{"id":22621,"date":"2009-03-23T18:56:59","date_gmt":"2009-03-23T18:56:59","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22621"},"modified":"2009-03-23T18:56:59","modified_gmt":"2009-03-23T18:56:59","slug":"movimento-quer-democratizar-mercado-fonografico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22621","title":{"rendered":"Movimento quer democratizar mercado fonogr\u00e1fico"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t-->N&atilde;o &eacute; de hoje que o mercado fonogr&aacute;fico vive uma realidade baseada em dois p&oacute;los bem distintos. De um lado, uma minoria de artistas fabricados pelas grandes gravadoras que obt&ecirc;m prest&iacute;gio ao serem reproduzidos em programas de grande audi&ecirc;ncia em emissoras de r&aacute;dio e TV e ocupam a maioria das prateleiras das lojas de discos. De outro, milh&otilde;es de m&uacute;sicos cada vez mais conhecidos por um disperso p&uacute;blico na internet buscando alternativas para viver da produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica.<\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos anos, este embate foi fortemente remodelado pelas mudan&ccedil;as por que passa o setor em raz&atilde;o da populariza&ccedil;&atilde;o das tecnologias de produ&ccedil;&atilde;o e da ascens&atilde;o da Internet como meio de distribui&ccedil;&atilde;o e consumo de m&uacute;sicas. Este cen&aacute;rio coloca em xeque o modelo de neg&oacute;cio das grandes gravadoras e abre um desafiador caminho para a cultura livre no mundo e no Brasil.<\/p>\n<p>Neste quadro, um conjunto de artistas e ativistas pretendem transformar incerteza em possibilidades, buscando alternativas &agrave; ditadura das grandes gravadoras e dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. Eles se reuniram em Bras&iacute;lia, no &uacute;ltimo dia 15, para iniciar a constru&ccedil;&atilde;o de um movimento denominado &ldquo;M&uacute;sica Para Baixar&rdquo; (MPB). De acordo com Fernando Anitelli, da Trupe Teatro M&aacute;gico, de S&atilde;o Paulo, uma das promotoras da atividade, a id&eacute;ia do MPB &eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de que a ind&uacute;stria cultural no Brasil se constituiu como um &ldquo;sistema muito engessado&rdquo;.<\/p>\n<p>Os integrantes do movimento MPB apostam na crise do modelo dominante para gerar formas mais democr&aacute;ticas de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sicas. Segundo dados da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Produtores de Discos, em 2007, a venda de fonogramas digitais via internet no mundo cresceu 40%, movimentando US$ 2,9 bilh&otilde;es e alcan&ccedil;ando cerca de 15% do mercado. J&aacute; no Brasil, o crescimento foi de 157% no mesmo ano, com este segmento arrecadando R$ 24,5 milh&otilde;es e chegando a 8% do mercado nacional.<\/p>\n<p>&ldquo;Embora esses n&uacute;meros pare&ccedil;am muito otimistas, os lucros auferidos pelas vendas digitais ainda n&atilde;o s&atilde;o suficientes para compensar os preju&iacute;zos das gravadoras nas vendas de suportes f&iacute;sicos como CDs ou DVDs&rdquo;, diz o professor Mauro Rocha C&ocirc;rtes, da Universidade Federal de S&atilde;o Carlos, no artigo &ldquo;A cauda longa e a mudan&ccedil;a do modelo de neg&oacute;cio no mercado fonogr&aacute;fico: reflex&otilde;es acerca do impacto das novas tecnologias &rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Um novo modelo para as novas tecnologias<br \/><\/strong><br \/>Na opini&atilde;o do rapper brasiliense Gog, que fez parte da mesa de abertura do evento do movimento MPB, a crise das gravadoras n&atilde;o transforma por si s&oacute; a rela&ccedil;&atilde;o desigual imposta pela ind&uacute;stria cultural no pa&iacute;s. &ldquo;Engana-se quem pensa que eles fecham no preju&iacute;zo. O Caribe est&aacute; garantido pra eles&rdquo;, brincou, referindo-se &agrave;s grandes corpora&ccedil;&otilde;es do mercado fonogr&aacute;fico.<\/p>\n<p>Por isso, acrescentou, &eacute; fundamental que o movimento MPB promova a uni&atilde;o de artistas para a constitui&ccedil;&atilde;o de um movimento cultural e pol&iacute;tico no Brasil. &ldquo;N&atilde;o temos que fazer m&uacute;sica independente. O Lenine falou em fundar a m&uacute;sica dependente brasileira, um dependendo do outro para nos fazermos fortes. Se n&oacute;s n&atilde;o tivermos um plano pol&iacute;tico para apresentar como proposta alternativa, ele [o capitalismo] vai nos engolir&rdquo;.<\/p>\n<p>O compositor ga&uacute;cho Richard Serraria sugeriu assuntos com os quais o movimento MPB deve se preocupar. &ldquo;Para avan&ccedil;armos, precisamos debater a persegui&ccedil;&atilde;o &agrave;s r&aacute;dios comunit&aacute;rias, a utiliza&ccedil;&atilde;o do creative commons [licen&ccedil;a que flexibiliza a gest&atilde;o dos direitos autorais], a gera&ccedil;&atilde;o de renda e a sustentabilidade dos agentes culturais e a internet como plataforma base&rdquo;. Ele acredita que a forma&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica dos m&uacute;sicos contribui para a transforma&ccedil;&atilde;o do setor. &ldquo;A principal quest&atilde;o &eacute; pensar de maneira cr&iacute;tica a ind&uacute;stria fonogr&aacute;fica, o monop&oacute;lio da m&iacute;dia de massa, o cerceamento da internet. A id&eacute;ia &eacute; lan&ccedil;ar o FMPB para pensar a m&uacute;sica, a economia da cultura e da criatividade dentro desse contexto&rdquo;, completou.<\/p>\n<p><strong>Economia solid&aacute;ria da cultura<br \/><\/strong><br \/>Para levar a cabo esta empreitada, um dos principais desafios &eacute; a reorganiza&ccedil;&atilde;o da cadeia produtiva e do modelo econ&ocirc;mico do setor musical. Por conta disso, o evento preocupou-se tamb&eacute;m em aproximar o debate da cultura livre das iniciativas e pr&aacute;ticas da economia solid&aacute;ria. Convidado para introduzir a perspectiva econ&ocirc;mica na discuss&atilde;o, Diones Manetti, diretor de fomento da Secretaria Nacional de Economia Solid&aacute;ria do Minist&eacute;rio do Trabalho e Emprego (Senaes-MTE), defendeu que estas duas pontas do debate estejam conectadas.<\/p>\n<p>&ldquo;N&oacute;s estamos convencidos de que a mudan&ccedil;a de um modelo de organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade, de mudan&ccedil;a da economia, passa por uma mudan&ccedil;a de padr&atilde;o cultural. Precisamos entrar na cultura para discutir valores&rdquo;, pontuou. Ele tamb&eacute;m incitou os m&uacute;sicos a pensarem maneiras alternativas de sustentabilidade, fundadas a partir dos princ&iacute;pios da economia solid&aacute;ria: coopera&ccedil;&atilde;o, autogest&atilde;o e solidariedade.<\/p>\n<p>Ainda que n&atilde;o se configurem a partir da l&oacute;gica da economia solid&aacute;ria, as gravadoras independentes s&atilde;o vistas por parte do meio musical como espa&ccedil;os que v&ecirc;m amadurecendo do ponto de vista criativo e organizacional, apresentando participa&ccedil;&atilde;o cada vez mais relevante no mercado musical. A ABMI (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da M&uacute;sica Independente) estima que cerca de 15 milh&otilde;es de discos independentes sejam vendidos anualmente no Brasil, o que corresponderia aproximadamente a 25% do mercado.<\/p>\n<p><strong>Direito autoral X liberdade do conhecimento<br \/><\/strong><br \/>Considerado uma das formas de garantir a sustentabilidade do artista, o direito autoral tamb&eacute;m foi foco do debate realizado em Bras&iacute;lia. Na opini&atilde;o de Rafael Oliveira, da Coordena&ccedil;&atilde;o de Direito Autoral do Minist&eacute;rio da Cultura (MinC), grande parte do abuso das gravadoras, editoras e produtoras, que algumas vezes conquistam at&eacute; 100% do direito autoral do artista, se d&aacute; pela falta de conhecimento. &ldquo;Muitos problemas poderiam ser resolvidos se houvesse um trabalho de forma&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o,  conscientizando o artista sobre os direitos relativos aos seus contratos&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Outro problema, na vis&atilde;o do Minist&eacute;rio, &eacute; o atual marco legal do setor (Lei 9610\/98), que n&atilde;o atende a realidade das novas tecnologias e mant&eacute;m o desequil&iacute;brio na rela&ccedil;&atilde;o entre autores e investidores\/intermedi&aacute;rios. A legisla&ccedil;&atilde;o referente ao direito autoral tamb&eacute;m foi criticada pela sua filosofia.<\/p>\n<p>Na opini&atilde;o de Andr&eacute; Caldas, militante do movimento de software livre, h&aacute; um problema no entendimento de que o autor deve lucrar posteriormente com sua obra. &quot;Acho que tudo poderia ser economicamente vi&aacute;vel se o autor vivesse de produzir, e n&atilde;o do monop&oacute;lio sobre o que foi produzido. No caso de software eu tenho certeza de que &eacute; poss&iacute;vel. Eu trabalho com software e recebo para produzi-lo. N&atilde;o tenho nenhuma esperan&ccedil;a de ficar rico coletando ped&aacute;gio de todos os que usufruir&atilde;o do meu trabalho. J&aacute; recebi, j&aacute; estou satisfeito. Quanto mais a sociedade se beneficiar do meu trabalho, melhor&quot;, exemplificou.<\/p>\n<p>Everton Rodrigues, da Associa&ccedil;&atilde;o de Software Livre (ASL), argumentou que a sociedade em rede &eacute; baseada no compartilhamento e na apropria&ccedil;&atilde;o da cultura de forma livre e descentralizada, contribuindo para potencializar o acesso e o desenvolvimento do conhecimento da humanidade. &ldquo;&Eacute; uma metodologia que deu certo na tecnologia. Queremos levar essa pr&aacute;tica para outras &aacute;reas da sociedade, inclusive para a m&uacute;sica&rdquo;. Rodrigues tamb&eacute;m sugeriu que os militantes do movimento de software livre contribuam com a distribui&ccedil;&atilde;o e a difus&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o musical livre. &ldquo;Podemos montar servidores com ferramentas de gest&atilde;o para hospedagem e streaming [tecnologia utilizada para ouvir m&uacute;sicas na Internet] de m&uacute;sicas livres&rdquo;.<\/p>\n<p>O desafio da distribui&ccedil;&atilde;o e da difus&atilde;o tamb&eacute;m foi colocado por Adriano de &Acirc;ngelis, funcion&aacute;rio da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC). Ele lembrou que as TVs Comunit&aacute;rias, Educativas, Universit&aacute;rias e P&uacute;blicas tamb&eacute;m passam por dificuldades em raz&atilde;o das limita&ccedil;&otilde;es da ind&uacute;stria musical e teriam grande interesse em conte&uacute;dos livres. &ldquo;Temos que organizar esse di&aacute;logo, propor estrategicamente algumas parcerias e definir quais modelos de colabora&ccedil;&atilde;o seriam poss&iacute;veis&rdquo;, apontou. De &Acirc;ngelis tamb&eacute;m indicou como uma a&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel a constru&ccedil;&atilde;o de ferramentas pr&oacute;prias de divulga&ccedil;&atilde;o dos artistas, principalmente na Internet.<\/p>\n<p><strong>Internet sob controle do mercado e do Estado<\/strong><\/p>\n<p>Fernando Rosa, conhecido no meio musical como Senhor F, concordou com a necessidade de ferramentas pr&oacute;prias e denunciou o controle por parte dos grandes oligop&oacute;lios da ind&uacute;stria cultural de servidores at&eacute; ent&atilde;o &ldquo;livres&rdquo; e que durante algum tempo contribu&iacute;ram como espa&ccedil;o de divulga&ccedil;&atilde;o da m&uacute;sica independente, como o MySpace e o Youtube.<\/p>\n<p>&ldquo;O MySpace fechou um acordo com as quatro majors [EMI, SONY-BMG Music, Universal Music e Warner Music] e virou uma grande vitrine para as mesmas bandas de sempre patrocinadas pela ind&uacute;stria &#39;jabazeira&#39; [termo usado em refer&ecirc;ncia ao &#39;jab&aacute;&#39;, pagamento feito por uma gravadora a uma esta&ccedil;&atilde;o de r&aacute;dio para divulga&ccedil;&atilde;o de um determinado artista]&rdquo;, lamentou.<\/p>\n<p>Segundo Rosa, a disputa &eacute; &ldquo;pesada&rdquo;, uma vez que os monop&oacute;lios da ind&uacute;stria fonogr&aacute;fica deixaram de ser estruturados a partir de redes de r&aacute;dios e TVs nacionais, incorporando meios de alcance global, como o MySpace e o YouTube. Com isso, os sistema comandado pelas majors &ldquo;se tornar&aacute; um cartel muito mais poderoso&rdquo;. Ele defendeu a cria&ccedil;&atilde;o de alternativas, uma &ldquo;guerrilha digital&rdquo;, bem como a interven&ccedil;&atilde;o nos marcos legais gerais para garantir liberdade na rede.<\/p>\n<p>Outra tentativa de controle da Internet citada no encontro foi o substitutivo do projeto de Lei 89\/2003, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que ficou conhecido como &ldquo;Projeto de Combate ao Cibercrimes&rdquo;. Aprovado no Senado Federal, o texto dever&aacute; ser votado em breve na C&acirc;mara dos Deputados. Os participantes se mostraram preocupados com mecanismos previstos no projeto que abrem a possibilidade de criminaliza&ccedil;&atilde;o de diversas pr&aacute;ticas importantes na cibercultura, al&eacute;m de comprometer iniciativas de democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso da Rede Mundial de Computadores.<\/p>\n<p><strong>Pr&oacute;ximos passos<br \/><\/strong><br \/>Para os organizadores da atividade, a expectativa &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o de um movimento que envolva artistas e ativistas a partir da converg&ecirc;ncia de pautas e experi&ecirc;ncias. Est&aacute; prevista uma atividade ampliada do movimento no F&oacute;rum Internacional de Software Livre (FISL), que acontecer&aacute; em junho em Porto Alegre, e encontros regionais em outros estados brasileiros. Fabr&iacute;cio Noronha, da banda capixaba Sol na Garganta do Futuro, anunciou que ir&aacute; propor um encontro do movimento MPB durante o F&oacute;rum de M&iacute;dia Livre, que deve ocorrer em agosto na cidade de Vit&oacute;ria (ES).<\/p>\n<p>&ldquo;Precisamos agora ampliar o debate, agregar gente. Vamos promover encontros regionais aproveitando a circula&ccedil;&atilde;o dos grupos envolvidos no F&oacute;rum e eventos correlatos visando shows conjuntos, festivais, encontros, debates, oficinas em universidades, Pontos de Cultura e Casas Brasil, fortalecendo experi&ecirc;ncias coletivas e colaborativas para al&eacute;m da Internet&rdquo;, disse.<\/p>\n<p>Ao final, os participantes aprovaram um conjunto de a&ccedil;&otilde;es a serem encaminhadas desde j&aacute;, entre as quais: construir espa&ccedil;os e atividades de forma&ccedil;&atilde;o para artistas sobre a legisla&ccedil;&atilde;o cultural; construir servidores com ferramentas de gest&atilde;o para hospedagem de streaming conte&uacute;dos livres; combater o controle da internet e defender a internet p&uacute;blica com controle social; lutar por um novo arranjo produtivo da cultura; envolver-se na agenda da aprova&ccedil;&atilde;o da lei de controle da internet; defender a criminaliza&ccedil;&atilde;o do jab&aacute;; articular o Festival M&uacute;sica Para Baixar Porto Alegre durante o FISL e convocar ativistas e artistas para participar das etapas estaduais e nacional da Conferencia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reuni\u00e3o realizada em Bras\u00edlia marcou o in\u00edcio do movimento &#8220;M\u00fasica para Baixar&#8221; (MPB). Grupos querem usar a Internet para criar modelo alternativo ao dominado pelas grandes corpora\u00e7\u00f5es fonogr\u00e1ficas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[1004],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22621"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22621"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22621\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22621"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22621"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22621"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}