{"id":23069,"date":"2009-07-16T16:09:39","date_gmt":"2009-07-16T16:09:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23069"},"modified":"2009-07-16T16:09:39","modified_gmt":"2009-07-16T16:09:39","slug":"nova-versao-deve-ser-votada-em-agosto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23069","title":{"rendered":"Nova vers\u00e3o deve ser votada em agosto"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">[T&iacute;tulo original: Democratiza&ccedil;&atilde;o da cultura: Nova Lei Rouanet ser&aacute; votada em agosto]<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A Lei Rouanet completa 18 anos com um ac&uacute;mulo significativo de distor&ccedil;&otilde;es. Os benef&iacute;cios da legisla&ccedil;&atilde;o se distribuem desigualmente pelo pa&iacute;s, com hegemonia da regi&atilde;o Sudeste, ou seja, centrados no eixo Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo. O projeto, que &eacute; chamado de nova Lei Rouanet, deve chegar ao Congresso apenas depois do recesso de julho. A previs&atilde;o &eacute; de que a vota&ccedil;&atilde;o ocorra em agosto.<\/p>\n<p>Os recursos da Lei Rouanet, principal mecanismo para o financiamento da cultura no pa&iacute;s, concentram-se nas m&atilde;os de poucos e isso n&atilde;o &eacute; novidade. Metade de todo o dinheiro que a lei torna dispon&iacute;vel &eacute; captado por apenas 3% das empresas e entidades que apresentam projetos culturais em busca de patroc&iacute;nio. O Minist&eacute;rio da Cultura e parte do setor cultural concordam que tal concentra&ccedil;&atilde;o distorce a real fun&ccedil;&atilde;o da Lei e que projetos de grande porte e maior apelo de marketing levam vantagem. A nova lei quer justamente alterar o modelo usado atualmente e corrigir a distribui&ccedil;&atilde;o desigual de recursos, al&eacute;m de acabar com a cobran&ccedil;a elevada dos ingressos para espet&aacute;culos culturais no Pa&iacute;s. <\/p>\n<p>A consulta p&uacute;blica ao projeto de lei que o governo federal prop&otilde;e encerrou em maio deste ano com cerca de 2 mil sugest&otilde;es. Representantes do MinC participaram de debates em 14 capitais, que reuniram cerca de 7 mil pessoas: Porto Alegre, Bras&iacute;lia, Recife, Campo Grande, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro, Macap&aacute;, Manaus, Rio Branco, Macei&oacute;, Goi&acirc;nia. Artistas como Alceu Valen&ccedil;a, Beth Carvalho, Carlinhos Brown, Ivaldo Bertazzo, Chico C&eacute;sar e Lula Queiroga ap&oacute;iam as mudan&ccedil;as e diversos produtores culturais criaram um abaixo assinado em favor da nova lei, na internet (que pode ser acessado em <a href=\"http:\/\/www.petitiononline.com\/rouanet\/petition.html\">http:\/\/www.petitiononline.com\/rouanet\/petition.html<\/a>).<\/p>\n<p>Quem critica o projeto, aponta principalmente as linhas do documento que fazem refer&ecirc;ncia aos direitos autorais. Produtores culturais afirmam que o texto deixaria brechas para que o governo federal fosse o detentor dos direitos sobre as obras. Segundo o ministro da Cultura, Juca Ferreira, &ldquo;o direito autoral &eacute; extremamente respeitado, mas &eacute; um absurdo que o estado tenha que pagar para publicar livros que ser&atilde;o utilizados em escolas p&uacute;blicas, por exemplo. Esgotado o valor comercial, a obra poder&aacute; ser usada em bibliotecas e escolas. A pol&ecirc;mica foi gerada por um problema de m&aacute; reda&ccedil;&atilde;o, que j&aacute; est&aacute; resolvido&rdquo;. <\/p>\n<p>A principal mudan&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vers&atilde;o da Lei Rouanet que est&aacute; em vigor &eacute; a amplia&ccedil;&atilde;o da faixa de isen&ccedil;&atilde;o de Imposto de Renda para as empresas que optarem por financiar projetos culturais. Hoje existem apenas duas faixas de isen&ccedil;&atilde;o: 30% e 100%. Se a nova lei for aprovada, ser&atilde;o incorporadas outras quatro: 60%, 70%, 80% e 90%. &ldquo;O medo &eacute; um instrumento permanente para evitar ou retardar os processos importantes de mudan&ccedil;a no pa&iacute;s. Depois de dezoito anos, podemos ter um processo importante e inteligente, mas n&atilde;o a democratiza&ccedil;&atilde;o da cultura. A mudan&ccedil;a na Lei &eacute; um processo de democratiza&ccedil;&atilde;o. As parcerias p&uacute;blico-privadas s&atilde;o importantes, mas precisam ser saud&aacute;veis. &Eacute; necess&aacute;rio mais rigor e transpar&ecirc;ncia, porque &eacute; um esc&acirc;ndalo que 80% dos projetos se concentrem em apenas dois estados&rdquo;, resumiu o ministro durante debate aberto ao p&uacute;blico sobre a Rouanet, em Porto Alegre. <\/p>\n<p>Os crit&eacute;rios para o uso dos impostos ser&atilde;o estabelecidos por um conselho composto por governo e sociedade civil que poder&aacute; interferir na faixa de ren&uacute;ncia e verificar se a proposta de financiamento atende a projetos de diversas &aacute;reas culturais e com pre&ccedil;os mais acess&iacute;veis &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. O projeto tamb&eacute;m prev&ecirc; mudan&ccedil;as no Fundo Nacional de Cultura, que ter&aacute; recursos do Tesouro Nacional. Outra proposta &eacute; a implementa&ccedil;&atilde;o de um &ldquo;Vale Cultura&rdquo; no valor de R$ 50 para ser utilizado em espet&aacute;culos de artes visuais, teatro, cinema, m&uacute;sica e patrim&ocirc;nio cultural. &ldquo;O Vale Cultura promete 16 milh&otilde;es de brasileiros atuando no consumo cultural no Brasil em pouco tempo&rdquo;, explica Juca Ferreira. A id&eacute;ia &eacute; injetar mais de R$ 7 bilh&otilde;es por ano na economia da cultura.<\/p>\n<p>Os investimentos do governo federal na cultura se d&atilde;o fundamentalmente de duas maneiras: por meio da Lei Rouanet (que regulamenta as doa&ccedil;&otilde;es de empresas para os projetos aprovados pelo MinC) e por meio do Fundo Nacional de Cultura, que s&atilde;o os investimentos diretos. As mudan&ccedil;as mais debatidas referem-se a esta proposta de maior valoriza&ccedil;&atilde;o do Fundo (apenas 12% do est&iacute;mulo &agrave; Cultura vem dele, enquanto mais de 70% sai da ren&uacute;ncia fiscal), que incluir&aacute; incentivos por meio de parcerias, empr&eacute;stimos a juros baixos e sociedades entre produtores culturais e o pr&oacute;prio governo federal.<\/p>\n<p>O blog de debates sobre a reforma da Lei Rouanet, hospedado na p&aacute;gina eletr&ocirc;nica do Minc, j&aacute; recebeu mais de 100 mil visitantes, desde outubro de 2008. Idealizado para ser um canal de di&aacute;logo entre o governo federal e a opini&atilde;o p&uacute;blica, o espa&ccedil;o virtual conta com a participa&ccedil;&atilde;o de renomados artistas nacionais, produtores culturais e intelectuais. No per&iacute;odo em que a legisla&ccedil;&atilde;o esteve sob consulta p&uacute;blica &#8211; de 23 de mar&ccedil;o a 6 de maio deste ano -, no endere&ccedil;o eletr&ocirc;nico da Casa Civil da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, o Blog do MinC (<a href=\"http:\/\/blogs.cultura.gov.br\/blogdarouanet\">http:\/\/blogs.cultura.gov.br\/blogdarouanet<\/a>) serviu como importante instrumento de apoio &agrave;s discuss&otilde;es. Para Juca Ferreira, o debate foi importante &ldquo;porque a cultura tem que ter um p&eacute; no ch&atilde;o para poder voar&rdquo;.<\/p>\n<p>TEXTO DA PETI&Ccedil;&Atilde;O ON LINE A FAVOR DA NOVA LEI<\/p>\n<p>Vamos mudar a Rouanet &#8211; Arte por toda parte <\/p>\n<p>A cantora Beth Carvalho, o core&oacute;grafo e diretor Ivaldo Bertazzo e o compositor e cantor Lula Queiroga publicaram na <em>Folha de S. Paulo<\/em> uma defesa dos novos mecanismos de financiamento da cultura no Brasil. &quot;AS ARTES s&atilde;o o oxig&ecirc;nio da cultura de um pa&iacute;s. No caso do Brasil, refletem a grande diversidade de nosso povo. Refletem as viv&ecirc;ncias no campo, nas metr&oacute;poles, nos periferias, na floresta, na caatinga, no cerrado e no pantanal. S&atilde;o tamb&eacute;m um de nossos principais produtos de exporta&ccedil;&atilde;o e, com o futebol, o que nos identifica em todo o mundo como um povo original e &uacute;nico&rdquo;, diz o texto.<\/p>\n<p>E segue:<\/p>\n<p>Um patrim&ocirc;nio dessa qualidade precisa de um incentivo econ&ocirc;mico &agrave; altura de sua import&acirc;ncia. Precisa tamb&eacute;m estar na ordem do dia do debate p&uacute;blico nacional e das defini&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas de nosso pa&iacute;s. E deve ser visto como um elemento vital para nosso desenvolvimento como na&ccedil;&atilde;o num mundo em que a produ&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica e de conte&uacute;do ganha import&acirc;ncia econ&ocirc;mica. Principalmente em um momento de crise financeira como o que vivemos agora -em que a produ&ccedil;&atilde;o cultural pode ser um dos elementos para alavancar o crescimento do pa&iacute;s. <\/p>\n<p>Uma pol&iacute;tica de Estado para as artes deve levar em conta tudo isso e, mais, garantir a valoriza&ccedil;&atilde;o dos nossos artistas consagrados ao mesmo tempo em que amplia as oportunidades para quem est&aacute; come&ccedil;ando. Nas periferias, nos centros urbanos e tamb&eacute;m no interior, em todos os cantos do Brasil surgem a cada dia novos talentos. E que, muitas vezes, n&atilde;o t&ecirc;m acesso aos recursos p&uacute;blicos de incentivo &agrave; cultura. Para dar oportunidade a todos esses artistas, chegou a hora de atualizar a Lei Rouanet. Precisamos de um instrumento legal que permita novas formas de fomento para a cultura, especialmente para as artes, que permitam uma gama maior de recursos para o setor. <\/p>\n<p>A ren&uacute;ncia fiscal &eacute; um mecanismo importante, mas nitidamente insuficiente para dar conta da quantidade e diversidade de demandas culturais de nossos m&uacute;sicos, produtores, artes&atilde;os, dan&ccedil;arinos, atores, diretores, artistas circenses e de tantas formas de express&atilde;o de nossa diversidade de sermos brasileiros. <\/p>\n<p>Em todo o pa&iacute;s, o enorme volume de projetos aprovados no Minist&eacute;rio da Cultura e que n&atilde;o conseguem captar recursos &eacute; uma prova viva dessa insufici&ecirc;ncia. &Eacute; necess&aacute;rio, portanto, oferecer novas oportunidades de financiamento para todos os tipos de artista. <\/p>\n<p>A proposta do governo federal para a reformula&ccedil;&atilde;o da Lei Rouanet est&aacute; aberta para consulta p&uacute;blica, numa grande e in&eacute;dita convoca&ccedil;&atilde;o ao debate democr&aacute;tico. <\/p>\n<p>O acesso aos recursos p&uacute;blicos precisa ser qualificado a partir de crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o transparentes, espec&iacute;ficos para cada setor e regi&atilde;o de atividade cultural. Discutir esses crit&eacute;rios &agrave; luz do dia, como est&atilde;o propondo o ministro Juca Ferreira e sua equipe em todas as suas apari&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, &eacute; um expediente democr&aacute;tico da maior import&acirc;ncia para a sa&uacute;de da Rep&uacute;blica. E n&oacute;s, artistas, estamos e continuaremos participando disso. <\/p>\n<p>Outro avan&ccedil;o &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o do Fundo Setorial das Artes, que deve fortalecer o financiamento de projetos de diferentes &aacute;reas, como m&uacute;sica, dan&ccedil;a, artes visuais, teatro e circo. <\/p>\n<p>Assim como vem sendo feito pelo Fundo Setorial do Audiovisual. Mas esperamos que os projetos sejam avaliados por n&oacute;s pr&oacute;prios, artistas, produtores e especialistas com viv&ecirc;ncia espec&iacute;fica de cada linguagem art&iacute;stica. <\/p>\n<p>Consideramos necess&aacute;rio, tamb&eacute;m, fortalecer o or&ccedil;amento p&uacute;blico da cultura no Brasil. Oxal&aacute; o Congresso Nacional seja sens&iacute;vel a essa necessidade e aprove a proposta de emenda constitucional 150, que exige dos governos federal, estaduais e municipais um m&iacute;nimo de investimento em cultura. <\/p>\n<p>A cultura sempre fez parte do dia a dia de todo cidad&atilde;o brasileiro e vem ganhando cada vez mais peso na economia do pa&iacute;s. Chegou finalmente a hora de coloc&aacute;-la no centro do debate pol&iacute;tico e da discuss&atilde;o sobre qual pa&iacute;s queremos construir. E essa conquista &eacute; uma miss&atilde;o de todos n&oacute;s: artistas, p&uacute;blico, produtores, trabalhadores da cultura, governo e patrocinadores. <\/p>\n<p>A discuss&atilde;o da nova lei de fomento &agrave; cultura &eacute; a consagra&ccedil;&atilde;o desse esfor&ccedil;o. Esperamos que a sua aprova&ccedil;&atilde;o pelo Congresso Nacional tamb&eacute;m o seja&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[T&iacute;tulo original: Democratiza&ccedil;&atilde;o da cultura: Nova Lei Rouanet ser&aacute; votada em agosto] A Lei Rouanet completa 18 anos com um ac&uacute;mulo significativo de distor&ccedil;&otilde;es. Os benef&iacute;cios da legisla&ccedil;&atilde;o se distribuem desigualmente pelo pa&iacute;s, com hegemonia da regi&atilde;o Sudeste, ou seja, centrados no eixo Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo. 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