{"id":22576,"date":"2009-03-03T18:32:11","date_gmt":"2009-03-03T18:32:11","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22576"},"modified":"2009-03-03T18:32:11","modified_gmt":"2009-03-03T18:32:11","slug":"as-midias-e-os-espacos-educativos-qual-relacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22576","title":{"rendered":"As m\u00eddias e os espa\u00e7os educativos: qual rela\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p class=\"padrao\"><!--  \/* Font Definitions *\/  @font-face \t{font-family:\"Cambria Math\"; \tpanose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; \tmso-font-charset:0; \tmso-generic-font-family:roman; \tmso-font-pitch:variable; \tmso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;}  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-unhide:no; \tmso-style-qformat:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:12.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\",\"serif\"; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} .MsoChpDefault \t{mso-style-type:export-only; \tmso-default-props:yes; \tfont-size:10.0pt; \tmso-ansi-font-size:10.0pt; \tmso-bidi-font-size:10.0pt;} @page Section1 \t{size:595.3pt 841.9pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:35.4pt; \tmso-footer-margin:35.4pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} -->Precisamos avan&ccedil;ar em rela&ccedil;&atilde;o ao discurso de que as m&iacute;dias precisam entrar nos espa&ccedil;os educativos e estes precisam acompanhar o cen&aacute;rio de centralidade da comunica&ccedil;&atilde;o nos dias de hoje. Este acompanhamento, em geral, diz respeito &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de disciplinas ou programas que levem para os educandos n&atilde;o apenas as m&iacute;dias enquanto instrumentos, mas tamb&eacute;m a nova forma de constru&ccedil;&atilde;o do pensamento e do conhecimento que a centralidade da comunica&ccedil;&atilde;o &#8211; aliada ao avan&ccedil;o das novas tecnologias &#8211; traz como desafios para a escola e para os espa&ccedil;os de educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-escolar.<\/p>\n<p>A verdade &eacute; que as m&iacute;dias j&aacute; invadiram os espa&ccedil;os educativos. &Eacute; necess&aacute;rio avaliarmos de que forma elas os ocupam. &Eacute; preciso desnaturalizar, desfragmentar e historicizar a presen&ccedil;a das m&iacute;dias (e da l&oacute;gica comunicacional) nestes espa&ccedil;os. S&oacute; assim conseguiremos pensar a chegada destes meios (e de todo o lastro que eles carregam) nestes ambientes de maneira consequente. Trata-se, basicamente, de exercer a cr&iacute;tica sobre um processo que j&aacute; est&aacute; em curso.<\/p>\n<p>Desnaturalizar &eacute; preciso, porque, sim, vivemos em um mundo midi&aacute;tico e midiatizado, mas se n&atilde;o pensarmos de que forma queremos que a educa&ccedil;&atilde;o aborde este mundo e se insira nele, corremos o risco de promover uma forma&ccedil;&atilde;o que o reproduz, o conduz e n&atilde;o o v&ecirc; com postura anal&iacute;tica e cr&iacute;tica, buscando intervir em seus rumos.<\/p>\n<p>Desfragmentar &eacute; preciso, porque n&atilde;o &eacute; suficiente fazer a cr&iacute;tica dos conte&uacute;dos e produzir m&iacute;dias alternativas &ndash; ou, no caso da educa&ccedil;&atilde;o escolar, m&iacute;dias escolares. &Eacute; necess&aacute;rio avan&ccedil;ar para o debate da estrutura das comunica&ccedil;&otilde;es e das pol&iacute;ticas que est&atilde;o em jogo (e em constru&ccedil;&atilde;o, no caso do Brasil).<\/p>\n<p>Historicizar &eacute; preciso para dar conta das outras duas necessidades: contextualizando e pensando a interven&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia nos sujeitos e na rela&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e da cultura comunicacional com as demais matrizes de cultura. Desta forma, podemos chegar a uma an&aacute;lise completa do objeto em quest&atilde;o.<\/p>\n<p>&Eacute; preciso pontuar que a &ecirc;nfase do discurso do &ldquo;atraso&rdquo; em rela&ccedil;&atilde;o aos novos meios e formas de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre na escola. No entanto &ndash; e &eacute; preciso pesquisar estes dados &#8211; hoje em dia, s&atilde;o cada vez mais numerosos os programas informais e projetos de ONGs e movimentos que trabalham a quest&atilde;o das m&iacute;dias, especialmente com crian&ccedil;as e adolescentes.<\/p>\n<p>Nestes espa&ccedil;os &ndash; e tamb&eacute;m nas escolas &ndash; s&atilde;o m&uacute;ltiplas as formas de presen&ccedil;a dos instrumentos de m&iacute;dia. E muito mais variadas s&atilde;o as maneiras de interpretar a sua determina&ccedil;&atilde;o no nosso modo de vida atual.<\/p>\n<p><strong>Uma nova cultura, comunicacional<\/strong><\/p>\n<p>A&iacute;, voc&ecirc;s v&atilde;o me perguntar: mas os meios de comunica&ccedil;&atilde;o sempre foram usados na escola? Foram e s&atilde;o especialmente utilizados como instrumentos de educa&ccedil;&atilde;o popular. Sim, mas a grande diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o aos dias de hoje &eacute; que estas m&iacute;dias deixaram de ser apenas suportes. Com o advento da internet e das novas tecnologias, e a populariza&ccedil;&atilde;o (ainda que inconclusa, em fun&ccedil;&atilde;o do grande n&uacute;mero de exclu&iacute;dos digitais no pa&iacute;s) do microcomputador e dos celulares, a rela&ccedil;&atilde;o com a comunica&ccedil;&atilde;o mudou.<\/p>\n<p>Mudou a forma que constru&iacute;mos o pensamento e o conhecimento. A comunica&ccedil;&atilde;o segue tendo sua materialidade nos meios, mas age fundamentalmente na subjetividade das pessoas. As m&iacute;dias s&atilde;o uma nova institui&ccedil;&atilde;o de socializa&ccedil;&atilde;o, que &eacute; t&atilde;o central na forma&ccedil;&atilde;o dos sujeitos contempor&acirc;neos quanto a escola, a fam&iacute;lia, o trabalho, a religi&atilde;o, etc.<\/p>\n<p>O fato &eacute; que, por ocuparem esta centralidade, os meios e a m&iacute;dia (entendida enquanto esta nova matriz de cultura) entraram na escola e nos espa&ccedil;os educativos de forma &ldquo;natural&rdquo;. Afinal de contas, &eacute; dever da educa&ccedil;&atilde;o acompanhar estas tend&ecirc;ncias, e formar indiv&iacute;duos preparados para lidar com a contemporaneidade e com o mundo cada vez mais interconectado, computadorizado, eletr&ocirc;nico e de linguagens cada vez mais cifradas por novos c&oacute;digos que este cen&aacute;rio traz &agrave; cena.<\/p>\n<p>Pois bem. A escola e os ambientes educativos em geral precisam formar indiv&iacute;duos capazes de entender, interpretar e dialogar com esta realidade. No entanto, de que maneira a comunica&ccedil;&atilde;o est&aacute; entrando nos espa&ccedil;os educativos? Vou buscar fazer um breve (e necessariamente incompleto) arrazoado a partir de algumas formas que conheci ou presenciei ou mesmo apliquei, enquanto metodologia, com grupos de jovens estudantes ou participantes de projetos.<\/p>\n<p><strong>M&iacute;dias na educa&ccedil;&atilde;o: que rela&ccedil;&atilde;o?<\/strong><\/p>\n<p>Uma primeira abordagem para a presen&ccedil;a das m&iacute;dias na educa&ccedil;&atilde;o seria aquela mais funcionalista, das tecnologias no ambiente educativo (ou na sala de aula), que est&aacute; situada no campo da did&aacute;tica. Consiste, basicamente, no uso de m&iacute;dias para melhorar a performance do educador. Encontra varia&ccedil;&otilde;es, como, por exemplo, a educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia.<\/p>\n<p>Uma outra possibilidade &eacute; a da chamada alfabetiza&ccedil;&atilde;o digital, cujo nome denota o que vem a ser: a forma&ccedil;&atilde;o na linguagem dos computadores e softwares.<\/p>\n<p>Uma corrente de pensamento conhecida como pedagogia da comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma terceira possibilidade de interpretar a rela&ccedil;&atilde;o entre comunica&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o. Mais ampla, esta rela&ccedil;&atilde;o estaria no &acirc;mbito de ambas enquanto processos de socializa&ccedil;&atilde;o. Concebe a educa&ccedil;&atilde;o como processo comunicativo e a comunica&ccedil;&atilde;o como processo educativo, explorando campos mais te&oacute;ricos da quest&atilde;o e propondo uma rela&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica entre educador e educando. Na realidade, um modo de ver a rela&ccedil;&atilde;o entre educa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, que pode ser entendido como fundamenta&ccedil;&atilde;o dos demais que listarei a seguir.<\/p>\n<p>A educomunica&ccedil;&atilde;o &eacute;, certamente, um dos conceitos mais difundidos entre todas estas concep&ccedil;&otilde;es da rela&ccedil;&atilde;o entre m&iacute;dia e educa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o vem ao caso aqui explorar seu surgimento e sua trajet&oacute;ria, mas apenas buscar entender de que maneira associa as duas &aacute;reas, inclusive gerando uma nova nomenclatura, que terminou sendo aplicada a todo tipo de reflex&atilde;o sobre a sua uni&atilde;o enquanto um terceiro campo.<\/p>\n<p>Os estudiosos apontam que ele n&atilde;o se trata de educa&ccedil;&atilde;o, tampouco de comunica&ccedil;&atilde;o, mas de um terceiro processo, que se d&aacute; nos chamados ambientes educomunicativos. Re&uacute;ne a produ&ccedil;&atilde;o participativa de m&iacute;dia &#8211; ou educa&ccedil;&atilde;o para a m&iacute;dia, que entende que a produ&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o oferece uma vis&atilde;o do processo e um entendimento mais cr&iacute;tico da m&iacute;dia &#8211; e a leitura cr&iacute;tica das m&iacute;dias.<\/p>\n<p>Trata-se, grosso modo, da forma&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia para a a&ccedil;&atilde;o, entendendo a m&iacute;dia como um objeto a ser analisado criticamente e tamb&eacute;m como instrumento para a a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Neste campo, est&atilde;o as conhecidas m&iacute;dias escolares, como jornais de escola, r&aacute;dios, etc. Em S&atilde;o Paulo, um exemplo cl&aacute;ssico &eacute; o projeto Educom.r&aacute;dio, que, entre 2001 e 2004, realizou em todas as escolas de ensino fundamental da capital uma capacita&ccedil;&atilde;o para o uso da linguagem radiof&ocirc;nica e de equipamentos de r&aacute;dio.<\/p>\n<p>Ainda &eacute; poss&iacute;vel uma outra chave de leitura: a da educa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica para a m&iacute;dia. Esta consiste na produ&ccedil;&atilde;o participativa da m&iacute;dia aliada &agrave; leitura cr&iacute;tica. A diferen&ccedil;a &eacute; que aqui entra o ingrediente de pensar politicamente a comunica&ccedil;&atilde;o e sua rela&ccedil;&atilde;o com as demais institui&ccedil;&otilde;es e matrizes de cultura.<\/p>\n<p>Seria a forma&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia comunicativa na a&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica. Um exemplo &eacute; a Revista Vira&ccedil;&atilde;o, iniciativa de uma ONG de S&atilde;o Paulo, que &eacute; produzida por jovens e que &ndash; entre outros temas &ndash; discute a quest&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o como direito, da democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, do software livre e de tantas outras quest&otilde;es pol&iacute;ticas da &aacute;rea, como a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa das obras audiovisuais, tema intimamente relacionado ao direito das crian&ccedil;as e adolescentes.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da leitura cr&iacute;tica, h&aacute; uma vis&atilde;o de que, produzindo comunica&ccedil;&atilde;o, os jovens est&atilde;o se contrapondo a um cen&aacute;rio de concentra&ccedil;&atilde;o e monop&oacute;lio dos meios, produzindo comunica&ccedil;&atilde;o alternativa. Ou seja, esta vertente encampa a leitura cr&iacute;tica dos conte&uacute;dos (veiculados pelas m&iacute;dias), da estrutura (do cen&aacute;rio das comunica&ccedil;&otilde;es, monop&oacute;lios, concentra&ccedil;&atilde;o dos meios) e das pol&iacute;ticas de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Criticar e avan&ccedil;ar<\/strong><\/p>\n<p>Estas linhas, correntes de pensamento ou chaves de leitura n&atilde;o se relacionam hierarquicamente. Mas se relacionam. E ainda deixam muitas brechas. Ou seja, n&atilde;o d&atilde;o conta de todo o espectro de possibilidades da rela&ccedil;&atilde;o entre a educa&ccedil;&atilde;o e este mundo de m&iacute;dia em que vivemos.<\/p>\n<p>Mas nos oferecem um mosaico. E ele nos aponta que, na realidade, as rela&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e pr&aacute;ticas entre educa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, m&iacute;dias e escola, meios e espa&ccedil;os educativos ainda est&atilde;o em constru&ccedil;&atilde;o. Mais do que isso, est&atilde;o em disputa. Minha sugest&atilde;o &eacute; de que reflitamos. Exer&ccedil;amos a cr&iacute;tica. Desnaturalizemos e desfragmentemos estes v&iacute;nculos e pensemos como deve ser esta educa&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica ou comunicacional.<\/p>\n<p>Esta atitude diz respeito a investigar como deve ser uma educa&ccedil;&atilde;o que responda aos desafios de uma contemporaneidade h&iacute;brida, mesclada e inconclusa. Eis um papel que deve ser exercido por n&oacute;s, educadores, pesquisadores e comunicadores. Pois o risco &eacute; nos tornarmos &ndash; e formarmos &ndash; meros reprodutores.<\/p>\n<p><em>Michelle Prazeres &eacute; jornalista, doutoranda em Educa&ccedil;&atilde;o pela FE-USP. Assessora de comunica&ccedil;&atilde;o da ONG A&ccedil;&atilde;o Educativa e da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de ONGs &ndash; ABONG. <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Precisamos avan&ccedil;ar em rela&ccedil;&atilde;o ao discurso de que as m&iacute;dias precisam entrar nos espa&ccedil;os educativos e estes precisam acompanhar o cen&aacute;rio de centralidade da comunica&ccedil;&atilde;o nos dias de hoje. 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