{"id":22472,"date":"2009-02-05T14:44:16","date_gmt":"2009-02-05T14:44:16","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22472"},"modified":"2009-02-05T14:44:16","modified_gmt":"2009-02-05T14:44:16","slug":"interatividade-ainda-e-realidade-distante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22472","title":{"rendered":"Interatividade ainda \u00e9 realidade distante"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\"><a name=\"11f46fffb2c1bcc4_m13155\" title=\"11f46fffb2c1bcc4_m13155\"><\/a>A TV Digital brasileira, que fez anivers&aacute;rio de 1 ano em dezembro de 2008 e est&aacute; presente em nove cidades brasileiras, ainda n&atilde;o mostrou o potencial de intera&ccedil;&atilde;o rica prometido pelo middleware Ginga.<\/p>\n<p>Mesmo com tudo para dar certo, a interatividade muitas vezes soa t&atilde;o distante da TV Digital quanto os t&atilde;o prometidos conversores populares a 200 reais. Especialistas afirmam que as TVs brasileiras com sinal digital seriam interativas em junho de 2009.<\/p>\n<p>Embora hoje j&aacute; seja poss&iacute;vel comprar programa&ccedil;&atilde;o por <em>pay-per-view<\/em> e escolher por qual c&acirc;mera se vai assistir a uma partida de futebol, por exemplo, esta interatividade b&aacute;sica ainda &eacute; limitada aos assinantes de TV Paga.<\/p>\n<p>E o Ginga promete levar os telespectadores muito al&eacute;m por meio do set top box. Mas d&uacute;vidas ainda pairam no ar. Quando chega? O que &eacute; preciso? Veja abaixo.<\/p>\n<p><strong>Quando chega?<\/strong><\/p>\n<p>Pode ser em mar&ccedil;o deste ano ou em qualquer data at&eacute; 2012. E segundo o F&oacute;rum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD), a interatividade j&aacute; poderia existir em celulares e outros dispositivos m&oacute;veis desde 2007.<\/p>\n<p>&ldquo;Nesta data, a norma para implementa&ccedil;&atilde;o m&oacute;vel ficou pronta. Era s&oacute; quest&atilde;o de os fabricantes resolverem colocar nos dispositivos&rdquo;, afirma Luiz Fernando Gomes Soares, membro do F&oacute;rum e professor titular da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).<\/p>\n<p>Falando sobre interatividade por conversores tradicionais para TVs, Soares revela que h&aacute; um empecilho. &ldquo;Ainda est&aacute; pendente uma quest&atilde;o de propriedade intelectual da parte Java do Ginga&rdquo;, diz. &ldquo;Temos duas vers&otilde;es do Java, uma antiga com base na especifica&ccedil;&atilde;o Gem, e a nova se baseia no pacote da Sun.&rdquo;<\/p>\n<p>Este impedimento ser&aacute; resolvido &ldquo;at&eacute; o final mar&ccedil;o pelo F&oacute;rum SBTVD&rdquo;, revela Soares. Ou seja, se depender desta decis&atilde;o, &ldquo;poderemos ter um produto interativo ainda este semestre&rdquo;.<\/p>\n<p>O presidente da Ag&ecirc;nciaClick, Abel Reis, &eacute; c&eacute;tico. &ldquo;Sinceramente, eu j&aacute; fui mais entusiasta quanto a prazos. Mas hoje n&atilde;o acredito em interatividade rica antes de 2012&rdquo;, diz. A ag&ecirc;ncia, inclusive, descontinuou um laborat&oacute;rio de pesquisas sobre an&uacute;ncios interativos.<\/p>\n<p>A conclus&atilde;o faz sentido quando se retoma a revela&ccedil;&atilde;o de que a norma para interatividade em celulares est&aacute; pronta e n&atilde;o foi usada. &ldquo;Assim como n&atilde;o tinha problema para o port&aacute;til, n&atilde;o vai ter pro fixo. Mas at&eacute; agora n&atilde;o foi criado um port&aacute;til interativo&rdquo;, pondera Soares.<\/p>\n<p><strong>Conversor<\/strong><\/p>\n<p>Os aparelhos dispon&iacute;veis para compra hoje no mercado n&atilde;o s&atilde;o compat&iacute;veis com a interatividade. O potencial p&uacute;blico de 40 milh&otilde;es de brasileiros prontos para adquirir um conversor, calculado pelo F&oacute;rum SBTVD, talvez deva esperar um pouco para a aquisi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Soares explica que &ldquo;alguns conversores vendidos sem o middleware Ginga t&ecirc;m possibilidade de upgrade, mas os fabricantes n&atilde;o t&ecirc;m obriga&ccedil;&atilde;o de fazer a atualiza&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Ou seja, teoricamente, quem j&aacute; comprou seu <em>set top box <\/em>dever&aacute; trocar de modelo caso queira usufruir da interatividade. Afinal, &eacute; o <em>middleware <\/em>que dar&aacute; suporte &agrave; intera&ccedil;&atilde;o pelo conversor.<\/p>\n<p>&ldquo;O canal de interatividade, que &eacute; uma rede como outra qualquer, tem suporte no Ginga&rdquo;, diz Soares. O funcionamento pode ser comparado ao processamento da internet pelo PC.<\/p>\n<p>O sistema de TV brasileiro d&aacute; suporte a qualquer canal de interatividade, segundo o especialista do F&oacute;rum. Ou seja, &ldquo;o conversor pode ser conectado em outra rede&rdquo; &#8211; como provedores de canais pagos ligados &agrave; banda larga ou servi&ccedil;os wireless &#8211; para usufruir da interatividade.<\/p>\n<p><strong>Aplicativos<\/strong><\/p>\n<p>Um mercado ser&aacute; aberto aos desenvolvedores para a cria&ccedil;&atilde;o de aplicativos que permitam a intera&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Hoje, quem tem mais coisas atraentes s&atilde;o provedores de conte&uacute;do. Eles naturalmente desenvolver&atilde;o seus pr&oacute;prios aplicativos e, claro, contratar&atilde;o desenvolvedores&rdquo;, diz Reis. &ldquo;Eles ser&atilde;o &lsquo;fornecedores&rsquo; de quem det&eacute;m os direitos de conte&uacute;do da TV&rdquo;.<\/p>\n<p>Aparentemente, a interatividade permitir&aacute; uma ampla gama de possibilidades. &ldquo;Tudo que se consegue fazer em meios digitais seria vi&aacute;vel tecnicamente em um padr&atilde;o de TV Digital, com as devidas parcerias e arranjos&rdquo;, resume Reis.<\/p>\n<p>Isto mostra que a solu&ccedil;&atilde;o da Tivo para pedir pizzas pela TV, pode ser realidade no Brasil. Exibir informa&ccedil;&otilde;es adicionais sobre um filme &eacute; s&oacute; o come&ccedil;o. &ldquo;Certamente haver&aacute; limites, mas o que &eacute; produzido hoje ainda est&aacute; muito aqu&eacute;m de uma barreira&rdquo;, opina Soares.<\/p>\n<p><strong>Quest&atilde;o em aberto<\/strong><\/p>\n<p>A quest&atilde;o de interesses financeiros pode gerar pol&ecirc;micas, em alguns momentos, na implementa&ccedil;&atilde;o da interatividade, na opini&atilde;o de Reis, que usa um exemplo da TV Digital pelo celular.<\/p>\n<p>&ldquo;Se voc&ecirc; tem um programa por onde responde perguntas por SMS enquanto ele acontece, em um formato interativo, voc&ecirc; vai ter toda a comunica&ccedil;&atilde;o chegando pela rede de telefonia, e isso gera um problema de comunica&ccedil;&atilde;o com a operadora&rdquo;, mostra.<\/p>\n<p>Soares aponta que, no geral, &ldquo;isso &eacute; um problema de modelo de neg&oacute;cios que as emissoras ter&atilde;o que definir&rdquo;, e seja isso com anunciantes ou operadoras. &ldquo;Afinal, quando voc&ecirc; compra um produto que tem na propaganda na TV, a loja n&atilde;o paga nada, pois j&aacute; pagou a publicidade no canal&rdquo;, diz.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A TV Digital brasileira, que fez anivers&aacute;rio de 1 ano em dezembro de 2008 e est&aacute; presente em nove cidades brasileiras, ainda n&atilde;o mostrou o potencial de intera&ccedil;&atilde;o rica prometido pelo middleware Ginga. 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