{"id":22649,"date":"2009-04-07T14:19:44","date_gmt":"2009-04-07T14:19:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22649"},"modified":"2009-04-07T14:19:44","modified_gmt":"2009-04-07T14:19:44","slug":"a-necessidade-de-desmistificar-a-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22649","title":{"rendered":"A necessidade de desmistificar a tecnologia"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t                       <\/p>\n<p class=\"padrao\"><em>O soci&oacute;lgo Armand Mattelart &eacute; um dos mais respeitados intelectuais da &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o.  Nascido na B&eacute;lgica e graduado na Fran&ccedil;a, morou no Chile, onde, de 1962 a 1973, foi professor da Universidade Cat&oacute;lica de Santiago e contribuiu com o governo de Salvador Allende. Expulso depois do golpe do general Pinochet, retornou &agrave; Europa, onde lecionou na Universidade de Paris VII, Paris VIII e Rennes 2.<\/p>\n<p>Atualmente, &eacute; professor em&eacute;rito de ci&ecirc;ncias da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o na Universidade de Paris VIII e presidente do Observatoire Fran&ccedil;ais des M&eacute;dias. &Eacute; autor de diversos livros sobre temas relacionados &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, entre os quais: &quot;Para ler o Pato Donald&quot; (Paz e Terra, 2002), &quot;A comunica&ccedil;&atilde;o-mundo&quot; (Vozes, 1996), &quot;A globaliza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o&quot; (Edusc, 2000), &quot;Hist&oacute;ria da utopia planet&aacute;ria&quot; (Sulina, 2002) e &quot;Hist&oacute;ria da sociedade da informa&ccedil;&atilde;o&quot; (Loyola, 2002).<\/p>\n<p>Para Mattelart, uma sociedade da informa&ccedil;&atilde;o diferente s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel negando &agrave;s tecnologias o privil&eacute;gio de representar o fator exclusivo da mudan&ccedil;a. &quot;Nenhuma apropria&ccedil;&atilde;o do meio tecnol&oacute;gico por parte do cidad&atilde;o pode subtrair-se &agrave; cr&iacute;tica das palavras que, teoricamente ap&aacute;tridas, se insinuam continuamente na linguagem comum&quot;, defende. Coerente com essa convic&ccedil;&atilde;o, o autor recusa-se a adotar f&oacute;rmulas como &quot;aldeia global&quot; ou &quot;sociedade global da informa&ccedil;&atilde;o&quot;, preferindo confiar em uma &quot;arqueologia dos conceitos&quot; que fa&ccedil;a surgir os significados e os usos pol&iacute;tico-sociais sedimentados em cada termo.<\/p>\n<p>Se &quot;aldeia global&quot; remonta &agrave; &quot;representa&ccedil;&atilde;o &#39;igualitarista&#39; do planeta&quot;, &agrave; &quot;vis&atilde;o fide&iacute;sta de uma sociedade planet&aacute;ria&quot; horizontal e flex&iacute;vel, &quot;comunica&ccedil;&atilde;o-mundo&quot; &eacute;, pelo contr&aacute;rio, um termo que, segundo as inten&ccedil;&otilde;es de Mattelart, permite olhar para a mundializa&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&atilde;o sem mitific&aacute;-la, porque nasce da consci&ecirc;ncia de que &quot;a desigualdade das trocas continua a indicar a universaliza&ccedil;&atilde;o do sistema produtivo e t&eacute;cnico-cient&iacute;fico&quot;.<\/p>\n<p>Para Mattelart, de fato, &quot;entre os discursos ut&oacute;picos sobre as promessas de um mundo melhor por meio da t&eacute;cnica e a realidade das lutas pelo controle dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, existe um contraste impressionante&quot;. Um contraste que deve ser levado em considera&ccedil;&atilde;o se queremos construir uma sociedade da informa&ccedil;&atilde;o diferente, que ser&aacute; realiz&aacute;vel sob a condi&ccedil;&atilde;o de negar &agrave; tecnologia &quot;o privil&eacute;gio de representar o fator exclusivo da mudan&ccedil;a&quot;, e de fazer com que sejam os cidad&atilde;os, e n&atilde;o as l&oacute;gicas estatais securit&aacute;rias, definam os usos macrossociais das novas tecnologias.<\/p>\n<p>O jornal Il Manifesto sem encontrou com Armand Mattelart em Roma, onde foi convidado para apresentar o volume &quot;Democrazia e concentrazione dei media&quot; [Democracia e concentra&ccedil;&atilde;o das m&iacute;dias].<\/em><\/p>\n<p><strong>H&aacute; alguns dias, foi publicado o relat&oacute;rio anual sobre o estado do jornalismo norte-americano (&quot;State of the News Media&quot;, do Pew Project for Excellence in Journalism), em que foram analisadas, entre outras coisas, as repercuss&otilde;es da crise econ&ocirc;mica sobre o sistema midi&aacute;tico. O senhor considera que a crise pode comprometer posteriormente o pluralismo da informa&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>A crise econ&ocirc;mica n&atilde;o fez outra coisa a n&atilde;o ser acelerar algumas l&oacute;gicas j&aacute; presentes nas sociedades de natureza capitalista e se combinou com um outro elemento importante de acelera&ccedil;&atilde;o, a guerra contra o terrorismo. As m&iacute;dias foram, de fato, instrumentos indispens&aacute;veis para legitimar a id&eacute;ia da guerra e para justificar a tese de que existiam armas de destrui&ccedil;&atilde;o em massa no Iraque. <\/p>\n<p>O problema do pluralismo da informa&ccedil;&atilde;o, portanto, se tornou alarmante j&aacute; com a guerra contra o terrorismo, a partir de 2001, e hoje &eacute; agravado pela crise econ&ocirc;mica. V&aacute;rios governos buscaram se aproveitar da situa&ccedil;&atilde;o para assegurar uma &quot;tomada&quot; mais s&oacute;lida dos sistemas midi&aacute;ticos, e com isso quero dizer o sistema audiovisual e o das novas m&iacute;dias, incluindo a Internet.<\/p>\n<p>Hoje, nas democracias liberais, parece-me que a tend&ecirc;ncia &eacute; legitimar a ideia de que os Estados devem dispor de maior poder sobre as m&iacute;dias. Dou-lhe um exemplo concreto: na Fran&ccedil;a, Sarkozy decidiu eliminar a publicidade da televis&atilde;o p&uacute;blica, mas por tr&aacute;s dessa escolha se esconde a tentativa de introduzir um mecanismo com o qual a presid&ecirc;ncia quer se assegurar da nomea&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis do servi&ccedil;o p&uacute;blico, refor&ccedil;ando o poder que exerce sobre a TV p&uacute;blica. <\/p>\n<p>Esse exemplo, junto com tantos outros, revela o surgimento sempre mais evidente de l&oacute;gicas autorit&aacute;rias, e &eacute; &agrave; luz de tais l&oacute;gicas que devemos analisar a quest&atilde;o do pluralismo das m&iacute;dias. Por isso, &eacute; muito importante que os movimentos e as for&ccedil;as sociais de oposi&ccedil;&atilde;o intervenham n&atilde;o tanto sobre as m&iacute;dias em si mesmas, ou a partir das m&iacute;dias, mas a partir das ruas, das manifesta&ccedil;&otilde;es. S&oacute; desse modo poderemos contestar a tentativa de instaurar um r&iacute;gido controle estatal sobre as m&iacute;dias.<\/p>\n<p><strong>Em &quot;Hist&oacute;ria da utopia planet&aacute;ria&quot;, o senhor escreve que &quot;a chave de volta do modelo tecnoglobal de reorganiza&ccedil;&atilde;o das sociedades&quot; segundo o modelo neoliberal &eacute; a seguran&ccedil;a, e o senhor dedicou um dos seus livros, &quot;La globalisation de la surveillance. Aux origines de l&#39;ordre s&eacute;curitaire&quot; (Editora La D&eacute;couverte, 2007), justamente &agrave;s sociedades da vigil&acirc;ncia e &agrave; difus&atilde;o das l&oacute;gicas de seguran&ccedil;a. Pode nos explicar qual &eacute; a ideia principal do seu livro?<\/strong><\/p>\n<p>A difus&atilde;o das pol&iacute;ticas de seguran&ccedil;a &eacute; uma quest&atilde;o essencial, porque remete ao pr&oacute;prio modo em que definimos as sociedades em que vivemos. Uma vez, falava-se de sociedades industriais, depois de sociedades disciplinares &ndash; &eacute; s&oacute; pensar em Foucault ou em Deleuze, que evocavam a &quot;sociedade do controle&quot; &ndash;, ou, ainda, as sociedades administrativas, as sociedades em que os princ&iacute;pios de organiza&ccedil;&atilde;o administrativos se estendem a todas as institui&ccedil;&otilde;es da sociedade.<\/p>\n<p>A partir de 2001, parece-me, ao inv&eacute;s, que a &quot;necessidade&quot; de intervir contra o terrorismo constituiu o pretexto para afirmar um outro tipo de sociedade: a sociedade da suspeita. Desse modo, o problema da seguran&ccedil;a nas democracias liberais encontrou sempre mais frequentemente uma &quot;solu&ccedil;&atilde;o&quot; por meio do recurso &agrave; tecnologia, da v&iacute;deo-vigil&acirc;ncia aos testes de DNA, aos passaportes eletr&ocirc;nicos.<\/p>\n<p>Entramos em uma era em que o modo de governar e o exerc&iacute;cio do poder se baseiam na rastreabilidade dos indiv&iacute;duos e dos grupos sociais. Contextualmente, est&aacute; em curso uma profunda transforma&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria id&eacute;ia do Estado e dos modos em que se exerce a sua autoridade, por meio de uma radical revis&atilde;o do direito penal e gra&ccedil;as &agrave; configura&ccedil;&atilde;o de um novo &quot;perfil jur&iacute;dico estatal&quot;. O Estado sempre mais frequentemente &eacute; reestruturado a partir de uma no&ccedil;&atilde;o, a de seguran&ccedil;a nacional, que contradiz a ideia da separa&ccedil;&atilde;o dos poderes e privilegia o poder executivo sobre o legislativo e o judici&aacute;rio.<\/p>\n<p>S&oacute; considerando essa reconfigura&ccedil;&atilde;o poderemos compreender as novas formas de vigil&acirc;ncia. Buscarei explicar esse fen&ocirc;meno, que &eacute; de natureza geral, com um exemplo: h&aacute; um ano, na Fran&ccedil;a, foi publicado o relat&oacute;rio sobre a seguran&ccedil;a nacional. A coisa mais interessante desse relat&oacute;rio &eacute; que se faz refer&ecirc;ncia &agrave; no&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a nacional a partir da ideia do risco internacional, em outro termos, Al Qaeda. <\/p>\n<p>Na Fran&ccedil;a, portanto, como nas outras democracias liberais, vem-se afirmando a ideia de que a gest&atilde;o da seguran&ccedil;a interna e da externa est&atilde;o intimamente ligadas. Isso, entre outras coisas, equivale a dizer que a fun&ccedil;&atilde;o do Ex&eacute;rcito se define sempre mais como uma fun&ccedil;&atilde;o de controle do territ&oacute;rio, dando vida a fen&ocirc;menos como o relatado no filme &quot;Tropa de elite&quot;, no qual, com o pretexto da luta contra o narcotr&aacute;fico, as tropas especiais do Ex&eacute;rcito brasileiro interv&ecirc;m nas favelas.<\/p>\n<p><strong>O senhor sempre foi cr&iacute;tico com rela&ccedil;&atilde;o aos que atribuem virtudes taumat&uacute;rgicas &agrave;s tecnologias e creem que as redes de informa&ccedil;&atilde;o podem, por si mesmas, revolucionar as rela&ccedil;&otilde;es sociais e derrotar as l&oacute;gicas de marginaliza&ccedil;&atilde;o social e pol&iacute;tica. O perigo, segundo a sua an&aacute;lise, &eacute; que a difus&atilde;o das redes de informa&ccedil;&atilde;o pode transformar a marginaliza&ccedil;&atilde;o em apartheid. Pode nos explicar melhor o que o senhor quer dizer?<\/p>\n<p><\/strong>A partir do tel&eacute;grafo, todas as tecnologias contribu&iacute;ram para &quot;desfechar&quot; o mundo. Se analisarmos a hist&oacute;ria da comunica&ccedil;&atilde;o, nos damos conta que os sistemas de comunica&ccedil;&atilde;o tornaram poss&iacute;veis os fluxos de mercadorias, pessoas e ideias, e, nesse sentido, a comunica&ccedil;&atilde;o, sem d&uacute;vida, tem um valor positivo. Por&eacute;m, as sociedades liberais se fundam sobre a ideia da ordem, que implica um controle dos fluxos: falamos tanto de liberdade de comunica&ccedil;&atilde;o e de informa&ccedil;&atilde;o, mas nas democracias liberais n&atilde;o se pode efetuar verdadeiramente uma livre escolha se esta contradiz os fundamentos do liberalismo, a raz&atilde;o de Estado e a do mercado.<\/p>\n<p>Para voltar &agrave; sua pergunta, desde o in&iacute;cio da hist&oacute;ria da comunica&ccedil;&atilde;o existiu uma &quot;ideologia da comunica&ccedil;&atilde;o&quot;, segundo a qual os desenvolvimentos da tecnologia automaticamente favorecem a democracia. Pessoalmente, acredito que se trate de uma ideologia salv&iacute;fica, redentora, que defino como &quot;tecno-determinismo&quot;. A ideia de que as redes da informa&ccedil;&atilde;o por si mesmas podem garantir maior democracia n&atilde;o me convence: de resto, a contribui&ccedil;&atilde;o da Internet &agrave; revitaliza&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o p&uacute;blico &eacute; de porte muito reduzido se comparado aos outros usos do mesmo instrumento, enquanto nos &uacute;ltimos dez anos pouco ou nada foi feito para resolver a quest&atilde;o do abismo digital.<\/p>\n<p>No que se refere ao potencial democr&aacute;tico da rede, acredito que a rede descentralize, mas ainda estou convencido de que, a partir da descentraliza&ccedil;&atilde;o, podem-se produzir novas formas de poder e de marginaliza&ccedil;&atilde;o. Por isso, hoje considero que &eacute; importante contrastar a ideologia da comunica&ccedil;&atilde;o defendida por aqueles que colocam todas as suas esperan&ccedil;as na tecnologia em si mesma e que, ao mesmo tempo, &eacute; essencial um trabalho de reapropria&ccedil;&atilde;o social das tecnologias. A possibilidade de se apropriar e de gerir socialmente a tecnologia &eacute; uma quest&atilde;o de natureza estrat&eacute;gica fundamental.<\/p>\n<p><strong>O senhor &eacute; um dos maiores estudiosos da mundializa&ccedil;&atilde;o dos sistemas de comunica&ccedil;&atilde;o, mas, diferentemente de outros especialistas na mat&eacute;ria, sempre recusou polemicamente o que define como &quot;o mito tecnoliberal do Estado-na&ccedil;&atilde;o&quot;. Em &quot;Hist&oacute;ria da sociedade da informa&ccedil;&atilde;o&quot;, o senhor reprova, por exemplo, Nicholas Negroponte por &quot;n&atilde;o deixar de bater na tecla do fim do mediador coletivo que &eacute; o Estado-na&ccedil;&atilde;o&quot;. Qual &eacute; a sua posi&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>O mito do p&oacute;s-nacional impediu que se compreendessem as for&ccedil;as geopol&iacute;ticas que operaram, e que operam, nas sociedades contempor&acirc;neas. &Eacute; uma no&ccedil;&atilde;o muito vaga, que se encontra nos documentos oficiais da Unesco, nos escritos dos te&oacute;ricos da esquerda e nos dos &quot;doutrin&aacute;rios tecnocr&aacute;ticos&quot;, como Negroponte. Sobretudo, &eacute; uma ideia que traz consigo o risco de que sejam negados os recentes processos de reconfigura&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es do Estado, por muito tempo desaparecidos do horizonte cr&iacute;tico. Segundo esse mito, hoje, de um lado, estaria a sociedade civil e, do outro, os atores econ&ocirc;micos transnacionais, enquanto que o futuro nos reservaria apenas o choque entre essas duas for&ccedil;as.<\/p>\n<p>O que falta &eacute; o papel que o Estado desempenha e continuar&aacute; a desempenhar, que tenta se redefinir justamente a partir da discrep&acirc;ncia entre esses dois atores. Como vimos, &agrave; medida que o Estado refor&ccedil;a as fun&ccedil;&otilde;es do Ex&eacute;rcito, recupera o direito ao uso da for&ccedil;a e da viol&ecirc;ncia e se coloca de novo como regulador do sistema internacional, o mito do fim do Estado-na&ccedil;&atilde;o se choca com a evid&ecirc;ncia dos fatos.<\/p>\n<p>Mas continua existindo um perigo: que no novo intervencionismo do Estado ou nas nacionaliza&ccedil;&otilde;es dos bancos se reconhe&ccedil;a um elemento necessariamente positivo. O Estado regulador, pelo contr&aacute;rio, &eacute; um falso progresso: &eacute; verdade, precisamos de regras e deve-se regular o funcionamento dos circuitos banc&aacute;rios, mas, para que a regulamenta&ccedil;&atilde;o sirva verdadeiramente para revitalizar a democracia, deve ser associada a novos atores s&oacute;cio-pol&iacute;ticos, aqueles at&eacute; agora permaneceram exclu&iacute;dos. &Eacute; preciso reencontrar as ra&iacute;zes da soberania popular, porque, de outra forma, as novas formas de regulamenta&ccedil;&atilde;o tender&atilde;o inevitavelmente a refor&ccedil;ar o poder do Estado sobre os cidad&atilde;os.<\/p>\n<p>Devemos indicar novas formas de participa&ccedil;&atilde;o para a sociedade: se n&atilde;o as encontrarmos, a solu&ccedil;&atilde;o das grandes quest&otilde;es colocadas pela crise clim&aacute;tica, pela crise financeira (que &eacute; uma verdadeira crise de civiliza&ccedil;&atilde;o), pela crise alimentar, nos levar&aacute; rumo a sociedades ainda mais autorit&aacute;rias.<\/p>\n<p>* Tradu&ccedil;&atilde;o &#8211;  \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t-->Mois&eacute;s Sbardelotto &ndash; Instituto Humanitas Online <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Soci\u00f3logo fala sobre globaliza\u00e7\u00e3o, m\u00eddia e o novo papel do Estado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[1009],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22649"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22649"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22649\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22649"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22649"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22649"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}