{"id":22840,"date":"2009-05-27T12:11:33","date_gmt":"2009-05-27T12:11:33","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22840"},"modified":"2009-05-27T12:11:33","modified_gmt":"2009-05-27T12:11:33","slug":"retomada-de-testes-recoloca-debate-sobre-escolha-do-padrao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22840","title":{"rendered":"Retomada de testes recoloca debate sobre escolha do padr\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t                                  <\/p>\n<p class=\"padrao\">Na &uacute;ltima semana, o ministro das comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, anunciou no 25 Congresso Brasileiro de Radiodifus&atilde;o, realizado em Bras&iacute;lia, a abertura de uma consulta p&uacute;blica para discutir o padr&atilde;o t&eacute;cnico a ser adotado para o sistema de r&aacute;dio digital brasileiro. A decis&atilde;o assegurou mais 180 dias para testes com outras tecnologias que n&atilde;o o HD Radio\/IBOC, j&aacute; avaliado pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e TV (Abert).<\/p>\n<p>&ldquo;Queremos discutir para buscar um consenso na escolha do padr&atilde;o que envolva os radiodifusores, a ind&uacute;stria de equipamentos de transmiss&atilde;o e recep&ccedil;&atilde;o e a popula&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou Costa, em entrevista a jornalistas no Congresso. Mais uma vez, o ministro utilizou o recurso do p&acirc;nico para tentar justificar a urg&ecirc;ncia da decis&atilde;o ainda este ano. &ldquo;Se n&atilde;o tivermos uma decis&atilde;o sobre o r&aacute;dio digital este ano, estaremos levando as r&aacute;dios a uma situa&ccedil;&atilde;o de insolv&ecirc;ncia&quot;, disse. Em 2007, o titular do Minicom repetia o mesmo argumento, mas a escolha n&atilde;o se concretizou.<\/p>\n<p>Na pr&aacute;tica, a decis&atilde;o do minist&eacute;rio d&aacute; uma sobrevida ao DRM (Digital Radio Mondiale), padr&atilde;o desenvolvido por um cons&oacute;rcio internacional e adotado na Europa, na &Iacute;ndia e na R&uacute;ssia. At&eacute; ent&atilde;o, ele era pouco ou nada considerado como op&ccedil;&atilde;o pela quase inexist&ecirc;ncia de testes em solo brasileiro. Apenas a extinta Radiobr&aacute;s (hoje EBC) e a UnB haviam realizado experi&ecirc;ncias com a tecnologia, mas sem conclus&otilde;es divulgadas publicamente.<\/p>\n<p>Desta vez, os promotores do DRM aportam no pa&iacute;s com uma estrat&eacute;gia mais agressiva. Seus promotores conseguiram espa&ccedil;o importante em uma mesa sobre r&aacute;dio digital no Congresso Brasileiro de Radiodifus&atilde;o, quando debateram com representantes do HD Radio\/IBOC as qualidades e defeitos de cada uma das tecnologias.<\/p>\n<p>Na &uacute;ltima sexta-feira (22), o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es promoveu encontro entre gestores p&uacute;blicos e autoridades com t&eacute;cnicos do cons&oacute;rcio respons&aacute;vel pelo DRM para apresenta&ccedil;&atilde;o do sistema. At&eacute; ent&atilde;o, os di&aacute;logos e a&ccedil;&otilde;es promocionais eram feitos exclusivamente pela Ibiquity, empresa detentora do padr&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>DRM x IBOC<br \/><\/strong><br \/>No debate entre os representantes das duas tecnologias no Congresso Brasileiro de Radiodifus&atilde;o, foram confrontados os pontos positivos e negativos de cada um dos padr&otilde;es. John Schneider, gerente para a Am&eacute;rica Latina da Ibiquity, destacou duas vantagens principais de seu produto.<\/p>\n<p>A primeira &eacute; o fato dele consegue transmitir no mesmo canal e na mesma banda (In Band On Channel, ou IBOC). Esta funcionalidade eximiria os radiodifusores de qualquer mudan&ccedil;a de faixa de espectro, n&atilde;o demandaria receptores que necessitem ser adaptados a captar sinais de outra faixa e, principalmente, permitiria uma transi&ccedil;&atilde;o de acordo com o &ldquo;ritmo&rdquo; de cada esta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Ele &eacute; o &uacute;nico sistema que assegura transi&ccedil;&atilde;o harmoniosa para o r&aacute;dio digital. A tecnologia &eacute; completamente compat&iacute;vel com as r&aacute;dios existentes. Em algum futuro, quando povo tiver receptores digitais, pode se desligar&rdquo;, argumentou Schneider.<\/p>\n<p>A segunda &eacute; a suposta matura&ccedil;&atilde;o do HD Radio. O gerente enfatizou que o padr&atilde;o estadunidense &eacute;, entre os dois, o mais avan&ccedil;ado em termos de desenvolvimento. &ldquo;O DRM em AM est&aacute; em fase de implanta&ccedil;&atilde;o e o em FM &eacute; um prot&oacute;tipo em fase de desenvolvimento. J&aacute; n&oacute;s operamos nas faixas AM e FM desde 2002&rdquo;, comparou. Schneider completou informando que o padr&atilde;o &eacute; utilizado por duas mil esta&ccedil;&otilde;es e por um milh&atilde;o de ouvintes.<\/p>\n<p>Os representantes do DRM rebateram contra-argumentaram e relativizaram algumas das afirma&ccedil;&otilde;es feitas pelo gerente da Ibiquity. Quanto &agrave; falta de matura&ccedil;&atilde;o, anunciaram para at&eacute; setembro deste ano o lan&ccedil;amento oficial do sistema DRM+, que abarca tamb&eacute;m os canais da faixa FM. Alex Zink explicou que a transmiss&atilde;o no mesmo canal e na mesma banda n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica para que o ouvinte n&atilde;o perca a refer&ecirc;ncia na sua esta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Com a recep&ccedil;&atilde;o digital, acrescentou, n&atilde;o haver&aacute; um dial linear, que vai de 88 MHz ao 108 Mhz. &ldquo;Os ouvintes v&atilde;o selecionar programa sem saber de onde vem, a freq&uuml;&ecirc;ncia perder&aacute; refer&ecirc;ncia&rdquo;, disse. Para as esta&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m n&atilde;o haveria dificuldades na transmiss&atilde;o, pois a aloca&ccedil;&atilde;o do sinal digital em um canal adjacente poderia ser ajustada no &iacute;ndice dos receptores para que o ouvinte recebesse ambos como se fosse o mesmo. &ldquo;O DRM mant&ecirc;m o mesmo equipamento e pode colocar no mesmo canal adjacente, que pode ser usado em outra banda acima ou abaixo do canal anal&oacute;gico. Para o receptor, eles surgem como o mesmo programa&rdquo;, esclareceu.<\/p>\n<p>Michel Penneroux, diretor do comit&ecirc; comercial do DRM, tamb&eacute;m partiu para o ataque e destacou a diferen&ccedil;a dos dois padr&otilde;es quanto aos custos de implanta&ccedil;&atilde;o. Enquanto o DRM &eacute; um padr&atilde;o aberto, enfatizou, o HD Radio\/IBOC demanda o pagamento de royalties para o seu uso. &ldquo;O DRM &eacute; um padr&atilde;o aberto, pode ser acessado de gra&ccedil;a. Um fabricante pode construir receptor ou o transmissor sem pagar nada, n&atilde;o precisa pagar royalties&rdquo;, ressaltou. &ldquo;O custo &eacute; &uacute;nico, no pagamento da licen&ccedil;a embutido no custo do aparelho. Sem royalties para radiodifusores&rdquo;, refor&ccedil;ou Alex Zink.<span class=\"padrao\"><\/p>\n<p>Segundo Penneroux, o DRM tamb&eacute;m possui desempenho na faixa AM, onde o HD Radio\/IBOC possui problemas detectados inclusive nos testes realizados pela Abert. &ldquo;As vezes as transmiss&otilde;es em AM experimentam problema na parte da noite. No DRM &eacute; f&aacute;cil tornar o programa mais robusto neste hor&aacute;rio. Isso &eacute; feito com reconfigura&ccedil;&atilde;o din&acirc;micas, que ocorre sem interrup&ccedil;&atilde;o&rdquo;, contou.<\/span><\/p>\n<p>Por fim, Zink e Penneroux destacaram o conjunto extenso de aplica&ccedil;&otilde;es multim&iacute;dia do DRM e a qualidade sonora do padr&atilde;o, que usa o sistema 5.1. Surround. &ldquo;&Eacute; a mesma evolu&ccedil;&atilde;o de quando passou de mono para est&eacute;reo&rdquo;, comparou Zink.<\/p>\n<p><strong>Radiodifusores mant&eacute;m op&ccedil;&atilde;o<br \/><\/strong><br \/>Mesmo com a visibilidade dada por H&eacute;lio Costa ao DRM, a dire&ccedil;&atilde;o da Abert mant&eacute;m-se como firme defensora da ado&ccedil;&atilde;o do HD Radio\/IBOC. &ldquo;Pelos testes que fizemos, n&atilde;o h&aacute; padr&atilde;o que atenda como o IBOC a demanda dos radiodifusores para a transmiss&atilde;o na mesma faixa e na mesma freq&uuml;&ecirc;ncia&rdquo;, afirma o assessor t&eacute;cnico da entidade, Ronald Barbosa.<\/p>\n<p>Embora reconhe&ccedil;a que o padr&atilde;o estadunidense ainda patina na transmiss&atilde;o em AM, Barbosa acredita que n&atilde;o h&aacute; outro caminho a n&atilde;o ser adotar o IBOC e acompanhar o desenvolvimento desta tecnologia nessa faixa. Ele &eacute; c&eacute;tico quanto &agrave; possibilidade de resultados efetivos de testes com outros padr&otilde;es no prazo estipulado pelo Minicom. &ldquo;Para adotar outro padr&atilde;o, ter&iacute;amos de realizar novos testes, o que levaria uns dois anos&rdquo;, prev&ecirc;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na &uacute;ltima semana, o ministro das comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, anunciou no 25 Congresso Brasileiro de Radiodifus&atilde;o, realizado em Bras&iacute;lia, a abertura de uma consulta p&uacute;blica para discutir o padr&atilde;o t&eacute;cnico a ser adotado para o sistema de r&aacute;dio digital brasileiro. 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