{"id":22773,"date":"2009-05-14T11:52:10","date_gmt":"2009-05-14T11:52:10","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22773"},"modified":"2009-05-14T11:52:10","modified_gmt":"2009-05-14T11:52:10","slug":"senado-discute-novo-projeto-sobre-tv-por-assinatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22773","title":{"rendered":"Senado discute novo projeto sobre TV por assinatura"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">O Senado come&ccedil;ou a trabalhar em um projeto de lei que muda completamente as regras do setor de TV por assinatura. Trata-se do PLS 182\/2009, um texto extremamente enxuto de apenas 10 p&aacute;ginas proposto pela Comiss&atilde;o de Assuntos Econ&ocirc;micos (CAE) do Senado como parte dos trabalhos da Subcomiss&atilde;o Tempor&aacute;ria da Regulamenta&ccedil;&atilde;o dos Marcos Regulat&oacute;rios, criada em abril de 2007 e encerrada no &uacute;ltimo dia 28. <\/p>\n<p>A proposta do PLS 182 era parte do relat&oacute;rio da subcomiss&atilde;o desde 2007, e acabou n&atilde;o sofrendo altera&ccedil;&otilde;es quando o relat&oacute;rio final foi aprovado. O texto ignora completamente todas as discuss&otilde;es feitas na C&acirc;mara em torno do PL 29\/2007 de l&aacute; para c&aacute;. O projeto foi apresentado no &uacute;ltimo dia 11 &agrave; Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Inova&ccedil;&atilde;o, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCT) do Senado e no dia 12 j&aacute; ganhou relator. Trata-se do senador S&eacute;rgio Guerra (PSDB\/PE). <\/p>\n<p>A proposta da CAE revoga a Lei do Cabo e cria o Servi&ccedil;o de Televis&atilde;o por Assinatura (que inclui cabo, MMDS, DTH e qualquer outra modalidade a ser criada por regulamenta&ccedil;&atilde;o). O novo servi&ccedil;o fica vinculado &agrave; nova lei e &agrave;s regras da Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o h&aacute; refer&ecirc;ncia a cotas de programa&ccedil;&atilde;o de nenhuma natureza, nem limita&ccedil;&atilde;o a capital estrangeiro. Tamb&eacute;m n&atilde;o existe nenhum limite a que empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es operem o novo servi&ccedil;o, nem prazos de adapta&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>A &uacute;nica refer&ecirc;ncia conceitual ao que est&aacute; na atual Lei do Cabo &eacute; a manuten&ccedil;&atilde;o dos canais b&aacute;sicos de utiliza&ccedil;&atilde;o gratuita, o que inclui os canais do Legislativo, um canal para a Justi&ccedil;a, um canal universit&aacute;rio, um educativo e um comunit&aacute;rio. O must carry dos sinais das geradoras de TV aberta tamb&eacute;m est&aacute; mantido, sem especificar se &eacute; o sinal digital ou anal&oacute;gico. <\/p>\n<p>O &oacute;rg&atilde;o regulador, contudo, poder&aacute; dar &agrave; operadora o direito de n&atilde;o levar algum desses canais em caso de impossibilidade t&eacute;cnica. Os radiodifusores tamb&eacute;m poder&atilde;o recusar a entrega de seus sinais mediante notifica&ccedil;&atilde;o judicial. Outro ponto trazido pela nova proposta &eacute; a obrigatoriedade de consulta p&uacute;blica para qualquer ato normativo referente aos servi&ccedil;os de TV por assinatura, quando ser&aacute; ouvido o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. <\/p>\n<p><strong>For&ccedil;a pol&iacute;tica <\/strong><\/p>\n<p>A proposta &eacute; parte de um conjunto de oito projetos de lei para o setor de infraestrutura. Por ser um projeto de comiss&atilde;o e por ser parte do relat&oacute;rio de uma subcomiss&atilde;o importante aprovado pela CAE, ele tem grande peso pol&iacute;tico, o que pressiona a CCT a aprov&aacute;-lo rapidamente. <\/p>\n<p>A justificativa do projeto lembra que &quot;a oferta de TV a Cabo sujeita-se a uma s&eacute;rie de restri&ccedil;&otilde;es&quot; e que &quot;a entrada de novos prestadores depende da abertura de processo licitat&oacute;rio por parte da Anatel&quot;. Ressalta ainda que hoje &quot;n&atilde;o s&atilde;o aceitas empresas controladas por investidores estrangeiros&quot; e conclui: &quot;De um lado, essas restri&ccedil;&otilde;es limitam a expans&atilde;o da cobertura do servi&ccedil;o, cujas redes podem ser utilizadas para outras aplica&ccedil;&otilde;es, como servi&ccedil;os de voz e de acesso a redes digitais de informa&ccedil;&atilde;o. De outro, dificultam a capta&ccedil;&atilde;o de recursos pelas operadoras do servi&ccedil;o, o que as impede de competir em igualdade de condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o apenas no segmento de televis&atilde;o por assinatura, mas tamb&eacute;m nas demais aplica&ccedil;&otilde;es que suas redes comportam&quot;. <\/p>\n<p>Ainda nas justificativas, a CAE argumenta que &quot;no atual est&aacute;gio de evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, n&atilde;o se mostra mais vi&aacute;vel um modelo de regula&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es baseado no tipo de rede utilizada para sua presta&ccedil;&atilde;o. Ao contr&aacute;rio, a tend&ecirc;ncia &eacute; a regula&ccedil;&atilde;o por servi&ccedil;os, quando n&atilde;o a regula&ccedil;&atilde;o convergente&quot;. Nesse sentido, diz a CAE, o projeto &quot;tem a pretens&atilde;o de trazer ao quadro regulat&oacute;rio das telecomunica&ccedil;&otilde;es atualiza&ccedil;&atilde;o ansiosamente aguardada&quot;. A &iacute;ntegra do novo projeto est&aacute; dispon&iacute;vel na homepage do site TELETIME ou <a href=\"http:\/\/www.paytv.com.br\/arquivos\/PLS182.pdf%20\">aqui<\/a> .<\/p>\n<p><em>T&iacute;tulo original: &quot;<\/em><\/span><em><span class=\"titulo4\">Comiss&atilde;o do Senado prop&otilde;e projeto para acabar com Lei do Cabo&quot;.<\/span><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Senado come&ccedil;ou a trabalhar em um projeto de lei que muda completamente as regras do setor de TV por assinatura. 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