{"id":22676,"date":"2009-04-22T04:59:28","date_gmt":"2009-04-22T04:59:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22676"},"modified":"2009-04-22T04:59:28","modified_gmt":"2009-04-22T04:59:28","slug":"plc-traz-promessa-de-universalizacao-do-servico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22676","title":{"rendered":"PLC traz promessa de universaliza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"padrao\">A consulta p&uacute;blica aberta pela Anatel trouxe aos holofotes o PLC, sigla para Power Line Communications, tecnologia que permite a oferta de banda larga pela rede el&eacute;trica. A tecnologia n&atilde;o &eacute; nova &ndash; s&oacute; no Brasil ela &eacute; testada h&aacute; quase dez anos -, mas os avan&ccedil;os registrados nos &uacute;ltimos anos d&atilde;o esperan&ccedil;a de que ela possa se tornar realidade. A promessa do PLC &eacute; animadora: transformar todas as tomadas em ponto de rede e levar banda larga a todas as localidades sem necessidade de novos cabeamentos, afinal a rede energia el&eacute;trica cobre praticamente todo o Brasil. &Eacute; o sonho da universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso &agrave; internet.<\/p>\n<p>At&eacute; l&aacute;, no entanto, falta vencer os desafios t&eacute;cnicos e mercadol&oacute;gicos, afinal a tecnologia ainda n&atilde;o se provou mais barata que o ADSL. No Brasil, praticamente todas as concession&aacute;rias de energia el&eacute;trica j&aacute; testaram o PLC em maior ou menor grau. Agora, com a proposta de regulamenta&ccedil;&atilde;o em curso, o interesse foi redobrado, dada a perspectiva de disponibilidade de equipamentos.<\/p>\n<p>A consulta p&uacute;blica aberta pela Anatel n&atilde;o visa regulamentar a tecnologia, mas sim estabelecer as condi&ccedil;&otilde;es de uso e as caracter&iacute;sticas dos equipamentos, que passar&atilde;o a ser certificados pelo &oacute;rg&atilde;o regulador. O regulamento tamb&eacute;m estabelece as freq&uuml;&ecirc;ncias nas quais os sistemas podem operar. Apesar de o PLC funcionar por cabo, h&aacute; emiss&otilde;es indesejadas, que vazam pelo fato de o cabo da rede el&eacute;trica n&atilde;o ser blindado. <\/p>\n<p>Com o regulamento, a Anatel estabelece as condi&ccedil;&otilde;es para que estas emiss&otilde;es n&atilde;o interfiram nos demais servi&ccedil;os e como devem ser tratadas estas interfer&ecirc;ncias. De maneira geral, as emiss&otilde;es acontecem na faixa entre 1,7 MHz e 30 MHz. A consulta p&uacute;blica vai at&eacute; 29 de setembro e a expectativa &eacute; de que a regulamenta&ccedil;&atilde;o esteja publicada at&eacute; o final do ano. <\/p>\n<p>O grande desafio da tecnologia &eacute; justamente superar as interfer&ecirc;ncias. &ldquo;A rede el&eacute;trica, por sua pr&oacute;pria constitui&ccedil;&atilde;o, apresenta muito ru&iacute;do, mas a tecnologia j&aacute; est&aacute; bastante evolu&iacute;da&rdquo;, afirma o diretor do F&oacute;rum PLC na Associa&ccedil;&atilde;o de Empresas Propriet&aacute;rias de Infra-Estrutura e de Sistemas Privados de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Aptel), Paulo Pimentel. Nos primeiros est&aacute;gios do PLC, a conex&atilde;o era seriamente prejudicada pela interfer&ecirc;ncia de outros dispositivos el&eacute;tricos. Ou seja, a rede ca&iacute;a cada vez que se ligava o secador de cabelo ou o liquidificador. A evolu&ccedil;&atilde;o da tecnologia j&aacute; suporta oscila&ccedil;&otilde;es como estas, dada o isolamento conseguido nos equipamentos.<\/p>\n<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de Pimental, a regulamenta&ccedil;&atilde;o deve alavancar o primeiro grande uso do PLC, que s&atilde;o as aplica&ccedil;&otilde;es de automa&ccedil;&atilde;o e medi&ccedil;&atilde;o de uso pr&oacute;prio da concession&aacute;ria de energia. Essas aplica&ccedil;&otilde;es j&aacute; s&atilde;o usadas em baixa escala no Brasil e permitem a leitura remota dos medidores de energia el&eacute;trica, sem que um t&eacute;cnico precise ir ao local para realizar a tarefa. &ldquo;A It&aacute;lia tem 30 milh&otilde;es de medidores conectados com a tecnologia&rdquo;, informa Pimentel.<\/p>\n<p>Mas &eacute; na oferta de servi&ccedil;os de banda larga que est&aacute; a grande atratividade do PLC. Na teoria, as concession&aacute;rias de energia podem se tornar provedoras de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es, competindo com as teles. Ou podem ser parceiras das teles, entrando com a oferta de infra-estrutura para que elas ofere&ccedil;am o servi&ccedil;o ao consumidor final. O modelo de neg&oacute;cios do PLC ainda &eacute; uma inc&oacute;gnita, j&aacute; que a tecnologia &eacute; t&atilde;o nova, mas os caminhos seguidas pela Brasil Telecom e pela Copel, por exemplo, mostram que as possibilidades s&atilde;o amplas. <\/p>\n<p><strong>Pioneirismo com o Videon<br \/><\/strong><br \/>A BrT foi a primeira operadora brasileira a utilizar comercialmente o PLC. A solu&ccedil;&atilde;o vem sendo usada desde o in&iacute;cio do ano na vers&atilde;o indoor, ou seja, dentro da casa do assinante, para transmiss&atilde;o do Videon, o servi&ccedil;o de IPTV da concession&aacute;ria. Os testes come&ccedil;aram em 2006 e se mostraram satisfat&oacute;rios, de acordo com o Sebasti&atilde;o do Nascimento Neto, engenheiro consultor de telecom da BrT. &ldquo;Alcan&ccedil;amos taxas de transmiss&atilde;o de 200 megabits&rdquo;, diz. Ele destaca que o PLC vem se mostrando bastante apropriado para fazer a conex&atilde;o internamente, entre o modem, por onde chega o sinal do ADSL, e o aparelho de televis&atilde;o. &ldquo;Na maioria das vezes, a TV n&atilde;o est&aacute; ao lado do computador e nem sempre &eacute; poss&iacute;vel levar o cabo do ADSL at&eacute; a sala de visitas. O PLC foi a solu&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>Os planos da BrT para o PLC n&atilde;o param por a&iacute;. A operadora parte agora para testes com a solu&ccedil;&atilde;o outdoor, usando a rede de distribui&ccedil;&atilde;o da concession&aacute;ria de energia. Para esta primeira experi&ecirc;ncia, os tr&acirc;mites foram acertados com a Celg, de Goi&aacute;s, e os primeiros pilotos come&ccedil;am ainda este ano. &ldquo;Enxergamos o PLC como complementar ao ADSL, para levar a banda larga onde a minha rede n&atilde;o alcan&ccedil;a&rdquo;, explica Nascimento.<\/p>\n<p>Segundo o consultor, &eacute; vislumbrada uma s&eacute;rie de servi&ccedil;os a serem oferecidos por meio da tecnologia PLC. A BrT come&ccedil;a a testar, por exemplo, uma esp&eacute;cie de PLC gateway, capaz de alimentar pequenos pr&eacute;dios comerciais. O equipamento &eacute; plugado na caixa de for&ccedil;a do edif&iacute;cio e transforma todas as tomadas em ponto de rede. O ADSL, que chega pela rede de cabos telef&ocirc;nicos da concession&aacute;ria de telefonia, &eacute; ligado no mesmo dispositivo, levando a banda larga para todo o pr&eacute;dio. Dessa forma, &eacute; eliminada a necessidade de modems em cada andar ou para cada microcomputador. &ldquo;&Eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o apropriada para pequenos edif&iacute;cios comerciais e muito atraente para hot&eacute;is e pousadas, por exemplo&rdquo;, diz Nascimento.<\/p>\n<p>Ele destaca que nos pa&iacute;ses europeus e no Jap&atilde;o j&aacute; s&atilde;o comercializados gateways que integram ADSL, Wi-Fi e a interface de voz. Assim, com um &uacute;nico equipamento, a operadora oferece os tr&ecirc;s servi&ccedil;os, com a vantagem de dispensar o cabeamento interno. &ldquo;A maioria das resid&ecirc;ncias n&atilde;o tem cabeamento preparado para a variedade de servi&ccedil;os que existe hoje. O PLC resolve o problema usando a rede el&eacute;trica, que j&aacute; est&aacute; presente em todas as casas&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Nascimento assegura que a evolu&ccedil;&atilde;o dos equipamentos permitiu minimizar as interfer&ecirc;ncias do uso da rede el&eacute;trica. &ldquo;Os dispositivos mais modernos s&atilde;o capazes de absorver as flutua&ccedil;&otilde;es sem derrubar a rede. A taxa de sucesso est&aacute; em 80%&rdquo;, informa. <\/p>\n<p class=\"padrao\"><strong>Disputa com as teles<\/strong><\/p>\n<p>Enquanto a BrT v&ecirc; a Celg como parceira, o modelo da Copel, no Paran&aacute;, &eacute; de concorrer diretamente com as teles na disputa pelo cliente final. &ldquo;Com o PLC, resolvemos o problema de acesso&rdquo;, diz o consultor para a &aacute;rea de telecom da Copel, Orlando C&eacute;sar de Oliveira, que prev&ecirc; uma revolu&ccedil;&atilde;o no setor com o in&iacute;cio das ofertas comerciais de PLC. A pr&oacute;pria Copel j&aacute; testou a tecnologia em 2001 e 2002, sem que os resultados permitissem um lan&ccedil;amento comercial. Agora, com a evolu&ccedil;&atilde;o dos sistemas, est&aacute; mais otimista. <\/p>\n<p>A empresa prepara um novo teste com PLC envolvendo 300 assinantes e um modelo in&eacute;dito de neg&oacute;cio: a web sob demanda, ou WoD. A id&eacute;ia &eacute; oferecer, pela rede el&eacute;trica, servi&ccedil;os de voz, banda larga, vigil&acirc;ncia\/seguran&ccedil;a e v&iacute;deo sob demanda. Segundo Oliveira, a tecnologia dispon&iacute;vel hoje permite o acesso a uma velocidade de 50 megabits por segundo. &ldquo;Entramos na era da wideband&rdquo;, diz ele.<\/p>\n<p>Para o teste, a Copel fechou acordo com a BPL Global, que funcionar&aacute; como integradora das solu&ccedil;&otilde;es da sueca Ilevo. Nesta primeira fase, o projeto consumir&aacute; cerca de R$ 1 milh&atilde;o, considerando apenas a compra dos equipamentos. Segundo Oliveira, o objetivo &eacute; dar impulso &agrave; tecnologia PLC e atrair investidores para o projeto. Em uma segunda fase, a Copel quer usar o PLC para cobrir todo um munic&iacute;pio, com a ambi&ccedil;&atilde;o de chegar a 3 milh&otilde;es de usu&aacute;rios na fase 3. &ldquo;Mas, antes disso, o business plan ter&aacute; que mostrar a viabilidade econ&ocirc;mica do projeto&rdquo;, diz o consultor.<\/p>\n<p>A id&eacute;ia da Copel &eacute; oferecer ela pr&oacute;pria os servi&ccedil;os de voz e acesso &agrave; internet, constituindo-se em mais um player no mercado de telecomunica&ccedil;&otilde;es. &ldquo;A Copel tem 3,5 milh&otilde;es de consumidores, dos quais j&aacute; tem todos os dados e conhece os h&aacute;bitos de consumo&rdquo;, destaca. A empresa j&aacute; atua na oferta de conectividade para o mercado corporativo por meio da Copel Telecom, que tamb&eacute;m trabalha em parceria com as teles vendendo capacidade de infra-estrutura. A rede da empresa cobre 180 cidades, com mais de 180 quil&ocirc;metros de fibra, e atende 600 empresas. <\/p>\n<p>Para este p&uacute;blico, a Copel est&aacute; dando mais um passo na oferta de servi&ccedil;os: a empresa entrou com pedido de licen&ccedil;a de STFC (Servi&ccedil;o Telef&ocirc;nico Fixo Comutado) para oferta de voz. Com isso, ganhar&aacute; um plano de numera&ccedil;&atilde;o e entra na disputa direta do cliente com as concession&aacute;rias de telefonia. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A consulta p&uacute;blica aberta pela Anatel trouxe aos holofotes o PLC, sigla para Power Line Communications, tecnologia que permite a oferta de banda larga pela rede el&eacute;trica. 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