{"id":22581,"date":"2009-03-04T16:51:23","date_gmt":"2009-03-04T16:51:23","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22581"},"modified":"2009-03-04T16:51:23","modified_gmt":"2009-03-04T16:51:23","slug":"mercado-publicitario-cresce-128-em-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22581","title":{"rendered":"Mercado publicit\u00e1rio cresce 12,8% em 2008"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"padrao\">A forte desacelera&ccedil;&atilde;o da economia brasileira em novembro e dezembro n&atilde;o foi suficiente para comprometer o desempenho do mercado publicit&aacute;rio no ano. Fechados os n&uacute;meros do Projeto Inter-Meios relativos a 2008, o total de investimento publicit&aacute;rio registrou crescimento de 12,8% em rela&ccedil;&atilde;o a 2007, chegando a R$ 29,4 bilh&otilde;es (ou US$ 16,2 bilh&otilde;es). O c&aacute;lculo j&aacute; inclui as verbas destinadas &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as publicit&aacute;rias. <\/p>\n<p> Se descontada a infla&ccedil;&atilde;o medida pelo &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA, usado pelo governo para fixar a meta de infla&ccedil;&atilde;o anual), o crescimento real foi de 6,7%. Com esse resultado, o mercado brasileiro passa a figurar entre os cinco maiores do mundo, ao lado dos Estados Unidos, Jap&atilde;o, Alemanha e Reino Unido (considerando-se os dados referentes a 2007 sobre o mercado publicit&aacute;rio mundial, de acordo com relat&oacute;rio da ZenithOptimedia). <\/p>\n<p>O Projeto Inter-Meios mede os investimentos feitos em m&iacute;dia pelos anunciantes, a partir de dados fornecidos pelos pr&oacute;prios ve&iacute;culos, que informam aos auditores da PricewaterhouseCoopers seus n&uacute;meros de faturamento. Atualmente participam do projeto 399 empresas de comunica&ccedil;&atilde;o, que recebem cerca de 90% das verbas investidas em m&iacute;dia no Pa&iacute;s. A partir da&iacute; &eacute; calculado o valor dos 10% restantes e acrescido o investimento na produ&ccedil;&atilde;o das pe&ccedil;as publicit&aacute;rias, estimado em 19% do bolo publicit&aacute;rio total. <\/p>\n<p>A Olimp&iacute;ada de Pequim e as elei&ccedil;&otilde;es municipais, aliadas ao bom desempenho da economia ao longo de dez dos 12 meses do ano, foram os principais fatores que contribu&iacute;ram para o resultado positivo. Vale destacar que, no acumulado dos tr&ecirc;s primeiros trimestres de 2008, o mercado registrava crescimento m&eacute;dio de 15,8%. Os primeiros a sentir os efeitos da crise foram jornais e revistas, que apresentaram desempenho negativo j&aacute; em novembro. Em dezembro, a mar&eacute; vazante pegou tamb&eacute;m cinema e guias e listas, sendo que os demais meios sentiram a desacelera&ccedil;&atilde;o do crescimento que vinham experimentando. <\/p>\n<p>Para 2009, os progn&oacute;sticos est&atilde;o cautelosos. Os n&uacute;meros iniciais s&atilde;o positivos, mas &eacute; bom lembrar que o primeiro trimestre suscita expectativas mais modestas. Executivos de ve&iacute;culos avaliam que o grande teste ser&aacute; mesmo o segundo trimestre, que vem carregado de datas comerciais significativas, como Dia das M&atilde;es, dos Namorados e P&aacute;scoa. <\/p>\n<p><strong>A fatia de cada um <\/strong><\/p>\n<p>Para o mercado publicit&aacute;rio o ano passado foi &oacute;timo, pelo menos at&eacute; outubro. O meio que mais cresceu, a exemplo do que tem acontecido nos &uacute;ltimos cinco anos, foi a internet, com 44,2%. Em segundo lugar aparece a TV por assinatura, com 25,5%. Mas quem continua com a maior parte do bolo (58,8%) &eacute; a TV aberta, que apresentou crescimento em linha com a m&eacute;dia do mercado. Em valores, o meio faturou R$ 12,6 bilh&otilde;es no ano passado, 12% a mais que os R$ 11,2 bilh&otilde;es de 2007. <\/p>\n<p>O diretor nacional de vendas do SBT, Henrique Casciato, garante que 2008 foi muito bom para a emissora, com crescimento de 13% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior. Segundo ele, o SBT n&atilde;o sentiu os efeitos da crise em novembro e dezembro. &quot;Come&ccedil;amos com o p&eacute; direito em 2009, tivemos um &oacute;timo primeiro bimestre, ultrapassamos a meta determinada. Se formos projetar por compromissos j&aacute; acordados para 2009, teremos um bom ano&quot;, comemora. <\/p>\n<p>Em situa&ccedil;&atilde;o de empate t&eacute;cnico, r&aacute;dio e cinema registraram o terceiro maior &iacute;ndice de crescimento entre todos os meios, com 17,6% e 17,5%, respectivamente. Entretanto, o cinema, com R$ 88,3 milh&otilde;es de faturamento, corresponde a apenas 0,4% do total de verbas publicit&aacute;rias, enquanto que o r&aacute;dio, com R$ 902,4 milh&otilde;es, garante uma fatia de 4,2%, percentual que vem se mantendo est&aacute;vel nos &uacute;ltimos quatro anos. <\/p>\n<p>O resultado do r&aacute;dio est&aacute; em linha com o esperado, na opini&atilde;o de Jos&eacute; Luiz Nascimento Silva, diretor de mercado e novos neg&oacute;cios do Sistema Globo de R&aacute;dio. Ele lembra que o meio apresentou crescimento superior a 25% no primeiro semestre. &quot;O fantasma da crise, a partir de outubro de 2008, provocou retra&ccedil;&atilde;o nos investimentos, deteriorando este crescimento e fechando o ano com 18%, aproximadamente. O desempenho do Sistema Globo de R&aacute;dio em 2008 foi em linha com o crescimento do bolo publicit&aacute;rio na regi&atilde;o Sudeste&quot;, afirma. <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m Marcelo Silveira, vice-presidente da Kinomaxx (que comercializa espa&ccedil;os publicit&aacute;rios em salas de cinema), considera que os n&uacute;meros do meio ficaram dentro do esperado. Sua empresa, que vinha bem at&eacute; outubro, sentiu o impacto da crise e acabou o ano empatando com o faturamento do ano anterior. &quot;V&aacute;rios clientes que costumavam anunciar no fim do ano reduziram investimentos em cinema e outros n&atilde;o fizeram nada&quot;, comenta. <\/p>\n<p>A previs&atilde;o &eacute; de muito trabalho para fechar neg&oacute;cios em 2009. &quot;No come&ccedil;o do ano costumamos vender pacotes de m&iacute;dia antecipados, mas percebemos que as empresas est&atilde;o procurando evitar comprometer suas verbas com anteced&ecirc;ncia, preferindo fechar neg&oacute;cios m&ecirc;s a m&ecirc;s&quot;, explica. <\/p>\n<p><strong>No vermelho <br \/><\/strong><br \/>Das m&iacute;dias pesquisadas pelo Projeto Inter-Meios, apenas Guias e Listas teve decr&eacute;scimo de investimento &#8211; foram R$ 463 milh&otilde;es em 2008, 8% menos que os R$ 493 milh&otilde;es do ano anterior. Com isso, a participa&ccedil;&atilde;o do meio caiu para 2,2% do total. &quot;O resultado n&atilde;o foi o que esper&aacute;vamos. T&iacute;nhamos uma expectativa de crescimento e n&atilde;o de empate da receita, como foi o caso da Oesp M&iacute;dia&quot;, admite Carlos Alberto Pires, diretor-geral da empresa. <\/p>\n<p>Segundo ele, o fato que influenciou esse resultado foi a inadimpl&ecirc;ncia dos anunciantes, que ficou na casa dos 13%, ante os 6% a 8% estimados inicialmente. &quot;No ramo de guias e listas isso nos deixa vulner&aacute;veis demais, pois n&atilde;o termos como tirar da publica&ccedil;&atilde;o o an&uacute;ncio do cliente que n&atilde;o nos paga&quot;, lamenta, ao adiantar que o m&ecirc;s de novembro foi &quot;o pior da hist&oacute;ria&quot; da Oesp M&iacute;dia e que dezembro foi bom, mas n&atilde;o o suficiente para compensar a queda do m&ecirc;s anterior. <\/p>\n<p>&quot;Janeiro apresentou crescimento de 25% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado. Foi fant&aacute;stico e ficamos muito otimistas, por&eacute;m fevereiro estava abaixo do esperado. Como 90% da nossa receita adv&ecirc;m das pequenas e m&eacute;dias empresas e nosso contrato &eacute; de 12 parcelas, nosso quadro de vendas ter&aacute; a miss&atilde;o de vender com crise ou sem crise&quot;, afirma.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A forte desacelera&ccedil;&atilde;o da economia brasileira em novembro e dezembro n&atilde;o foi suficiente para comprometer o desempenho do mercado publicit&aacute;rio no ano. Fechados os n&uacute;meros do Projeto Inter-Meios relativos a 2008, o total de investimento publicit&aacute;rio registrou crescimento de 12,8% em rela&ccedil;&atilde;o a 2007, chegando a R$ 29,4 bilh&otilde;es (ou US$ 16,2 bilh&otilde;es). 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