{"id":22792,"date":"2009-05-18T18:00:29","date_gmt":"2009-05-18T18:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22792"},"modified":"2009-05-18T18:00:29","modified_gmt":"2009-05-18T18:00:29","slug":"modelo-de-custos-so-deve-ser-aplicavel-em-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22792","title":{"rendered":"Modelo de custos s\u00f3 deve ser aplic\u00e1vel em 2011"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">H&aacute; quatro anos a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) regulamentou a separa&ccedil;&atilde;o e aloca&ccedil;&atilde;o de contas das operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es, primeiro passo para que a ag&ecirc;ncia reguladora criasse um modelo de custos que auxiliaria no acompanhamento das atividades do setor e, especialmente, na fixa&ccedil;&atilde;o de tarifas. Acontece que esse projeto nunca foi conclu&iacute;do e apenas recentemente a ag&ecirc;ncia voltou a olhar com aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de um sistema de apura&ccedil;&atilde;o dos custos das teles. S&oacute; que, mesmo com as novas perspectivas de que a ag&ecirc;ncia, enfim, conclua o processo de cria&ccedil;&atilde;o do modelo, sua utiliza&ccedil;&atilde;o efetiva levar&aacute; mais alguns longos meses para ser iniciada. <\/p>\n<p>A proje&ccedil;&atilde;o &eacute; que, caso a Anatel d&ecirc; sequ&ecirc;ncia ainda neste ano &agrave; contrata&ccedil;&atilde;o de uma consultoria especializada para analisar a aplica&ccedil;&atilde;o de um modelo para telecom, apenas em 2011 o &oacute;rg&atilde;o regulador teria as primeiras ferramentas para realizar uma an&aacute;lise mais acurada dos custos e aplicar essa sistem&aacute;tica aos c&aacute;lculos tarif&aacute;rios. Isso porque a consultoria levaria, no m&iacute;nimo, seis meses para projetar o sistema e a ag&ecirc;ncia precisaria de aproximadamente um ano para conseguir aplicar o modelo sobre os dados apresentados por meio do Documento de Separa&ccedil;&atilde;o e Aloca&ccedil;&atilde;o de Contas (DSAC). <\/p>\n<p>Pelo menos &eacute; esta a proje&ccedil;&atilde;o feita pela Superintend&ecirc;ncia de Servi&ccedil;os P&uacute;blicos (SPB), grande interessada na conclus&atilde;o do processo, j&aacute; que as concession&aacute;rias s&atilde;o o principal alvo da aplica&ccedil;&atilde;o do modelo de custos. A necessidade de se considerar esse cronograma de constru&ccedil;&atilde;o do modelo tamb&eacute;m tem feito com que a Anatel busque a troca de experi&ecirc;ncias com especialistas de outros pa&iacute;ses para avaliar a conveni&ecirc;ncia de se iniciar agora a implanta&ccedil;&atilde;o de um sistema, considerando a progress&atilde;o dos avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos t&iacute;pica das telecomunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p><strong>Troca de experi&ecirc;ncias <br \/><\/strong><br \/>A realiza&ccedil;&atilde;o do 1&ordm; Encontro da Comiss&atilde;o Brasileira de Comunica&ccedil;&otilde;es 3 &#8211; Normaliza&ccedil;&atilde;o das Telecomunica&ccedil;&otilde;es (CBC-3), nesta quinta-feira, 14, na Anatel, foi uma dessas oportunidades para a troca de experi&ecirc;ncias. O gerente de Acompanhamento e Controle de Tarifas e Pre&ccedil;os da SPB, Vanderlei Campos, aproveitou a ocasi&atilde;o para discutir com o consultor na &aacute;rea de telecomunica&ccedil;&otilde;es Alastair Macpherson, da PricewaterhouseCoopers, sobre os projetos da Anatel na apura&ccedil;&atilde;o dos custos. &quot;A ideia &eacute; trocar informa&ccedil;&otilde;es, consult&aacute;-lo sobre o timing de constru&ccedil;&atilde;o do modelo e termos um sentimento com rela&ccedil;&atilde;o ao prazo de implanta&ccedil;&atilde;o&quot;, explicou Campos. <\/p>\n<p>Em sua apresenta&ccedil;&atilde;o no encontro do CBC-3, Macpherson ressaltou a import&acirc;ncia de que os agentes reguladores comecem a pensar nos m&eacute;todos de precifica&ccedil;&atilde;o das redes NGN (Next Generation Network). &quot;&Eacute; um grande desafio para a regula&ccedil;&atilde;o fixar tarifas que reflitam os investimentos feitos para os diferentes servi&ccedil;os que essas redes permitem&quot;, destacou o consultor. Para Vanderlei Campos, seja qual for a sequ&ecirc;ncia de cria&ccedil;&atilde;o de um modelo de an&aacute;lise das contas para as telecomunica&ccedil;&otilde;es brasileiras, a Anatel dever&aacute; assegurar que os custos das futuras redes NGN sejam capturados pelo DSAC, da&iacute; a relev&acirc;ncia de se discutir o assunto desde j&aacute;. <\/p>\n<p><strong>Apenas o FAC <br \/><\/strong><br \/>Um ponto j&aacute; &eacute; pac&iacute;fico dentro da Anatel: por ora, a ag&ecirc;ncia dever&aacute; investir apenas na implanta&ccedil;&atilde;o do Modelo de Custos Totalmente Alocados, mais conhecido como FAC (Fully Allocated Costs). Al&eacute;m disso, o sistema escolhido dever&aacute; ser o FAC hist&oacute;rico, deixando para um segundo momento o FAC de an&aacute;lise de custos correntes. Com essa escolha, a Anatel adia por tempo indeterminado a implanta&ccedil;&atilde;o do Modelo de Custos Incrementais de Longo Prazo (LRIC, Long Run Incremental Costs). <\/p>\n<p>A estrat&eacute;gia escolhida n&atilde;o &eacute; a prevista originalmente pela ag&ecirc;ncia reguladora em 2005, quando regulamentou o DSAC. Na &eacute;poca, a previs&atilde;o &eacute; que, ao menos para as concession&aacute;rias do STFC, seria usado o LRIC. Para as m&oacute;veis ficou estipulado que se usaria apenas o FAC hist&oacute;rico, considerado mais simples do que o sistema de custos incrementais. A escolha por come&ccedil;ar pelo FAC se deu por um certo pragmatismo: ao atender as m&oacute;veis e servir como base inicial de an&aacute;lise tamb&eacute;m dos custos das fixas, a ado&ccedil;&atilde;o primeira do FAC pacificou diferentes correntes na Anatel sobre qual seria o melhor modelo de custos para o setor. <\/p>\n<p><strong>VU-M <br \/><\/strong><br \/>Assim, caso a ag&ecirc;ncia mantenha firme seu interesse em dar continuidade ao projeto ainda neste ano, em 2011 o modelo j&aacute; poderia ser usado para reavaliar o Valor de Uso M&oacute;vel (VU-M), tarifa de interconex&atilde;o do Servi&ccedil;o M&oacute;vel Pessoal (SMP). A expectativa &eacute; que, com uma an&aacute;lise detalhada dos custos das redes m&oacute;veis, a VU-M acabe sendo reduzida. <\/p>\n<p>No caso das fixas, a simples ado&ccedil;&atilde;o do FAC hist&oacute;rico n&atilde;o seria suficiente para uma rean&aacute;lise da Tarifa de Uso da Rede Local (TU-RL). Isso porque o entendimento da SPB &eacute; que a regula&ccedil;&atilde;o em vigor estabelece que o modelo de aplica&ccedil;&atilde;o nas contas das concession&aacute;rias ser&aacute; o LRIC, impedindo assim o uso do FAC de forma pr&aacute;tica para a avalia&ccedil;&atilde;o de custos no STFC. Mesmo assim, os t&eacute;cnicos acreditam que o investimento na constru&ccedil;&atilde;o do FAC pode ter efeitos positivos mesmo na &aacute;rea das fixas. <\/p>\n<p>O entendimento &eacute; que, de posse de um modelo de custos, mesmo que n&atilde;o seja o plenamente adequado para a telefonia fixa, a Anatel ter&aacute; ferramentas melhores para a an&aacute;lise de controv&eacute;rsias neste segmento. H&aacute; tr&ecirc;s anos a ag&ecirc;ncia recebe os DSACs das concession&aacute;rias, com o detalhamento de suas contas, mas a aplicabilidade do documento &eacute; praticamente nula na aus&ecirc;ncia de um modelo de custos onde essas informa&ccedil;&otilde;es possam ser inseridas e analisadas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H&aacute; quatro anos a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) regulamentou a separa&ccedil;&atilde;o e aloca&ccedil;&atilde;o de contas das operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es, primeiro passo para que a ag&ecirc;ncia reguladora criasse um modelo de custos que auxiliaria no acompanhamento das atividades do setor e, especialmente, na fixa&ccedil;&atilde;o de tarifas. 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