{"id":22847,"date":"2009-05-29T11:05:22","date_gmt":"2009-05-29T11:05:22","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22847"},"modified":"2009-05-29T11:05:22","modified_gmt":"2009-05-29T11:05:22","slug":"o-pl-azeredo-e-o-controle-da-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22847","title":{"rendered":"O PL Azeredo e o controle da Internet"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\"><em>O senador tucano Eduardo Azeredo, de MG, escreveu o &ldquo;AI-5 digital&rdquo;. Ele &eacute; o autor do PLS-76\/2000 que torna crime o dono do provedor que n&atilde;o denunciar o que achar suspeito. Com isso, o provedor, sob remunera&ccedil;&atilde;o, pode espionar livremente as atividades de quem comprar espa&ccedil;o em seu provedor. Ou seja, pode legalizar os crimes de espionagem de Daniel Dantas.<\/p>\n<p>Diz o item III do Artigo 22 do projeto, que trata do &ldquo;respons&aacute;vel pelo provimento de acesso &agrave; rede mundial de computadores &hellip;&rdquo;: &ldquo;III &ndash; (&eacute; dever dele) informar de maneira SIGILOSA (&ecirc;nfase minha &ndash; PHA) &agrave; autoridade competente, den&uacute;ncia que tenha recebido e contenha ind&iacute;cios da pr&aacute;tica de crime sujeito a acionamento penal p&uacute;blico, cuja perpetra&ccedil;&atilde;o haja ocorrido no &acirc;mbito da rede de computadores sob sua responsabilidade.&rdquo;<\/p>\n<p>Em qualquer democracia do mundo, o provedor s&oacute; pode revelar sigilo de seu fregu&ecirc;s com ordem judicial. Nas democracias, s&oacute; quebra sigilo quem segue o rito judicial. &ldquo;Vai dar uma olhada na vida desse cara pra mim.&rdquo; Pode dizer um policial corrupto que esteja a servi&ccedil;o de um contumaz grampeador, como, por exemplo, Daniel Dantas, flagrado na Opera&ccedil;&atilde;o Chacal. Essa do senador tucano &eacute; coisa de stalinismo, nazismo, ditadura militar &ndash; ou do Brasil em que vivemos.<\/em><\/p>\n<p class=\"padrao\"><em>Essas reflex&otilde;es surgiram com a entrevista que Paulo Henrique Amorim fez com o deputado Paulo Teixeira, do PT de SP e membro da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. O projeto de Eduardo Azeredo est&aacute; em discuss&atilde;o na C&acirc;mara. Eduardo Azeredo &eacute; aquele do &ldquo;mensal&atilde;o tucano&rdquo;, que inaugurou os servi&ccedil;os empresariais de Marcos Val&eacute;rio. E vai ter o prazer de ser julgado pelo Ministro Joaquim Barbosa.<\/em><span class=\"padrao\"><\/p>\n<p><\/span><strong>Eu gostaria de recorrer &agrave; sua opini&atilde;o sobre o projeto de lei j&aacute; aprovado no Senado Federal, um projeto de autoria do Senador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas, que trata do acesso ou do sigilo da informa&ccedil;&atilde;o no provedor na internet. O que diz esse projeto de lei e qual a sua opini&atilde;o sobre ele?<\/strong><\/p>\n<p>Paulo, primeiro esse projeto de lei, ele diz muita coisa, n&atilde;o &eacute;? Ele pretende, em primeiro lugar, introduzir no Brasil uma coisa que alguns pa&iacute;ses est&atilde;o introduzindo e que no Brasil, na minha opini&atilde;o, n&oacute;s n&atilde;o dever&iacute;amos permitir que se introduzisse. Ele est&aacute; querendo introduzir os mecanismos de controle da internet para a garantia do direito autoral. O que que &eacute; isso? Por exemplo, esse processo de baixar m&uacute;sica, de produzir filme, de montar hist&oacute;rias, n&atilde;o &eacute;? Enfim, ele est&aacute; querendo criminalizar esse tipo de pr&aacute;tica e, portanto, embarcar a internet nesse tipo de controle, n&eacute;? Nos pa&iacute;ses onde a ind&uacute;stria de entretenimento, a ind&uacute;stria fonogr&aacute;fica, nos pa&iacute;ses sede dessas ind&uacute;strias, eles est&atilde;o conseguindo introduzir e penalizar duramente aquelas pessoas que baixam m&uacute;sica na internet, etc, n&eacute;? <\/p>\n<p>Portanto o que a gente tem que ver &eacute; isso interessa a n&oacute;s no Brasil botar esse controle dentro da internet? Ent&atilde;o o nosso pa&iacute;s, enquanto pa&iacute;s, n&atilde;o assinou a conven&ccedil;&atilde;o de Budapeste, que &eacute; exatamente a tentativa desses pa&iacute;ses que s&atilde;o de primeiro mundo, desenvolvidos e s&atilde;o sedes dessas ind&uacute;strias, querer introduzir na internet nos outros pa&iacute;ses um mecanismo de controle e criminaliza&ccedil;&atilde;o dessas pr&aacute;ticas. Ent&atilde;o, em primeiro lugar, ele quer o que hoje &eacute; assim o est&aacute;gio mais r&iacute;gido da propriedade intelectual, eles querem introduzir na internet e ao mesmo tempo criminalizar pr&aacute;ticas que n&atilde;o tem objetivo comercial. Por exemplo, n&atilde;o sei se voc&ecirc; conseguiu assistir a um filme que est&aacute; passando no YouTube, em que uma pessoa pega uma m&uacute;sica americana que traduzindo &eacute; &ldquo;voc&ecirc;s nos seguir&atilde;o&rdquo; e botam o Ronaldinho eo Lula.<\/p>\n<p><strong>N&oacute;s aqui no Conversa Afiada fazemos isso com muita frequ&ecirc;ncia. Agora mesmo, por exemplo, temos um jingle da campanha de Jos&eacute; Serra para prefeito em 2002 como a linha de &aacute;udio da rela&ccedil;&atilde;o dos senadores que querem a CPI da Petrobras. Algu&eacute;m baixou o &aacute;udio do jingle do Serra&hellip;<br \/><\/strong><\/p>\n<p><span class=\"padrao\">&Eacute;, ent&atilde;o, o que que acontece? Hoje voc&ecirc; tem um processo de cria&ccedil;&atilde;o pela internet sem fins lucrativos, n&eacute;, e que &eacute; exatamente o espa&ccedil;o de liberdade, de cria&ccedil;&atilde;o. Os adolescentes hoje constroem hist&oacute;rias, filmes, enfim, se utilizam de trilhas sonoras, etc, e o que se pretende hoje &eacute; criminalizar esse tipo de pr&aacute;tica na internet. Ent&atilde;o, esse projeto traz esse interesse e, ao meu ver, ele n&atilde;o deve ser aceito porque engessa a internet, perde a capacidade de ser um espa&ccedil;o de cria&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m, digamos assim, estabelece que pr&aacute;ticas corriqueiras e comuns e transformam em pr&aacute;ticas desvirutosas e estende o c&oacute;digo penal at&eacute; elas. Ent&atilde;o, esse &eacute; o primeiro aspecto que n&oacute;s entendemos que esse projeto de lei n&atilde;o seja admitido. O segundo aspecto &eacute; que ele tamb&eacute;m tenta criminalizar coisas que em &uacute;ltimos projetos n&atilde;o est&aacute; discutido. N&atilde;o que a sociedade n&atilde;o deva discuti-las, mas por exemplo, essa hist&oacute;ria da pessoa fazer uma liga&ccedil;&atilde;o clandestina de TV a cabo, n&atilde;o &eacute;? <\/p>\n<p>Ta l&aacute; no projeto dele, portanto, &eacute; mais uma maneira de trazer algo que a sociedade n&atilde;o discutiu. Se ele quiser discutir isso, a meu ver, merc&ecirc; um projeto espec&iacute;fico para dizer &ldquo;olha eu quero criminalizar esse tipo de pr&aacute;tica&rdquo;, e ao criminalizar essa pr&aacute;tica discutir em sociedade como faz&ecirc;-lo. Mas n&atilde;o pode digamos fazer de uma maneira imposta esse projeto. Em terceiro lugar, ele est&aacute; querendo utilizar de uma pr&aacute;tica que, a meu ver, &eacute; criminosa. Isto &eacute;, ele est&aacute; permitindo que todo o provedor de acesso, ent&atilde;o, por exemplo, quem usar um provedor de acesso e esse provedor tiver alguma desconfian&ccedil;a que alguma pessoa praticou crime pela internet esse provedor ter&aacute; que avisar a pol&iacute;cia. Certo?<\/p>\n<p><strong>Deputado, para ajudar&nbsp; aqui o nosso internauta, ele diz o seguinte, o par&aacute;grafo terceiro deste artigo: &ldquo;informar de maneira sigilosa a autoridade competente den&uacute;ncia que tenha recebido que contenha&nbsp; ind&iacute;cio da pr&aacute;tica de crimes sujeito acionamento penal p&uacute;blico incondicionado, cuja perpetra&ccedil;&atilde;o haja ocorrido no &acirc;mbito da rede de computadores sob sua responsabilidade&rdquo;. Aqui ele est&aacute; tratando de um provedor exatamente.<\/strong><\/p>\n<p>&Eacute;. O que ele est&aacute; permitindo que um provedor fa&ccedil;a: quebre o sigilo das comunica&ccedil;&otilde;es. A prote&ccedil;&atilde;o ao sigilo das comunica&ccedil;&otilde;es &eacute; uma prote&ccedil;&atilde;o constitucional. S&oacute; pode haver uma maneira de quebra do sigilo, segundo a nossa Constitui&ccedil;&atilde;o: com ordem judicial. Ent&atilde;o, o que eles est&atilde;o querendo fazer. Fazer do provedor um delator. Isto &eacute;, tem dois valores embutidos a&iacute;. O primeiro valor &eacute;, voc&ecirc;, provedor, ao saber de alguma irregularidade denuncia &agrave; pol&iacute;cia. Ent&atilde;o voc&ecirc; vai ser o delator de qualquer ato que seja uma anomalia dentro da internet. O segundo, tem outro valor. Quando a pessoa souber, na verdade ela vai bisbilhotar a comunica&ccedil;&atilde;o. Ela vai quebrar o seu sigilo sem ordem judicial. O que n&atilde;o quer dizer tamb&eacute;m que o provedor pode ter alguma informa&ccedil;&atilde;o sobre voc&ecirc; sem que tenha o rito judicial para que ele tenha essa informa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Ent&atilde;o ela pode tamb&eacute;m entrar no com&eacute;rcio do grampo clandestino e vender essa informa&ccedil;&atilde;o&hellip;<br \/><\/strong><br \/>Isso pode servir para espionagem, para disputas comerciais, disputas profissionais.&nbsp; Eu posso pedir ao provedor, olha, voc&ecirc; poderia dar uma olhada na vida de tal sujeito para mim. Percebe? Portanto, e tamb&eacute;m voc&ecirc; d&aacute; superpoderes &agrave; pol&iacute;cia, n&atilde;o &eacute;? A pol&iacute;cia, se ela quiser investigar, ela tem que ter tecnologia para investigar. Se ela desconfia de algum tipo de pr&aacute;tica, a legisla&ccedil;&atilde;o permite que ela instaure um inqu&eacute;rito, pe&ccedil;a a quebra do sigilo para a investiga&ccedil;&atilde;o criminal. <\/p>\n<p>Ela n&atilde;o est&aacute; tolhida do direito e do poder de faz&ecirc;-lo. Agora, n&oacute;s estamos num Estado de Direito. Estado Democr&aacute;tico de Direito, portanto, para voc&ecirc; quebrar o sigilo que &eacute; parte, digamos, do direito &agrave; privacidade da pessoa, voc&ecirc; s&oacute; pode fazer com um rito. E o rito que se permite &eacute; o rito judicial. Ent&atilde;o esse projeto est&aacute; sendo chamado de um projeto &ldquo;vigilantista&rdquo;. Isto &eacute;, que estabelece uma sociedade de vigil&acirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>Isso deveria funcionar muito bem no stalinismo, n&atilde;o &eacute;?<br \/><\/strong><br \/>Isso num estado totalit&aacute;rio, tem um sentido. No stalinismo, nazismo, a ditadura militar que n&oacute;s tivemos, ta certo? O projeto foi equiparado ao AI5 digital. Foi chamado assim pela sociedade, pelos movimentos pela liberdade na internet. Por qu&ecirc;? Porque no AI5, quem morava em pr&eacute;dios, o zelador tinha que comunicar sobre o novo morador para o DOPS. Ent&atilde;o agora, digamos assim, o provedor ter&aacute; que dizer se h&aacute; alguma irregularidade&nbsp; Olha, se a pessoa denuncia, denuncia &agrave; pol&iacute;cia. Voc&ecirc; vai co-responsabilizar o provedor, estabelecendo um teor de inseguran&ccedil;a na privacidade das pessoas. Porque o provedor, no Brasil n&oacute;s temos in&uacute;meros provedores, mais de 200, ent&atilde;o numa cidade pequena, do interior, se algu&eacute;m quiser saber da intimidade de uma pessoa, seja ela mulher, seja ela um homem, poder&aacute; buscar junto ao dono do provedor, porque ele ter&aacute; a informa&ccedil;&atilde;o, e portanto&hellip;<\/p>\n<p><strong>Me permita a liberdade, isso a&iacute; &eacute; a legaliza&ccedil;&atilde;o do que faz o Daniel Dantas?<br \/><\/strong> <br \/>&Eacute;. &Eacute; basicamente isso, ta certo? Voc&ecirc; vai legalizar aqueles que vivem do expediente de quebrar a privacidade das pessoas, ta certo? Uma pessoa como ele, que vivia da espionagem dos seus advers&aacute;rios, que pagava pessoas para profissionalmente fazer isso, o que aconteceu &eacute; que n&oacute;s vamos garantir que pessoas dessa natureza tenham uma atividade legal. O que eu acho que &eacute; importante colocar, Paulo, &eacute; o seguinte: desse processo todo, da internet, ele vem sendo feito para discutir crimes que s&atilde;o praticados na internet. Ent&atilde;o, o que n&oacute;s precisamos discutir? N&oacute;s precisamos ter que a internet &eacute; um espa&ccedil;o da liberdade. Ent&atilde;o, antes de n&oacute;s querermos criminalizar todas as pr&aacute;ticas, n&oacute;s temos que estabelecer um plano de direitos para discutirmos o que tem que ser tipificado como&hellip; Por exemplo, eu diria o seguinte: subtrair dinheiro pela internet &eacute; crime? Ora, subtrair dinheiro &eacute; crime pela internet e fora da internet. Isso j&aacute; existe, &eacute; o crime de furto. <\/p>\n<p>N&uacute;mero dois: como &eacute; que os bancos v&atilde;o se proteger do ponto de vista dos procedimentos e do ponto de vista tecnol&oacute;gico. Como assim do ponto de vista dos procedimentos? Por exemplo, uma empresa emite seis cheques. Claro que a compensa&ccedil;&atilde;o h&aacute; uma confer&ecirc;ncia entre o banco e o emissor. Ser&aacute; que nossas institui&ccedil;&otilde;es financeiras v&atilde;o estabelecer os procedimentos corretos? Ser&aacute; que a tecnologia tamb&eacute;m &eacute; uma tecnologia que o investimento nela, apesar dos bancos hoje terem os seus juros altos, ser&aacute; que eles est&atilde;o investimento adequadamente em tecnologia e procedimentos para proteger o correntista? Bom, ent&atilde;o, n&oacute;s vamos dizer, o crime &eacute; praticado na rua, ent&atilde;o, doravante, para voc&ecirc; sair na rua vai ter que dar publicidade, para voc&ecirc; sair na rua voc&ecirc; vai ser filmado. E se eu desconfiar que voc&ecirc; pode praticar algum crime eu vou, ent&atilde;o, denunciar. Isso vai criar uma sociedade de terror. Aquela hist&oacute;ria do Big Brother est&aacute; a&iacute; sendo configurada.&nbsp; C<\/p>\n<p>Certamente, como se configura isso? Voc&ecirc; cria um ambiente de medo. Foram a&iacute; para a quest&atilde;o da pedofilia, foram averiguados 18 mil logs. Dezoito mil pessoas foram investigadas para se achar 167 computadores que praticavam pedofilia. Isso antes da decis&atilde;o judicial. O que n&oacute;s precisamos fazer tamb&eacute;m &eacute; um di&aacute;logo. Que a Pol&iacute;cia Civil, que o Minist&eacute;rio P&uacute;blico, doravante, se quiserem fazer investiga&ccedil;&atilde;o, fa&ccedil;am e pe&ccedil;am a quebra do sigilo. N&oacute;s n&atilde;o podemos criar uma base na sociedade que &eacute; a base da inseguran&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; privacidade. Sen&atilde;o, j&aacute;, j&aacute;, voc&ecirc; vai tornar a internet um lugar inseguro para se comunicar, para manter o que a Constitui&ccedil;&atilde;o coloca como um valor que &eacute; a prote&ccedil;&atilde;o da privacidade, da intimidade da pessoa.<\/p>\n<p><strong>OK, deputado, muito obrigado.<br \/><\/strong>  <br \/>Muito obrigado, Paulo. Quero dizer a voc&ecirc; que n&oacute;s seremos radicalmente contra esse projeto e queremos pedir a seus internautas a opini&atilde;o sobre ele. Teremos muitas opini&otilde;es.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deputado fala sobre os riscos \u00e0 liberdade na rede constantes na proposta <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1032],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22847"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22847"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22847\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}