{"id":22725,"date":"2009-05-05T16:57:28","date_gmt":"2009-05-05T16:57:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22725"},"modified":"2009-05-05T16:57:28","modified_gmt":"2009-05-05T16:57:28","slug":"a-gripe-suina-e-o-pandemonio-da-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22725","title":{"rendered":"A gripe su\u00edna e o pandem\u00f4nio da m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\"><em>Coment&aacute;rio para o programa radiof&ocirc;nico do OI, 5\/5\/2009<br \/><\/em><br \/>A cobertura da evolu&ccedil;&atilde;o da chamada gripe su&iacute;na, que passou a ser classificada como gripe H1N1, virou um verdadeiro pandem&ocirc;nio. Depois de um in&iacute;cio cauteloso, no qual, entre os jornais brasileiros, apenas O Globo saiu do tom, resvalando para o alarmismo, o que se v&ecirc; nos &uacute;ltimos dias &eacute; a repeti&ccedil;&atilde;o de declara&ccedil;&otilde;es e dados controversos.<\/p>\n<p>Depois da desastrada cobertura da epidemia de dengue que atingiu o Rio de Janeiro no ano passado, quando a maioria dos jornais bateu cabe&ccedil;a enquanto o n&uacute;mero de casos se avolumava at&eacute; atingir 110 mil contaminados e uma centena de mortes, a imprensa parecia ter encontrado o tom.<\/p>\n<p>A exce&ccedil;&atilde;o continua sendo O Globo, que apenas na edi&ccedil;&atilde;o de segunda-feira (4\/5) admitiu um texto mais ameno. Durante toda a semana, o jornal carioca vinha insistindo em apresentar um quadro que n&atilde;o era vis&iacute;vel nos outros peri&oacute;dicos. Como as fontes de informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as mesmas ag&ecirc;ncias internacionais de not&iacute;cias, que, em primeira inst&acirc;ncia, t&ecirc;m como fonte principal a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, fica dif&iacute;cil entender tamanha varia&ccedil;&atilde;o na interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados.<\/p>\n<p><strong>Onda de p&acirc;nico<br \/><\/strong><br \/>Inicialmente, seguindo as informa&ccedil;&otilde;es oficiais, os jornais cravaram a certeza de que a gripe havia provocado 150 mortes no M&eacute;xico. Somente depois que as equipes da OMS chegaram &agrave; regi&atilde;o onde supostamente se originou o surto constatou-se que, na verdade, n&atilde;o se poderia afirmar que a doen&ccedil;a tenha provocado mais do que oito casos fatais.<\/p>\n<p>At&eacute; hoje, faz falta nos jornais um perfil da popula&ccedil;&atilde;o mais afetada, para que o leitor brasileiro possa fazer pondera&ccedil;&otilde;es com as suas pr&oacute;prias condi&ccedil;&otilde;es de vida e avaliar o tamanho do risco que corre de ser contaminado.<\/p>\n<p>No &uacute;ltimo trimestre de 2008, o notici&aacute;rio sobre uma suposta epidemia de febre amarela levou milhares de pessoas a buscar a vacina&ccedil;&atilde;o, tendo ocorrido at&eacute; mesmo alguns casos de inocula&ccedil;&otilde;es repetidas que provocaram mortes. Nem mesmo as sucessivas declara&ccedil;&otilde;es de autoridades sanit&aacute;rias puderam conter a onda de p&acirc;nico que se alastrou por algumas cidades.<\/p>\n<p>Os jornalistas parecem ter aprendido a li&ccedil;&atilde;o. Mas nem todos.<br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coment&aacute;rio para o programa radiof&ocirc;nico do OI, 5\/5\/2009A cobertura da evolu&ccedil;&atilde;o da chamada gripe su&iacute;na, que passou a ser classificada como gripe H1N1, virou um verdadeiro pandem&ocirc;nio. 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