{"id":22428,"date":"2009-01-26T16:30:51","date_gmt":"2009-01-26T16:30:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22428"},"modified":"2009-01-26T16:30:51","modified_gmt":"2009-01-26T16:30:51","slug":"preparacao-do-2o-forum-nacional-de-televisao-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22428","title":{"rendered":"Prepara\u00e7\u00e3o do 2\u00ba F\u00f3rum Nacional de Televis\u00e3o P\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t   <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\"><strong>[Texto apresentado no pr&eacute;-evento da XII Socine 2008 &ndash; Universidade de Bras&iacute;lia]<\/strong><\/p>\n<p>Desde o 1&ordm;. F&oacute;rum Nacional de Televis&atilde;o P&uacute;blica &ndash; que ocorreu em maio de 2007 e resultou na &quot;Carta de Bras&iacute;lia&quot; &ndash; a rede p&uacute;blica de televis&atilde;o no pa&iacute;s come&ccedil;ou a ganhar contornos. Naquele momento, o presidente Lula entregou &agrave; Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social e ao rec&eacute;m-empossado ministro Franklin Martins a miss&atilde;o de instalar a Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o. Criada em outubro de 2007, a EBC tem a miss&atilde;o de implantar e gerir o sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o previsto pelo artigo 223 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.<\/p>\n<p>Dezessete meses ap&oacute;s o encontro, as entidades que representam as TVs p&uacute;blicas reuniram-se com o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, buscando apoio para a realiza&ccedil;&atilde;o do II F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas. O objetivo &eacute; debater quest&otilde;es que n&atilde;o foram esclarecidas na primeira edi&ccedil;&atilde;o do evento, como a regulamenta&ccedil;&atilde;o das emissoras p&uacute;blicas &ndash; j&aacute; que falta um aparato jur&iacute;dico para este campo das comunica&ccedil;&otilde;es &ndash;, a programa&ccedil;&atilde;o e o processo de migra&ccedil;&atilde;o digital, segundo afirma&ccedil;&atilde;o de Paulo Alcoforado, da Secretaria do Audiovisual do Minist&eacute;rio da Cultura.<\/p>\n<p><strong>O cidad&atilde;o, um n&atilde;o-protagonista<\/strong><\/p>\n<p>O presidente Lula, de quem partiu a id&eacute;ia de cria&ccedil;&atilde;o da televis&atilde;o p&uacute;blica no pa&iacute;s, entende esses novos canais como os ve&iacute;culos capazes de p&ocirc;r no ar aquilo que as outras televis&otilde;es n&atilde;o p&otilde;em, as not&iacute;cias positivas que n&atilde;o s&atilde;o dadas, os debates sobre grandes temas nacionais que n&atilde;o s&atilde;o realizados, os programas educativos que ficam confinados &agrave;s emissoras educativas.<\/p>\n<p>No entanto, dez meses ap&oacute;s sua estr&eacute;ia a TV Brasil depara com o desafio de consolidar-se como emissora p&uacute;blica e de afastar definitivamente os receios que a cercam. Com or&ccedil;amento limitado e programa&ccedil;&atilde;o baseada quase exclusivamente na grade herdada da extinta TVE, a dire&ccedil;&atilde;o da TV Brasil esfor&ccedil;a-se para produzir a &uacute;nica novidade at&eacute; o momento &ndash; o telejornal <em>Rep&oacute;rter Brasil<\/em>.<\/p>\n<p>Fazer uma aposta quase que exclusivamente num jornalismo de qualidade e diferenciado pode ser um equ&iacute;voco. As TVs privadas, depois da competi&ccedil;&atilde;o trazida pelas emissoras a cabo, apesar das cr&iacute;ticas e de naturais falhas, j&aacute; come&ccedil;am a ocupar este espa&ccedil;o. E como os recursos para a TV p&uacute;blica s&atilde;o escassos, outras &aacute;reas acabar&atilde;o por ser menos contempladas.<\/p>\n<p>A cria&ccedil;&atilde;o da TV P&uacute;blica e de outros canais de comunica&ccedil;&atilde;o sujeitos ao controle social &eacute; uma antiga aspira&ccedil;&atilde;o da sociedade brasileira que ganhou express&atilde;o na Assembl&eacute;ia Constituinte de 1988.<\/p>\n<p>No entanto, no projeto da nova TV patrocinada pelo governo Lula, h&aacute; uma s&eacute;rie de distor&ccedil;&otilde;es, tanto nos pressupostos que lhe deram origem, quanto no meio escolhido para a sua implanta&ccedil;&atilde;o. A pressa com que o processo foi conduzido foi t&atilde;o evidente que o principal interessado &ndash; o cidad&atilde;o &ndash; como sempre n&atilde;o sentou &agrave; mesa de discuss&otilde;es. Pelo menos, n&atilde;o como protagonista. A iniciativa atropelou o escrut&iacute;nio do Congresso e j&aacute; est&aacute; no ar desde 2 de dezembro de 2007, por for&ccedil;a de uma medida provis&oacute;ria cujo cerne foi aprovado pela C&acirc;mara.<\/p>\n<p><strong>Origem de concess&otilde;es e outorgas<\/strong><\/p>\n<p>As MPs, por terem prazo ex&iacute;guo de andamento na C&acirc;mara e no Senado, sempre tramitam de maneira precipitada, sem as necess&aacute;rias reflex&otilde;es, sem debates mais aprofundados. E, ao final, s&atilde;o aprovadas com poucas modifica&ccedil;&otilde;es com rela&ccedil;&atilde;o ao texto original.<\/p>\n<p>Ou seja, o que saiu em mat&eacute;ria de televis&atilde;o p&uacute;blica da mesa de trabalho dos grupos escolhidos pelo governo foi o que ficou valendo, com altera&ccedil;&otilde;es cosm&eacute;ticas. Do modo como o processo foi conduzido, a sociedade foi brindada com uma televis&atilde;o p&uacute;blica sem saber o que isso significa, o que &eacute; na vida real, e se lhe interessa pagar por tal oferta.<\/p>\n<p>&Eacute; baixa a credibilidade de uma empreitada que nasceu de uma medida provis&oacute;ria e que deixa intocada a estrutura das comunica&ccedil;&otilde;es estatais no pa&iacute;s, moldada pelo aparelhamento e pelo empreguismo &ndash; e sem relev&acirc;ncia em termos de audi&ecirc;ncia. Prova disso &eacute; que em maio de 2008 uma pesquisa CNT\/Sensus revelou que 62% dos entrevistados n&atilde;o sabem da exist&ecirc;ncia da nova TV p&uacute;blica.<\/p>\n<p>Grosso modo, a televis&atilde;o comercial, de massa, estaria mais voltada para o entretenimento e um pouco de jornalismo, sustentada por inser&ccedil;&otilde;es comerciais; a estatal, sustentada pelo governo, estaria mais voltada para a divulga&ccedil;&atilde;o dos feitos oficiais do governo de plant&atilde;o, com alguma presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de utilidade p&uacute;blica e programas educacionais; e a p&uacute;blica, eq&uuml;idistante das duas, sustentada pela sociedade, estaria voltada para os interesses dos cidad&atilde;os em sua dimens&atilde;o mais humana. Nas outras duas, ele seria o consumidor, o eleitor apenas.<\/p>\n<p>A rigor, merecem maiores reflex&otilde;es os conceitos de televis&atilde;o p&uacute;blica, estatal e comercial, visto que todos se originam de concess&otilde;es e outorgas &quot;p&uacute;blicas&quot;.<\/p>\n<p><strong>Tr&ecirc;s vertentes de independ&ecirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p>Os sistemas estatal\/governamental e privado\/comercial s&atilde;o velhos conhecidos nossos. Um, o governo paga; o outro, os anunciantes sustentam.<\/p>\n<p>Individualmente, t&ecirc;m qualidades e defeitos. Falta conhecer a televis&atilde;o p&uacute;blica e quais seriam suas apregoadas vantagens. Por estar livre dos compromissos dos dois outros modelos, tanto do ponto de vista do financiamento quanto de ger&ecirc;ncia, a televis&atilde;o p&uacute;blica, segundo seus defensores, estaria tamb&eacute;m livre para perseguir uma televis&atilde;o de qualidade, n&atilde;o voltada exclusivamente para o entretenimento ou para defender os interesses do governante (e financiador) de turno. Poderia inovar, experimentar, criar sem limites.<\/p>\n<p>Poderia dar voz &agrave;queles que n&atilde;o t&ecirc;m voz na televis&atilde;o comercial e &agrave;queles que aos governantes s&oacute; servem na urna. Todos os tipos de diversidades culturais, &eacute;tnicas, de g&ecirc;nero teriam nela uma fonte de express&atilde;o.<\/p>\n<p>Ela funcionaria, acredita-se, at&eacute; mesmo como um &ecirc;mulo para as televis&otilde;es comerciais, for&ccedil;adas que seriam a buscar novos formatos, a encontrar novos temas para seus programas, a optar por conte&uacute;dos de melhor qualidade, a partir da concorr&ecirc;ncia trazida pela televis&atilde;o p&uacute;blica. Cita-se, como exemplo, o caso do programa infantil <em>Castelo R&aacute;-Tim-Bum<\/em>, da TV Cultura de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p>As outras emissoras teriam sido for&ccedil;adas a melhorar a programa&ccedil;&atilde;o para as crian&ccedil;as porque perderam audi&ecirc;ncia para a televis&atilde;o do governo paulista.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">Portanto, para estar eq&uuml;idistante dos bin&ocirc;mios mercado\/audi&ecirc;ncia e governo\/propaganda oficial, a televis&atilde;o p&uacute;blica teria de ser totalmente independente desses entes, em tr&ecirc;s vertentes: independente financeiramente, independente gerencialmente e, por fim, independente editorialmente.<\/p>\n<p><strong>Condicionantes inegoci&aacute;veis<\/strong><\/p>\n<p>Se a TV p&uacute;blica n&atilde;o tiver fontes permanentes de recursos, intoc&aacute;veis, n&atilde;o ser&aacute; p&uacute;blica; ser&aacute; estatal. Se n&atilde;o puder tomar decis&otilde;es de contratar, demitir, que sal&aacute;rios pagar e tudo mais que caracteriza o gerenciamento de uma empresa, n&atilde;o ser&aacute; p&uacute;blica; ser&aacute; estatal. Se n&atilde;o for editorialmente independente, n&atilde;o puder decidir o que veicular, como tratar os assuntos, seja no jornalismo ou em outro tipo de programa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o ser&aacute; p&uacute;blica; ser&aacute; estatal. Estar&aacute; sujeita aos humores e desejos do seu financiador governamental (com o dinheiro p&uacute;blico, &oacute;bvio).<\/p>\n<p>Orlando Senna, logo ap&oacute;s sua exonera&ccedil;&atilde;o do cargo de diretor-geral da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC, controladora da TV Brasil), divulgou carta p&uacute;blica alertando os representantes da sociedade civil para que intervenham no sentido de tornar a emissora &quot;blindada contra os poderes e interesses governamentais e econ&ocirc;micos&quot;.<\/p>\n<p>Esses s&atilde;o requisitos b&aacute;sicos, condicionantes inegoci&aacute;veis. A televis&atilde;o p&uacute;blica deveria funcionar no Brasil como deveriam funcionar, idealmente, as ag&ecirc;ncias reguladoras em alguns setores da economia, como a Anatel, a Aneel e a Ancine. As agruras pelas quais elas passam &ndash; corte de recursos, interfer&ecirc;ncias ministeriais &ndash; mostram que no Brasil a pr&aacute;tica &eacute; outra. E o exemplo da Anac, com suas indica&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas &ndash; que deram no que deram &ndash; n&atilde;o recomenda entusiasmos nesse campo.<\/p>\n<p>Detalhamos abaixo estas vertentes.<\/p>\n<p><strong>O modelo da BBC<\/p>\n<p><\/strong>Carta de Bras&iacute;lia: &quot;A TV P&uacute;blica deve ser independente e aut&ocirc;noma em rela&ccedil;&atilde;o a governos e ao mercado, devendo seu financiamento ter origem em fontes m&uacute;ltiplas, com a participa&ccedil;&atilde;o significativa de or&ccedil;amentos p&uacute;blicos e de fundos n&atilde;o-contingenci&aacute;veis&quot;<\/p>\n<p>Os mecanismos de financiamento da nova emissora s&atilde;o um dos pontos mais controversos desde sua forma&ccedil;&atilde;o. Se a verba da emissora vier apenas do or&ccedil;amento da Uni&atilde;o, n&atilde;o haver&aacute; a independ&ecirc;ncia necess&aacute;ria &ndash; a TV p&uacute;blica deveria ter sua gest&atilde;o assegurada atrav&eacute;s de verbas p&uacute;blicas ou de setores sociais.<\/p>\n<p>A TV Brasil simplesmente ajuda a inflar o n&uacute;mero de r&aacute;dios e TVs educativas que, na primeira gest&atilde;o petista, subiu 26%. Ela j&aacute; nasce contando com 2.000 funcion&aacute;rios, reuni&atilde;o do quadro da Radiobr&aacute;s com o da TVE do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Pelas informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis, do pr&oacute;prio ministro Franklin Martins, a opera&ccedil;&atilde;o da rede p&uacute;blica custar&aacute; R$ 500 milh&otilde;es anualmente. Fala-se em financiamento via servi&ccedil;os prestados, patroc&iacute;nio institucional, uso das leis de incentivo. Mas esse nem sempre &eacute; um recurso certo. Para ter uma qualidade constante, a TV p&uacute;blica dever&aacute; ter recursos certos.<\/p>\n<p>Aqui cabe um paralelo. A BBC traz um modelo interessante de financiamento: seus recursos prov&ecirc;m basicamente do pagamento, por todos os brit&acirc;nicos que possuem televis&atilde;o, de uma taxa de 136 libras por ano, dinheiro que n&atilde;o pode ser apropriado pelo governo, nem contingenciado, nem congelado. O or&ccedil;amento da BBC em 2007 passou dos 3 bilh&otilde;es de libras.<\/p>\n<p><strong>A derrota de Blair<\/strong><\/p>\n<p>Afinal, por que o contribuinte ser&aacute; obrigado a arcar com um canal de TV t&atilde;o caro e t&atilde;o redundante em rela&ccedil;&atilde;o a seus antecessores? O II F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas deveria procurar explica&ccedil;&otilde;es plaus&iacute;veis para a exist&ecirc;ncia deste novo canal no Brasil.<\/p>\n<p>A institui&ccedil;&atilde;o de um Conselho Curador composto por representantes da sociedade civil &ndash; da sociedade civil pr&oacute;xima ao petismo &ndash; n&atilde;o nos d&aacute; garantia alguma de que a nova TV vai se livrar do chapa-branquismo. Isto porque os 15 conselheiros da TV &ndash; assim como o diretor-presidente e o diretor-geral &ndash; foram escolhidos e nomeados pelo presidente, e n&atilde;o por entidades da sociedade civil.<\/p>\n<p>Novamente, a BBC pode ser citada como um tipo ideal: existe uma tradi&ccedil;&atilde;o na emissora em que os conselhos p&uacute;blicos, formados por pessoas reconhecidamente n&atilde;o partid&aacute;rias, servem para impedir que os produtores de r&aacute;dio e televis&atilde;o sofram interfer&ecirc;ncias pol&iacute;ticas e comerciais. Seu conselho &eacute; indicado pela sociedade, representa de fato a sociedade, e n&atilde;o grupos restritos de press&atilde;o e interesse. S&atilde;o eleitos pelo Parlamento, t&ecirc;m mandatos, n&atilde;o podem ser trocados livremente ao bel-prazer de um primeiro-ministro insatisfeito. No epis&oacute;dio envolvendo reportagem da BBC sobre a participa&ccedil;&atilde;o da Gr&atilde;-Bretanha na guerra do Iraque, Tony Blair pressionou para afastar pessoas do jornalismo da emissora e n&atilde;o conseguiu. A BBC se p&ocirc;s contra, por exemplo, a guerra das Malvinas e do Iraque e nada abalou sua vida.<\/p>\n<p><strong>&quot;Comunica&ccedil;&atilde;o moderna, democr&aacute;tica e financeiramente saud&aacute;vel&quot;<\/strong><\/p>\n<p>H&aacute; exemplos no mundo de televis&otilde;es p&uacute;blicas; as nossas (TV Cultura paulista, e as educativas estaduais e federais), n&atilde;o o s&atilde;o. Mesmo a TV Cultura, que mais se aproxima do modelo no Brasil, sofre influ&ecirc;ncias indiretas constantes do grande patrocinador. E sua quase permanente pen&uacute;ria financeira a torna dependente, sim, do governo paulista, em maior ou menor grau, dependendo do inquilino de ocasi&atilde;o no Pal&aacute;cio dos Bandeirantes.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; naturalmente nenhum modelo pronto e acabado para a realiza&ccedil;&atilde;o de um projeto dessa ordem. Reproduzir modelos externos bem-sucedidos, como o da BBC, &eacute; desaconselh&aacute;vel. H&aacute; o modelo norte-americano, mais recente, tamb&eacute;m tido como exemplar, mas muito longe do alcance e prest&iacute;gio da BBC. Quem j&aacute; assistiu &agrave; RAI (It&aacute;lia), TVE (Espanha) e RTP (Portuguesa) tem, &agrave;s vezes, a impress&atilde;o de estar sintonizado em alguns dos programas menos recomend&aacute;veis de algumas redes privadas brasileiras.<\/p>\n<p>Ser&aacute; necess&aacute;rio pesquisar um caminho pr&oacute;prio e n&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel que do mero processo de busca surjam decis&otilde;es cruciais &ndash; como a de relativizar (sem, no entanto, desprezar) a import&acirc;ncia do fator audi&ecirc;ncia; ou de perceber a real import&acirc;ncia da independ&ecirc;ncia total da TV p&uacute;blica em rela&ccedil;&atilde;o ao poder pol&iacute;tico.<\/p>\n<p>Por fim, a TV Brasil certamente ainda n&atilde;o &eacute; a rede nacional p&uacute;blica de televis&atilde;o que muitos sonhamos. Embora n&atilde;o tenha sido discutida a contento, talvez seja um importante passo no sentido de provocar o necess&aacute;rio debate sobre o papel dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil &ndash; procurando &quot;alcan&ccedil;ar o seu objetivo de empresa p&uacute;blica de comunica&ccedil;&atilde;o moderna, democr&aacute;tica e financeiramente saud&aacute;vel&quot;, como disse Senna em sua carta p&uacute;blica de despedida.<br \/><em><br \/>* Alessandra Meleiro &eacute; pesquisadora de p&oacute;s-doutorado no Centro Brasileiro de An&aacute;lise e Planejamento (Cebrap).<br \/>* Jos&eacute; M&aacute;rcio Mendon&ccedil;a &eacute; presidente do Instituto Iniciativa Cultural.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Texto apresentado no pr&eacute;-evento da XII Socine 2008 &ndash; Universidade de Bras&iacute;lia] Desde o 1&ordm;. 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