{"id":22470,"date":"2009-02-05T13:36:47","date_gmt":"2009-02-05T13:36:47","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22470"},"modified":"2009-02-05T13:36:47","modified_gmt":"2009-02-05T13:36:47","slug":"rede-publica-abre-novos-horizontes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22470","title":{"rendered":"Rede p\u00fablica abre novos horizontes"},"content":{"rendered":"<p> \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\"><a name=\"11f41e2cfba420b2_m13095\" title=\"11f41e2cfba420b2_m13095\"><\/a>Quando se fala de televis&atilde;o p&uacute;blica no Brasil, logo vem &agrave; mente de muitos a figura de um canal governamental, o que rendeu &agrave; TV Brasil o codinome pejorativo de TV Lula. Assim, a televis&atilde;o n&atilde;o-comercial seria necessariamente um &oacute;rg&atilde;o de publicidade do Executivo. Isto &eacute; um equ&iacute;voco que as redes privadas, detentoras dos maiores ve&iacute;culos de radiodifus&atilde;o no pa&iacute;s, fazem quest&atilde;o de ampliar. Uma TV p&uacute;blica &eacute; um projeto que passa por l&oacute;gicas p&uacute;blicas, o que, se n&atilde;o ocorre plenamente no pa&iacute;s, cabe &agrave; sociedade lutar por isso.<\/p>\n<p>A maioria dos brasileiros tamb&eacute;m desconhece a televis&atilde;o digital. Em virtude da lenta implanta&ccedil;&atilde;o, dos altos custos dos equipamentos e de poucas campanhas de esclarecimento, os telespectadores acreditam que a nova tecnologia apenas trar&aacute; melhor resolu&ccedil;&atilde;o de imagem e chances de assistir &agrave; TV pelo celular. Deixa-se de lado a inclus&atilde;o digital e a interatividade, transformando ainda o potencial desta em recurso de consumo ao longo do entretenimento.<\/p>\n<p>No entanto, est&aacute; surgindo uma excelente oportunidade para que quest&otilde;es como essas sejam esclarecidas a partir da pr&aacute;tica. Em novembro de 2008, um protocolo de inten&ccedil;&otilde;es assinado pela Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC), o Senado Federal, a C&acirc;mara dos Deputados, o Superior Tribunal de Justi&ccedil;a (STJ) e o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o acordou a forma&ccedil;&atilde;o de uma infra-estrutura &uacute;nica, para compartilhamento de transmiss&otilde;es digitais.<\/p>\n<p><strong>Conte&uacute;dos mais relevantes<\/strong><\/p>\n<p>Isto vai possibilitar uma rede p&uacute;blica de televis&atilde;o digital, com as TVs Brasil, C&acirc;mara, Senado, Justi&ccedil;a, Educa&ccedil;&atilde;o e Cidadania, podendo contar ainda com um canal do Minist&eacute;rio da Cultura. Ap&oacute;s a licita&ccedil;&atilde;o para a montagem da plataforma integrada, a expectativa &eacute; de que a rede p&uacute;blica estr&eacute;ie em 2010 em todas as capitais e em 2012 nas 230 cidades com mais de 100 mil habitantes. Tal infra-estrutura corresponde &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de uma importante rede p&uacute;blica, que retornar&aacute; como patrim&ocirc;nio &agrave; EBC, de modo que cada um dos entes federais aderentes entrar&aacute; com R$ 10 milh&otilde;es anuais para cobrir os custos da opera&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da iniciativa, que por si s&oacute; chama a aten&ccedil;&atilde;o, devido ao ineditismo em um pa&iacute;s com hist&oacute;rico de oligop&oacute;lio midi&aacute;tico privado, uma segunda promessa se destaca: a rede p&uacute;blica de televis&atilde;o digital protagonizar&aacute; a multiprograma&ccedil;&atilde;o. Inicialmente, os seis canais dever&atilde;o veicular 12 programa&ccedil;&otilde;es simult&acirc;neas no sinal aberto, podendo chegar a 24, o que representaria um enorme impacto sobre o audiovisual brasileiro. Assim, a exemplo de pa&iacute;ses europeus, pode-se ter um verdadeiro sistema televisivo duplo, p&uacute;blico e privado.<\/p>\n<p>Grandes organiza&ccedil;&otilde;es, como Globo, SBT e Record, j&aacute; sinalizaram que n&atilde;o pretendem trabalhar com multiprograma&ccedil;&atilde;o em virtude de acreditarem que o mercado publicit&aacute;rio n&atilde;o daria conta de tantas op&ccedil;&otilde;es. Assim, as redes comerciais do pa&iacute;s ficar&atilde;o a reboque das emissoras n&atilde;o-comerciais em uma das principais ferramentas da TV digital, por impedimento de um fator que sempre as distinguiu positivamente (quanto &agrave; abund&acirc;ncia de recursos): o comercial.<\/p>\n<p>O que essas novidades trar&atilde;o de novo, por enquanto, ainda &eacute; uma grande inc&oacute;gnita, at&eacute; porque o sistema p&uacute;blico tamb&eacute;m &eacute; dotado de s&eacute;rios problemas e carece de avan&ccedil;o. Mas o principal fato novo &eacute; que o dito campo p&uacute;blico est&aacute; se fortalecendo em estrutura no meio de comunica&ccedil;&atilde;o presente em quase todos os lares do pa&iacute;s, trazendo, inevitavelmente, conte&uacute;dos mais relevantes socialmente. A falta de compromisso com &iacute;ndices de audi&ecirc;ncia deve possibilitar a experimenta&ccedil;&atilde;o, inovando em termos de padr&atilde;o t&eacute;cnico-est&eacute;tico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se fala de televis&atilde;o p&uacute;blica no Brasil, logo vem &agrave; mente de muitos a figura de um canal governamental, o que rendeu &agrave; TV Brasil o codinome pejorativo de TV Lula. Assim, a televis&atilde;o n&atilde;o-comercial seria necessariamente um &oacute;rg&atilde;o de publicidade do Executivo. 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