{"id":22924,"date":"2009-06-16T15:38:31","date_gmt":"2009-06-16T15:38:31","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22924"},"modified":"2009-06-16T15:38:31","modified_gmt":"2009-06-16T15:38:31","slug":"anatel-incluiu-contrapartidas-da-oi-no-pgmu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22924","title":{"rendered":"Anatel incluiu contrapartidas da Oi no PGMU"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\">A pol&ecirc;mica sobre o impacto das novas metas de universaliza&ccedil;&atilde;o para o per&iacute;odo  2011-2015 promete esquentar ainda mais. Oficialmente, a Anatel continua sem  mostrar quanto o novo PGMU custar&aacute; ao setor, embora conteste os c&aacute;lculos  apresentados pela Oi de que o impacto estaria na casa dos R$ 13 bilh&otilde;es,  conforme antecipou este notici&aacute;rio na edi&ccedil;&atilde;o do dia 13 de maio. <\/p>\n<p>Acontece que  documento produzido durante o processo de constru&ccedil;&atilde;o do plano de metas pela  Superintend&ecirc;ncia de Universaliza&ccedil;&atilde;o (SUN) cont&eacute;m ind&iacute;cios sobre o motivo de as  contas da Anatel serem gritantemente divergentes dos c&aacute;lculos da concession&aacute;ria:  a Anatel inseriu no novo PGMU os condicionantes definidos para a anu&ecirc;ncia pr&eacute;via  &agrave; compra da Brasil Telecom pela Oi. E descontou esses custos do c&aacute;lculo final.<\/p>\n<p>Na fase preliminar de constru&ccedil;&atilde;o do plano, a SUN chegou a um custo total de  R$ 1,127 bilh&atilde;o para a implanta&ccedil;&atilde;o das novas metas. Ao menos uma parte desse  valor ser&aacute; compensada com ganhos econ&ocirc;micos a partir da explora&ccedil;&atilde;o da  infraestrutura do STFC, especialmente considerando a exig&ecirc;ncia de amplia&ccedil;&atilde;o do  backhaul inserida no documento. Assim, no entendimento da superintend&ecirc;ncia,  haveria pleno equil&iacute;brio econ&ocirc;mico na imposi&ccedil;&atilde;o das novas metas.<\/p>\n<p>Para chegar nesse impacto final, a SUN considerou a exist&ecirc;ncia de &ocirc;nus  estimados em tr&ecirc;s metas: expans&atilde;o do backhaul para al&eacute;m das sedes municipais (R$  1,305 bilh&atilde;o), novos atendimentos com TUP e TAP (R$ 768 milh&otilde;es) e a altera&ccedil;&atilde;o  da densidade de setor do PGO para munic&iacute;pio (R$ 61 milh&otilde;es). Por outro lado, a  &aacute;rea t&eacute;cnica estima uma desonera&ccedil;&atilde;o de R$ 1,007 bilh&atilde;o com a redu&ccedil;&atilde;o da  densidade de TUPs de seis por cada mil habitantes para quatro\/mil habitantes.<\/p>\n<p>Uma ressalva importante &eacute; que, neste quesito, o valor deve passar por  atualiza&ccedil;&atilde;o uma vez que a Anatel acabou optando pela redu&ccedil;&atilde;o da densidade para  4,5 TUPs\/mil habitantes, par&acirc;metro mais suave do que o proposto pela SUN.<\/p>\n<p><strong>Custos da rede de 2,5 Gbps<br \/><\/strong><br \/>Acontece que um dos mais pesados itens de custo associados ao novo PGMU, o  aumento da capacidade m&iacute;nima do backhaul nas cidades acima de 30 mil habitantes  para 2,5 Gbps, n&atilde;o teria &ocirc;nus nenhum nas contas da Anatel, apesar de a Oi  estimar que gastar&aacute; cerca de R$ 5,5 bilh&atilde;o apenas com este item.<\/p>\n<p>O motivo &eacute; que a ag&ecirc;ncia entende que esse compromisso j&aacute; foi assumido pela Oi  no processo de anu&ecirc;ncia pr&eacute;via para a compra da Brasil Telecom e, portanto, n&atilde;o  deve fazer parte das contas de impacto do PGMU. Mas algo ainda a ser explicado &eacute;  por que a Anatel criou uma sobreposi&ccedil;&atilde;o entre as contrapartidas da fus&atilde;o Oi\/BrT  e o PGMU.<\/p>\n<p>A tabela presente no informe elaborado pela SUN n&atilde;o deixa d&uacute;vidas sobre  transfer&ecirc;ncia do compromisso da Oi para o documento de metas. &quot;N&atilde;o gera custos  no &acirc;mbito do novo PGMU (2011-2015). A obriga&ccedil;&atilde;o atinge um n&uacute;mero estimado de 330  munic&iacute;pios. Acordo proveniente da Anu&ecirc;ncia Pr&eacute;via da Fus&atilde;o Oi\/Brasil Telecom,  considerando a oferta de capacidade de 2,5 Gbps aos munic&iacute;pios com mais de  30.000 habitantes&quot;, justifica a equipe ao tratar do aumento da capacidade do  backhaul. Procurada por este notici&aacute;rio, a superintendente de Universaliza&ccedil;&atilde;o da  Anatel, Enilce Versiani, n&atilde;o respondeu aos questionamentos sobre o PGMU,  incluindo a sobreposi&ccedil;&atilde;o entre os compromissos da Oi e o plano, alegando que o  documento ainda est&aacute; em consulta p&uacute;blica.<\/p>\n<p><strong>Divulga&ccedil;&atilde;o restrita<br \/><\/strong><br \/>As concession&aacute;rias e os &oacute;rg&atilde;os de defesa do consumidor que procuraram  informa&ccedil;&otilde;es sobre a metodologia de c&aacute;lculo dos custos do PGMU tiveram acesso,  nem que seja em parte, ao mesmo documento obtido por esta reportagem. A pr&oacute;pria  SUN encaminhou recentemente ao Procon\/SP e ao Idec as tabelas presentes no  informe onde consta a declara&ccedil;&atilde;o reproduzida acima. Os valores apresentados, no  entanto, n&atilde;o coincidem com o documento produzido em mar&ccedil;o deste ano. A conclus&atilde;o  da tabela mais recente &eacute; que o plano custa menos do que o estimado  anteriormente, ficando em R$ 1,112 bilh&atilde;o.<\/p>\n<p>Para as demais concession&aacute;rias, n&atilde;o &eacute; justo a Anatel impor em forma de metas  compromissos assumidos particularmente pela Oi no processo de compra da Brasil  Telecom. Fontes das empresas, que preferiram n&atilde;o se identificar, t&ecirc;m vis&otilde;es  semelhantes a alguns &oacute;rg&atilde;os de defesa do consumidor e temem que a manuten&ccedil;&atilde;o  dessas metas impacte, no futuro, nas tarifas telef&ocirc;nicas. &quot;No momento estamos  discutindo o equil&iacute;brio do PGMU, que a Anatel precisa demonstrar. Mas amanh&atilde;  podemos acabar discutindo a exist&ecirc;ncia de um eventual desequil&iacute;brio econ&ocirc;mico e  financeiro dos contratos, o que nos leva &agrave;s tarifas&quot;, explicou uma fonte. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pol&ecirc;mica sobre o impacto das novas metas de universaliza&ccedil;&atilde;o para o per&iacute;odo 2011-2015 promete esquentar ainda mais. 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