{"id":22753,"date":"2009-05-11T12:45:52","date_gmt":"2009-05-11T12:45:52","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22753"},"modified":"2009-05-11T12:45:52","modified_gmt":"2009-05-11T12:45:52","slug":"auditoria-sobre-concessoes-apresenta-relatorio-nesta-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22753","title":{"rendered":"Auditoria sobre concess\u00f5es apresenta relat\u00f3rio nesta semana"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\">No pr&oacute;ximo dia 19 de maio, a Comiss&atilde;o de Auditoria das Concess&otilde;es de  Freq&uuml;&ecirc;ncias de R&aacute;dio e Televis&atilde;o no Equador apresentar&aacute; o seu &rdquo;informe  definitivo&rdquo; e as &ldquo;recomenda&ccedil;&otilde;es&rdquo; ao Minist&eacute;rio de Coordena&ccedil;&atilde;o dos Setores  Estrat&eacute;gicos e ao Conselho Nacional de R&amp;TV sobre os dispositivos para  democratizar o setor. A iniciativa &eacute; medular e joga na ofensiva contra os  reiterados abusos de uma m&iacute;dia que, l&aacute; como aqui, insiste em confundir liberdade  de imprensa com a de empresa, tentando &#8211; de forma t&atilde;o hist&eacute;rica quanto est&eacute;ril &ndash;  conter a primavera de mudan&ccedil;as que cobre o Continente. <\/p>\n<p>No Brasil,  atendendo ao clamor dos movimentos sociais e de uma necessidade hist&oacute;rica, o  presidente Lula convocou a Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o para os dias 1, 2  e 3 de dezembro, processo que estabelece pontos de contato com a linha do  Equador, mas tamb&eacute;m apresenta seus n&oacute;s, principalmente frente &agrave; disparidade dos  instrumentos manipulados pela m&iacute;dia hegem&ocirc;nica para pautar o debate.<\/p>\n<p>A complexidade do desafio aponta para a necessidade das entidades, partidos e  governos populares estreitarem cada vez mais seus la&ccedil;os e compreens&otilde;es sobre o  tema, qualificando sua interven&ccedil;&atilde;o e driblando obst&aacute;culos e cascas de banana  lan&ccedil;ados pelos que querem manter intocado o seu latif&uacute;ndio, improdutivo do ponto  de vista social, mas extremamente lucrativo, comercialmente falando. Romper o  manto de sil&ecirc;ncio que cobre este debate &eacute;, portanto, um passo essencial, neste  momento.<\/p>\n<p><strong>A experi&ecirc;ncia equatoriana vista de perto<br \/><\/strong><br \/>Para conhecer de perto a experi&ecirc;ncia equatoriana, visitamos o pa&iacute;s em meados  de abril, compartilhando viv&ecirc;ncias e impress&otilde;es com trabalhadores, t&eacute;cnicos e  especialistas da &aacute;rea, o que fortaleceu nossa convic&ccedil;&atilde;o da sua import&acirc;ncia para  os desdobramentos da luta pol&iacute;tica no pa&iacute;s, bem como para o aprofundamento da  integra&ccedil;&atilde;o e da pr&oacute;pria democracia na Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o do brasileiro Jo&atilde;o Brant, um dos &ldquo;estrangeiros&rdquo; que comp&otilde;em a  Comiss&atilde;o de Auditoria institu&iacute;da pelo presidente Rafael Correa, a decis&atilde;o  equatoriana &ldquo;aponta no sentido de acertar contas com graves ilegalidades  ocorridas em passado recente, marcado pela extrema concentra&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es  p&uacute;blicas nas m&atilde;os do sistema financeiro&rdquo;. Conforme Brant, que integra o Coletivo  Intervozes, a defini&ccedil;&atilde;o de colocar em xeque as pervers&otilde;es dessa l&oacute;gica mercantil  &ldquo;s&oacute; foi poss&iacute;vel pela nova Constitui&ccedil;&atilde;o, que estabelece claramente a separa&ccedil;&atilde;o  dos poderes midi&aacute;tico e econ&ocirc;mico-financeiro&rdquo;. &ldquo;O que podemos pegar de li&ccedil;&atilde;o &eacute;  que os equatorianos defendem o direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o como algo central para a  democratiza&ccedil;&atilde;o do Estado&rdquo;, informou.<\/p>\n<p><strong>Tr&aacute;fico de privatiza&ccedil;&otilde;es por concess&otilde;es<br \/><\/strong><br \/>Conforme esclareceu o pesquisador e psic&oacute;logo Oswaldo Le&oacute;n, da Ag&ecirc;ncia  Latino-Americana de Informa&ccedil;&atilde;o (Alai), a auditoria equatoriana p&otilde;e a nu a orgia  de concess&otilde;es realizadas entre 1995 e 2008, &ldquo;o &aacute;pice do neoliberalismo, quando a  entrega de freq&uuml;&ecirc;ncias, que s&atilde;o um bem limitado, se multiplicaram, de forma  comprovadamente corrupta, com as privatiza&ccedil;&otilde;es sendo aprovadas por parlamentares  que sa&iacute;am do Legislativo com a sua concess&atilde;o debaixo do bra&ccedil;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Como medida profil&aacute;tica, foi acertado que a auditoria determinar&aacute; &ldquo;a  constitucionalidade, legitimidade e transpar&ecirc;ncia das concess&otilde;es, considerando  os enfoques legal, financeiro, social e comunicacional&rdquo;. A Comiss&atilde;o respons&aacute;vel  por averiguar as irregularidades foi estabelecida por decreto no final de 2008,  ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o da nova Constitui&ccedil;&atilde;o, onde se &ldquo;considera o espectro  radioel&eacute;trico como um dos setores estrat&eacute;gicos que, por sua transcend&ecirc;ncia e  magnitude, influi nos aspectos econ&ocirc;mico, social, pol&iacute;tico e ambiental&rdquo;, e se  reserva ao Estado o direito de administr&aacute;-lo, regul&aacute;-lo e control&aacute;-lo, &ldquo;em  conformidade com os princ&iacute;pios de sustentabilidade ambiental, precau&ccedil;&atilde;o,  preven&ccedil;&atilde;o e efici&ecirc;ncia&rdquo;.<\/p>\n<p>De acordo com o par&aacute;grafo primeiro do artigo 17 da Constitui&ccedil;&atilde;o equatoriana,  &ldquo;o Estado deve garantir a libera&ccedil;&atilde;o dessas concess&otilde;es p&uacute;blicas atrav&eacute;s de  m&eacute;todos transparentes e em igualdade de condi&ccedil;&otilde;es, para a administra&ccedil;&atilde;o das  emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o p&uacute;blicas, privadas e comunit&aacute;rias, assim como o  acesso a canais livres para a explora&ccedil;&atilde;o de redes sem fios, fazendo com que  prevale&ccedil;a o interesse coletivo&rdquo;.<\/p>\n<p>O par&aacute;grafo terceiro determina que &ldquo;ser&aacute; proibido o oligop&oacute;lio e o monop&oacute;lio  direto e indireto da propriedade dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e do uso das  freq&uuml;&ecirc;ncias, e a participa&ccedil;&atilde;o no controle do capital, investimento ou patrim&ocirc;nio  dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, de entidades ou grupos financeiros, seus  representantes legais, membros da dire&ccedil;&atilde;o e acionistas&rdquo;.<\/p>\n<p>Dando o tiro de miseric&oacute;rdia nos bancos, que s&atilde;o os donos diletos da m&iacute;dia  naquele pa&iacute;s, os constituintes estabeleceram que os antigos benefici&aacute;rios de  concess&otilde;es p&uacute;blicas que estejam em choque com tais determina&ccedil;&otilde;es ter&atilde;o o prazo  de dois anos para se desfazer delas a partir da entrada em vig&ecirc;ncia da nova lei  &ndash; aprovada no final de 2008.<\/p>\n<p><strong>Conex&atilde;o m&iacute;dia-banqueiros<br \/><\/strong><br \/>Como na maioria dos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, no Equador, os meios se  encontram concentrados em poucas m&atilde;os, &ldquo;vindo a substituir os partidos da  direita neoliberal, fracionados, debilitados e derrotados eleitoralmente&rdquo;,  lembrou o jornalista Eduardo Tamayo, integrante do F&oacute;rum Equatoriano da  Comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;No que diz respeito &agrave; televis&atilde;o aberta, 19 fam&iacute;lias controlam 298  frequ&ecirc;ncias das 348 existentes (86%). No campo da r&aacute;dio a propriedade est&aacute; menos  concentrada, no entanto, as mesmas fam&iacute;lias concession&aacute;rias das freq&uuml;&ecirc;ncias de  TV dominam grande parte das esta&ccedil;&otilde;es de r&aacute;dio FM. Quarenta e cinco fam&iacute;lias  det&ecirc;m 60% das concess&otilde;es de r&aacute;dio AM e FM, que somam 1.196&rdquo;.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, o mais escandaloso, advertiu Tamayo, &ldquo;tem sido a rela&ccedil;&atilde;o incestuosa  entre os bancos e a m&iacute;dia, especialmente na televis&atilde;o. Fidel Egas, um dos  principais acionistas do maior banco do pa&iacute;s (Banco del Pichincha) &eacute;  propriet&aacute;rio da cadeia Tele Amazonas, que tem 43 concess&otilde;es em n&iacute;vel nacional.  Al&eacute;m disso, possui as revistas Gesti&oacute;n e Diners&rdquo;. &ldquo;Outro grupo econ&ocirc;mico  poderoso (El Juri &#8211; Banco del Austro) &eacute; propriet&aacute;rio da rede de televis&atilde;o  Telerama, benefici&aacute;ria de 14 freq&uuml;&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>Outros canais nacionais (Gamavision, Telecentro, Cablevision e v&aacute;rias r&aacute;dios)  que formavam parte de um grupo de 193 empresas de propriedade dos banqueiros  foragidos William e Roberto Isa&iacute;as, foram intimados no ano passado por terem  endividado o Estado em 661 milh&otilde;es de d&oacute;lares&rdquo;. Para Tamayo, &ldquo;a concentra&ccedil;&atilde;o de  meios em m&atilde;os dos bancos &eacute; um aspecto negativo para a democracia, pois se anula  a diversidade informativa, os meios deixam de cumprir sua fun&ccedil;&atilde;o social e passam  a defender os interesses dos grupos econ&ocirc;micos que fazem parte&rdquo;.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de Oswaldo Le&oacute;n, um dos grandes avan&ccedil;os do processo equatoriano,  &ldquo;de vanguarda na democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios&rdquo;, &eacute; que assume explicitamente a  comunica&ccedil;&atilde;o como um servi&ccedil;o social. &ldquo;A pol&iacute;tica do neoliberalismo n&atilde;o se  sustentava somente com o garrote imposto pela pol&iacute;tica econ&ocirc;mica, mas pela base  ideol&oacute;gica, buscando eliminar do imagin&aacute;rio social o sentimento de coletividade,  de nacionalidade, afirmando o individualismo, o salve-se quem puder. Da&iacute; n&atilde;o  haver nos grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o espa&ccedil;o para o direito &agrave; r&eacute;plica,  condi&ccedil;&otilde;es para uma central sindical se contrapor a determinada medida  antipopular. Na verdade, a m&iacute;dia tentou eliminar toda e qualquer reflex&atilde;o,  acabar com a massa cr&iacute;tica&rdquo;, acrescentou.<\/p>\n<p><strong>Correa acusa: a m&iacute;dia &eacute; mentirosa<br \/><\/strong><br \/>Para Oswaldo Le&oacute;n, as a&ccedil;&otilde;es que v&ecirc;m sendo levadas a cabo pelo governo  equatoriano, com o apoio dos movimentos que atuam pela democratiza&ccedil;&atilde;o da  comunica&ccedil;&atilde;o, busca p&ocirc;r fim ao &rdquo;descalabro institucional generalizado&rdquo;. &ldquo;O  governo n&atilde;o se deixou imobilizar, pois esta era a f&oacute;rmula do sistema financeiro  para inviabiliz&aacute;-lo. Com apoio da ampla maioria da popula&ccedil;&atilde;o, Correa acusa a  m&iacute;dia de mentirosa, citando exemplos de abusos e distor&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o f&aacute;ceis de  reconhecer. O desafio maior, agora, &eacute; que este seja um bem p&uacute;blico apropriado  pelo conjunto da sociedade&rdquo;, declarou.<\/p>\n<p>Logo ap&oacute;s a mai&uacute;scula vit&oacute;ria de Rafael Correa e do Movimento Alian&ccedil;a Pa&iacute;s  nas elei&ccedil;&otilde;es do dia 10 de abril, pudemos constatar que os principais jornais e  emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o expuseram com toda a for&ccedil;a seus interesses de  classe, mantendo uma orienta&ccedil;&atilde;o esquizofr&ecirc;nica, como se nada tivesse acontecido.  Pior, mobilizaram um batalh&atilde;o de rep&oacute;rteres para pin&ccedil;ar todo e qualquer &ecirc;xito  parcial da oposi&ccedil;&atilde;o, tratando de transform&aacute;-lo em triunfo magistral. Ao mesmo  tempo, &ldquo;orientavam&rdquo; o presidente, via editoriais e articulistas, a ter mais  &ldquo;calma&rdquo; e &ldquo;modera&ccedil;&atilde;o&rdquo; com o seu projeto socialista, j&aacute; que o pa&iacute;s saiu das urnas  &ldquo;dividido&rdquo;.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia (anti)equatoriana, Correa fez &ldquo;somente 52% dos votos&rdquo;,  embora tenha aberto margem de 24 pontos sobre o segundo colocado, que fez 28%.  Vale registrar que a vit&oacute;ria n&atilde;o encontra paralelo em mais de duas d&eacute;cadas no  pa&iacute;s. <br \/>Diante desse padr&atilde;o de comportamento, plugado &agrave; virtualidade dos  desejos e aspira&ccedil;&otilde;es das transnacionais, do sistema financeiro e dos  vende-p&aacute;tria, um primeiro dado importante a assinalar &eacute; a nega&ccedil;&atilde;o da realidade e  de qualquer objetividade. <\/p>\n<p>&ldquo;Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Equador perderam muito  de sua credibilidade nos &uacute;ltimos anos, em grande parte pela defesa que fizeram  do modelo neoliberal e dos governos que o implementaram&rdquo;, enfatizou a jornalista  e escritora Sally Burch, diretora executiva da Alai, lembrando que &ldquo;o presidente  Rafael Correa ganhou com folga as &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es, mesmo tendo toda a m&iacute;dia  contra ele, em oposi&ccedil;&atilde;o frontal&rdquo;. Reagindo &agrave; campanha midi&aacute;tica, explicou Sally,  o presidente tem apresentado argumentos e fatos inquestion&aacute;veis, que acabam  desacreditando constantemente o discurso monoc&oacute;rdico de jornais, r&aacute;dios e tev&ecirc;s  contra o governo.<\/p>\n<p><strong>O direito constitucional &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o<br \/><\/strong><br \/>A forma com que a m&iacute;dia nega a realidade e se esmera em moldar no&nbsp; imagin&aacute;rio  coletivo valores que atentam contra os interesses nacionais e populares foi uma  das causas pelas quais na nova Constitui&ccedil;&atilde;o se esquadrinha o tema  comunicacional. Conforme esclareceu Eduardo Tamayo, &ldquo;os direitos &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o,  &agrave; informa&ccedil;&atilde;o e &agrave; cultura, se incorporam &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o no mesmo n&iacute;vel que outros  direitos igualmente vitais para o ser humano como s&atilde;o a sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o, o  bem-viver, e outros&rdquo;. Direito plenamente reconhecido para as pessoas, tanto em  forma individual como coletiva, a &ldquo;uma comunica&ccedil;&atilde;o livre, intercultural,  inclusiva, diversificada e participativa, em todos os &acirc;mbitos da intera&ccedil;&atilde;o  social, por qualquer meio e forma, em sua pr&oacute;pria l&iacute;ngua e em seus pr&oacute;prios  s&iacute;mbolos&rdquo;.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o dos movimentos pela democratiza&ccedil;&atilde;o, se supera a vis&atilde;o limitada e  instrumental da comunica&ccedil;&atilde;o que a identificava como &ldquo;meios&rdquo;, resgatando a  dimens&atilde;o interativa e participativa da mesma, ou seja, &rdquo;que as pessoas n&atilde;o  somente t&ecirc;m direito a receber programas e servi&ccedil;os informativos, mas que tamb&eacute;m  t&ecirc;m direito ao uso e acesso aos recursos da comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Para as diversas  comunidades que comp&otilde;em o pa&iacute;s, se reconhece o direito a &ldquo;criar seus pr&oacute;prios  meios de comunica&ccedil;&atilde;o social em seus idiomas e o acesso aos demais sem nenhuma  discrimina&ccedil;&atilde;o&rdquo;, garantindo que o direito &agrave; &ldquo;dignidade e diversidade de suas  culturas, tradi&ccedil;&otilde;es, hist&oacute;rias e aspira&ccedil;&otilde;es&rdquo; se reflitam na educa&ccedil;&atilde;o e na m&iacute;dia.<\/p>\n<p>Assim, de aplicar-se o esp&iacute;rito que prevalece na Constitui&ccedil;&atilde;o, este processo  deve levar a que o Estado reverta as freq&uuml;&ecirc;ncias entregues irregularmente a meia  d&uacute;zia de fam&iacute;lias e as destinem fundamentalmente aos setores p&uacute;blicos e  comunit&aacute;rios, &ldquo;a fim de romper o desequil&iacute;brio atualmente existente&rdquo;, esclareceu  Tamayo. Segundo ele, &ldquo;o desafio para universidades, organiza&ccedil;&otilde;es sociais e  coletivos que aspiram contar com freq&uuml;&ecirc;ncias para criar seus pr&oacute;prios meios &eacute;  enorme, pois n&atilde;o somente dever&atilde;o dispor da infraestrutura e dos equipamentos  necess&aacute;rios &#8211; recursos que sempre s&atilde;o escassos -, mas tamb&eacute;m dever&atilde;o desenvolver  pol&iacute;ticas estrat&eacute;gias e capacidades profissionais e t&eacute;cnicas para oper&aacute;-las&rdquo;.<\/p>\n<p>A invisibilidade a que &eacute; relegado o processo equatoriano e o seu inequ&iacute;voco  compromisso com a diversidade e a pluralidade &ndash; palavras malditas para o  dicion&aacute;rio entreguista e desintegracionista da m&iacute;dia hegem&ocirc;nica -, contrasta com  a colcha de retalhos e mentiras que tecem seus donos para desqualificar a  constru&ccedil;&atilde;o da democracia real no Continente. Afinal, cr&ecirc;em &ndash; e praticam  diuturnamente seu fundamentalismo &#8211; que contra Lula, Rafael, Ch&aacute;vez, Evo, Lugo e  Cristina, vale tudo.<\/p>\n<p><em>T&iacute;tulo original: &quot;Linhas e n&oacute;s do Equador e Brasil para democratizar a m&iacute;dia&quot;.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr&oacute;ximo dia 19 de maio, a Comiss&atilde;o de Auditoria das Concess&otilde;es de Freq&uuml;&ecirc;ncias de R&aacute;dio e Televis&atilde;o no Equador apresentar&aacute; o seu &rdquo;informe definitivo&rdquo; e as &ldquo;recomenda&ccedil;&otilde;es&rdquo; ao Minist&eacute;rio de Coordena&ccedil;&atilde;o dos Setores Estrat&eacute;gicos e ao Conselho Nacional de R&amp;TV sobre os dispositivos para democratizar o setor. 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