{"id":22770,"date":"2009-05-13T17:39:26","date_gmt":"2009-05-13T17:39:26","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22770"},"modified":"2009-05-13T17:39:26","modified_gmt":"2009-05-13T17:39:26","slug":"o-brasil-e-a-revolucao-dos-conteudos-audiovisuais-digitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22770","title":{"rendered":"O Brasil e a revolu\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados audiovisuais digitais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\">Em tempos de m&iacute;dias digitais e de mudan&ccedil;a do sistema anal&oacute;gico de televis&atilde;o  para o modelo de TV digital (TVD), v&aacute;rias transforma&ccedil;&otilde;es se fazem necess&aacute;rias,  como a prepara&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos e profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o e de  telecomunica&ccedil;&atilde;o que j&aacute; se encontram no mercado, ou a atualiza&ccedil;&atilde;o dos curr&iacute;culos  universit&aacute;rios na &aacute;rea da Comunica&ccedil;&atilde;o, para que professores e alunos possam  desenvolver e exercitar a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais digitais.<\/p>\n<p>Isso inclui produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos de &aacute;udio, v&iacute;deo, texto e dados para  diferentes plataformas tecnol&oacute;gicas como celulares, TV digital m&oacute;vel, r&aacute;dio e  cinema digital, computadores mediados por internet e videojogos em rede. Uma  produ&ccedil;&atilde;o que pode ser desenvolvida para cada aparelho ou conte&uacute;dos voltados para  a converg&ecirc;ncia entre as diferentes tecnologias, o que exige pensar, desenvolver  e realizar pesquisas para os novos formatos audiovisuais digitais interativos e  interoper&aacute;veis.<\/p>\n<p>A TV e r&aacute;dio digital, os celulares, os videojogos em rede, os computadores  mediados por internet ou os conte&uacute;dos audiovisuais pensados para a converg&ecirc;ncia  exigem novos formatos de programa&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m novos modelos de neg&oacute;cios para  essas m&iacute;dias. Isso porque n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel comparar os modos de produ&ccedil;&atilde;o  jornal&iacute;stica ou ficcional para TV e r&aacute;dio anal&oacute;gica com as novas necessidades da  TV e r&aacute;dio digital, nem simplesmente repassar esses conte&uacute;dos para a TV usada em  um computador com acesso a internet. Tampouco &eacute; poss&iacute;vel desenvolver conte&uacute;dos  ficcionais ou jornal&iacute;sticos para celulares que, al&eacute;m de possu&iacute;rem uma tela  pequena, exigem outro tipo de linguagem e rela&ccedil;&atilde;o com seus p&uacute;blicos.<\/p>\n<p>No caso da televis&atilde;o digital, os novos formatos audiovisuais ter&atilde;o de ser  elaborados pensando as possibilidades interativas do p&uacute;blico com a TVD, pensando  multiprograma&ccedil;&atilde;o, acessibilidade, usabilidade (do controle remoto, que poder&aacute;  ser usado como um miniteclado) e pensando a melhora consider&aacute;vel da imagem que  permite observar detalhes antes n&atilde;o vistos na TV anal&oacute;gica (rugas, espinhas,  defeitos nos est&uacute;dios etc).<\/p>\n<p>Outra diferen&ccedil;a importante do sistema anal&oacute;gico para o digital &eacute; que &eacute;  poss&iacute;vel mudar a origem da produ&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos audiovisuais digitais, at&eacute;  ent&atilde;o restrita a grupos de comunica&ccedil;&atilde;o como Globo, SBT, Grupo Abril, Record etc.  Ou seja, a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais digitais poder&aacute; ser feita por  profissionais de Comunica&ccedil;&atilde;o ou mesmo por produtores independentes, eliminando a  necessidade de intermedi&aacute;rios como os grupos de comunica&ccedil;&atilde;o brasileiros que h&aacute;  anos concentram e produzem conte&uacute;dos para diversas m&iacute;dias &ndash; como r&aacute;dio AM e FM,  televis&atilde;o aberta e por assinatura, TV digital, provedor de internet, jornais e  revistas impressas e por internet, produtoras de filmes e v&iacute;deos, empresas  discogr&aacute;ficas, ag&ecirc;ncias de not&iacute;cias, etc. <\/p>\n<p>Neste caso, a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos  audiovisuais digitais interativos poderia ser feita desde casa, de um est&uacute;dio ou  reda&ccedil;&atilde;o, ou mesmo a partir de uma organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental em um bairro ou  grupo social, representando outras vozes ao discurso informativo e ficcional  atual.<\/p>\n<p><strong>Desenvolvimento da criatividade<br \/><\/strong><br \/>Pensando na possibilidade de ampliar a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais  independentes para as m&iacute;dias digitais e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, abrir novos nichos no  rec&eacute;m criado mercado audiovisual digital, o governo brasileiro apresentou em  2008 a proposta de criar o Centro Regional de Produ&ccedil;&atilde;o de Conte&uacute;dos Digitais  para Am&eacute;rica Latina e Caribe.<\/p>\n<p>Esse Centro foi aprovado no Congresso da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o para Am&eacute;rica  Latina e Caribe realizado em El Salvador, em fevereiro do ano passado. Na  pr&aacute;tica, isso significa desenvolver pol&iacute;ticas nacionais de comunica&ccedil;&atilde;o e  estimular a cria&ccedil;&atilde;o de centros nacionais em toda a regi&atilde;o, atividade que ficou a  cargo do Grupo de Trabalho (GT) sobre Conte&uacute;dos Digitais Interativos da  Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o \/ eLAC 2010, cuja coordena&ccedil;&atilde;o &eacute; brasileira.<\/p>\n<p>Uma das atividades desse GT &eacute; realizar semin&aacute;rios internacionais sobre  inclus&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos digitais interativos com a participa&ccedil;&atilde;o de  diferentes atores sociais, como governos, empresas de diferentes portes, ONGs e  academia, abrindo a discuss&atilde;o sobre as possibilidades de produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos  digitais interativos em diferentes m&iacute;dias e para diferentes &aacute;reas em cada pa&iacute;s.  Essas &aacute;reas abrangem a educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia, o jornalismo digital, os produtos  ficcionais audiovisuais, servi&ccedil;os voltados para sa&uacute;de e cidadania &ndash; como marcar  consultas no SUS a partir da TV digital e acompanhar processos jur&iacute;dicos; ou  servi&ccedil;os banc&aacute;rios, como pagamento de contas, al&eacute;m de projetos de inova&ccedil;&atilde;o e  tecnologia, alfabetiza&ccedil;&atilde;o digital, entre outros.<\/p>\n<p>Outro ponto importante &eacute; criar as condi&ccedil;&otilde;es para a cria&ccedil;&atilde;o dos Centros  Nacionais de Produ&ccedil;&atilde;o de Conte&uacute;dos Digitais, voltados para o desenvolvimento da  criatividade, da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica e de uma futura venda desses conte&uacute;dos  audiovisuais tanto para o mercado interno como externo, gerando renda e um p&oacute;lo  alternativo de produ&ccedil;&atilde;o, diferente dos j&aacute; existentes em pa&iacute;ses como EUA ou  Inglaterra.<\/p>\n<p><strong>Possibilidades de inclus&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Em 2008, foram convocados dois semin&aacute;rios internacionais na regi&atilde;o, sendo o  primeiro foi organizado por SELA, na Venezuela (outubro\/2008) e o outro  realizado no Brasil pelo Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecologia (MCT), com o apoio da  Comisi&oacute;n Econ&oacute;mica para America Latina e Caribe &ndash; CEPAL\/Unesco e do governo  federal. O Semin&aacute;rio Internacional sobre Inclus&atilde;o e Produ&ccedil;&atilde;o de Conte&uacute;dos  Digitais Interativos realizado em Bras&iacute;lia (dezembro\/2008) contou com a presen&ccedil;a  de representantes de 14 pa&iacute;ses e sua coordena&ccedil;&atilde;o acaba de lan&ccedil;ar o relat&oacute;rio com  as recomenda&ccedil;&otilde;es do evento, assim como a Carta de Bras&iacute;lia (<a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/download\/537IPB003.pdf\" onclick=\"NovaJanela(this.href);return false;\">ver  aqui<\/a>). Na mesma ocasi&atilde;o, o MCT lan&ccedil;ou oficialmente o Centro  Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o de Conte&uacute;dos Digitais Interativos e Interoper&aacute;veis que  ainda se encontra em fase de implanta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Entre as atividades do Centro Brasileiro est&atilde;o:<\/p>\n<p>** A realiza&ccedil;&atilde;o de oficinas para que profissionais, professores e  estudantes de todo o pa&iacute;s aprendam a usar o Ginga para desenvolver conte&uacute;dos  digitais interativos e com multiprograma&ccedil;&atilde;o, pois esse middleware &eacute; uma  das grandes contribui&ccedil;&otilde;es brasileiras para a padr&atilde;o nipo-brasileiro de TV  digital;<\/p>\n<p>** O levantamento de onde est&atilde;o localizadas as pesquisas na &aacute;rea  acad&ecirc;mica voltadas para o desenvolvimento de conte&uacute;dos digitais para as  diferentes plataformas tecnol&oacute;gicas existentes atualmente para, em breve, apoiar  esses pesquisadores para que desenvolvam projetos e produtos nessa  &aacute;rea;<\/p>\n<p>** A disponibiliza&ccedil;&atilde;o ao p&uacute;blico latino-americano e caribenho da  Cole&ccedil;&atilde;o &quot;Comunica&ccedil;&atilde;o Audiovisual Digital&quot; em portugu&ecirc;s e espanhol (vers&atilde;o  impressa e eletr&ocirc;nica), estimulando a reflex&atilde;o e o desenvolvimento de novos  projetos de conte&uacute;dos audiovisuais no pa&iacute;s e ainda apontar as melhores pr&aacute;ticas  na &aacute;rea;<\/p>\n<p>** O desenvolvimento de compet&ecirc;ncia nessas novas &aacute;reas da Comunica&ccedil;&atilde;o  em todo o pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Nesse sentido, o Brasil busca tamb&eacute;m tornar-se uma refer&ecirc;ncia na regi&atilde;o. Para  isso, estimula a ado&ccedil;&atilde;o do sistema brasileiro de TV digital (SBTVD) em outros  pa&iacute;ses e leva seus especialistas para debater e apresentar confer&ecirc;ncias  mostrando as possibilidades de inclus&atilde;o atrav&eacute;s das novas m&iacute;dias digitais e da  produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos audiovisuais na Am&eacute;rica Latina e Caribe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos de m&iacute;dias digitais e de mudan&ccedil;a do sistema anal&oacute;gico de televis&atilde;o para o modelo de TV digital (TVD), v&aacute;rias transforma&ccedil;&otilde;es se fazem necess&aacute;rias, como a prepara&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos e profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o e de telecomunica&ccedil;&atilde;o que j&aacute; se encontram no mercado, ou a atualiza&ccedil;&atilde;o dos curr&iacute;culos universit&aacute;rios na &aacute;rea da Comunica&ccedil;&atilde;o, para que &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22770\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">O Brasil e a revolu\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados audiovisuais digitais<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[53],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22770"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22770"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22770\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}