{"id":22867,"date":"2009-06-03T10:42:39","date_gmt":"2009-06-03T10:42:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22867"},"modified":"2009-06-03T10:42:39","modified_gmt":"2009-06-03T10:42:39","slug":"especialistas-divergem-sobre-uso-de-faixa-25-ghz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22867","title":{"rendered":"Especialistas divergem sobre uso de faixa 2,5 GHz"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na &uacute;ltima quinta-feira (28) na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica&nbsp; (CCTCI) da C&acirc;mara dos Deputados, especialistas divergiram sobre a melhor forma de uso das chamadas &quot;bandas nobres&quot; da radiodifus&atilde;o, que est&atilde;o nas faixas de 2,5 GHz e 3,5 GHz do espectro digital e podem servir para universalizar a internet de banda larga no Brasil. Enquanto as empresas de TV a cabo defendem o uso do sistema MMDS-Wimax (das redes sem fio), as operadoras de telefonia m&oacute;vel preferem o SMP-LTE (uma tecnologia mais avan&ccedil;ada, mas ainda em desenvolvimento). <\/p>\n<p>O motivo do debate foi a dificuldade que a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) tem demonstrado para decidir como aproveitar a banda nobre. Ela havia permitido que empresas de TV a cabo iniciassem a explora&ccedil;&atilde;o dessa faixa, mas agora pode recuar e destin&aacute;-la &agrave;s empresas de telefonia celular. <\/p>\n<p>Como explicou o representante da Anatel no debate, Ara Minassian, as empresas e os consumidores querem voz, &aacute;udio, v&iacute;deo e dados juntos em uma s&oacute; tecnologia e apenas duas faixas do espectro de ondas t&ecirc;m capacidade para oferecer todos esses servi&ccedil;os juntos, que s&atilde;o justamente as de 2,5 e 3,5 GHz. <\/p>\n<p> <strong>Tend&ecirc;ncia mundial <br \/><\/strong><br \/>Emerson Martins Costa, da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional das Operadoras de Celulares (Acel), disse que al&eacute;m de gerar mais impostos a LTE &eacute; a tend&ecirc;ncia mundial. &quot;O Canad&aacute; est&aacute; limpando essa faixa (das bandas nobres) para destin&aacute;-la exclusivamente &agrave; LTE. O Brasil &eacute; o &uacute;nico pa&iacute;s que restringe uma frequ&ecirc;ncia para celulares&quot;, afirmou. <\/p>\n<p>Segundo ele, se as operadoras de celular n&atilde;o obtiverem novas frequ&ecirc;ncias a cidade de S&atilde;o Paulo poder&aacute; ter sua capacidade de envio de dados por telefones celulares esgotada em 2011. &quot;Disponibilizar o espectro adicional &eacute; fundamental para viabilizar o crescimento da banda larga no Brasil&quot;, ressaltou. <\/p>\n<p>Entre as vantagens do sistema LTE, ele lista: a redu&ccedil;&atilde;o de custos; a facilidade do roaming internacional, para tornar mais f&aacute;cil a vida dos turistas estrangeiros que, eventualmente, visitarem o Brasil; e a possibilidade de exportar produtos, j&aacute; que a tecnologia seria a mesma da Europa. <\/p>\n<p>Francisco Giacomini Soares, da multinacional de tecnologia Qualcom, concordou. Segundo ele, essas bandas de primeira qualidade devem ser reservadas para a mais moderna tecnologia: &quot;Se querem fazer inclus&atilde;o digital, que se fa&ccedil;a isso com as bandas menores, mas n&atilde;o com as nobres&quot;, disse. <\/p>\n<p><strong>Poucas m&atilde;os <br \/><\/strong><br \/>Por&eacute;m, o representante da Associa&ccedil;&atilde;o dos Operadores de Sistemas MMDS (Neotec), Carlos Albuquerque, argumentou que &eacute; preciso priorizar a pluralidade de redes e que concentrar o espectro nas operadoras de celular &eacute; um risco. <\/p>\n<p>Segundo ele, o melhor uso para a banda nobre est&aacute; na tecnologia MMDS, por tr&ecirc;s raz&otilde;es b&aacute;sicas: &eacute; nessa faixa que se visualiza os conte&uacute;dos regionais e locais nas TVs a cabo; ela &eacute; a alternativa que favorece a competi&ccedil;&atilde;o de banda larga; e ela proporciona o acesso, das cidades m&eacute;dias e pequenas, &agrave; converg&ecirc;ncia digital. <\/p>\n<p>Adelmo dos Santos, da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Provedores de Internet e Operadores de Comunica&ccedil;&atilde;o de Dados Multim&iacute;dia (Abramulti), defendeu esse mesmo ponto de vista. Para ele, j&aacute; existe concentra&ccedil;&atilde;o demais no mercado de telecomunica&ccedil;&otilde;es, e isso faz com que milh&otilde;es de resid&ecirc;ncias hoje n&atilde;o tenham acesso &agrave; internet. <\/p>\n<p>De acordo com Santos, cidades do interior n&atilde;o t&ecirc;m celular porque a Anatel n&atilde;o estabeleceu prazos para que as empresas oferecessem o servi&ccedil;o. Ele teme que o mesmo aconte&ccedil;a com a banda nobre, pois a tecnologia LTE n&atilde;o estar&aacute; dispon&iacute;vel antes de 2013 ou 2015. <\/p>\n<p>&quot;Prender o acesso por muitos anos, impedindo que a banda larga chegue ao interior, com a desculpa de que S&atilde;o Paulo sofrer&aacute; um apag&atilde;o em 2011, &eacute; algo muito s&eacute;rio. &Eacute; como dizer que como os engarrafamentos fazem os carros dos paulistas andarem devagar, nas outras cidades todo o mundo tamb&eacute;m vai ter que andar assim&quot;, comparou.<\/span>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na &uacute;ltima quinta-feira (28) na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica&nbsp; (CCTCI) da C&acirc;mara dos Deputados, especialistas divergiram sobre a melhor forma de uso das chamadas &quot;bandas nobres&quot; da radiodifus&atilde;o, que est&atilde;o nas faixas de 2,5 GHz e 3,5 GHz do espectro digital e podem servir para universalizar a internet &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22867\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Especialistas divergem sobre uso de faixa 2,5 GHz<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[551],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22867"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22867"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22867\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}