uma Funda&ccedil;&atilde;o Brasiliense de Comunica&ccedil;&atilde;o, com a participa&ccedil;&atilde;o e controle social, capaz de reunir a R&aacute;dio Cultura FM, montar uma tv a cabo mas com a democratiza&ccedil;&atilde;o e populariza&ccedil;&atilde;o de tvs receptoras que superassem o confinamento s&oacute;cio-econ&ocirc;mico da Lei da Cabodifus&atilde;o e um sistema de imprensa que se uniria &agrave; id&eacute;ia da Ag&ecirc;ncia Bras&iacute;lia de Not&iacute;cias, que funcionou, embora sem muita repercuss&atilde;o. <\/p>\n<p>Os jornalistas haviam feito um levantamento do n&uacute;mero de equipamentos gr&aacute;ficos e de profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis na estrutura do GDF para a edi&ccedil;&atilde;o de um jornal di&aacute;rio, que seria sustentado pelas empresas estatais locais, com distribui&ccedil;&atilde;o massiva e possivelmente gratuita. Havia capacidade gr&aacute;fica ociosa, havia jornalistas dispon&iacute;veis, havia a proposta, havia e ainda h&aacute; a necessidade social de democratizar a informa&ccedil;&atilde;o. Sonhava-se com um jornal de esp&iacute;rito p&uacute;blico, plural, diversificado, chegando &agrave;s grandes massas trabalhadoras, &agrave; popula&ccedil;&atilde;o mais carente na periferia do Plano Piloto, havia disposi&ccedil;&atilde;o sustentar este sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o. Entretanto, n&atilde;o havia decis&atilde;o pol&iacute;tica para implement&aacute;-lo.<\/p>\n<p>A primeira rea&ccedil;&atilde;o da assessoria do novo governador foi: &ldquo;N&atilde;o vamos fazer um novo Pravda!&rdquo; Ningu&eacute;m havia proposto um jornal nesses moldes. A proposta previa participa&ccedil;&atilde;o social, haveria diversidade informativa, ali&aacute;s, provavelmente superior ao jornalismo praticado pelo mercado, dado o grau de interfer&ecirc;ncia do cartel de anunciantes na linha editorial, via departamento comercial das empresas, seu verdadeiro &ldquo;editor&rdquo;. N&atilde;o era um pravda, mas a verdade &eacute; que faltou aud&aacute;cia, faltou acreditar nas utopias para al&eacute;m dos discursos.<\/p>\n<p>A oportunidade foi perdida. Nem mesmo as antenas e torres de repeti&ccedil;&atilde;o do sinal da R&aacute;dio Cultura FM foram instaladas, com o que o sinal da emissora, que poderia inclusive ser uma cabe&ccedil;a de rede de r&aacute;dios p&uacute;blicas, educativas e universit&aacute;rias, continuou e continua at&eacute; hoje alcan&ccedil;ando sofrivelmente apenas o Plano Piloto. A TV educativa ou cultural do GDF at&eacute; hoje n&atilde;o foi criada. E os 93 por cento dos recursos gastos em publicidade naquele per&iacute;odo destinaram-se apenas &agrave; maior rede de tv e ao maior jornal local.<\/p>\n<p>A amarga ironia &eacute; que a id&eacute;ia do jornal de distribui&ccedil;&atilde;o gratuita foi aproveitada, anos depois, por um grupo empresarial local, sendo hoje o jornal &ldquo;Coletivo&rdquo; um sucesso e uma das poucas possibilidades de informa&ccedil;&atilde;o a que tem direito o povo pobre do Distrito Federal. Setenta mil exemplares s&atilde;o distribu&iacute;dos diariamente a cada fim de tarde na Rodovi&aacute;ria do Plano Piloto, chegando a todas as regi&otilde;es do DF. Gratuitamente. Sustentado com publicidade das estatais locais. Descartada pela esquerda,a id&eacute;ia foi assumida pelo empresariado. Ou seja, pelas m&atilde;os dos que sempre impedem e travam o desenvolvimento da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, comprovando-se que a id&eacute;ia do jornal p&uacute;blico e gratuito era e &eacute; plenamente vi&aacute;vel. <\/p>\n<p>Ser&aacute; que nem diante do irrevers&iacute;vel processo de fechamento de jornais nos tomamos de senso de realismo , de aud&aacute;cia e de responsabilidade para propor um programa p&uacute;blico para a massifica&ccedil;&atilde;o da leitura de jornais?<\/p>\n<p><strong>Nascem jornais p&uacute;blicos, fecham jornais privados<\/strong><\/p>\n<p>Exemplos nos chegam a cada dia. Evo Morales, cansado de perceber que os jornais privados est&atilde;o editorialmente comprometidos com a fragmenta&ccedil;&atilde;o da Bol&iacute;via, com os planos nacionais e internacionais de desestabiliza&ccedil;&atilde;o da democracia, e que eram jornais inacess&iacute;veis &agrave; grande massa pobre de bolivianos, lan&ccedil;ou o jornal &ldquo;Cambio&rdquo;, destinado a ser um &oacute;rg&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o de circula&ccedil;&atilde;o popular, a pre&ccedil;os populares. Tamb&eacute;m agora na Venezuela, quando praticamente todos os jornais encontram-se enfileirados na oposi&ccedil;&atilde;o ao governo eleito de Hugo Ch&aacute;vez, ressurge o jornal popular e p&uacute;blico &ldquo;Correio do Orenoco&rdquo;, recuperando o nome original do peri&oacute;dico fundado por Simon Bol&iacute;var, no qual foi redator o General Jos&eacute; In&aacute;cio Abreu e Lima, brasileiro que l&aacute; &eacute; considerado her&oacute;i na luta de liberta&ccedil;&atilde;o contra o Imp&eacute;rio Espanhol. <\/p>\n<p>Mas, n&atilde;o apenas em governos considerados de esquerda surgem iniciativas deste naipe, como alguns poderiam objetar. Tamb&eacute;m na Fran&ccedil;a h&aacute; s&oacute;lidas experi&ecirc;ncias bem sucedidas de jornalismo p&uacute;blico, como o peri&oacute;dico editado pelo sistema previdenci&aacute;rio franc&ecirc;s que chega &agrave; casa de cada segurado, com informa&ccedil;&otilde;es sobre toda a realidade nacional e internacional, sobre a cultura e a economia, e n&atilde;o apenas sobre tem&aacute;tica previdenci&aacute;ria.<\/p>\n<p>Assim, h&aacute; raz&otilde;es p&uacute;blicas defens&aacute;veis para que o governo salvasse um jornal de tradi&ccedil;&atilde;o de 90 anos como a Gazeta Mercantil. N&atilde;o apenas porque provavelmente tamb&eacute;m estar&aacute; em d&eacute;bito com os cofres p&uacute;blicos. Quantas vezes empresas jornal&iacute;sticas em dificuldades financeiras recorreram aos cofres p&uacute;blicos para superar suas crises? E seguiram depois condenando editorialmente o papel do estado mas, na primeira dificuldade, batem novamente &agrave;s portas do estado?<\/p>\n<p>Por que ao inv&eacute;s de empr&eacute;stimos, n&atilde;o pode o estado assumir o controle acion&aacute;rio de um jornal como o Gazeta Mercantil, ou como o Tribuna da Imprensa, aproveitando sua estrutura industrial, empresarial, seus recursos humanos, sua tradi&ccedil;&atilde;o informativa, sua marca social na sociedade e, com novos crit&eacute;rios administrativos, transform&aacute;-los em jornais de ampla circula&ccedil;&atilde;o popular, com tiragens realmente massivas, de milh&otilde;es de exemplares, a pre&ccedil;os m&oacute;dicos ou mesmo distribui&ccedil;&atilde;o gratuita, j&aacute; que o direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o &eacute; um direito constitucional do cidad&atilde;o?<\/p>\n<p><strong>O papel protagonista do Estado<\/strong><\/p>\n<p>No in&iacute;cio governo Lula, em 2003, divulgou-se a exist&ecirc;ncia de um Proer da M&iacute;dia, pelo o qual as empresas de comunica&ccedil;&atilde;o endividadas, tal como os bancos a que alude a sigla, recorreriam ao estado para escapar &agrave; amea&ccedil;a de fal&ecirc;ncia. Houve solicita&ccedil;&atilde;o ao BNDES para reestrutura&ccedil;&atilde;o das d&iacute;vidas das grandes empresas de m&iacute;dia. Na &eacute;poca o ent&atilde;o Ministro Jos&eacute; Dirceu pronunciou a frase forte &ldquo;a Globo &eacute; uma quest&atilde;o de estado&rdquo;. Foi proposto ent&atilde;o que a serem empregados recursos p&uacute;blicos no salvamento da empresa das dificuldades, que estes recursos fossem investidos como compra de a&ccedil;&otilde;es, passando o estado a ser acionista destas empresas desvedoras, assegurando que os recursos n&atilde;o fossem empregados em v&atilde;o, como j&aacute; ocorreu, e em certas circunst&acirc;ncias, mais de uma vez, com as crise repetindo-se.<\/p>\n<p>Agora estamos diante de uma crise sem precedentes, crise internacional, at&eacute; mesmo City Bank e a General Motors j&aacute; se transformaram em empresas estatais, ocorrendo o mesmo com in&uacute;meros bancos na Inglaterra, na Alemanha, na Fran&ccedil;a. Aqui a Caixa Econ&ocirc;mica anuncia que ir&aacute; lan&ccedil;ar um cart&atilde;o de cr&eacute;dito pr&oacute;prio para n&atilde;o mais depender do cartel internacional que domina e imp&otilde;e regras discricion&aacute;rias ao segmento. Os exemplos est&atilde;o a&iacute;. Ser&aacute; que mesmo assim n&atilde;o teremos capacidade, como sociedade, de realizar um debate sobre como garantir que o povo brasileiro tenha finalmente o acesso &agrave; leitura de jornal?<\/p>\n<p>S&atilde;o muito positivas as iniciativas de comunica&ccedil;&atilde;o partidas do campo p&uacute;blico recentemente, seja o Blog da Petrobr&aacute;s, as colunas O Presidente Responde, a cria&ccedil;&atilde;o da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da convoca&ccedil;&atilde;o da I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. Mas, o p&uacute;blico ainda se queixa: &ldquo;como sintonizar esta TV Brasil? Ela s&oacute; pega na tv a cabo? Isto &eacute; pra quem pode pagar!&rdquo; Da mesma forma que as colunas escritas diretamente pelo presidente, embora importantes, n&atilde;o chegam ao grande p&uacute;blico, j&aacute; que as tiragens de jornal continuam raqu&iacute;ticas e n&atilde;o existe ainda um jornal ou v&aacute;rios jornais populares de grande circula&ccedil;&atilde;o, seja gratuita ou a pre&ccedil;os bem m&oacute;dicos. Existiria alguma proibi&ccedil;&atilde;o escrita nas estrelas determinando que n&atilde;o se possa tamb&eacute;m uma pol&iacute;tica p&uacute;blica para a democratiza&ccedil;&atilde;o da leitura de jornal no Brasil? N&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel que a EBC assuma tamb&eacute;m a publica&ccedil;&atilde;o destes jornais? N&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel que o BNDES que tanto financia grandes empresas privadas e at&eacute; transnacionais apoie um projeto de um jornal p&uacute;blico, de massa, gratuito?<\/span>    <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Enquanto isto, jornais fecham as portas e h&aacute; pren&uacute;ncios de que novas fal&ecirc;ncias venham a ocorrer. N&atilde;o &eacute; hora, portanto, de debater um programa p&uacute;blico de massifica&ccedil;&atilde;o da leitura de jornal?<\/p>\n<p><em>* Beto Almeida &eacute; presidente da TV Cidade Livre de Bras&iacute;lia <\/em><\/span> <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No m&ecirc;s passado foi a vez do fechamento do jornal Gazeta Mercantil, com 90 anos de hist&oacute;ria e deixando a marca de ter sido um peri&oacute;dico qualificado, avalia&ccedil;&atilde;o partilhada at&eacute; mesmo pelos discordantes de sua linha editorial, voltada para o p&uacute;blico empresarial. 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