{"id":22673,"date":"2009-04-20T12:23:59","date_gmt":"2009-04-20T12:23:59","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22673"},"modified":"2009-04-20T12:23:59","modified_gmt":"2009-04-20T12:23:59","slug":"outros-jornalismos-outra-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22673","title":{"rendered":"Outros jornalismos, outra comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A sociedade atual, indiscutivelmente, est&aacute; mais informada do que a de 30, 40 anos atr&aacute;s. Isso se deve a um conjunto de fatores, entre os quais a proemin&ecirc;ncia das tecnologias, particularmente nos campos da comunica&ccedil;&atilde;o e da difus&atilde;o cultural. Sob a &eacute;gide da digitaliza&ccedil;&atilde;o, multiplicaram-se os sistemas, formatos, linguagens e meios de transmiss&atilde;o, distribui&ccedil;&atilde;o, circula&ccedil;&atilde;o, exibi&ccedil;&atilde;o e consumo de dados, sons e imagens. Da mesma forma, a oferta de conte&uacute;dos cresceu de maneira exponencial. As tecnologias digitais favorecem a converg&ecirc;ncia de redes e plataformas numa linguagem &uacute;nica, viabilizando a gera&ccedil;&atilde;o de produtos e servi&ccedil;os que abarcam as interfaces multim&iacute;dias.<\/p>\n<p>A cultura tecnol&oacute;gica consolidou-se nos marcos da globaliza&ccedil;&atilde;o capitalista. As economias e os mercados interligaram-se em rede, beneficiados pelas desregulamenta&ccedil;&otilde;es e privatiza&ccedil;&otilde;es neoliberais nas d&eacute;cadas de 1980 e 1990. A acelera&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica sem precedentes dinamizou as engrenagens tecnoprodutivas da economia capitalista, com aumento substancial da rentabilidade em escala global. No plano da comunica&ccedil;&atilde;o, o paradigma digital favoreceu a expans&atilde;o dos servi&ccedil;os de informa&ccedil;&atilde;o e entretenimento, atraiu players internacionais para neg&oacute;cios em todos os continentes, intensificou transmiss&otilde;es em tempo real e instituiu outras formas de express&atilde;o, conex&atilde;o, sociabilidade e circularidade informativa, sobretudo atrav&eacute;s da Internet e de redes infoeletr&ocirc;nicas.<\/p>\n<p>Os global&oacute;filos e os neoliberais convictos ou envergonhados proclamam que a humanidade nunca teve tanta &ldquo;diversidade cultural&rdquo;. &Eacute; uma an&aacute;lise parcial e mistificadora. Temos que avaliar quem controla a variedade de oferta, qual &eacute; a natureza ideol&oacute;gica de produtos e programa&ccedil;&otilde;es, que margens de pluralismo se observam nos materiais difundidos, quais os seus condicionantes comerciais e mercadol&oacute;gicos, que modalidades de consulta e participa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o facultadas &agrave;s audi&ecirc;ncias, entre outros quesitos.<br \/>  Cultura tecnol&oacute;gica, diversidade e exclus&atilde;o<\/p>\n<p>O quadro &eacute; complexo e intrincado. De um lado, h&aacute; uma profus&atilde;o de conte&uacute;dos industrializados na propor&ccedil;&atilde;o exigida por canais multim&iacute;dias em crescimento cont&iacute;nuo. De outro, h&aacute; uma perversa concentra&ccedil;&atilde;o das fontes emissoras de tais conte&uacute;dos, em sintonia com a meta de ampliar o valor mercantil e os padr&otilde;es de acumula&ccedil;&atilde;o e lucratividade dos conglomerados do setor. Se h&aacute; uma concentra&ccedil;&atilde;o dessas fontes nas m&atilde;os de mega-grupos, o que &eacute; produzido obedece a uma escala de valores e de vis&otilde;es geralmente restrita &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es e conveni&ecirc;ncias das mesmas fontes controladoras. A &ldquo;diversidade&rdquo; apregoada pelos arautos do neoliberalismo est&aacute;, quase sempre, sob forte controle das fontes de emiss&atilde;o, respons&aacute;veis pela mercantiliza&ccedil;&atilde;o generalizada da produ&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica. <\/p>\n<p>Por outro lado, o acesso aos conte&uacute;dos &eacute; profundamente desigual. H&aacute; grave assimetria entre a expans&atilde;o dos sistemas tecnol&oacute;gicos e a capacidade de inclus&atilde;o da base da sociedade nos benef&iacute;cios decorrentes. Os descompassos estendem-se &agrave; Internet. Enquanto Estados Unidos e Europa concentram 67% dos usu&aacute;rios, a Am&eacute;rica Latina, que re&uacute;ne 8% da popula&ccedil;&atilde;o mundial e contribui com 7% do PIB global, conta com pouco mais de 4% do total de internautas. <\/p>\n<p>Os pa&iacute;ses mais ricos e as elites dominantes s&atilde;o os que verdadeiramente desfrutam dos acessos, usos e vantagens do excesso de est&iacute;mulos impressos e audiovisuais. Portanto, tanto os usos das tecnologias avan&ccedil;adas quanto a propalada &ldquo;diversidade&rdquo; s&atilde;o estratificadas e sob controle, n&atilde;o s&atilde;o para todos. Conforme o Mapa das Desigualdades Digitais, no Brasil os 10% mais ricos usufruem at&eacute; cinco vezes mais dos benef&iacute;cios da rede do que os 40% mais pobres da popula&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Como se deduz, o universo de usu&aacute;rios, por mais que se contem aos milh&otilde;es, n&atilde;o corresponde &agrave; totalidade social, que &eacute; paradoxal, desigual e injusta. Totalidade que revela diferentes capitais educacionais, culturais e socioecon&ocirc;micos. Ent&atilde;o, as consequ&ecirc;ncias negativas de uma sociedade estratificada se projetam no usufruto seletivo e privilegiado de informa&ccedil;&otilde;es, saberes e conhecimentos. <\/p>\n<p><strong>Efeitos e interfer&ecirc;ncias poss&iacute;veis no campo jornal&iacute;stico <br \/><\/strong><br \/>O cen&aacute;rio que procurei sintetizar acima provoca uma s&eacute;rie de efeitos e impactos na pr&aacute;xis jornal&iacute;stica. Costumo dizer que o jornalismo envolve, ao mesmo tempo, a melhor profiss&atilde;o do mundo e uma das profiss&otilde;es mais problem&aacute;ticas do mundo. Porque, se nenhuma outra profiss&atilde;o tem a profundidade e a variedade de contatos e trocas com a condi&ccedil;&atilde;o humana como o jornalismo, &eacute; for&ccedil;oso reconhecer que a estrutura empresarial que rege o jornalismo de mercado &eacute; profundamente verticalizada e avessa a express&otilde;es aut&ocirc;nomas e participativas por parte dos jornalistas.<\/p>\n<p>Os mecanismos de controle cresceram enormemente nas empresas de m&iacute;dia, gerando, como efeito colateral, uma sens&iacute;vel diminui&ccedil;&atilde;o da possibilidade de interfer&ecirc;ncia autoral dos jornalistas nos produtos e mensagens que elaboram. Resultam da&iacute; ambival&ecirc;ncias e frustra&ccedil;&otilde;es. Sem d&uacute;vida, h&aacute; desvios nos processos informativos, provocados, em grande medida, pelo modelo autorit&aacute;rio que rege as rela&ccedil;&otilde;es internas das reda&ccedil;&otilde;es, um modelo intensamente controlador das informa&ccedil;&otilde;es e opini&otilde;es veiculadas. Mas a impaci&ecirc;ncia anal&iacute;tica se manifesta quando s&oacute; se mede a atividade jornal&iacute;stica por equ&iacute;vocos e manipula&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Trata-se, no caso, de achar que s&oacute; existe um jornalismo, quando existem jornalismos, no plural. As experi&ecirc;ncias do jornal Brasil de Fato, dos sites Carta Maior e Correio da Cidadania e do Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m alguma coisa a ver com o jornalismo do grupo O Estado de S. Paulo e das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo? Evidente que n&atilde;o. Isso n&atilde;o quer dizer, obviamente, que tudo que se faz no jornalismo do grupo O Estado de S&atilde;o Paulo e das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo seja ruim. <\/p>\n<p> O que diferencia Carta Maior, Brasil de Fato, Correio da Cidadania e Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; que eles produzem um outro tipo de jornalismo, mais insubordinado e comprometido com a cr&iacute;tica ao capitalismo, ao neoliberalismo e &agrave;s elites dominantes &#8211; vale dizer, ao modo de produ&ccedil;&atilde;o elitista e excludente que serve de lastro a modelos verticalizados como os da maior parte das empresas de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Um jornalismo mais plural <br \/><\/strong><br \/>Quando tomamos contato com ve&iacute;culos contra-hegem&ocirc;nicos e alternativos, verificamos m&uacute;ltiplos enfoques e interpreta&ccedil;&otilde;es sobre acontecimentos e quest&otilde;es sociais, pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas e culturais. &Eacute; um tipo de jornalismo mais plural, mais inclusivo, n&atilde;o-mercantilizado e perme&aacute;vel &agrave;s causas comunit&aacute;rias e populares. E, no entanto, &eacute; jornalismo. E as pessoas que fazem essas publica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o jornalistas. Quem dirige essas reda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o jornalistas. Insisto que devemos adotar um racioc&iacute;nio dial&eacute;tico em rela&ccedil;&atilde;o aos jornalistas e pensar sua pr&aacute;xis de uma maneira abrangente. <\/p>\n<p>Os modos de atua&ccedil;&atilde;o dos jornalistas dentro das corpora&ccedil;&otilde;es podem oscilar, seja por suas posturas, habilidades ou alinhamentos, seja pelas m&uacute;ltiplas experi&ecirc;ncias vividas, seja por nuan&ccedil;as ideol&oacute;gicas, program&aacute;ticas e mercadol&oacute;gicas nas diretrizes empresariais. N&atilde;o podemos esquecer que, entre os jornalistas da grande imprensa, existem aqueles que tentam explorar brechas, fissuras e fendas dentro dos pr&oacute;prios aparatos. Com efeito, &eacute; fundamental n&atilde;o reduzir o jornalismo enquanto atividade complexa e plural ao tipo de jornalismo com o qual estamos em desacordo, que &eacute; aquele jornalismo sob controle ideol&oacute;gico das classes dominantes, faccioso, e que neutraliza ou silencia as manifesta&ccedil;&otilde;es do contradit&oacute;rio. <\/p>\n<p>A cr&iacute;tica &agrave; m&iacute;dia &eacute; decisiva, imperiosa e inadi&aacute;vel. Imposs&iacute;vel sermos indiferentes a distor&ccedil;&otilde;es, mazelas e interdi&ccedil;&otilde;es por ela praticadas. Os principais &oacute;rg&atilde;os de difus&atilde;o dizem representar a vontade geral, quando, em verdade, espelham prioridades mercadol&oacute;gicas e conveni&ecirc;ncias pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas e ideol&oacute;gicas dos grupos privados que os controlam. Tudo isso em detrimento do interesse coletivo, que deveria ser o ponto central a ser observado, principalmente por ve&iacute;culos que det&ecirc;m concess&otilde;es p&uacute;blicas de licen&ccedil;as de r&aacute;dio e televis&atilde;o. <\/p>\n<p>Reivindico apenas que tenhamos um olhar abrangente e equilibrado sobre a produ&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica como um todo. N&atilde;o percamos de vista que o jornalismo, por defini&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma atividade que, a despeito de limita&ccedil;&otilde;es e coer&ccedil;&otilde;es, tem a ver com a liberdade de express&atilde;o e a diversidade, estando em contato privilegiado com a condi&ccedil;&atilde;o humana, a partir de uma rela&ccedil;&atilde;o febril com a realidade social. O fasc&iacute;nio pelo jornalismo est&aacute;, a meu ver, associado &agrave; sua rela&ccedil;&atilde;o com aspira&ccedil;&otilde;es, vicissitudes e expectativas dos homens concretos, como tamb&eacute;m &agrave; possibilidade de traduzir em textos, sons e imagens os acontecimentos sociais, econ&ocirc;micos, pol&iacute;ticos e esportivos, os conflitos humanos, as cria&ccedil;&otilde;es culturais, o entretenimento, os fatos da vida cotidiana etc. <\/p>\n<p>Devemos manter o esp&iacute;rito cr&iacute;tico aceso em rela&ccedil;&atilde;o aos desvios e manipula&ccedil;&otilde;es cometidas pelos ve&iacute;culos de massa, mas n&atilde;o podemos esquecer que existem outros jornalismos. E quando me refiro a outros jornalismos n&atilde;o estou me referindo apenas ao jornalismo contra-hegem&ocirc;nico em sentido estrito; existem v&aacute;rios outros jornalismos: comunit&aacute;rio, sindical, estudantil&#8230; H&aacute; revistas e jornais alternativos, sites, portais, r&aacute;dios e TVs comunit&aacute;rias, universit&aacute;rias e educativas, ag&ecirc;ncias de not&iacute;cias independentes, ONGs, coletivos de produ&ccedil;&atilde;o independente, o jornalismo dos movimentos sociais. H&aacute; uma pluralidade que tem que ser contemplada na an&aacute;lise, e n&oacute;s n&atilde;o podemos confundir os v&aacute;rios jornalismos diante de n&oacute;s com o jornalismo problem&aacute;tico da grande m&iacute;dia. <\/p>\n<p><strong>Tecnicismo x forma&ccedil;&atilde;o human&iacute;stica<br \/><\/strong><br \/>&Eacute; essencial procurar interferir nos m&uacute;ltiplos cen&aacute;rios que envolvem a atividade jornal&iacute;stica. A come&ccedil;ar pela forma&ccedil;&atilde;o dos novos jornalistas, tentando superar insufici&ecirc;ncias no ensino de jornalismo. Com frequ&ecirc;ncia preocupante, h&aacute; uma valoriza&ccedil;&atilde;o excessiva do tecnicismo em detrimento de uma forma&ccedil;&atilde;o mais human&iacute;stica. Sem falar no desaparelhamento tecnol&oacute;gico da maioria das universidades numa era de comunica&ccedil;&atilde;o multim&iacute;dia, fen&ocirc;meno que afeta, sobretudo, as universidades p&uacute;blicas &ndash; muitas delas n&atilde;o disp&otilde;em de or&ccedil;amentos, equipamentos e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho condizentes com as atuais exig&ecirc;ncias de qualifica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&Eacute; urgente modificar as legisla&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil, alterando o regime de concess&otilde;es de licen&ccedil;as de r&aacute;dio e televis&atilde;o. Tal provid&ecirc;ncia se imp&otilde;e tanto para coibir o clientelismo pol&iacute;tico e abrir oportunidades a canais comunit&aacute;rios e a uma comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o-governamental quanto para ampliar os mecanismos democr&aacute;ticos de controle social sobre as empresas concession&aacute;rias. Melhorar a qualidade de programa&ccedil;&atilde;o da televis&atilde;o aberta tamb&eacute;m passa pela conten&ccedil;&atilde;o da obsess&atilde;o mercantil das emissoras. Investimentos em meios n&atilde;o mercantilizados podem fortalecer ve&iacute;culos alternativos, comunit&aacute;rios e populares, bem como a produ&ccedil;&atilde;o cultural independente e cr&iacute;tica. <\/p>\n<p>Apesar dos obst&aacute;culos, h&aacute; chances de evoluirmos para exerc&iacute;cios mais instigantes do jornalismo, aproveitando ferramentas e ecossistemas digitais e desenvolvendo formas colaborativas e descentralizadas de produ&ccedil;&atilde;o informativa e cultural, especialmente atrav&eacute;s do trabalho em rede e de a&ccedil;&otilde;es compartilhadas. Em busca de outros jornalismos poss&iacute;veis, devemos reunir projetos convergentes e mobilizar energias criativas e consci&ecirc;ncias interpeladoras para fazer reviver a inquieta&ccedil;&atilde;o diante de um mundo reificado. Pois foi esta inquieta&ccedil;&atilde;o que motivou tantos de n&oacute;s, quando jovens, a escolher o jornalismo n&atilde;o apenas como profiss&atilde;o, mas tamb&eacute;m como destino hist&oacute;rico para nossos esp&iacute;ritos indom&aacute;veis.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sociedade atual, indiscutivelmente, est&aacute; mais informada do que a de 30, 40 anos atr&aacute;s. Isso se deve a um conjunto de fatores, entre os quais a proemin&ecirc;ncia das tecnologias, particularmente nos campos da comunica&ccedil;&atilde;o e da difus&atilde;o cultural. 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