{"id":22893,"date":"2009-06-08T14:29:49","date_gmt":"2009-06-08T14:29:49","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22893"},"modified":"2009-06-08T14:29:49","modified_gmt":"2009-06-08T14:29:49","slug":"internet-ficara-liberada-nas-eleicoes-de-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22893","title":{"rendered":"Internet ficar\u00e1 liberada nas elei\u00e7\u00f5es de 2010"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\">A legisla&ccedil;&atilde;o sobre o uso da internet em elei&ccedil;&otilde;es vai sofrer grandes modifica&ccedil;&otilde;es para a campanha de 2010. A ideia central &eacute; derrubar as proibi&ccedil;&otilde;es. Tramitam na C&acirc;mara pelo menos cinco projetos de lei que permitem o acesso virtual dos pol&iacute;ticos aos eleitores brasileiros. Entre as propostas, destaca-se a possibilidade de os candidatos arrecadarem dinheiro pela rede mundial de computadores.<\/p>\n<p>O uso da internet est&aacute; sendo discutido pela comiss&atilde;o formada na &uacute;ltima quinta-feira (4) na C&acirc;mara para elaborar a reforma eleitoral (leia mais). A expectativa &eacute; de que na pr&oacute;xima ter&ccedil;a-feira (9) os deputados j&aacute; tenham um texto pronto. Ele ir&aacute; liberar os pol&iacute;ticos a usarem a rede para fazer campanha e conseguir doa&ccedil;&otilde;es de eleitores, no que ser&aacute; chamado de &ldquo;financiamento cidad&atilde;o&rdquo;. &ldquo;As duas propostas v&atilde;o entrar no texto final&rdquo;, antecipou ao Congresso em Foco o deputado Fl&aacute;vio Dino (PCdoB-MA), que faz parte da comiss&atilde;o.<\/p>\n<p>Um dos projetos apensados &agrave; proposta &eacute; de autoria da deputada Manuela D&rsquo;&Aacute;vila (PCdoB-RS). Ele prev&ecirc; a possibilidade de doar dinheiro para campanhas com pagamento por cart&otilde;es de cr&eacute;dito pela internet, al&eacute;m da possibilidade de realizar propaganda eleitoral na rede mundial de computadores. <\/p>\n<p>Hoje, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) s&oacute; permite que os candidatos tenham um site oficial, com a extens&atilde;o &quot;.can&quot;, vedando-se a possibilidade de criarem blogs ou entrarem em redes sociais como Orkut e Facebook. Tamb&eacute;m est&atilde;o proibidas ferramentas como Flickr (&aacute;lbum de fotos) e Twitter (microblogs).<\/p>\n<p>Na justificativa do projeto, Manuela afirma que a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es &eacute; &ldquo;extremamente veloz por causa desse meio de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. &ldquo;O sistema eleitoral se torna obsoleto &agrave; medida em que ignora os benef&iacute;cios que a internet pode trazer para a divulga&ccedil;&atilde;o de candidatos, de suas informa&ccedil;&otilde;es, de suas ideias, de suas propostas&rdquo;, escreveu a deputada.<\/p>\n<p>Ela refor&ccedil;a que a ideia do projeto nasceu justamente das restri&ccedil;&otilde;es apresentadas pelo TSE na resolu&ccedil;&atilde;o que disciplinou as elei&ccedil;&otilde;es de 2008. &ldquo;Nas recentes elei&ccedil;&otilde;es municipais, prevaleceu uma jurisprud&ecirc;ncia extremamente restritiva, baseada na equipara&ccedil;&atilde;o da internet ao r&aacute;dio e &agrave; televis&atilde;o (que s&atilde;o concess&otilde;es do poder p&uacute;blico)&rdquo;, completou.<\/p>\n<p><strong>Presta&ccedil;&atilde;o de contas<br \/><\/strong><br \/>Outro projeto, j&aacute; aprovado no Senado e que tramita atualmente na C&acirc;mara, de autoria do ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC), obriga os candidatos a divulgarem diariamente na internet relat&oacute;rios com as doa&ccedil;&otilde;es e os gastos de campanha. Tamb&eacute;m trata do tema proposta, elaborada por Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que obriga os envolvidos na disputa eleitoral a colocarem sua contabilidade na rede. <\/p>\n<p>A mat&eacute;ria recebeu um texto substitutivo na Comiss&atilde;o de Constitui&ccedil;&atilde;o e Justi&ccedil;a (CCJ) da C&acirc;mara. O relator do projeto, Rubens Otoni (PT-GO), sustenta que colocar os dados na internet &ldquo;poderia contribuir muito para a transpar&ecirc;ncia do processo eleitoral tal como se d&aacute; hoje&rdquo;. Entretanto, ele aponta que &eacute; preciso ampliar o prazo &ndash; &ldquo;o prazo de 24 horas ap&oacute;s o recebimento da doa&ccedil;&atilde;o &eacute; extremamente curto&rdquo; &ndash; e definir melhor as responsabilidades. Como, por exemplo, a quem caberia fazer o registro da doa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;A discuss&atilde;o est&aacute; s&oacute; come&ccedil;ando, mas deveremos construir uma ampla maioria em torno de uma proposta. O projeto de revis&atilde;o eleitoral estar&aacute; pronto em uma semana&rdquo;, afirmou o l&iacute;der do PT na C&acirc;mara, Candido Vaccarezza (SP).<\/p>\n<p>O petista Jo&atilde;o Paulo Cunha (SP), que relatou a reforma pol&iacute;tica na CCJ, participa da comiss&atilde;o. Para ele, &eacute; preciso adotar mudan&ccedil;as urgentes. &ldquo;O modelo atual deixa todos os pol&iacute;ticos ref&eacute;ns do poder econ&ocirc;mico, que banca campanhas milion&aacute;rias interessado em futuras benesses junto &agrave; administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Doa&ccedil;&otilde;es<br \/><\/strong><br \/>Na semana passada, Dino apresentou aos l&iacute;deres partid&aacute;rios duas minutas com propostas para as campanhas pol&iacute;ticas. Uma trata da atualiza&ccedil;&atilde;o da lei eleitoral e a outra do financiamento p&uacute;blico de campanha (veja mais). &ldquo;O papel da C&acirc;mara &eacute; fixar o que deve ser feito. Os parlamentares querem usar mais a internet como ferramenta&rdquo;, disse Dino.<\/p>\n<p>Enquanto a C&acirc;mara discute o que pode ou n&atilde;o ser feito, o TSE estuda formas de transformar a doa&ccedil;&atilde;o na internet em realidade. As &aacute;reas de presta&ccedil;&atilde;o de contas e de inform&aacute;tica do tribunal fazem um levantamento, a pedido do presidente da corte eleitoral, Carlos Ayres Britto, para viabilizar a ideia. A exemplo do que acontece nos Estados Unidos, Britto considera que a rede pode ser uma maneira de fiscalizar com maior efic&aacute;cia as presta&ccedil;&otilde;es de contas dos pol&iacute;ticos.<\/p>\n<p>Entretanto, o TSE coloca que a maior dificuldade encontrada at&eacute; agora &eacute; a diferen&ccedil;a entre os sistemas banc&aacute;rios brasileiro e norte-americano. Por conta disso, os t&eacute;cnicos do tribunal ainda n&atilde;o fecharam uma proposta que possa dar origem a uma resolu&ccedil;&atilde;o sobre o tema. Como Ayres Britto j&aacute; externou a vontade de aplicar a novidade nas elei&ccedil;&otilde;es de 2010, os funcion&aacute;rios da corte trabalham em &ldquo;regime de urg&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p>Ayres Britto, em entrevista ao Congresso em Foco em outubro do ano passado, j&aacute; deixava claro sua inten&ccedil;&atilde;o nesse sentido (leia mais). Mesmo n&atilde;o ocupando a presid&ecirc;ncia no pr&oacute;ximo pleito, o presidente do TSE pretende dar os primeiros passos nessa dire&ccedil;&atilde;o. Ele considera que &ldquo;&eacute; poss&iacute;vel trabalhar com financiamento via internet, por&eacute;m com plena identifica&ccedil;&atilde;o dos doadores, dos destinat&aacute;rios, o modo pelo qual a quantia foi doada e a presta&ccedil;&atilde;o de contas&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A legisla&ccedil;&atilde;o sobre o uso da internet em elei&ccedil;&otilde;es vai sofrer grandes modifica&ccedil;&otilde;es para a campanha de 2010. 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