{"id":22857,"date":"2009-06-01T10:15:57","date_gmt":"2009-06-01T10:15:57","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22857"},"modified":"2009-06-01T10:15:57","modified_gmt":"2009-06-01T10:15:57","slug":"propaganda-de-lula-chega-a-5-297-veiculos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22857","title":{"rendered":"Propaganda de Lula chega a 5.297 ve\u00edculos"},"content":{"rendered":"<p>  <!--NOTICIA--> <!--DATA:31\/05\/2009--> <!--TITULO:Propaganda de Lula chega a 5.297 ve&iacute;culos--> <span class=\"padrao\"><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/brasil\/fc3105200908.htm\"><\/a><\/span><\/p>\n<p><span class=\"padrao\">Os comerciais do Pal&aacute;cio do  Planalto atingiram no ano passado 5.297 ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. O n&uacute;mero representa uma alta de 961% sobre  os 499 meios que recebiam dinheiro para divulgar propaganda do governo de Luiz In&aacute;cio  Lula da Silva em 2003, quando  o petista tomou posse.<\/p>\n<p>Esse padr&atilde;o de pulveriza&ccedil;&atilde;o  na publicidade &eacute; incomum na  iniciativa privada. Segundo dados do Ibope Monitor, a Fiat  anunciou em 206 meios de comunica&ccedil;&atilde;o diferentes no ano  passado. O banco Ita&uacute;, em 176.  Trata-se de uma pesquisa por  amostragem, mas mesmo com  um desvio de 1.000% o n&uacute;mero  de ve&iacute;culos nos quais essas duas  empresas anunciam n&atilde;o se  aproximaria dos 5.297 escolhidos pelo governo federal. <\/p>\n<p>A regionaliza&ccedil;&atilde;o da propaganda federal &eacute; parte de uma  estrat&eacute;gia de marketing do governo. Presidente mais bem  avaliado no atual ciclo democr&aacute;tico, Lula viu sua alta popularidade se consolidar numa  curva quase paralela ao avan&ccedil;o  da distribui&ccedil;&atilde;o de seus comerciais pelo interior do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&quot;O fato de ter ampliado a presen&ccedil;a do presidente na m&iacute;dia  regional pode ter ajudado [a  elevar a popularidade do governo]&quot;, admite Ottoni Fernandes,  subchefe-executivo da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da  Presid&ecirc;ncia, que est&aacute; sob o comando do ministro-chefe da  Secom, Franklin Martins.<\/p>\n<p><strong>Mudan&ccedil;a de estrat&eacute;gia<br \/><\/strong><br \/>Diferentemente dos antecessores, Lula regionalizou radicalmente a distribui&ccedil;&atilde;o de verbas de publicidade. N&atilde;o houve  um aumento expressivo no valor gasto, mas uma mudan&ccedil;a de  estrat&eacute;gia. Grandes ve&iacute;culos de  alcance nacional passaram a receber um pouco menos. A diferen&ccedil;a foi para pequenas r&aacute;dios  e jornais no interior.<\/p>\n<p>O or&ccedil;amento total consumido em m&iacute;dia por Lula e pelo tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), seu antecessor, oscilou sempre na faixa de R$ 900 milh&otilde;es a R$ 1,2 bilh&atilde;o por ano -sem contar patroc&iacute;nios e outros custos relacionados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de comerciais. No caso das verbas apenas  para a Presid&ecirc;ncia, s&oacute; h&aacute; dados  dispon&iacute;veis a partir de 2003.  Antes a propaganda presidencial era feita de maneira dispersa pelos v&aacute;rios organismos da  estrutura federal. Lula gasta  anualmente um pouco acima  de R$ 100 milh&otilde;es com comerciais idealizados pelas ag&ecirc;ncias  que servem ao Planalto.<\/p>\n<p>A diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao governo anterior &eacute; a distribui&ccedil;&atilde;o  das propagandas por muitos  meios de comunica&ccedil;&atilde;o de pequeno porte. Logo depois de tomar posse, os comerciais do petista atingiam, por exemplo,  apenas 270 r&aacute;dios e 21 TVs. No  final do ano passado, j&aacute; eram  2.597 emissoras de r&aacute;dio e 297  TVs recebendo dinheiro do  Planalto para divulgar mensagens da administra&ccedil;&atilde;o federal.<\/p>\n<p>N&atilde;o se trata de publicidade  de utilidade p&uacute;blica. Campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o ou sobre matr&iacute;culas escolares continuam  sendo executadas pelos minist&eacute;rios. A propaganda produzida  pelo Planalto &eacute; sobre a&ccedil;&otilde;es de  interesse pol&iacute;tico-administrativo -como divulgar a lista de  obras do PAC (Programa de  Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento) ou  o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.<\/p>\n<p>&Agrave;s vezes o governo tamb&eacute;m  atua como animador da popula&ccedil;&atilde;o. No final do ano passado,  uma campanha nacional foi  veiculada para que os brasileiros n&atilde;o interrompessem o consumo por receio dos efeitos da  crise econ&ocirc;mica internacional.<\/p>\n<p>&quot;O presidente Lula, se eu pudesse escolher, deveria ser o  profissional de comunica&ccedil;&atilde;o  do ano. Ele reduziu, no gog&oacute;, a  tens&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, da classe  C ascendente. O presidente &eacute;  &oacute;timo em comunica&ccedil;&atilde;o integrada. A regionaliza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia &eacute; uma parte. J&aacute; existia antes  de a crise chegar e ajudou&quot;, diz  Mauro Montorin, publicit&aacute;rio  da ag&ecirc;ncia 141, uma das respons&aacute;veis pela conta da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>A capilaridade dos comerciais de Lula pode ser tamb&eacute;m  mensurada pelo n&uacute;mero de cidades brasileiras nas quais h&aacute;  propaganda do Pal&aacute;cio do Planalto. Em 2003, eram 182 munic&iacute;pios atingidos. Agora, s&atilde;o  1.149 -uma alta de 531%.<\/p>\n<p>&quot;A m&iacute;dia regional &eacute; mais ligada &agrave;s comunidades e tem mais  credibilidade localmente (&#8230;)  Partimos para uma pol&iacute;tica de  atender a m&iacute;dia regional, com  mais entrevistas do presidente.  H&aacute; uma mania no Brasil de  achar que a m&iacute;dia &eacute; s&oacute; em S&atilde;o  Paulo e no Rio&quot;, diz Ottoni Fernandes, subchefe da Secom.<\/p>\n<p>A diretriz geral &eacute; dada pelo  ministro Franklin Martins: &quot;A  imprensa regional est&aacute; crescendo no Brasil. O objetivo do  governo &eacute; se comunicar com a  popula&ccedil;&atilde;o e esses ve&iacute;culos do  interior atingem uma parcela  relevante da popula&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p><strong>R&aacute;dios e jornais<br \/><\/strong><br \/>Em 2003, havia 5.772 r&aacute;dios  no Brasil, de acordo com o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es.  Hoje, s&atilde;o 8.307 emissoras, incluindo as 3.685 chamadas &quot;r&aacute;dios comunit&aacute;rias&quot;, cujo alcance do sinal &eacute; limitado. No meio jornal, quando Lula  tomou posse, existiam 2.684 t&iacute;tulos no pa&iacute;s, segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais; em  2006, &uacute;ltimo dado dispon&iacute;vel,  j&aacute; eram 3.076 ve&iacute;culos.<\/p>\n<p> Uma das raz&otilde;es para a iniciativa privada n&atilde;o anunciar na  maioria desses ve&iacute;culos &eacute; a falta  de mecanismos para auditar a  penetra&ccedil;&atilde;o da mensagem e aferir a efic&aacute;cia do comercial. Poucos jornais no pa&iacute;s t&ecirc;m tiragem  comprovada pelo IVC (Instituto Verificador de Circula&ccedil;&atilde;o).  Essa entidade s&oacute; inspeciona 118  dos mais de 3.000 t&iacute;tulos.<\/p>\n<p>O governo afirma exigir comprova&ccedil;&atilde;o de impress&atilde;o por parte do pequenos jornais antes de fazer o pagamento. No caso das r&aacute;dios, diz Ottoni Fernandes, &quot;h&aacute; cadastro com todas as emissoras em cidades com mais de 50 mil habitantes&quot;, que precisam emitir faturas e dar alguma prova de veicula&ccedil;&atilde;o do comercial. Essa &eacute; uma exig&ecirc;ncia do TCU (Tribunal de Contas da Uni&atilde;o), que foi consultado ao longo do processo de regionaliza&ccedil;&atilde;o para aprovar os m&eacute;todos do Planalto.<\/span>  <!--\/FOTO--> <!--Fotografia\/Auto\/Final-->        <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os comerciais do Pal&aacute;cio do Planalto atingiram no ano passado 5.297 ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s. O n&uacute;mero representa uma alta de 961% sobre os 499 meios que recebiam dinheiro para divulgar propaganda do governo de Luiz In&aacute;cio Lula da Silva em 2003, quando o petista tomou posse. 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