{"id":22936,"date":"2009-06-18T14:49:28","date_gmt":"2009-06-18T14:49:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22936"},"modified":"2009-06-18T14:49:28","modified_gmt":"2009-06-18T14:49:28","slug":"stf-decide-que-assinatura-basica-e-relacao-de-consumo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22936","title":{"rendered":"STF decide que assinatura b\u00e1sica \u00e9 rela\u00e7\u00e3o de consumo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\">O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por sete votos a dois, que a cobran&ccedil;a da assinatura b&aacute;sica n&atilde;o &eacute; mat&eacute;ria constitucional, mas sim uma rela&ccedil;&atilde;o de consumo e como tal deve ser julgada pelas inst&acirc;ncias inferiores da Justi&ccedil;a.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o do STF, em princ&iacute;pio, atinge um dos principais argumentos em favor da manuten&ccedil;&atilde;o da assinatura, que &eacute; a previs&atilde;o legal para a cobran&ccedil;a em raz&atilde;o do equil&iacute;brio econ&ocirc;mico-financeiro das concession&aacute;rias. Como a mat&eacute;ria n&atilde;o &eacute; constitucional e sim uma rela&ccedil;&atilde;o de consumo, todas as a&ccedil;&otilde;es sobre o assunto que tramitam na Justi&ccedil;a agora ser&atilde;o analisadas sob a &oacute;ptica do c&oacute;digo de defesa do consumidor.<\/p>\n<p>O caso foi julgado por meio de um Recurso Extraordin&aacute;rio (RE 567454) de autoria da Telemar Norte Leste S\/A contra decis&atilde;o dos Juizados Especiais C&iacute;veis da Bahia (Turma dos Juizados Especiais C&iacute;veis e Criminais do Estado da Bahia) que reconheceu a ilegalidade da cobran&ccedil;a. Nesse processo foi reconhecida a exist&ecirc;ncia de repercuss&atilde;o geral. Isso significa que o entendimento do Supremo ser&aacute; aplicado a todos os recursos extraordin&aacute;rios existentes sobre a mat&eacute;ria.<\/p>\n<p>A decis&atilde;o seguiu o voto do ministro Carlos Ayres Britto, relator do recurso da Telemar. Segundo ele, a mat&eacute;ria &quot;foi amplamente debatida&quot; pelo Supremo em 2008, quando o Plen&aacute;rio reconheceu a compet&ecirc;ncia da Justi&ccedil;a Estadual para julgar a&ccedil;&otilde;es sobre cobran&ccedil;as de pulsos. Naquela ocasi&atilde;o, o STF entendeu que a quest&atilde;o deve ser analisada a partir do C&oacute;digo de Defesa do Consumidor, uma lei ordin&aacute;ria (Lei 8.078\/1990), n&atilde;o envolvendo quest&atilde;o constitucional.<span class=\"padrao\"><\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o obstante a relativa diferen&ccedil;a entre a quest&atilde;o de fundo apreciada naquela oportunidade &ndash; ali se tratava da cobran&ccedil;a de pulsos al&eacute;m da franquia &ndash; e o m&eacute;rito do apelo ora em exame &ndash; assinatura b&aacute;sica &ndash; eu tenho que os fundamentos da decis&atilde;o do Plen&aacute;rio s&atilde;o inteiramente aplic&aacute;veis ao presente caso, ou seja, permanecem &iacute;ntegros&quot;, afirmou Ayres Britto.&nbsp; <br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por sete votos a dois, que a cobran&ccedil;a da assinatura b&aacute;sica n&atilde;o &eacute; mat&eacute;ria constitucional, mas sim uma rela&ccedil;&atilde;o de consumo e como tal deve ser julgada pelas inst&acirc;ncias inferiores da Justi&ccedil;a. 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