{"id":22487,"date":"2009-02-09T17:36:36","date_gmt":"2009-02-09T17:36:36","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22487"},"modified":"2009-02-09T17:36:36","modified_gmt":"2009-02-09T17:36:36","slug":"e-bom-a-tv-estar-timida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22487","title":{"rendered":"\u00c9 bom a TV estar t\u00edmida"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A televis&atilde;o aberta brasileira perdeu audi&ecirc;ncia. Isso &eacute; fato, mas n&atilde;o se deve fazer um drama. A explica&ccedil;&atilde;o &eacute; simples: a TV n&atilde;o &eacute; mais um ve&iacute;culo massivo como foi no passado. Quando se compara a audi&ecirc;ncia de uma novela de hoje, como Caminho das &Iacute;ndias, com o p&uacute;blico de uma novela de ontem, como Roque Santeiro, por exemplo, que chegou a 99 pontos de audi&ecirc;ncia, est&aacute; se comparando p&uacute;blicos muito diferente<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao padrao\">O p&uacute;blico de uma novela de 1995, por exemplo, estava totalmente voltado para a televis&atilde;o, que era a m&iacute;dia dominante. Hoje a sociedade tem outras fontes de lazer e cultura &agrave; m&atilde;o, como a internet, o MP3, o celular, a TV paga etc. Ora, isso &eacute; bom! Essa conjuntura torna o consumo mais parecido com a sociedade, que &eacute; altamente heterog&ecirc;nea. N&atilde;o deveria ser estranho ca&iacute;rem os &iacute;ndices do Ibope: estranho &eacute; haver 70% da popula&ccedil;&atilde;o ligada no mesmo programa. Houve uma &eacute;poca, ali&aacute;s, em que para se sentir parte da sociedade o indiv&iacute;duo precisava assistir &agrave; novela. Se ele chegasse ao trabalho sem ter visto o cap&iacute;tulo do dia anterior n&atilde;o entrava nas conversas, simplesmente n&atilde;o tinha assunto. Hoje, o tempo que as pessoas dedicam &agrave; televis&atilde;o &eacute; menor, j&aacute; que o tempo para tudo &eacute; mais ex&iacute;guo.<\/p>\n<p>Esse fen&ocirc;meno da queda da import&acirc;ncia da TV tem duas grandes causas. A primeira &eacute; a emerg&ecirc;ncia das redes por assinatura, que dividiram o p&uacute;blico; a segunda, a migra&ccedil;&atilde;o dos jovens para qualquer uma das outras m&iacute;dias j&aacute; citadas. S&atilde;o estes &uacute;ltimos que comp&otilde;em boa parte da audi&ecirc;ncia atualmente, por terem mais tempo livre.<\/p>\n<p>Portanto, quando voc&ecirc; est&aacute; falando de uma novela que atinge 27 pontos no Ibope hoje, isso &eacute; &oacute;timo para a trama, j&aacute; que &eacute; uma margem elevada de p&uacute;blico, e &oacute;timo para a popula&ccedil;&atilde;o, que est&aacute; olhando em outras dire&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m. N&atilde;o &eacute; &quot;culpa&quot; do autor ou da hist&oacute;ria, &eacute; isso mesmo: o p&uacute;blico mudou, &eacute; preciso aceitar e se adaptar. Com os jornais aconteceu o mesmo. Alguns grandes vendiam 1 milh&atilde;o por dia e hoje t&ecirc;m tiragem de 300 mil exemplares nos fins de semana.<\/p>\n<p>&Eacute; necess&aacute;rio contextualizar tudo. O p&uacute;blico de TV &eacute; tr&ecirc;s vezes menor hoje do que foi h&aacute; 10 anos. Mas nem tudo est&aacute; perdido para essa m&iacute;dia: o fato de a fabrica&ccedil;&atilde;o da TV m&oacute;vel estar crescendo e de a nova gera&ccedil;&atilde;o de telefones celulares receber sinal dos canais, possivelmente vai aumentar a audi&ecirc;ncia dos programas da manh&atilde;, que hoje ficam com apenas cerca de 1 ponto. <\/p>\n<p>Em um balan&ccedil;o geral, portanto, &eacute; bom que a TV esteja mais t&iacute;mida.<\/p>\n<p><em>* Nelson Hoineff &eacute; jornalista, produtor, diretor de TV e diretor do Instituto de Estudos de Televis&atilde;o (IETV).<\/em> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A televis&atilde;o aberta brasileira perdeu audi&ecirc;ncia. Isso &eacute; fato, mas n&atilde;o se deve fazer um drama. A explica&ccedil;&atilde;o &eacute; simples: a TV n&atilde;o &eacute; mais um ve&iacute;culo massivo como foi no passado. 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