{"id":23062,"date":"2009-07-15T17:12:39","date_gmt":"2009-07-15T17:12:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23062"},"modified":"2009-07-15T17:12:39","modified_gmt":"2009-07-15T17:12:39","slug":"decisao-do-stf-causa-indefinicao-sobre-registro-profissional-de-jornalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23062","title":{"rendered":"Decis\u00e3o do STF causa indefini\u00e7\u00e3o sobre registro profissional de jornalistas"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">H&aacute; quase um m&ecirc;s, o STF (Supremo Tribunal Federal) acabou definitivamente com a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o. No entanto, acabou criando uma indefini&ccedil;&atilde;o que ainda n&atilde;o foi esclarecida: se o registro profissional no Minist&eacute;rio do Trabalho, o Mtb, ainda &eacute; necess&aacute;rio.<\/p>\n<p>De acordo com a assessoria de imprensa do Minist&eacute;rio do Trabalho, a decis&atilde;o dos ministros ainda est&aacute; sendo analisada para que se verifiquem os poss&iacute;veis desdobramentos que ela ir&aacute; acarretar ao registro &mdash;como ele ser&aacute; empregado e quais ser&atilde;o as mudan&ccedil;as. Enquanto isso, n&atilde;o haver&aacute; um pronunciamento oficial a respeito do assunto.<\/p>\n<p>Como a decis&atilde;o do Supremo ainda n&atilde;o foi publicada no Di&aacute;rio Oficial, n&atilde;o existe comunicado do Minist&eacute;rio do Trabalho sobre o assunto. <\/p>\n<p>O Minist&eacute;rio do Trabalho informa que, desde a decis&atilde;o do Supremo, os profissionais que possuem diploma conseguem o registro. Mas, os que n&atilde;o s&atilde;o formados e eventualmente solicitarem o Mtb, ter&atilde;o o pedido suspenso enquanto aguarda-se a defini&ccedil;&atilde;o sobre qual diretriz ser&aacute; seguida.<\/p>\n<p>A assessoria de imprensa do STF informou que ainda n&atilde;o tem data prevista para que a decis&atilde;o seja publicada. Os votos dos ministros ser&atilde;o publicados no site do Supremo, assim que forem entregues. At&eacute; agora, somente dois foram encaminhados: do ministro Cezar Peluso e de Carlos Ayres Britto.<\/p>\n<p>Para o advogado Jo&atilde;o Piza, especialista em direito p&uacute;blico e ex-presidente da seccional paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), com o novo entendimento votado no Supremo n&atilde;o &eacute; preciso comprovar &ldquo;absolutamente nada&rdquo; para ser um profissional da imprensa. &ldquo;Passou na rua, quer ser jornalista, a rigor n&atilde;o h&aacute; nem a exig&ecirc;ncia de qualquer curso superior, ali&aacute;s, nem de curso prim&aacute;rio&rdquo;, enfatiza.<\/p>\n<p>Entretanto, para a advogada c&iacute;vel do jornal <em>Folha de S.Paulo<\/em>, Ta&iacute;s Gasparian, a decis&atilde;o, na pr&aacute;tica, n&atilde;o vai alterar o cen&aacute;rio atual. Segundo ela, h&aacute; dois anos e meio j&aacute; estava sendo levada em conta uma liminar que permitiu a contrata&ccedil;&atilde;o de jornalistas que n&atilde;o tenham diploma e, portanto, o Mtb j&aacute; n&atilde;o era exigido. <\/p>\n<p>Sendo assim, Ta&iacute;s afirma que fica a crit&eacute;rio da empresa contratante decidir a exig&ecirc;ncia do diploma ou n&atilde;o para selecionar o profissional que far&aacute; parte da equipe. <\/p>\n<p>&ldquo;Para voc&ecirc; exercer o cargo de administra&ccedil;&atilde;o de empresas, voc&ecirc; n&atilde;o precisa ser necessariamente administrador, voc&ecirc; pode ser advogado, m&eacute;dico, pode ser o que for. Depende do que interessa para a empresa que est&aacute; contratando&rdquo;, exemplifica a advogada.<\/p>\n<p>Procurado pela reportagem de <em>&Uacute;ltima Inst&acirc;ncia<\/em>, o advogado do jornal O Estado de S. Paulo, Manoel Alceu, preferiu n&atilde;o se pronunciar a respeito do assunto enquanto n&atilde;o sair o ac&oacute;rd&atilde;o e n&atilde;o forem definidas, em reuni&otilde;es internas, o posicionamento do ve&iacute;culo. <\/p>\n<p>Queda do diploma<\/p>\n<p>Alvo de cr&iacute;ticas e elogios, a decis&atilde;o do Supremo ainda gera d&uacute;vidas e incertezas para os profissionais que j&aacute; atuam na &aacute;rea e para os estudantes prestes a ingressar no mercado de trabalho. <\/p>\n<p>O advogado e mestre em filosofia do direito Jo&atilde;o Ibaixe Jr classifica a n&atilde;o exig&ecirc;ncia do diploma como uma &ldquo;lacuna do direito&rdquo;. &ldquo;&Eacute; quando uma determinada norma n&atilde;o trata de um determinado problema social e fica um espa&ccedil;o vazio, um v&aacute;cuo, como, por exemplo, ocorreu tamb&eacute;m com a revoga&ccedil;&atilde;o da Lei de Imprensa e agora nessa quest&atilde;o do diploma&rdquo;, explica. <\/p>\n<p>J&aacute; o advogado Jo&atilde;o Piza, que defendeu a obrigatoriedade do diploma no Supremo, analisa que a decis&atilde;o vem em desfavor da profiss&atilde;o de jornalista. &ldquo;Ela confunde liberdade profissional e liberdade de imprensa com pr&eacute;-requisito de conhecimento t&eacute;cnico para exerc&iacute;cio profissional&rdquo;, diz. <\/p>\n<p>Para ele, que fez a sustenta&ccedil;&atilde;o oral na Corte pela Fenaj (Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas), o &uacute;nico benef&iacute;cio restringe-se aos donos de empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es, que agora n&atilde;o precisar&atilde;o &ldquo;negociar e pagar sal&aacute;rios de um profissional preparado especificamente para exercer a profiss&atilde;o de jornalista&rdquo;.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H&aacute; quase um m&ecirc;s, o STF (Supremo Tribunal Federal) acabou definitivamente com a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o. 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