{"id":22941,"date":"2009-06-18T15:10:09","date_gmt":"2009-06-18T15:10:09","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22941"},"modified":"2009-06-18T15:10:09","modified_gmt":"2009-06-18T15:10:09","slug":"o-jornalismo-e-a-comunicacao-em-cuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22941","title":{"rendered":"O jornalismo e a comunica\u00e7\u00e3o em Cuba"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\">Dezembro de 1956. A pequena ilha de Cuba fervilhava diante da possibilidade de uma mudan&ccedil;a radical. A ditadura de Fulg&ecirc;ncio Batista recrudescia, como &eacute; comum aos regimes que est&atilde;o morrendo. No come&ccedil;o do m&ecirc;s, um pequeno grupo de homens iniciou uma caminhada que s&oacute; teria fim com o triunfo da revolu&ccedil;&atilde;o. Apesar da chegada tr&aacute;gica, com o barco encalhando e muitas vidas se perdendo, 22 dos 82 que vieram do M&eacute;xico conseguiram montar um foco guerrilheiro ao p&eacute; da Sierra Maestra. Junto com eles estava o argentino Che Guevara que, em muito pouco tempo na selva, tratou de inventar um jeito de divulgar not&iacute;cias que fizessem o contraponto &agrave; m&iacute;dia cortes&atilde;. Ele sabia que perdendo a guerra informativa, perdia tudo. Assim, no meio da floresta criou a primeira c&eacute;lula da imprensa rebelde com um velho mime&oacute;grafo no qual imprimia manifestos e at&eacute; um jornal.<\/p>\n<p>Logo o argentino conheceu o sistema cubano respons&aacute;vel pela transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es do MR-26, movimento do qual sa&iacute;ra Fidel: a r&aacute;dio bemba, esp&eacute;cie de boca-a-boca, eficiente e eficaz, que percorria toda a regi&atilde;o rural da ilha. Ent&atilde;o teve a id&eacute;ia de criar, desde a sierra insurgente, uma r&aacute;dio de verdade, a R&aacute;dio Rebelde. Era o m&ecirc;s de fevereiro de 1958 quando quatro combatentes, sob o comando de Che, colocaram no ar a primeira transmiss&atilde;o. &quot;&#8230;Aqu&iacute;, Radio Rebelde, la voz de la Sierra Maestra, transmitiendo para toda Cuba en la banda de 20 metros diariamente a las 5 de la tarde y 9 de la noche, desde nuestro campamento rebelde en las lomas de Oriente&quot;. <\/p>\n<p>Com esta frase iniciava um dos mais importantes ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o da guerrilha. Foram vinte minutos nos quais se denunciou os crimes da ditadura, se informou sobre os combates na sierra, as a&ccedil;&otilde;es dos lutadores, e divulgou-se uma s&eacute;rie de informa&ccedil;&otilde;es ao povo cubano sobre como agir diante da presen&ccedil;a dos rebeldes. Come&ccedil;ava tamb&eacute;m uma profunda rela&ccedil;&atilde;o de cumplicidade e confian&ccedil;a entre os &quot;jornalistas&quot; e a gente cubana. N&atilde;o &eacute; sem raz&atilde;o que hoje, 51 anos depois desta hist&oacute;rica transmiss&atilde;o, a figura do jornalista cubano esteja intimamente ligada aos ideais da revolu&ccedil;&atilde;o. Quem afirma &eacute; o presidente da Uni&atilde;o de Periodistas de Cuba, Tubal Paez, que esteve em Florian&oacute;polis para a XVII Conven&ccedil;&atilde;o Nacional de Solidariedade a Cuba, promovida pela Associa&ccedil;&atilde;o Cultural Jos&eacute; Mart&iacute; de Santa Catarina.<\/p>\n<p>Mas, se voltarmos na hist&oacute;ria, veremos que esta rela&ccedil;&atilde;o entre os jornalistas e os anseios populares n&atilde;o era uma novidade naqueles dias de 1958. Foi a imprensa, conforme conta o escritor Ram&oacute;n Becali, que come&ccedil;ou a difundir na Cuba colonial, l&aacute; pelos idos do setecentos, a id&eacute;ia de uma p&aacute;tria livre. E o maior de todos os jornalistas cubanos, Jos&eacute; Mart&iacute;, fez de sua vida e de sua obra um ato sublime de amor &agrave; liberdade cubana. Assim, um pa&iacute;s que contou com a pena de um Mart&iacute;, n&atilde;o poderia ter jornalistas diferentes. &quot;N&atilde;o merece escrever para os homens, aquele que n&atilde;o sabe am&aacute;-los&quot;, ensinava.<\/p>\n<p>&quot;Em Cuba os jornalistas s&atilde;o cr&iacute;ticos, porque &eacute; nossa fun&ccedil;&atilde;o ser cr&iacute;tico. &Eacute; o que nos ensinou a revolu&ccedil;&atilde;o, &eacute; o que ensinam na escola e &eacute; o que a uni&atilde;o dos jornalistas exige. Defendemos a revolu&ccedil;&atilde;o, mas aquilo que &eacute; mal feito, n&oacute;s criticamos&quot;. &Eacute; assim que o jornalista sintetiza a miss&atilde;o dos jornalistas na ilha revolucion&aacute;ria. Ele reafirma que, l&aacute;, os jornalistas foram e s&atilde;o protagonistas da mudan&ccedil;a. Desde o come&ccedil;o das lutas de liberta&ccedil;&atilde;o houve grupos de jornalistas atuando e ajudando na transforma&ccedil;&atilde;o. &quot;Ser protagonista do processo revolucion&aacute;rio &eacute; bom, mas &agrave;s vezes h&aacute; jornalistas que exageram na ret&oacute;rica ou no louvor. At&eacute; porque n&oacute;s temos por princ&iacute;pio a id&eacute;ia de informar, opinar e defender o pa&iacute;s que est&aacute; sob bloqueio h&aacute; 50 anos e numa guerra em que o inimigo procura semear a desesperan&ccedil;a. Isso, por vezes, &eacute; um problema, mas estamos sempre vigilantes&quot;.<\/p>\n<p>&Eacute; certo que esta imbricada rela&ccedil;&atilde;o dos jornalistas com o processo revolucion&aacute;rio provoca outra maneira de olhar a realidade. &quot;Se estamos diante da constru&ccedil;&atilde;o de um hotel, por exemplo, a primeira quest&atilde;o que a gente se coloca &eacute;: isso vai proteger o pa&iacute;s ou n&atilde;o? Em que lugar do mundo um jornalista se p&otilde;e estas quest&otilde;es? S&oacute; em Cuba. Isso pode ser bom, mas pode ser ruim tamb&eacute;m, caso vire um v&iacute;cio. &Eacute; por isso que no nosso c&oacute;digo de &eacute;tica a gente coloca como falta grave tanto a apologia quanto o triunfalismo. Nosso prop&oacute;sito deve ser a cr&iacute;tica. Falamos de tudo o que ruim, dos sacrif&iacute;cios que a popula&ccedil;&atilde;o tem de passar. Mas tamb&eacute;m falamos da resist&ecirc;ncia&quot;.<\/p>\n<p>Tubal Paez conta ainda que na ilha caribenha tamb&eacute;m existem outros &quot;jornalistas&quot;, que assim s&atilde;o designados pelo Departamento de Estado estadunidense, e l&aacute; est&atilde;o, fazendo suas reportagens &quot;independentes&quot;. Isso tudo &eacute; tolerado porque a popula&ccedil;&atilde;o cubana tem educa&ccedil;&atilde;o suficiente para diferenciar a verdade da mentira. &quot;Escrever para um povo alfabetizado politicamente n&atilde;o &eacute; coisa f&aacute;cil. O povo est&aacute; muito preparado para julgar tudo aquilo que o jornalista faz&quot;. Tamb&eacute;m &eacute; certo que em Cuba ainda existe gente que prefere o anexionismo, que os Estados Unidos invada a ilha e que tudo volte a ser como antes, quando a ilha era um quintal dos ricos estrangeiros. Mas s&atilde;o poucos.<\/p>\n<p><strong>Liberdade de express&atilde;o<br \/><\/strong><br \/>Quem fala que em Cuba n&atilde;o h&aacute; liberdade de express&atilde;o n&atilde;o conhece Cuba. &quot;Se assim fosse minha m&atilde;e estaria na pris&atilde;o&quot;, brinca Tubal. &quot;Porque ela &eacute; boa na cr&iacute;tica ao que est&aacute; mal&quot;. Na verdade, como explica o presidente da UPC, Cuba &eacute; o pa&iacute;s onde existe o maior n&uacute;mero de imprensa de oposi&ccedil;&atilde;o. S&oacute; para que se tenha uma id&eacute;ia, existem 32 emissoras de r&aacute;dio transmitindo todos os dias desde a Fl&oacute;rida, sempre com conte&uacute;do especificamente contra Cuba e contra o socialismo. &quot;O governo estadunidense liberou este ano mais de 34 milh&otilde;es de d&oacute;lares para estas emissoras e, deste montante, 18 milh&otilde;es s&atilde;o para pagar jornalistas, escritores, locutores, que vendem sua m&atilde;o e sua voz na inten&ccedil;&atilde;o de gerar desesperan&ccedil;a entre os cubanos&quot;. <\/p>\n<p>Al&eacute;m das emissoras de r&aacute;dio ainda h&aacute; uma emissora de TV, cinicamente chamada de TV Mart&iacute; (nome do mais importante revolucion&aacute;rio cubano, tamb&eacute;m jornalista) que transmite diariamente conte&uacute;do anti-Cuba com um sinal que &eacute; gerado por avi&otilde;es que sobrevoam a ilha. &quot;S&atilde;o, portanto, mais de 1900 horas semanais de informa&ccedil;&atilde;o anti-governo, o que nos faz crer que n&atilde;o h&aacute; governo no mundo que tenha tanta oposi&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, est&atilde;o em Havana mais de 160 jornalistas que s&atilde;o correspondentes estrangeiros, podendo transmitir o que quiserem, sem qualquer censura. &quot;J&aacute; os Estados Unidos sim n&atilde;o podem falar de liberdade de express&atilde;o, porque eles pro&iacute;bem que um jornalista cubano esteja l&aacute; olhando e reportando. Ent&atilde;o, quem precisa ter liberdade?&quot; Tubal lembra que o &uacute;nico espa&ccedil;o onde os Estados Unidos permitem a presen&ccedil;a de um jornalista cubano &eacute; nas Na&ccedil;&otilde;es Unidas, mas ele s&oacute; pode falar do que se passa ali, mais nada. &quot;Isso &eacute; ou n&atilde;o censura? E quem a pratica n&atilde;o &eacute; o regime cubano&quot;.<\/p>\n<p><strong>A democracia<br \/><\/strong><br \/>Tubal Paez comenta as investidas do presidente estadunidense Barak Obama, quando este coloca como condi&ccedil;&atilde;o na mudan&ccedil;a de rela&ccedil;&atilde;o com Cuba a quest&atilde;o da democracia. E questiona a chamada &quot;democracia&quot; do mundo capitalista que fica inviabilizada dentro de um sistema em que h&aacute; tanta desigualdade econ&ocirc;mica. &quot;Como pode haver democracia numa sociedade dividida entre pobres e ricos? Que democracia &eacute; esta em que s&oacute; os ricos podem ter os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, por exemplo? O fato &eacute; que no mundo capitalista quando se fala que as coisas devem mudar em Cuba no que diz respeito &agrave; democracia, isso significa sempre um passo atr&aacute;s. J&aacute; para n&oacute;s, mudan&ccedil;a significa sempre um passo adiante&quot;.<\/p>\n<p>O jornalista cubano insiste que a democracia cubana &eacute; radicalmente diferente da que caracteriza o mundo liberal burgu&ecirc;s. L&aacute;, as pessoas n&atilde;o participam da vida pol&iacute;tica apenas uma vez a cada quatro anos. A participa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma coisa entranhada no cotidiano. Tubal &eacute; parlamentar e conta que em Cuba uma pessoa que se candidata a um cargo p&uacute;blico n&atilde;o faz campanha como nos pa&iacute;ses capitalistas, em que o dinheiro comanda o voto. &quot;Em Cuba, ningu&eacute;m se apresenta &agrave; comunidade dizendo o que vai fazer. Ele se apresenta dizendo o que j&aacute; fez. Os candidatos visitam juntos os eleitores e s&atilde;o submetidos ao escrut&iacute;nio dos seus atos passados. Depois, uma vez eleitos, eles precisam prestar contas anuais dos seus atos como representante. Essa &eacute; a nossa democracia que cada dia vai se aperfei&ccedil;oando. N&atilde;o &eacute; perfeita, mas vamos avan&ccedil;ando&quot;.<\/p>\n<p>Ele lembra que quando Cuba tinha o multipartidarismo o que imperava era o dinheiro. At&eacute; o pr&eacute;dio da C&acirc;mara nacional foi constru&iacute;do a semelhan&ccedil;a do Capit&oacute;lio e ali, segundo Tubal, foram aprovados os piores projetos contra a soberania nacional. O povo n&atilde;o tinha vez. &quot;A minha m&atilde;e, que tem 85 anos, mostra como um orgulho a sua c&eacute;dula eleitoral daquele dias antes da revolu&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; branca. Ela nunca votou. Dizia que jamais se prestaria &agrave;quela farsa. Hoje n&atilde;o h&aacute; partidos.. Quem decide &eacute; povo, diretamente na sua comunidade. Isso, para n&oacute;s, &eacute; um avan&ccedil;o&quot;.<\/p>\n<p><strong>A comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; prioridade<br \/><\/strong><br \/>A obsess&atilde;o informativa de Che e Fidel no in&iacute;cio da revolu&ccedil;&atilde;o segue sendo uma diretiva entre os cubanos. As r&aacute;dios s&atilde;o ve&iacute;culos fundamentais e todas as cidades t&ecirc;m a sua. Al&eacute;m disso, os grupos organizados tamb&eacute;m t&ecirc;m as suas m&iacute;dias, sempre com alcance nacional. As mulheres, os camponeses, os jovens editam suas revistas, seus programas, enfim, passam suas pautas a toda a na&ccedil;&atilde;o. O jornalista, para exercer a profiss&atilde;o em Cuba, precisa ser formado em curso universit&aacute;rio de jornalismo, o que tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; nenhuma novidade visto que l&aacute;, a forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria &eacute; estimulada e garantida a todos. <\/p>\n<p>&quot;Hoje, com a explos&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o estamos vivendo uma situa&ccedil;&atilde;o em que h&aacute; mais postos de trabalho do que jornalistas formados, ent&atilde;o estamos buscando gente nas &aacute;reas afins como a de Comunica&ccedil;&atilde;o Social&quot;. Tubal Paez explica que um jovem rec&eacute;m formado j&aacute; tem assegurado o seu posto de trabalho t&atilde;o logo saia da faculdade, o que tamb&eacute;m mostra a abissal diferen&ccedil;a entre o regime cubano e a realidade de competi&ccedil;&atilde;o capitalista.<\/p>\n<p>Em todo o pa&iacute;s o contingente de jornalistas chega a quatro mil, com mais 700 estudantes prontos a se graduar. E ainda assim faltam profissionais. A considerar a popula&ccedil;&atilde;o cubana que &eacute; de 12 milh&otilde;es de pessoas, d&aacute; para perceber o quanto a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; importante. E n&atilde;o basta a informa&ccedil;&atilde;o somente, ela tem de ser de qualidade, da&iacute; a necessidade da forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria. &quot;Em Cuba n&oacute;s n&atilde;o trabalhamos com esse jornalismo de espet&aacute;culo, n&atilde;o tem essa coisa de assalto a banco, nem bandos de mafiosos&quot;.<\/p>\n<p>Outra especificidade da imprensa escrita cubana &eacute; a quase inexist&ecirc;ncia da propaganda de produtos. &quot;N&oacute;s somos muito pobres, o papel &eacute; caro. A publicidade estimula o consumismo e cria necessidades. Por isso n&atilde;o usamos o pouco que temos a disposi&ccedil;&atilde;o para este tipo de coisa&quot;. Em Cuba os meios de comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o todos estatais. A maioria &eacute; de propriedade social, o que significa que quem controla &eacute; a comunidade. Esta tamb&eacute;m acaba sendo uma diferen&ccedil;a tremenda na rela&ccedil;&atilde;o com o mundo capitalista. &quot;Estes ve&iacute;culos acabam se sustentando com a venda de seus produtos, mas &eacute; claro que o Estado n&atilde;o lhes d&aacute; as costas, porque a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma coisa estrat&eacute;gica em Cuba&quot;.<\/p>\n<p>J&aacute; no campo da internet os cubanos ainda sofrem muita restri&ccedil;&atilde;o. &quot;Mas n&atilde;o &eacute; porque o governo n&atilde;o queria que o povo tenha acesso. O que acontece &eacute; que os Estados Unidos pro&iacute;bem que os cabos de banda larga sejam conectados a Cuba. Nossa banda &eacute; estreita e ent&atilde;o a prioridade acaba sendo para as institui&ccedil;&otilde;es sociais&quot;. Para se ter uma id&eacute;ia dos efeitos do bloqueio, todos os servi&ccedil;os oferecidos pelo Google, que hoje s&atilde;o utilizados automaticamente pelos internautas do mundo todo, est&atilde;o fechados para Cuba. &quot;Estas s&atilde;o quest&otilde;es que ainda estamos tratando de resolver. O bloqueio nos causa grandes problemas, mas tamb&eacute;m nos coloca desafios. E o povo cubano, nestes 50 anos de revolu&ccedil;&atilde;o tem dado respostas &agrave; altura&quot;.<\/p>\n<p>E assim segue a vida na pequena e resistente ilha cubana. Enquanto o gigante imp&eacute;rio trama contra a revolu&ccedil;&atilde;o as gentes seguem ouvindo o chamado del Che insurgente, iniciado naquele distante 24 de fevereiro de 1958, com a voz do capit&atilde;o Luiz Orlando Rodr&iacute;guez: &quot;&#8230;Aqu&iacute; Radio Rebelde, la voz de la Sierra Maestra, transmitiendo para toda Cuba en la banda de 20 metros diariamente a las 5 de la tarde y 9 de la noche, desde nuestro campamento rebelde en las lomas de Oriente&quot;. E a mesma r&aacute;dio, ali est&aacute;, h&aacute; 51 anos, um a mais que a revolu&ccedil;&atilde;o, informando e formando o povo cubano. N&atilde;o mais no acampamento em Sierra Maestra, mas sempre rebelde, infinitamente rebelde, tal como toda a comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&quot;A imprensa &eacute; o c&atilde;o guardador da casa p&aacute;tria&quot;, adverte Mart&iacute;, e os jornalistas cubanos seguem &agrave; risca o conselho do grande colega<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dezembro de 1956. A pequena ilha de Cuba fervilhava diante da possibilidade de uma mudan&ccedil;a radical. A ditadura de Fulg&ecirc;ncio Batista recrudescia, como &eacute; comum aos regimes que est&atilde;o morrendo. No come&ccedil;o do m&ecirc;s, um pequeno grupo de homens iniciou uma caminhada que s&oacute; teria fim com o triunfo da revolu&ccedil;&atilde;o. 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