{"id":22720,"date":"2009-05-04T16:32:47","date_gmt":"2009-05-04T16:32:47","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22720"},"modified":"2009-05-04T16:32:47","modified_gmt":"2009-05-04T16:32:47","slug":"tv-publica-espanhola-se-prepara-para-fim-da-publicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22720","title":{"rendered":"TV p\u00fablica espanhola se prepara para fim da publicidade"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\">A partir do m&ecirc;s de julho, a publicidade poder&aacute; desaparecer totalmente dos canais de r&aacute;dio e de televis&atilde;o p&uacute;blicas espanholas (RTVE). O governo socialista de Jos&eacute; Luis Rodriguez Zapatero promoveu, desde 22 de abril, uma s&eacute;rie de encontros com as organiza&ccedil;&otilde;es profissionais interessadas para lhes explicar os detalhes do plano atualmente em fase de finaliza&ccedil;&atilde;o no minist&eacute;rio da Economia.<\/p>\n<p>Ainda que ele seja inspirado na reforma do setor audiovisual p&uacute;blico franc&ecirc;s desejada por Nicolas Sarkozy, o projeto n&atilde;o prev&ecirc; um aumento das taxas para compensar as perdas de receitas publicit&aacute;rias uma vez que elas deixem de existir. Na Espanha, as duas redes nacionais de televis&atilde;o (TVE1, TVE2), os seis canais de televis&atilde;o digital terrestre (TDT) e as cinco r&aacute;dios p&uacute;blicas s&atilde;o financiadas em partes iguais pelo or&ccedil;amento geral do Estado e pela publicidade.<\/p>\n<p>Ao anunciar, no in&iacute;cio de abril, sua inten&ccedil;&atilde;o de reduzir &quot;de maneira dr&aacute;stica&quot; a publicidade no setor audiovisual p&uacute;blico, Zapatero tomou o cuidado de explicar que nenhum gasto complementar ser&aacute; exigido do contribuinte. Nem pela cria&ccedil;&atilde;o de mais uma taxa, nem pelo aumento da subven&ccedil;&atilde;o anual do Estado, que &eacute; hoje de &euro; 550 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>Para garantir ao setor audiovisual p&uacute;blico e a seus 6.400 funcion&aacute;rios seu or&ccedil;amento anual de &euro; 1,1 bilh&atilde;o, o governo pretende taxar os canais privados em at&eacute; 3% de seu faturamento, ou seja, cerca de &euro; 140 milh&otilde;es. Uma taxa tamb&eacute;m seria imposta sobre as receitas das operadoras de telecomunica&ccedil;&otilde;es que oferecem servi&ccedil;os audiovisuais (0,9%, ou seja, 190 milh&otilde;es). E, finalmente, uma parte dos &euro; 400 milh&otilde;es de impostos pagos pelo conjunto das operadoras (r&aacute;dio, televis&atilde;o, telefonia) ao Estado pela utiliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o radioel&eacute;trico seria destinada ao or&ccedil;amento da RTVE.<\/p>\n<p>A extin&ccedil;&atilde;o da publicidade agrada aos canais privados, para quem o duplo financiamento do servi&ccedil;o p&uacute;blico (or&ccedil;amento do Estado e publicidade) constitu&iacute;a um desequil&iacute;brio da concorr&ecirc;ncia. Cabe ao governo lhes fazer aceitar a sobretaxa de 3%. Esta se soma aos 5% que os canais comerciais que transmitem filmes de menos de sete anos devem obrigatoriamente dedicar &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de filmes espanh&oacute;is ou europeus. Ao integrar as s&eacute;ries televisivas a esses 5% para atenuar a conta, o projeto governamental satisfaz uma velha reivindica&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o das Televis&otilde;es Comerciais Associadas (UTAC), o &oacute;rg&atilde;o que re&uacute;ne os quatro canais privados de difus&atilde;o nacional (Antena 3, Cuatro, Telecinco, La Sexta) e dois tem&aacute;ticos (Veo TV e Net TV).<\/p>\n<p>A televis&atilde;o p&uacute;blica espanhola j&aacute; havia come&ccedil;ado, desde 2006, a reduzir a dura&ccedil;&atilde;o de seus intervalos comerciais. Limitados a 12 minutos por hora em 2007, hoje eles s&atilde;o de 10 minutos, e dever&atilde;o perder mais um minuto em 2010. A Comiss&atilde;o Europeia j&aacute; deu diversas advert&ecirc;ncias a Madri pela contagem &quot;excessivamente restritiva&quot; de comerciais e pelo n&atilde;o respeito &agrave; diretiva que fixa em 20 minutos o intervalo m&iacute;nimo entre duas interven&ccedil;&otilde;es publicit&aacute;rias. At&eacute; a Associa&ccedil;&atilde;o Espanhola de Anunciantes (AEA) se queixou de que &quot;a alta satura&ccedil;&atilde;o publicit&aacute;ria dos canais espanh&oacute;is afeta de forma muito negativa a efic&aacute;cia da comunica&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p>A iniciativa de Zapatero interv&eacute;m no momento em que o marasmo do mercado publicit&aacute;rio, devido &agrave; crise econ&ocirc;mica, pode transformar o cen&aacute;rio do setor audiovisual privado. O n&uacute;mero de canais poder&aacute; diminuir gra&ccedil;as a um decreto-lei de 20 de fevereiro que autoriza &quot;a fus&atilde;o de operadoras do setor, desde que n&atilde;o ultrapassem um limite de 27% da audi&ecirc;ncia, e desde que seja garantida a exist&ecirc;ncia de tr&ecirc;s operadoras privadas de envergadura nacional&quot;. Os dirigentes da Antena 3, Telecinco e La Sexta j&aacute; se declararam abertos a tal eventualidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir do m&ecirc;s de julho, a publicidade poder&aacute; desaparecer totalmente dos canais de r&aacute;dio e de televis&atilde;o p&uacute;blicas espanholas (RTVE). 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