{"id":23059,"date":"2009-07-15T16:46:29","date_gmt":"2009-07-15T16:46:29","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=23059"},"modified":"2009-07-15T16:46:29","modified_gmt":"2009-07-15T16:46:29","slug":"as-ameacas-ao-carater-amplo-e-democratico-da-conferencia-nacional-de-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=23059","title":{"rendered":"As amea\u00e7as ao car\u00e1ter amplo e democr\u00e1tico da Confer\u00eancia Nacional de Comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Em janeiro deste ano, ap&oacute;s press&atilde;o e reivindica&ccedil;&otilde;es de diversos setores, inclusive daqueles ligados ao empresariado que atua na &aacute;rea de m&iacute;dia, o presidente Lula anunciou a disposi&ccedil;&atilde;o do governo em convocar a I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom). Em abril, um decreto presidencial oficializou a iniciativa, definindo o seu tema &ndash; Comunica&ccedil;&atilde;o: meios para a constru&ccedil;&atilde;o de direitos e cidadania na era digital &ndash; e agendando sua etapa nacional para 1o a 3 de dezembro, em Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p>O segundo passo foi a montagem da Comiss&atilde;o Organizadora Nacional, que recebeu a incumb&ecirc;ncia de definir as regras do processo e garantir a execu&ccedil;&atilde;o de todas as suas etapas. O organismo foi composto por oito representantes do governo federal, oito de associa&ccedil;&otilde;es empresariais, quatro do Congresso Nacional e sete de agremia&ccedil;&otilde;es sindicais, movimentos sociais e organiza&ccedil;&otilde;es que lutam pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de um das entidades do campo p&uacute;blico de televis&atilde;o.<\/p>\n<p>Apenas em junho a Comiss&atilde;o Organizadora iniciou seus trabalhos, dedicando-se &agrave; tarefa primordial da elabora&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o do regimento interno da Confecom. Pairava naquele momento uma incerteza quanto &agrave;s possibilidades de equalizar os interesses divergentes em jogo. A previs&atilde;o era que as pol&ecirc;micas centrais girariam em torno do tem&aacute;rio (conjunto de temas a ser debatido nas v&aacute;rias etapas do processo) e do m&eacute;todo de escolha dos delegados &agrave; etapa nacional. <\/p>\n<p>Por&eacute;m, antes que tais controv&eacute;rsias pudessem ser apreciadas e explicitadas, instaurou-se um impasse pol&iacute;tico que estagnou o andamento dos trabalhos da Comiss&atilde;o e a conclus&atilde;o do regimento interno, prevista para o dia 9 de julho. Os representantes da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e TV (Abert) apresentaram &ldquo;condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas&rdquo;, ou premissas, que deveriam constar no regimento com vistas a garantir a participa&ccedil;&atilde;o do empresariado de radiodifus&atilde;o no decurso do processo.<\/p>\n<p>Entre elas est&atilde;o: (1) a defesa do conte&uacute;do nacional, (2) a prote&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os e outorgas atuais frente &agrave; turbul&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica da converg&ecirc;ncia midi&aacute;tica, (3) a defesa intransigente das pr&aacute;ticas da legalidade, (4) o respeito e a valoriza&ccedil;&atilde;o das empresas brasileiras de comunica&ccedil;&atilde;o escrita ou de radiodifus&atilde;o dirigidas e orientadas editorialmente por brasileiros, (4) o livre exerc&iacute;cio da atividade de comunica&ccedil;&atilde;o e de informa&ccedil;&atilde;o, por pessoa e organiza&ccedil;&otilde;es, e (5) a m&iacute;nima interfer&ecirc;ncia estatal.<\/p>\n<p>A Abert tamb&eacute;m defendeu que &ldquo;n&atilde;o se perdesse o foco&rdquo; no tema central da Confecom, interpretado pela entidade como os desafios relativos ao &ldquo;futuro&rdquo; do setor. Em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica realizada na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica da C&acirc;mara dos Deputados (CCTCI) no &uacute;ltimo dia 8 de julho, um representante da associa&ccedil;&atilde;o advogou que as discuss&otilde;es da Confer&ecirc;ncia &ldquo;come&ccedil;assem e terminassem na Internet&rdquo;.<\/p>\n<p>Ou seja, a agenda de temas e propostas do empresariado de radiodifus&atilde;o &ndash; uma leg&iacute;tima vis&atilde;o para ser apresentada nas discuss&otilde;es nas diversas etapas do processo &ndash; foi transformada em condi&ccedil;&atilde;o para a manuten&ccedil;&atilde;o deste segmento no processo da Confecom.<\/p>\n<p>Tal posi&ccedil;&atilde;o precisa ser problematizada fortemente. No que tange &agrave;s premissas reclamadas pela Abert, a defesa a priori dos interesses de um setor nos objetivos ou mesmo como premissas de uma Confer&ecirc;ncia n&atilde;o respeita a l&oacute;gica de funcionamento de uma iniciativa como esta. Como j&aacute; ocorreu em dezenas de eventos deste tipo organizados pelo Executivo Federal desde 2003, uma Confer&ecirc;ncia presume a abertura de um espa&ccedil;o para debate p&uacute;blico entre as diversas partes envolvidas. Suas regras precisam assegurar esta amplitude, o envolvimento da popula&ccedil;&atilde;o e dos diversos segmentos interessados na &aacute;rea. Mas n&atilde;o devem legitimar a consolida&ccedil;&atilde;o da pauta de determinado segmento como tema indiscut&iacute;vel ou como premissa dos debates. Tal op&ccedil;&atilde;o amea&ccedil;a a Confecom como espa&ccedil;o de discuss&atilde;o p&uacute;blica sobre as pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>N&atilde;o se pode ignorar que a Confer&ecirc;ncia deve partir do modelo institucional das comunica&ccedil;&otilde;es atual, incluindo a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, leis e outras normas. No entanto, como espa&ccedil;o de avalia&ccedil;&atilde;o e proposi&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es do poder p&uacute;blico em uma determinada &aacute;rea, suas resolu&ccedil;&otilde;es podem, inclusive, apontar para a mudan&ccedil;a das estruturas ou do ambiente normativo existente.<\/p>\n<p>Quanto ao m&eacute;rito das premissas colocadas pelos radiodifusores, fazemos aqui um par&ecirc;ntese que consideramos relevante. Parte delas deve ser entendida como temas importantes para o debate da Confer&ecirc;ncia. A defesa do conte&uacute;do nacional &eacute; uma quest&atilde;o central e important&iacute;ssima na discuss&atilde;o sobre a revis&atilde;o do marco institucional das comunica&ccedil;&otilde;es brasileiras. Ela precisa ser tratada com aten&ccedil;&atilde;o, pois j&aacute; h&aacute; d&eacute;cadas a m&iacute;dia brasileira recorre ao expediente de produ&ccedil;&otilde;es estrangeiras, sobretudo estadunidenses, nas diversas m&iacute;dias difusoras de conte&uacute;dos audiovisuais.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, a defesa dos valores culturais brasileiros n&atilde;o pode ser confundida com a prerrogativa de valorizar, a priori, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o comerciais. Falar em conte&uacute;do nacional deve significar falar tamb&eacute;m na express&atilde;o da diversidade e pluralidade de vozes, culturas, regi&otilde;es, vis&otilde;es, g&ecirc;neros e formatos, o que hoje n&atilde;o &eacute; assegurado nem pela legisla&ccedil;&atilde;o, nem pelas TVs e r&aacute;dios comerciais brasileiras.<\/p>\n<p>Para que a Confer&ecirc;ncia realize seu car&aacute;ter de espa&ccedil;o amplo e democr&aacute;tico, tampouco &eacute; adequado restringir os assuntos que ali ser&atilde;o discutidos. Se &eacute; fato que algumas manifesta&ccedil;&otilde;es dos representantes dos radiodifusores por vezes advogam contra a &ldquo;proibi&ccedil;&atilde;o&rdquo; de qualquer debate, a insist&ecirc;ncia do foco no &ldquo;futuro&rdquo; deve ser tomada com cuidado. Faz-se necess&aacute;rio afirmar algo t&atilde;o &oacute;bvio quanto importante: o futuro surge apenas como sucess&atilde;o do presente, fazendo-se necess&aacute;rio, para planejar aquele, partir dos elementos estruturais e conjunturais do agora.<\/p>\n<p>O argumento utilizado pelos radiodifusores para sustentar este recorte tem&aacute;tico parte do lema constante no decreto que convocou a Confecom, cujo final menciona a &ldquo;era digital&rdquo;. No entanto, a &ldquo;era digital&rdquo; &eacute; exatamente esta em que vivemos hoje, um complexo sistema que re&uacute;ne dos meios mais &ldquo;primitivos&rdquo; e das constantes necessidades de atendimento mais banais da popula&ccedil;&atilde;o &ndash; como falar ao telefone ou ter acesso a um meio impresso &ndash; aos desafios trazidos pela converg&ecirc;ncia de conte&uacute;dos, plataformas de distribui&ccedil;&atilde;o e dispositivos de recep&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Era digital&rdquo;, portanto, n&atilde;o pode ser confundida, em hip&oacute;tese alguma, com as novas plataformas digitais, sendo estas apenas uma parte do problema. A limita&ccedil;&atilde;o do escopo do tema &eacute; tamb&eacute;m uma amea&ccedil;a &agrave; Confecom quanto &agrave; sua necessidade de atender ao d&eacute;ficit hist&oacute;rico de debate p&uacute;blico sobre o setor no Brasil.<\/p>\n<p>Ainda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demandas apresentadas pela Abert, est&aacute; a defesa de que a elei&ccedil;&atilde;o dos delegados respeite uma propor&ccedil;&atilde;o parit&aacute;ria, reservando dentre os eleitos 33% ao poder p&uacute;blico, 33% ao empresariado e 33% &agrave; sociedade civil n&atilde;o empresarial. Ora, ser&aacute; que os donos dos ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o e das empresas de telefonia e internet representam 1\/3 da popula&ccedil;&atilde;o brasileira? Se isso fosse verdade, poder&iacute;amos comemorar a quebra da concentra&ccedil;&atilde;o de propriedade que marca a m&iacute;dia no pa&iacute;s, j&aacute; que contar&iacute;amos com 60 milh&otilde;es de operadores diferentes. <\/p>\n<p>Ao contr&aacute;rio, o segmento empresarial &eacute; absoluta minoria em rela&ccedil;&atilde;o ao conjunto da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e &agrave;s suas diversas representa&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o se esgotam nos movimentos sociais representados na Comiss&atilde;o Organizadora Nacional. Logo, n&atilde;o se pode conceber que a eles seja garantida tamanha representa&ccedil;&atilde;o. O justo &eacute; que eles disputem as vagas de delegados com toda a popula&ccedil;&atilde;o, cabendo ao voto de cada cidad&atilde;o a decis&atilde;o de qual o percentual que o empresariado representa na Confer&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>Desafios para o governo<\/strong><\/p>\n<p>O governo federal tem papel fundamental, pelo peso auto-concedido na Comiss&atilde;o Organizadora, na resolu&ccedil;&atilde;o dos impasses colocados. Seria estranho qualquer tipo de abandono da pr&aacute;tica adotada nas outras dezenas de Confer&ecirc;ncias de assegurar uma arena ampla e aberta de debate na qual os diversos segmentos podem colocar suas posi&ccedil;&otilde;es para encontrar aproxima&ccedil;&otilde;es ou equalizar diverg&ecirc;ncias por meios consolidados como as vota&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>A condu&ccedil;&atilde;o firme do governo para garantir que a Confecom cumpra seus objetivos e a necessidade de acelerar o processo s&atilde;o t&atilde;o importantes quanto a aten&ccedil;&atilde;o a aspectos operacionais do processo. Desde a primeira reuni&atilde;o, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es ficou com a responsabilidade de enviar aos governadores de todo Brasil uma carta oficial conclamando os executivos estaduais a participarem do processo. At&eacute; hoje n&atilde;o foi enviado nenhum documento neste sentido, a&ccedil;&atilde;o fundamental para dar credibilidade &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da etapa nacional e seguran&ccedil;a para as etapas estaduais e municipais.<\/p>\n<p>Outra preocupa&ccedil;&atilde;o operacional &eacute; o local onde ser&aacute; realizada a etapa nacional. Os principais centros de conven&ccedil;&otilde;es de Bras&iacute;lia j&aacute; est&atilde;o com reserva para a data da I Confecom. Sob o risco de n&atilde;o haver local adequado, em meados de junho um dos membros da Comiss&atilde;o Organizadora, representante da sociedade civil n&atilde;o empresarial, realizou uma pr&eacute;-reserva na Academia de T&ecirc;nis de Bras&iacute;lia, como um poss&iacute;vel espa&ccedil;o para a realiza&ccedil;&atilde;o do evento. Na &eacute;poca, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es assumiu o compromisso de efetivar a reserva, o que n&atilde;o foi feito. A justificativa foi que isso s&oacute; seria poss&iacute;vel quando houvesse a recomposi&ccedil;&atilde;o dos recursos.<\/p>\n<p><strong>Cronograma e recursos<\/strong><\/p>\n<p>Se a resolu&ccedil;&atilde;o do impasse torna-se crucial &agrave; continuidade da Confecom, n&atilde;o menos importante &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o de outros dois obst&aacute;culos centrais ao bom andamento do processo: o tempo para o desenvolvimento das etapas e os recursos. <\/p>\n<p>Quanto ao primeiro caso, se considerado o agendamento da etapa nacional para o in&iacute;cio de dezembro deste ano, a demora na conclus&atilde;o do regimento interno pode asfixiar o processo pela falta de tempo para a sua necess&aacute;ria interioriza&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o dos mais diversos segmentos sociais interessados. A insufici&ecirc;ncia de tempo para a realiza&ccedil;&atilde;o das etapas preparat&oacute;rias &ndash; municipais, intermunicipais e livres &ndash;, previstas para ocorrer antes dos eventos estaduais, marcados para setembro e outubro, coloca-se como mais uma amea&ccedil;a &agrave; plena realiza&ccedil;&atilde;o da Confecom.<\/p>\n<p>Mesmo que todas as barreiras elencadas sejam vencidas, ainda coloca-se um impeditivo extremamente grave: os recursos. O Congresso Nacional reservou R$ 8,2 milh&otilde;es para a Confecom. Em maio, este valor foi reduzido pelo governo federal a R$ 1,6 milh&atilde;o, montante considerado insuficiente at&eacute; mesmo pela equipe do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, &oacute;rg&atilde;o respons&aacute;vel pela coordena&ccedil;&atilde;o da iniciativa.<\/p>\n<p>J&aacute; chegou ao Congresso Nacional o PL 27\/2009, que recomp&otilde;e integralmente os recursos da Confecom. Por&eacute;m, com o in&iacute;cio do recesso parlamentar, a tramita&ccedil;&atilde;o at&eacute; a aprova&ccedil;&atilde;o final do projeto corre o risco de estender ainda mais os preparativos para todas as etapas da Confer&ecirc;ncia. Informa&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es sinalizam para a possibilidade de que o repasse seja feito por outros meios. A solu&ccedil;&atilde;o, independente do caminho escolhido, deve assegurar a recomposi&ccedil;&atilde;o dos recursos o mais breve poss&iacute;vel, de modo que o processo de prepara&ccedil;&atilde;o das etapas possa de fato ser iniciado.<\/p>\n<p>O cen&aacute;rio &eacute; definitivamente preocupante. As sinaliza&ccedil;&otilde;es de membros do governo t&ecirc;m apontado que h&aacute; uma firme convic&ccedil;&atilde;o sobre a import&acirc;ncia de fazer acontecer a I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. Esperamos que tais inten&ccedil;&otilde;es se confirmem e que esta n&atilde;o seja iniviabilizada nem pol&iacute;tica nem estruturalmente.<\/p>\n<p>Esta iniciativa &eacute; bandeira hist&oacute;rica dos movimentos que lutam pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e pela afirma&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o como um direito humano. Este campo, organizado em torno da Comiss&atilde;o Nacional Pr&oacute;-Confer&ecirc;ncia, tem demonstrado disposi&ccedil;&atilde;o &iacute;mpar para levar a cabo este marco hist&oacute;rico para as comunica&ccedil;&otilde;es brasileiras. E continuar&aacute; a faz&ecirc;-lo, acreditamos, contribuindo com disposi&ccedil;&atilde;o ao di&aacute;logo, mas tamb&eacute;m com firmeza em suas posi&ccedil;&otilde;es para fazer da Confer&ecirc;ncia um efetivo espa&ccedil;o p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Resta aos agentes envolvidos no processo encarar a tarefa hist&oacute;rica de retirar os cidad&atilde;os da posi&ccedil;&atilde;o de simples espectadores de meios e consumidores de servi&ccedil;os e elev&aacute;-los de fato &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de sujeitos. Sem isso, falar em liberdade de express&atilde;o ou em sociedade democr&aacute;tica continuar&aacute; soando como um discurso vazio. <\/p>\n<p><em>* Jonas Valente &eacute; jornalista, rep&oacute;rter do Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o e representa o Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social na Comiss&atilde;o Organizadora da I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o.<br \/>* Carolina Ribeiro &eacute; jornalista e integrante do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em janeiro deste ano, ap&oacute;s press&atilde;o e reivindica&ccedil;&otilde;es de diversos setores, inclusive daqueles ligados ao empresariado que atua na &aacute;rea de m&iacute;dia, o presidente Lula anunciou a disposi&ccedil;&atilde;o do governo em convocar a I Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom). 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