{"id":22751,"date":"2009-05-11T11:47:57","date_gmt":"2009-05-11T11:47:57","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22751"},"modified":"2009-05-11T11:47:57","modified_gmt":"2009-05-11T11:47:57","slug":"merchandising-toma-conta-da-tv-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22751","title":{"rendered":"Merchandising toma conta da TV brasileira"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\">Se nos velhos tempos a pr&aacute;tica ainda era t&iacute;mida, hoje ela passeia de forma  extrovertida na TV brasileira. O merchandising (propaganda feita dentro do  programa, pelos pr&oacute;prios apresentadores) vem sendo cada vez mais usado pelas  emissoras como t&aacute;tica de fisgar a audi&ecirc;ncia em frente &agrave; telinha. A &quot;onipres&ecirc;ncia&quot; do formato na TV foi  confirmada pela empresa Controle da Concorr&ecirc;ncia, que monitora e presta servi&ccedil;os  ao mercado publicit&aacute;rio. Dados divulgados pelo diretor da empresa, F&aacute;bio  Wajngarten, ratificam o que &eacute; visto pelos espectadores. <\/p>\n<p>Um levantamento  realizado a pedido da Ag&ecirc;ncia Estado monitorou as inser&ccedil;&otilde;es de &ldquo;merchan&rdquo; entre  os dias 15 e 31 de mar&ccedil;o nos programas nos programas &quot;CQC&quot; (Band); &quot;Doming&atilde;o do  Faust&atilde;o&quot; e &quot;Big Brother Brasil 9&quot; (Globo); &quot;Domingo Legal&quot; (SBT); &quot;Hoje em Dia&quot;  (Record) e &quot;P&acirc;nico na TV!&quot; (Rede TV). O resultado &eacute; que o modelo publicit&aacute;rio  est&aacute; presente com for&ccedil;a em todos eles. &quot;H&aacute; formatos inovadores como o do &#39;CQC&#39; e  h&aacute; aqueles que incomodam muito o telespectador&quot;, explica Wajngarten. <\/p>\n<p>De  acordo com o estudo, a Globo foi apontada como a mais adepta &agrave; t&aacute;tica. &quot;Doming&atilde;o  do Faust&atilde;o&quot; e &quot;BBB9&quot; foram os campe&otilde;es, percentualmente falando, de inser&ccedil;&atilde;o  desse tipo de an&uacute;ncio. Cerca de 16% do tempo do &quot;Faust&atilde;o&quot; foi ocupado por  an&uacute;ncios nos dias 16 e 29 de mar&ccedil;o. J&aacute; no &quot;Big Brother&quot;, nos dias 19 e 20 de  mar&ccedil;o, nada menos que 30% do programa teve &quot;merchan&quot;.&nbsp; Em nota, a Central  Globo de Comunica&ccedil;&atilde;o disse que a &quot;principal regra que orienta o merchandising &eacute;  a adequa&ccedil;&atilde;o.&quot; A pesquisa mostrou que nas outras emissoras, o tempo m&eacute;dioocupado  pelo formato ficou em torno de 6%. <\/p>\n<p>O apresentador do &quot;CQC&quot; tamb&eacute;m se  pronunciou. Assumiu a import&acirc;ncia do &ldquo;merchan&rdquo; em seu programa, mas ressaltou  que h&aacute; regras para nortear a inser&ccedil;&atilde;o. &quot;Nenhum integrante do programa fala do  produto, ou seja, n&atilde;o dizemos: beba, compre, use. Aparecemos em a&ccedil;&atilde;o nos  camarins ou saindo do programa, nunca na bancada.&quot; E assume: &quot;&Eacute; claro que  recebemos cach&ecirc; para fazer isso. N&atilde;o d&aacute; para o programa se manter sem o  &lsquo;merchan&rsquo;&quot;, diz.<\/p>\n<p><strong>N&uacute;meros <br \/><\/strong><br \/>Se fosse usado como base o valor da tabela, por exemplo, o  banco Bradesco teria investido, em 15 dias, R$11 milh&otilde;es em &quot;merchan&quot; no  &quot;Doming&atilde;o do Faust&atilde;o&quot;. Mas o valor real (n&atilde;o divulgado) &eacute; menor. J&aacute; a  Tecnomania, no mesmo per&iacute;odo, no valor de tabela, teria investido R$ 1,3 milh&atilde;o  em &quot;merchan&quot; no &quot;Hoje em Dia&quot;, e a Ambev e a Fiat, cada uma, R$4 milh&otilde;es no  &quot;BBB9&quot;. O tipo de merchan que mais incomoda o telespectador, segundo os  pr&oacute;prios setores de marketing das emissoras, &eacute; o que interrompe a atra&ccedil;&atilde;o para o  apresentador dar &quot;um recadinho&quot;. <\/p>\n<p>Marcus Vinicius Chisco, diretor de  merchandising da Record, explica que dentro do &quot;Hoje em Dia&quot; h&aacute; tanta demanda  por publicidade porque os apresentadores abordam v&aacute;rios segmentos. &quot;Entendemos  que o &#39;merchan&#39; interruptivo afeta o programa, por isso nos preocupamos em fazer  de uma forma que haja integra&ccedil;&atilde;o com a pauta.&quot;<\/p>\n<p><strong>Em defesa <br \/><\/strong><br \/>O jornalista e apresentador de TV Milton Neves fez jus &agrave;  fama e defendeu o modelo. Ele se diz orgulhoso dos resultados que obt&eacute;m com a  pr&aacute;tica. &quot;Combater a publicidade e o merchandising &eacute; utopia. Na TV, voc&ecirc; s&oacute; fica  no ar se tiver faturamento ou audi&ecirc;ncia. Em 2002, durante a Copa do Mundo, fiz  22 inser&ccedil;&otilde;es, um recorde.&quot;<\/p>\n<p><strong>N&uacute;meros<br \/><\/strong><br \/>Na pesquisa do Controle da Concorr&ecirc;ncia, o levantamento dos  principais anunciantes, da quantidade de inser&ccedil;&atilde;o e do tempo que a marca ficou  no ar permitiu ter ideia de quanto cada empresa teria investido, caso pagasse o  valor de tabela. &quot;H&aacute; um valor de tabela para cada &lsquo;merchan&rsquo;, mas este n&uacute;mero  dificilmente &eacute; usado como base. As emissoras praticam descontos; os valores  dependem da quantidade, do cliente e da negocia&ccedil;&atilde;o&quot;, diz Wajngarten. <\/p>\n<p>No  SBT, a empresa AMD gerencia os merchandisings do &quot;Domingo Legal&quot;. Na opini&atilde;o do  diretor Arnaldo Mendes, Gugu, com sua &quot;linguagem did&aacute;tica&quot;, consegue transmitir  de form agrad&aacute;vel os &lsquo;merchans&rsquo;. S&oacute; faltou perguntar ao telespectador&#8230; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se nos velhos tempos a pr&aacute;tica ainda era t&iacute;mida, hoje ela passeia de forma extrovertida na TV brasileira. O merchandising (propaganda feita dentro do programa, pelos pr&oacute;prios apresentadores) vem sendo cada vez mais usado pelas emissoras como t&aacute;tica de fisgar a audi&ecirc;ncia em frente &agrave; telinha. 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