{"id":22573,"date":"2009-03-03T00:20:52","date_gmt":"2009-03-03T00:20:52","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22573"},"modified":"2014-09-07T02:58:12","modified_gmt":"2014-09-07T02:58:12","slug":"publicas-dao-mais-espaco-a-programacao-regional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22573","title":{"rendered":"P\u00fablicas d\u00e3o mais espa\u00e7o \u00e0 programa\u00e7\u00e3o regional"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal padrao padrao padrao\">Por tr&aacute;s da baixa m&eacute;dia de reserva de 10,83% das programa&ccedil;&otilde;es das emissoras de TV para conte&uacute;dos locais esconde-se uma reveladora disparidade. Enquanto as televis&otilde;es p&uacute;blicas t&ecirc;m em m&eacute;dia 25,55% de suas grades preenchidas por conte&uacute;dos realizados nas suas cidades, as comerciais ocupam apenas 9,14% de suas horas transmitidas com este tipo de atra&ccedil;&otilde;es. Ou seja, o &iacute;ndice das primeiras &eacute; quase tr&ecirc;s vezes maior do que o das segundas. A conclus&atilde;o &eacute; do estudo &ldquo;Produ&ccedil;&atilde;o local na TV Aberta Brasileira&rdquo;, realizado pelo Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o a partir da an&aacute;lise de 58 emissoras em 11 capitais brasileiras [<a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=18299\">veja aqui<\/a>]. <\/p>\n<p>Das seis televis&otilde;es p&uacute;blicas avaliadas, cinco est&atilde;o entre as dez com maior &iacute;ndice de regionaliza&ccedil;&atilde;o. Em m&eacute;dia, estes ve&iacute;culos reservam 25,5% de sua grade para conte&uacute;dos realizados em suas cidades. O &iacute;ndice &eacute; alavancado especialmente pela Paran&aacute; Educativa, Rede Minas e TVE-RS. Uma ressalva importante &eacute; o fato da maioria destas emissoras, sobretudo a paranaense e a ga&uacute;cha, exibirem n&uacute;mero elevado de reprises, o que aumenta seu percentual sem, necessariamente, significar novas produ&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Para C&eacute;sar Bola&ntilde;o, professor da Universidade de Bras&iacute;lia e coordenador do Grupo de Trabalho de Economia Pol&iacute;tica e Pol&iacute;tica de Comunica&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Programas de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Comunica&ccedil;&atilde;o (Comp&oacute;s), a baixa incid&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o local nas TVs comerciais deve-se &agrave; estrutura de mercado, que, pela sua natureza de altos custos de produ&ccedil;&atilde;o e riscos no lan&ccedil;amento de novos produtos, acaba levando as afiliadas a considerarem mais seguro um acordo com as cabe&ccedil;as-de-rede. <\/p>\n<p>&ldquo;Existe uma concentra&ccedil;&atilde;o de poder que faz com que a cabe&ccedil;a tenha todo o poder e as afiliadas ganhem bem do ponto de vista do mercado local, porque &eacute; sempre melhor ter acordo com a cabe&ccedil;a do que estar sozinha.&rdquo; A cabe&ccedil;a assegura &agrave; afiliada audi&ecirc;ncia garantida de um programa j&aacute; experimentado em escala nacional e preenche boa parte de sua grade de programa&ccedil;&atilde;o, a&ccedil;&atilde;o altamente custosa para um operador local.<\/p>\n<p>O afiliado mant&eacute;m sua seguran&ccedil;a financeira ao arrecadar receitas provenientes dos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios vendidos por ele e veiculados nos intervalos da programa&ccedil;&atilde;o local, bem como em parte dos an&uacute;ncios que ser&atilde;o veiculados durante as atra&ccedil;&otilde;es da rede. Neste acordo, as afiliadas aceitam submeter-se &agrave; grade nacional, n&atilde;o podendo, na maioria dos casos, veicular produ&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias fora dos hor&aacute;rios pr&eacute;-estipulados pela cabe&ccedil;a. <\/p>\n<p>&ldquo;Tem hor&aacute;rio pr&eacute;-estipulado para todas as afiliadas&rdquo;, conta Beth Caminha, gerente de programa&ccedil;&atilde;o da TV Jangadeiro, afiliada do SBT. &ldquo;De 10h45 &agrave;s 14h15 durante a semana, no s&aacute;bado e de 9h &agrave;s 11h &eacute; liberado pelo SBT. Fora disso, tenho que entrar na rede&rdquo;, ilustra C&eacute;sar Prates, da TV Aratu, de Salvador. A equipe do Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o entrou em contato com representantes de todas as cabe&ccedil;as-de-rede para confirmar as informa&ccedil;&otilde;es e compreender a rela&ccedil;&atilde;o entre elas e suas afiliadas, mas n&atilde;o obteve resposta. <\/p>\n<p><strong>Record na frente, Globo em &uacute;ltimo lugar<\/strong><\/p>\n<p>Entre as redes comerciais, a maior incid&ecirc;ncia de produ&ccedil;&atilde;o local &eacute; nas afiliadas da Rede TV!, com m&eacute;dia de 12,2%. Por tr&aacute;s do resultado esconde-se uma diferen&ccedil;a brutal entre emissoras com bom desempenho, como a TV Rondon (Cuiab&aacute; &#8211; 45%) e a TV Pampa (Porto Alegre &#8211; 26,5%), de um lado, e afiliadas &agrave; rede em Belo Horizonte e Rio de Janeiro, que reservam 1,48% do tempo para estes conte&uacute;dos, e em Recife e Fortaleza, que n&atilde;o mant&ecirc;m nenhum programa realizado em suas sedes.<\/p>\n<p>Pelo reduzido n&uacute;mero de emissoras da RedeTV!, o estudo classifica, considerando uma propor&ccedil;&atilde;o qualificada, a Rede Record como grupo comercial de melhor desempenho, com m&eacute;dia de 11,2% de atra&ccedil;&otilde;es locais entre suas afiliadas. Das 11 televis&otilde;es analisadas, cinco est&atilde;o acima da m&eacute;dia, com destaque para a TV Gazeta (Cuiab&aacute; &#8211; 15,22%), Cidade Record (Fortaleza &#8211; 13,44%) e Record Bel&eacute;m (12,9%). <\/p>\n<p>Parte importante deste percentual &eacute; garantido pelo extenso tempo de dura&ccedil;&atilde;o do programa Balan&ccedil;o Geral, formato elaborado pela cabe&ccedil;a-de-rede adequado &agrave; realidade local, que ocupa 2 horas do dia. Al&eacute;m disso, as afiliadas da rede tamb&eacute;m mant&ecirc;m um bom &iacute;ndice de jornalismo local.<\/p>\n<p>Logo atr&aacute;s, com m&eacute;dia de 9,12%, est&atilde;o as emissoras da rede CNT. No entanto, a ressalva feita &agrave; Rede TV! &eacute; aplicada tamb&eacute;m neste caso, mas de maneira mais incisiva, uma vez que foram analisadas apenas duas televis&otilde;es associadas a esta rede. Em seguida, praticamente empatadas, est&atilde;o o SBT e a Rede Bandeirantes, com m&eacute;dias de, respectivamente, 8,6% e 8,56% de produ&ccedil;&atilde;o local em suas grades. <\/p>\n<p>As afiliadas ao SBT apresentam realidade bem diversa, que vai de casos de forte regionalidade como os da TV Jangadeiro (Fortaleza &#8211; 20,3%) e TV Ponta Negra (Natal &#8211; 17,5%), aos da SBT Bel&eacute;m (3,66%), SBT Bras&iacute;lia (3%), SBT Porto Alegre (1,78%) e SBT Rio de Janeiro (1,48%). O levantamento permitiu constatar que o &iacute;ndice &eacute; menor nas TVs pr&oacute;prias da rede, subordinadas mais fortemente &agrave; grade da cabe&ccedil;a-de-rede, em S&atilde;o Paulo. J&aacute; nos casos com maior &iacute;ndice, &eacute; freq&uuml;ente o arrendamento de espa&ccedil;os para televendas e programas religiosos, atra&ccedil;&otilde;es que sustentam o maior n&uacute;mero de horas da TV Ponta Negra e da TV Jangadeiro.<\/p>\n<p>J&aacute; a Rede Bandeirantes tem realidade semelhante. O maior &iacute;ndice de regionaliza&ccedil;&atilde;o ocorre em afiliadas de grupos regionais, como a RBA (Bel&eacute;m &#8211; 15,82%) e a TV Clube de Recife (13,78%). Se analisadas apenas as emissoras que levam o nome do grupo no nome, como a Band Paran&aacute; ou a Band Bras&iacute;lia, a m&eacute;dia cai para 6,78%. <span class=\"padrao\">Na &uacute;ltima coloca&ccedil;&atilde;o est&aacute; a Rede Globo, com 7% de m&eacute;dia. Tal resultado pode ser atribu&iacute;do &agrave; rigidez da grade nacional, cuja manuten&ccedil;&atilde;o termina por ser mais rent&aacute;vel pela alta arrecada&ccedil;&atilde;o nacional e local a partir dela. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por tr&aacute;s da baixa m&eacute;dia de reserva de 10,83% das programa&ccedil;&otilde;es das emissoras de TV para conte&uacute;dos locais esconde-se uma reveladora disparidade. 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