{"id":22933,"date":"2009-06-17T18:46:53","date_gmt":"2009-06-17T18:46:53","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22933"},"modified":"2009-06-17T18:46:53","modified_gmt":"2009-06-17T18:46:53","slug":"emissoras-articulam-regulamentacao-no-congresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22933","title":{"rendered":"Emissoras articulam regulamenta\u00e7\u00e3o no Congresso"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p class=\"padrao\">No dia 28 de maio, as emissoras do Campo P&uacute;blico de Televis&atilde;o apresentaram, no encerramente do II F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas, realizado em Bras&iacute;lia, um conjunto de propostas sintetizado na &ldquo;Carta de Bras&iacute;lia&rdquo;. Entre as signat&aacute;rias estavam a&nbsp; Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras Educativas, P&uacute;blicas e Culturais (Abepec), Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Televis&otilde;es e R&aacute;dios Legislativas (Astral), Associa&ccedil;&otilde;es Brasileira de Canais Comunit&aacute;rios (ABCcom) e a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Televis&atilde;o Universit&aacute;ria (ABTU).<\/p>\n<p>O pleito principal do setor foi a mudan&ccedil;a do Decreto-Lei 236, de 1967, que regulamenta o servi&ccedil;o de televis&atilde;o educativa. A Carta defende uma reforma na norma para regulamentar a complementaridade entre os sistemas p&uacute;blico, privado e estatal prevista no Artigo 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal. Segundo a defini&ccedil;&atilde;o do documento, as emissoras p&uacute;blicas seriam aquelas com controle social efetuado por &oacute;rg&atilde;os colegiados, como conselhos, e pelo respeito aos princ&iacute;pios e objetivos da Lei 11.652, de 2008, que criou a Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC).<\/p>\n<p>Outra caracter&iacute;stica distintiva destes ve&iacute;culos seria o modelo de financiamento, que se apoiaria em verbas or&ccedil;ament&aacute;rias, permitiria a publicidade institucional e o patroc&iacute;nio mas proibiria a veicula&ccedil;&atilde;o de an&uacute;ncios de produtos ou servi&ccedil;os. Na pr&aacute;tica, a proposta de regulamenta&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; estender &agrave;s TVs p&uacute;blicas o modelo da TV Brasil, emissora mantida pela EBC.<\/p>\n<p>Passado o II F&oacute;rum, os representantes do Campo P&uacute;blico se mobilizam para tirar a id&eacute;ia do papel. Nessa ter&ccedil;a-feira (16), uma delega&ccedil;&atilde;o se reuniu com o presidente da C&acirc;mara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), para debater a melhor forma de encaminhar a revis&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o do setor. <\/p>\n<p>Ao final do encontro, chegou-se &agrave; conclus&atilde;o de que o melhor caminho seria o envio de um projeto de lei pelo Executivo cuja tramita&ccedil;&atilde;o seria articulada junto aos l&iacute;deres partid&aacute;rios para ocorrer em regime de &quot;urg&ecirc;ncia urgent&iacute;ssima&quot;, o que confere prazo de at&eacute; 45 dias para vota&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria na casa. &quot;Agora vamos no governo conversar com o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e com a Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o do governo federal (Secom) para avaliar a possibilidade de encaminharmos a mudan&ccedil;a desta maneira&quot;, conta Marco Ant&ocirc;nio Coelho, diretor-executivo da Abepec.<\/p>\n<p><strong>P&uacute;blicas e estatais<br \/><\/strong><br \/>A inten&ccedil;&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es &eacute; que o projeto de lei n&atilde;o regulamente apenas as emissoras p&uacute;blicas mas tamb&eacute;m as estatais. Estas &uacute;ltimas seriam aquelas que obedeceriam, exclusivamente, os princ&iacute;pios da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal constantes no artigo 221 e seriam exploradas por entes estatais (assembl&eacute;ias, governos, Judici&aacute;rio). &quot;A diferen&ccedil;a &eacute; o controle da popula&ccedil;&atilde;o&quot;, explica Coelho. A regulamenta&ccedil;&atilde;o das duas modalidades aconteceria por meio de uma Portaria Ministerial, que fixaria regras referentes a itens como gest&atilde;o e formas de financiamento.<\/p>\n<p>Na proposta das associa&ccedil;&otilde;es, as televis&otilde;es educativas em funcionamento hoje seriam for&ccedil;adas a optar entre a modalidade p&uacute;blica ou estatal. &quot;Seria uma press&atilde;o para todo mundo migrar para algum controle social. Se conseguirmos fazer com que todas cheguem ao modelo da EBC seria avan&ccedil;o brutal&quot;, afirma o diretor-executivo da Abepec.<\/p>\n<p>Para viabilizar a revis&atilde;o, as entidades devem procurar o governo federal para tentar convenc&ecirc;-lo sobre a relev&acirc;ncia da estrat&eacute;gia. &ldquo;&Eacute; fundamental que o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es assuma esta pauta, pois ela vai demandar uma grande negocia&ccedil;&atilde;o e se n&atilde;o tiver empenho do governo &eacute; bem prov&aacute;vel que todo o debate fique para a Confer&ecirc;ncia&rdquo;, analisa Coelho. <\/p>\n<p><strong>Migra&ccedil;&atilde;o ao digital<br \/><\/strong><br \/>Outra grande pauta expressa na Carta de Bras&iacute;lia &eacute; a migra&ccedil;&atilde;o das emissoras do Campo P&uacute;blico ao Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T). Dentro desse tema, a principal a&ccedil;&atilde;o ser&aacute; tamb&eacute;m no Congresso Nacional: a luta pela aprova&ccedil;&atilde;o do Projeto de Lei 277, de 2007, que assegura espa&ccedil;o para TVs do Campo P&uacute;blico no sinal digital terrestre.<\/p>\n<p>A &uacute;nica altera&ccedil;&atilde;o proposta pelas associa&ccedil;&otilde;es &eacute; a inclus&atilde;o do canal universit&aacute;rio entre aqueles que seriam contemplados na nova plataforma. &ldquo;A lei de TV a cabo foi muito importante como espa&ccedil;o para os canais universit&aacute;rios, mas precisamos concretizar a participa&ccedil;&atilde;o no canal digital&rdquo;, afirma Cl&aacute;udio Magalh&atilde;es, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das TVs Universit&aacute;rias (ABTU).<\/p>\n<p>O pleito foi uma forma de contornar a exclus&atilde;o destes canais dentre as programa&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o transmitidas no canal da educa&ccedil;&atilde;o, a ser implantado na plataforma digital terrestre pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC). No II F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas, o secret&aacute;rio de educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia da pasta, Carlos Eduardo Bielchowsky, afirmou a inten&ccedil;&atilde;o de convocar as universidades para contribuir na gest&atilde;o do canal da educa&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o reservaria um espa&ccedil;o espec&iacute;fico aos canais universit&aacute;rio do cabo.<\/p>\n<p>Al&eacute;m do PL 277, as emissoras do Campo P&uacute;blico apostam no projeto de Operador de Rede &Uacute;nico para viabilizar sua presen&ccedil;a no sinal digital. Atualmente, apenas as TVs ligadas aos poderes da Uni&atilde;o e a a minist&eacute;rios s&atilde;o contempladas. &ldquo;As TVs p&uacute;blicas da Uni&atilde;o est&atilde;o adiantadas por conta do protocolo [assinado em novembro de 2008]. Essas TVs est&atilde;o aqui em Bras&iacute;lia, isso facilita a integra&ccedil;&atilde;o. Foi at&eacute; um cuidado de, em nossa proposta, pensar na inclus&atilde;o de todas as TVs no processo&rdquo;, comenta Evelin Maciel, presidente da Astral.<\/p>\n<p>Mas a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; conseguir que o operador seja comum a todas as emissoras do Campo P&uacute;blico. A id&eacute;ia &eacute; que cada TV p&uacute;blica pague pelos seus custos no operador. &quot;Isso ainda deve ser debatido, n&atilde;o est&aacute; pronta a id&eacute;ia. Mais adiante precisaremos tamb&eacute;m de apoio do governo para lev&aacute;-la a cabo&quot;, informa Evelin.<\/p>\n<p><strong>O problema da multiprograma&ccedil;&atilde;o<br \/><\/strong><br \/>Quanto &agrave; transmiss&atilde;o de v&aacute;rias programa&ccedil;&otilde;es em um canal (multiprograma&ccedil;&atilde;o), as associa&ccedil;&otilde;es fazem previs&otilde;es mais cuidadosas. &quot;O ministro H&eacute;lio Costa remeteu o problema ao Congresso. Vamos ver como lidar com isso, pois o tema &eacute; complexo j&aacute; que a lei diz que a Uni&atilde;o de fato outorga um canal e toda modifica&ccedil;&atilde;o de lei deve passar pelo Congresso&quot;, diz Marco Ant&ocirc;nio Coelho.<\/p>\n<p>A proposta das associa&ccedil;&otilde;es ser&aacute; a defesa da isonomia entre o conjunto das emissoras p&uacute;blicas e aquelas de n&iacute;vel federal, que hoje podem realizar multiprograma&ccedil;&atilde;o. O problema &eacute; que esta permiss&atilde;o existe pelo fato destas TVs serem da Uni&atilde;o &ndash; que &eacute; o pr&oacute;prio poder concedente. Desta maneira, a consigna&ccedil;&atilde;o de uma nova programa&ccedil;&atilde;o a uma emissora controlada pela Uni&atilde;o significa que o Poder concedente est&aacute; concedendo a si mesmo.<\/p>\n<p>J&aacute; as outras emissoras s&atilde;o outorgadas s&atilde;o obrigadas a obedecer a legisla&ccedil;&atilde;o, inclusive a proibi&ccedil;&atilde;o de explorarem o mesmo servi&ccedil;o (de televis&atilde;o educativa ou de radiodifus&atilde;o de sons e imagens) em uma mesma localidade. Isso faz com que, atualmente, a multiprograma&ccedil;&atilde;o para operadoras outorgadas seja ilegal. &ldquo;N&oacute;s fazemos quest&atilde;o de n&atilde;o abrir m&atilde;o dela e vamos defend&ecirc;-la a todo custo. Isso j&aacute; &eacute; em parte o chamado modelo de neg&oacute;cios das TVs P&uacute;blicas. Queremos prestar servi&ccedil;os para pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e ter acesso &agrave; tecnologia para isso&rdquo;, enfatiza Ant&ocirc;nio Achilis, presidente da Abepec.<\/p>\n<p>Para P&oacute;la Ribeiro, diretor-presidente do Instituto de Radiodifus&atilde;o Educativa da Bahia (IRDEB), &eacute; preciso n&atilde;o apenas &quot;pensar em modelos de neg&oacute;cios, mas tamb&eacute;m em modelos de programa&ccedil;&atilde;o, em grades que reflitam a identidade da TV P&uacute;blica&quot;. Estes modelos, segundo Ribeiro, podem ser a oportunidade da TV p&uacute;blica se apresentar como espa&ccedil;o privilegiado para a veicula&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos produzidos regionalmente e pelos centros universit&aacute;rios, al&eacute;m da possibilidade de se criar um c&oacute;digo de &eacute;tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proposta visa alterar o Decreto-Lei 236, de 1967, que disciplina o servi\u00e7o de televis\u00e3o educativa, para normatizar os sistemas p\u00fablico e estatal com base no modelo da TV Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[259],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22933"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22933"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22933\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22933"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22933"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22933"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}