{"id":22431,"date":"2009-01-27T14:18:16","date_gmt":"2009-01-27T14:18:16","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22431"},"modified":"2009-01-27T14:18:16","modified_gmt":"2009-01-27T14:18:16","slug":"producao-compartilhada-fortalece-novo-modelo-de-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22431","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o compartilhada fortalece novo modelo de comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\">Diversidade e pluralidade s&atilde;o princ&iacute;pios e caracter&iacute;sticas marcantes do processo do F&oacute;rum Social Mundial. Com a comunica&ccedil;&atilde;o produzida em seus espa&ccedil;os n&atilde;o podia ser diferente. Em busca de um novo modelo de produ&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o do conhecimento, movimentos sociais, produtores independentes, ve&iacute;culos alternativos e comunicadores populares v&ecirc;m mostrando, a cada nova edi&ccedil;&atilde;o do FSM, como uma outra comunica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel. Para debater os chamados projetos de acolhida da m&iacute;dia alternativa, que recebe todos os ve&iacute;culos e produtores independentes de conte&uacute;do para uma cobertura plural e diversa das atividades do F&oacute;rum, aconteceu, nesta segunda (26), dentro da programa&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum Mundial de M&iacute;dia Livre, o Semin&aacute;rio de Cobertura Compartilhada. <\/p>\n<p>&rdquo;Desde o primeiro F&oacute;rum, temos conversado para reunir o que temos em comum para construir uma comunica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o seja regida pelas regras de mercado. Essa experi&ecirc;ncia transformou o FSM num laborat&oacute;rio da comunica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; em termos de cobertura, mas de reflex&atilde;o sobre experi&ecirc;ncias que fujam de id&eacute;ias b&aacute;sicas deste modelo. Uma delas &eacute; que a comunica&ccedil;&atilde;o deve gerar neg&oacute;cios. Outra, &eacute; a defesa da competi&ccedil;&atilde;o. Isso contrapomos com a regra da a&ccedil;&atilde;o compartilhada, profundamente ligada &agrave;s lutas por transforma&ccedil;&atilde;o social. Se estamos trabalhamos por um outro mundo poss&iacute;vel., a a&ccedil;&atilde;o compartilhada &eacute; tamb&eacute;m para construir outro modelo de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica Rita Freire, da Ciranda.<\/p>\n<p>A Ciranda atua h&aacute; nove anos no espa&ccedil;o do F&oacute;rum Social Mundial como um espa&ccedil;o, na internet, para veicula&ccedil;&atilde;o das produ&ccedil;&otilde;es e das vis&otilde;es de diferentes movimentos acerca do FSM. Sua a&ccedil;&atilde;o inspirou projetos semelhantes relacionados a outros formatos, como o audiovisual. <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m depois de diversas experi&ecirc;ncias pontuais, o FSM 2005 vivenciou a primeira edi&ccedil;&atilde;o do F&oacute;rum de TVs, que reuniu v&iacute;deos de centenas de produtores independentes e os disponibilizou, via sat&eacute;lite, para emissoras p&uacute;blicas e comunit&aacute;rias em diversos continentes. Em 2008, quando o encontro centralizado do F&oacute;rum foi substitu&iacute;do pelo Dia Global de A&ccedil;&atilde;o e Mobiliza&ccedil;&atilde;o, entrou no ar a p&aacute;gina www.wsf.tv, disponibilizando na rede imagens sobre o que estava acontecendo nos mais diferentes pa&iacute;ses. <\/p>\n<p>&ldquo;A televis&atilde;o ainda &eacute; o meio de maior alcance pela popula&ccedil;&atilde;o, da&iacute; a import&acirc;ncia de disputarmos id&eacute;ias por meio da veicula&ccedil;&atilde;o desses conte&uacute;dos para as emissoras universit&aacute;rias, comunit&aacute;rias e educativas. Temos que ser alternativos, mas massivos&rdquo;, acredita Adriano de Angelis, do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, que participa dos projetos de cobertura compartilhada do FSM.<\/p>\n<p>Al&eacute;m da veicula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, os projetos de cobertura compartilhada tamb&eacute;m trabalham com o objetivo de difundir a pr&oacute;pria pr&aacute;tica deste novo modelo de comunica&ccedil;&atilde;o. A partir da experi&ecirc;ncia de cada comunicador dentro deste novo formato de produ&ccedil;&atilde;o, espera-se a multiplica&ccedil;&atilde;o da id&eacute;ia em &acirc;mbitos locais e em processos que v&atilde;o al&eacute;m do FSM. &Eacute; isso o que est&aacute; acontecendo, por exemplo, com os jovens do Cepepo &#8211; Centro de Estudos e Pr&aacute;ticas em Comunica&ccedil;&atilde;o Popular, de Bel&eacute;m, que h&aacute; 27 anos trabalha com produ&ccedil;&atilde;o audiovisual de forma colaborativa. Desde julho do ano passado, eles est&atilde;o se preparando para atuar na cobertura compartilhada do F&oacute;rum de TVs.<\/p>\n<p>&rdquo;Sempre achamos que a experi&ecirc;ncia do audiovisual estava muito distante das nossas possibilidades. Quando come&ccedil;amos a discutir com negros, ind&iacute;genas e jovens das comunidades, que come&ccedil;aram a produzir com c&acirc;meras nos celulares, vimos que fazer audiovisual &eacute; poss&iacute;vel para qualquer pessoa&rdquo;, conta Hilma Bitencourt. &ldquo;Vimos que poder&iacute;amos distribuir os v&iacute;deos por site para milhares de pessoas, fortalecendo a comunica&ccedil;&atilde;o dentro da Amaz&ocirc;nia. Criou-se um processo muito importante, em que as pessoas se apropriavam da tecnologia e tamb&eacute;m conheciam o que &eacute; o FSM e como construir outro mundo poss&iacute;vel&rdquo;, relata. <\/p>\n<p><strong>Seis idiomas no ar<\/strong><\/p>\n<p>Assim como o audiovisual e a comunica&ccedil;&atilde;o escrita, o formato radiof&ocirc;nico vem crescendo e se multiplicando na cobertura compartilhada do FSM. Este ano, uma antena foi montada pelo F&oacute;rum de R&aacute;dios no edif&iacute;cio da Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Par&aacute; e, via web, a cobertura &eacute; veiculada em seis idiomas: portugu&ecirc;s, ingl&ecirc;s, espanhol, franc&ecirc;s, alem&atilde;o e holand&ecirc;s. O F&oacute;rum de R&aacute;dios j&aacute; articula uma rede de cerca de 500 emissoras em todo o mundo, conectadas atrav&eacute;s de streaming para escutar o que est&aacute; acontecendo no FSM. <\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; um exerc&iacute;cio de converg&ecirc;ncia para uma a&ccedil;&atilde;o permanente. Depois do F&oacute;rum de R&aacute;dios, levamos essa experi&ecirc;ncia para nossos pa&iacute;ses, esperando que ela contribua com iniciativas em n&iacute;vel local&rdquo;, acredita Elvis Mori, que veio do Peru, para quem projetos como este tamb&eacute;m contribuem na luta contra a repress&atilde;o sofrida pelas r&aacute;dios comunit&aacute;rias. &ldquo;Acreditamos que a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; um exerc&iacute;cio de todos e todas, e n&atilde;o propriedade de um grupo de especialistas. N&oacute;s facilitamos esse processo para convergir as experi&ecirc;ncias para que a comunica&ccedil;&atilde;o seja democratizada&rdquo;, explica. <\/p>\n<p>Dialogando com todos os projetos anteriores, tamb&eacute;m nasceu a id&eacute;ia do Laborat&oacute;rio de Conhecimentos Livres, que apresenta alternativas de tecnologia &ndash; sobretudo o software livre &ndash; para contribuir com uma comunica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e livre de fato. Neste FSM, todos os projetos estar&atilde;o juntos, tendo como sede a Faculdade de Comunica&ccedil;&atilde;o da UFPA. Com dezenas de computadores para uso comum, ilhas de edi&ccedil;&atilde;o e est&uacute;dios de r&aacute;dio, &eacute; dali que sair&aacute; uma vis&atilde;o contra-hegem&ocirc;nica do que acontecer&aacute; em Bel&eacute;m. <\/p>\n<p>&rdquo;A primeira coisa que compartilharemos aqui &eacute; a id&eacute;ia da comunica&ccedil;&atilde;o como um bem comum, um direito de todos e todas. E num mundo onde os meios de comunica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o concentrados em poucas m&atilde;os e onde, em alguns pa&iacute;ses, os governos controlam a m&iacute;dia, &eacute; necess&aacute;rio que os meios independentes tenham uma voz cada vez mais forte&rdquo;, diz Jason Nardi, militante italiano do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e membro da Comiss&atilde;o de Comunica&ccedil;&atilde;o do Conselho Internacional do FSM.<\/p>\n<p>O Semin&aacute;rio de Comunica&ccedil;&atilde;o Compartilhada terminou ouvindo dos movimentos ind&iacute;genas, negro, de mulheres, de jovens uma s&eacute;rie de recomenda&ccedil;&otilde;es para a transforma&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia, e com a proposta de cria&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es compartilhadas que se desenvolvam de forma permanente. Tudo isso para que as sementes plantadas durante o FSM possam dar frutos em cada canto do planeta, sempre.  <\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><span class=\"padrao\"><br \/><\/span> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diversidade e pluralidade s&atilde;o princ&iacute;pios e caracter&iacute;sticas marcantes do processo do F&oacute;rum Social Mundial. Com a comunica&ccedil;&atilde;o produzida em seus espa&ccedil;os n&atilde;o podia ser diferente. 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