{"id":22465,"date":"2009-02-04T18:26:13","date_gmt":"2009-02-04T18:26:13","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22465"},"modified":"2009-02-04T18:26:13","modified_gmt":"2009-02-04T18:26:13","slug":"crise-causa-demissoes-e-altera-planos-de-jornais-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22465","title":{"rendered":"Crise causa demiss\u00f5es e altera planos de jornais no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Tanit Figueiredo Mario tem 51 anos &ndash; 29 dedicados ao jornalismo dentro do jornal <em>A Gazeta<\/em>, do Esp&iacute;rito Santo. Em janeiro, foi demitida da empresa. A jornalista come&ccedil;ou como estagi&aacute;ria, passou pela reda&ccedil;&atilde;o, chefia de reportagem e at&eacute; o come&ccedil;o do ano trabalhava como editora-executiva. &ldquo;Conhe&ccedil;o aquela empresa pela frente e pelo verso&rdquo;, comenta Tanit. O motivo alegado para a demiss&atilde;o: reflexo da crise. N&atilde;o saiu apenas ela, como tamb&eacute;m outro colega de profiss&atilde;o e outros dois da &aacute;rea de fotografia. <\/p>\n<p><em>A Gazeta <\/em>teve de optar por reduzir papel, postergar projetos e demitir. O diretor-geral da Rede Gazeta, Carlos Fernando Monteiro, conta que a crise interrompeu o ritmo de crescimento de 2008. &ldquo;Anos como esse (2008) geram uma expectativa de manuten&ccedil;&atilde;o do ritmo de crescimento, que foi abruptamente revertida com a instala&ccedil;&atilde;o da crise no &uacute;ltimo trimestre. No caso do Esp&iacute;rito Santo, as ind&uacute;strias de base comp&otilde;em uma importante parte da atividade econ&ocirc;mica, que foi duramente impactada pela crise mundial&rdquo;, justifica Monteiro.<\/p>\n<p>O diretor-geral da Rede Gazeta informa ainda que, apesar das duas demiss&otilde;es na reda&ccedil;&atilde;o, &ldquo;n&atilde;o h&aacute; previs&atilde;o de demiss&otilde;es relevantes&rdquo;, al&eacute;m destas.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Assim como o <em>A Gazeta<\/em>, o <em>Di&aacute;rio do Com&eacute;rcio e Ind&uacute;stria (DCI)<\/em>, de S&atilde;o Paulo, tamb&eacute;m cortou 12 jornalistas semana passada por causa da crise.<\/p>\n<p>No <em>Di&aacute;rio de S.Paulo<\/em>, a medida mais dr&aacute;stica foi diminuir o n&uacute;mero de p&aacute;ginas do jornal. &ldquo;O grande drama dessa crise &eacute; o papel&rdquo;, afirmou Luiz Andr&eacute; Alzer, editor-chefe. Segundo Alzer, segurar a pagina&ccedil;&atilde;o deve-se mais ao pre&ccedil;o do papel do mercado internacional que &agrave; queda de publicidade. A alternativa foi focar na Internet. O <em>Di&aacute;rio <\/em>vai usar mais o espa&ccedil;o online daqui por diante.<\/p>\n<p>O <em>Estad&atilde;o<\/em>, um dos jornais mais tradicionais do Brasil, vai adiar projetos em 2009. N&atilde;o demitiu ningu&eacute;m, nem pretende, mas, segundo o diretor de conte&uacute;do Ricardo Gandour, &eacute; hora de cortar gastos. &ldquo;Vamos ter cautela nas despesas&rdquo;, afirmou. <\/p>\n<p>De acordo com Gandour, a diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de p&aacute;ginas do jornal no come&ccedil;o de ano n&atilde;o se deve &agrave; crise, a uma redu&ccedil;&atilde;o da aposta do mercado publicit&aacute;rio, mas sim devido a uma sazonalidade natural. &ldquo;O emagrecimento dos jornais &eacute; normal entre janeiro e fevereiro&rdquo;, disse. <\/p>\n<p><strong>Publicidade deve permanecer estagnada em 2009<\/strong><\/p>\n<p>Jornais de todo o Brasil est&atilde;o se segurando como podem neste come&ccedil;o de ano. Est&atilde;o na expectativa do que pode acontecer. Na semana passada, o Instituvo Verificador de Circula&ccedil;&atilde;o (IVC) informou que a circula&ccedil;&atilde;o dos jornais aumentou 5% em 2008 &ndash; n&uacute;mero inferior a 2007 e 2008. Para este ano, n&atilde;o se podem fazer previs&otilde;es. Sabe-se, por&eacute;m, que a publicidade no meio deve permanecer estagnada.<\/p>\n<p>Apesar de um estudo do Zenith Optimedia, do Grupo Publicis, trazer previs&otilde;es de um crescimento de 30% em 2009, para o mercado publicit&aacute;rio brasileiro, o vice-presidente da Fenapro, Federa&ccedil;&atilde;o Nacional das Ag&ecirc;ncias de Propaganda, Humberto Mendes, diz que a previs&atilde;o &eacute; um tanto otimista e pretensiosa. &ldquo;O mercado pode crescer, mas acredito que n&atilde;o nesse n&iacute;vel. Esse &eacute; um momento que ainda n&atilde;o d&aacute; para prever o que vai acontecer&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>A Casas Bahia, a principal anunciante do mercado publicit&aacute;rio no Brasil, prev&ecirc; a mesma meta de faturamento de 2008 para este ano, R$ 13,7 bilh&otilde;es. O faturamento &eacute; o principal indicativo para o aumento da verba publicit&aacute;ria.<\/p>\n<p>A Ford, quinta maior anunciante do pa&iacute;s, aumentou seus gastos com publicidade em 20% nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos. Entretanto, para 2009, prev&ecirc; revis&atilde;o nos contratos. &ldquo;Com a press&atilde;o dos custos, ainda estamos negociando os contratos, mas vamos manter os investimentos nessa &aacute;rea&quot;, disse o gerente de marketing da Ford, Antonio Baltar.<\/p>\n<p>Os tr&ecirc;s maiores anunciantes do pa&iacute;s (Casas Bahia, Unilever e Fiat) devem manter o mesmo n&iacute;vel de investimento do &uacute;ltimo ano.<\/p>\n<p><strong>Assessorias devem manter empregos<\/strong><\/p>\n<p>O faturamento das empresas que mais investem em m&iacute;dia no Brasil tamb&eacute;m &eacute; um indicativo para as assessorias de imprensa. As empresas de comunica&ccedil;&atilde;o informam que v&atilde;o agir com cautela, renegociar contratos, mas est&atilde;o mantendo o mesmo quadro, pelo menos, no come&ccedil;o de 2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tanit Figueiredo Mario tem 51 anos &ndash; 29 dedicados ao jornalismo dentro do jornal A Gazeta, do Esp&iacute;rito Santo. Em janeiro, foi demitida da empresa. 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