{"id":22533,"date":"2009-02-17T17:41:26","date_gmt":"2009-02-17T17:41:26","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22533"},"modified":"2009-02-17T17:41:26","modified_gmt":"2009-02-17T17:41:26","slug":"decisao-da-anatel-sobre-faixa-de-25-ghz-nao-agrada-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22533","title":{"rendered":"Decis\u00e3o da Anatel sobre faixa de 2,5 GHz n\u00e3o agrada mercado"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t    <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\"><a name=\"lblTitulo1\" title=\"lblTitulo1\"><\/a>Deve ter s&eacute;rias consequ&ecirc;ncias a decis&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) de prorrogar, por 15 anos, a autoriza&ccedil;&atilde;o para que as empresas de MMDS [distribui&ccedil;&atilde;o de TV por assinatura por microondas] utilizem o espectro de 2,5 GHz necess&aacute;rio ao servi&ccedil;o. Segundo apurou este notici&aacute;rio, a posi&ccedil;&atilde;o da ag&ecirc;ncia desagradou todas as partes interessadas direta ou indiretamente na quest&atilde;o, seja entre empresas de celular, que pleiteavam um peda&ccedil;o do espectro, seja entre as pr&oacute;prias empresas de MMDS, que est&atilde;o intrigadas com o que acontecer&aacute; com os pre&ccedil;os destas faixas daqui a um ano. A confus&atilde;o se deve ao fato de que nenhuma das partes consegue entender a legalidade da decis&atilde;o da ag&ecirc;ncia. <\/p>\n<p>Ao que tudo indica, segundo apurou este notici&aacute;rio, a Anatel deu uma solu&ccedil;&atilde;o para o impasse que n&atilde;o contou com o respaldo jur&iacute;dico da procuradoria da ag&ecirc;ncia. Parecer da procuradoria especializada da Anatel diz que a prorroga&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser realizada uma &uacute;nica vez pelo prazo de 15 anos e dever&aacute; ser sempre de forma onerosa. <\/p>\n<p>A proposta da procuradoria, por outro lado, se tivesse sido aceita pelo Conselho Diretor (o que n&atilde;o aconteceu) seria igualmente pol&ecirc;mica: seria dada &agrave;s empresas, por no m&aacute;ximo 24 meses, uma prorroga&ccedil;&atilde;o excepcional por meio de uma outorga de autoriza&ccedil;&atilde;o especial at&eacute; que a Anatel conseguisse resolver, em conjunto, todas as pend&ecirc;ncias inerentes &agrave; explora&ccedil;&atilde;o da faixa de 2,5 GHz. As pend&ecirc;ncias seriam: um estudo embasado sobre o valor da faixa, a revis&atilde;o da Resolu&ccedil;&atilde;o 429\/2006 e a revis&atilde;o da regulamenta&ccedil;&atilde;o do MMDS, que no entender da procuradoria, hoje se choca com as regras do Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia (SCM). <\/p>\n<p>Esta proposta de uma autoriza&ccedil;&atilde;o excepcional teria sido inclusive discutida e aceita pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o, que na semana passada esteve na Anatel olhando de perto como a ag&ecirc;ncia est&aacute; conduzindo a quest&atilde;o da renova&ccedil;&atilde;o das outorgas de MMDS. E, de fato, a procuradoria usou dois precedentes do TCU, que aceitou a figura de uma autoriza&ccedil;&atilde;o especial em dois casos: um do setor de transportes (Ac&oacute;rd&atilde;o 211\/2009) e, outro, dos Correios (Ac&oacute;rd&atilde;o 2444\/2007). <\/p>\n<p><strong>Indefini&ccedil;&atilde;o <\/strong><\/p>\n<p>Tamb&eacute;m segundo fontes da ag&ecirc;ncia, a proposta da procuradoria foi rejeitada pelo conselho porque n&atilde;o ficou claro o que aconteceria ap&oacute;s estes dois anos de autoriza&ccedil;&atilde;o especial: as empresas de MMDS teriam mais 15 anos de autoriza&ccedil;&atilde;o regular? Ou teriam apenas 13 anos de autoriza&ccedil;&atilde;o? E se optassem por n&atilde;o aceitar as condi&ccedil;&otilde;es, teriam que desligar os sistemas imediatamente? A decis&atilde;o da Anatel pela prorroga&ccedil;&atilde;o de 15 anos, mas sem definir o pre&ccedil;o, foi un&acirc;nime entre os conselheiros, mas, estranhamente, n&atilde;o contou com proposta de nenhum relator. <\/p>\n<p>Segundo conversas informais que este notici&aacute;rio teve com fontes do setor diretamente interessadas no assunto, o sentimento corrente &eacute; de que &eacute; absolutamente impens&aacute;vel que algu&eacute;m tenha uma autoriza&ccedil;&atilde;o de uso de uma radiofrequ&ecirc;ncia sem saber quanto vai pagar por ela. E, eventualmente, sujeito ao pagamento retroativo pelo per&iacute;odo at&eacute; que o pre&ccedil;o seja estabelecido, conforme disp&otilde;e o ato publicado nesta segunda, 16 de fevereiro. &quot;Se por um lado os operadores de MMDS ficam tranq&uuml;ilos porque o espectro est&aacute; assegurado, por outro h&aacute; uma grande inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica por n&atilde;o se saber o valor a ser pago por este espectro&quot;. Conforme j&aacute; adiantou este notici&aacute;rio, os operadores que hoje disp&otilde;em de autoriza&ccedil;&otilde;es de uso da faixa de 2,5 GHz (entre os principais est&atilde;o Telef&ocirc;nica e Net Servi&ccedil;os) t&ecirc;m uma tese jur&iacute;dica constru&iacute;da sobre isso: a Anatel tem que cobrar conforme estabelece o Regulamento de Cobran&ccedil;a pelo Pre&ccedil;o P&uacute;blico pelo Direito de Uso de Radiofrequ&ecirc;ncia (Resolu&ccedil;&atilde;o 387\/2004), o que daria algumas centenas de milhares de reais. A procuradoria da Anatel contesta essa interpreta&ccedil;&atilde;o e diz que essa hip&oacute;tese seria permitir o enriquecimento il&iacute;cito sem causa da empresa, sem remunerar a Uni&atilde;o adequadamente pelo uso do espectro. A procuradoria insiste que no caso da faixa de 2,5 GHz &eacute; fundamental a realiza&ccedil;&atilde;o de um estudo t&eacute;cnico e mercadol&oacute;gico, assim como foi feito com as faixas de 3G, em procedimento inclusive avalizado pelo Tribunal de Contas da Uni&atilde;o. As faixas de 3G, vale lembrar, renderam &agrave; Uni&atilde;o R$ 5 bilh&otilde;es, inclu&iacute;do o desconto dado em fun&ccedil;&atilde;o as obriga&ccedil;&otilde;es de levar celular a todos os munic&iacute;pios. <\/p>\n<p>Por outro lado, fica claro o inc&ocirc;modo que a decis&atilde;o da Anatel causou aos operadores de telefonia celular, que ambicionam utilizar a faixa de 2,5 GHz para a expans&atilde;o de seus servi&ccedil;os de transmiss&atilde;o de dados com a tecnologia LTE. Hoje, n&atilde;o existe previs&atilde;o da Anatel para que a faixa de 2,5 GHz seja utilizada para o Servi&ccedil;o M&oacute;vel Pessoal, mas este &eacute; um dos itens propostos na revis&atilde;o da Resolu&ccedil;&atilde;o 429\/2006, que est&aacute; em curso dentro da ag&ecirc;ncia. Uma das propostas &eacute; a destina&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria de parte da faixa ao SMP a partir de 31 de dezembro de 2012. <\/p>\n<p><strong>Sem sa&iacute;da<\/strong> <\/p>\n<p>O que fica claro ao se analisar os pareceres t&eacute;cnicos e jur&iacute;dicos que v&ecirc;m abastecendo o conselho da Anatel sobre a quest&atilde;o da faixa de 2,5 GHz &eacute; que n&atilde;o havia solu&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil, nem solu&ccedil;&atilde;o perfeita. O conselheiro Ant&ocirc;nio Bedran, por exemplo, chegou a escrever em sua an&aacute;lise sobre a revis&atilde;o da Resolu&ccedil;&atilde;o 429\/2006 (que ser&aacute; avaliada pelo conselho apenas em mar&ccedil;o) que a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; de instabilidade e indefini&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa do MMDS. A consulta p&uacute;blica que sugeriu um Termo de Autoriza&ccedil;&atilde;o para a Explora&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o de MMDS faz refer&ecirc;ncia a um suposto &quot;direito adquirido&quot; das empresas de MMDS. A procuradoria, por sua vez, contesta a consulta da pr&oacute;pria Anatel e diz que n&atilde;o pode haver direito adquirido se todos os requisitos legais para a aquisi&ccedil;&atilde;o do direito pleiteado n&atilde;o tiverem sido cumpridos. <\/p>\n<p>Segundo a procuradoria, essa condi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o existia, pelo menos n&atilde;o at&eacute; esta sexta, dia 16, quando os atos da Anatel outorgaram o direito de explora&ccedil;&atilde;o do espectro de 2,5 GHz pelos pr&oacute;ximos 15 anos. No entanto, ao n&atilde;o cobrar imediatamente por este direito, a Anatel pode estar cometendo ilegalidade. E se cobrar com base em crit&eacute;rios a serem definidos, estar&aacute; contrariando o entendimento das empresas de MMDS, que segundo a pr&oacute;pria Anatel, cumpriram os prazos legais necess&aacute;rios para a solicita&ccedil;&atilde;o da prorroga&ccedil;&atilde;o da autoriza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Deve ter s&eacute;rias consequ&ecirc;ncias a decis&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) de prorrogar, por 15 anos, a autoriza&ccedil;&atilde;o para que as empresas de MMDS [distribui&ccedil;&atilde;o de TV por assinatura por microondas] utilizem o espectro de 2,5 GHz necess&aacute;rio ao servi&ccedil;o. 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