{"id":22602,"date":"2009-03-13T17:17:38","date_gmt":"2009-03-13T17:17:38","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22602"},"modified":"2009-03-13T17:17:38","modified_gmt":"2009-03-13T17:17:38","slug":"organizacoes-discutem-desigualdade-de-genero-na-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22602","title":{"rendered":"Organiza\u00e7\u00f5es discutem desigualdade de g\u00eanero na m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">Com alegria, expectativas positivas e compromisso com a luta pela mudan&ccedil;a na vida das mulheres, foi aberto na noite desta quinta-feira (12), em S&atilde;o Paulo, o Semin&aacute;rio Nacional &ldquo;O Controle Social da Mulher na M&iacute;dia&rdquo;. At&eacute; este domingo, mais de 150 mulheres de todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s e de diferentes movimentos estar&atilde;o reunidas para discutir a urg&ecirc;ncia de transforma&ccedil;&otilde;es no cen&aacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s, de forma a garantir que a pluralidade e a diversidade das mulheres esteja representada na TV.<\/p>\n<p>&ldquo;Nossa id&eacute;ia &eacute; desestruturar o monop&oacute;lio do &#39;partido &uacute;nico da m&iacute;dia machista&#39;. A m&iacute;dia imp&otilde;e conceitos, rebaixa a auto-estima e nos trata como barbies. Rebaixa a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o, refor&ccedil;a preconceitos e faz isso atendendo a demandas internacionais e nacionais, padronizando a gente para reproduzir pap&eacute;is estereotipados e consumir o que lhes interessa&rdquo;, afirmou Rachel Moreno, do Observat&oacute;rio da Mulher e da Articula&ccedil;&atilde;o Mulher &amp; M&iacute;dia, rede proponente do semin&aacute;rio.<\/p>\n<p>Para ela, &eacute; fundamental buscar apoio contra o gigantesco poder dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o nos segmentos aliados, processando anunciantes ou intimando e exigindo direitos de resposta, para tentar sensibilizar a sociedade como um todo. Afinal, as mulheres pertencem a um segmento que representa 52% da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s. &ldquo;Vamos discutir organiza&ccedil;&atilde;o, n&uacute;cleos e programas de a&ccedil;&atilde;o para montar nossa alian&ccedil;a, tentando sensibilizar os &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos&rdquo;, explicou a ativista.<\/p>\n<p>Para Bete Pereira, que representou a ministra da Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para as Mulheres, Nilc&eacute;a Freire, h&aacute; uma grande intersec&ccedil;&atilde;o da quest&atilde;o feminista com as reivindica&ccedil;&otilde;es de outros setores, em particular quando a discuss&atilde;o remete &agrave; fun&ccedil;&atilde;o social da m&iacute;dia, que quase sempre contribui para estimular a viol&ecirc;ncia contra a mulher. <\/p>\n<p>&ldquo;A educa&ccedil;&atilde;o hoje reproduz estere&oacute;tipos da mulher que estimulam a discrimina&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero e a viol&ecirc;ncia contra a mulher. Vemos esse evento como um apoio que pode contribuir para consolidar as a&ccedil;&otilde;es j&aacute; existentes e para ajudar a exercer um controle maior sobre a m&iacute;dia. Essa parceria e esse compromisso s&atilde;o fundamentais para que a Secretaria possa exercer seu papel de poder p&uacute;blico&rdquo;, concluiu.<\/p>\n<p>Para a representante da SEPM, o essencial n&atilde;o &eacute; apenas a pauta que ser&aacute; discutida durante o encontro, mas a articula&ccedil;&atilde;o de uma rede de controle social sobre a imagem da mulher na m&iacute;dia. Ela exortou as participantes a se colocarem com mais veem&ecirc;ncia, pois somente o &ldquo;esse trabalho conjunto &eacute; que vai dar resultados&rdquo;.<\/p>\n<p>A Secretaria-Geral da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica tamb&eacute;m afirmou seu compromisso com o semin&aacute;rio: &ldquo;Esperamos que deste semin&aacute;rio saia uma pauta definida de como as mulheres gostariam que as suas quest&otilde;es fossem tratadas&rdquo;, afirmou Quenes Gonzaga, que representou o ministro Luiz Dulci.<\/p>\n<p><strong>Emo&ccedil;&atilde;o e Alto Astral<\/strong><\/p>\n<p>Ap&oacute;s os pronunciamentos da mesa de abertura, a palavra foi aberta &agrave;s participantes, que deram um show de alto astral, antecipando o clima que o semin&aacute;rio promete.&nbsp; <\/p>\n<p>Vera Daisy Barcellos, da Rede Feminista de Sa&uacute;de, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, de Porto Alegre (RS), lembrou o esfor&ccedil;o empreendido por todas para a realiza&ccedil;&atilde;o do evento. A ela se seguiram depoimentos emocionados de diversas participantes, como Leide Cardoso Neves, do Coletivo de Mulheres Negras Esperan&ccedil;a Garcia, de Teresina (PI), e Rejane Soares, do Coletivo de Negras Feministas da Amaz&ocirc;nia (AP), que destacou a grande presen&ccedil;a das mulheres negras no encontro, fruto do trabalho do movimento.<\/p>\n<p>Iraildes Torres, da Universidade Federal do Amazonas, pontuou o trabalho com as mulheres ind&iacute;genas em seu estado: &ldquo;As mulheres ind&iacute;genas tamb&eacute;m s&atilde;o discriminadas pela m&iacute;dia, s&atilde;o vistas como seres ex&oacute;ticos&rdquo;, lembrou. Rita de C&aacute;ssia Ramalho de Mendon&ccedil;a, de Nova Friburgo (RJ), afirmou estar emocionada em participar do evento. &ldquo;H&aacute; seis anos consegui sair de uma situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia e essa hoje &eacute; uma das minhas principais motiva&ccedil;&otilde;es para lutar e participar do movimento&rdquo;.<\/p>\n<p>A noite terminou com a apresenta&ccedil;&atilde;o de Athiely Santos, militante do movimento hip-hop. Ela cantou um rap que agitou as participantes. O tema era &quot;por outra imagem da mulher na m&iacute;dia, sempre&quot;.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com alegria, expectativas positivas e compromisso com a luta pela mudan&ccedil;a na vida das mulheres, foi aberto na noite desta quinta-feira (12), em S&atilde;o Paulo, o Semin&aacute;rio Nacional &ldquo;O Controle Social da Mulher na M&iacute;dia&rdquo;. 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