{"id":22406,"date":"2009-01-20T16:33:01","date_gmt":"2009-01-20T16:33:01","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=22406"},"modified":"2009-01-20T16:33:01","modified_gmt":"2009-01-20T16:33:01","slug":"multinacionais-de-alimentos-poem-em-pratica-no-brasil-acordo-europeu-sobre-propaganda-para-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=22406","title":{"rendered":"Multinacionais de alimentos p\u00f5em em pr\u00e1tica no Brasil acordo europeu sobre propaganda para crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western padrao\">A partir deste m&ecirc;s, diversas ind&uacute;strias aliment&iacute;cias multinacionais presentes no pa&iacute;s come&ccedil;aram a adotar regras mais r&iacute;gidas na publicidade dirigida ao p&uacute;blico infantil.<\/p>\n<p>Entre as determina&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o haver&aacute; mais nenhum tipo de propaganda ou atividade de marketing para crian&ccedil;as de at&eacute; seis anos. Nesse caso, as campanhas ser&atilde;o dirigidas a seus pais. Para os maiores de seis anos, as informa&ccedil;&otilde;es transmitidas enfatizar&atilde;o o uso de dietas balanceadas e saud&aacute;veis. <\/p>\n<p>A iniciativa, que entra em vigor agora, foi tomada ap&oacute;s a assinatura do termo de compromisso europeu EU-Pledge, em 2007. O termo pretende fazer com que as empresas se comuniquem de forma mais respons&aacute;vel com as crian&ccedil;as. Onze empresas assinaram o compromisso. Entre elas est&atilde;o Nestl&eacute;, Coca-Cola, PepsiCo, Danone, Kellogg&#39;s, Kraft, Unilever e Burguer King Europa. O compromisso, no entanto, atinge particularmente Nestl&eacute; e Kellogg&#39;s, que j&aacute; est&atilde;o mudando sua comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>As outras signat&aacute;rias afirmaram que n&atilde;o fazem propaganda para crian&ccedil;as ou que j&aacute; tinham adotado essa pol&iacute;tica anteriormente. A Danone e a &aacute;rea de alimentos da PepsiCo, por&eacute;m, n&atilde;o responderam sobre as mudan&ccedil;as at&eacute; as 23h30.<\/p>\n<p>&quot;Suspendemos as campanhas que t&iacute;nhamos para as crian&ccedil;as pequenas em janeiro e fizemos v&aacute;rias reuni&otilde;es com nossas ag&ecirc;ncias para esclarecer as novas pol&iacute;ticas que est&atilde;o sendo adotadas&quot;, diz Izael Sinem, diretor de comunica&ccedil;&atilde;o e marketing da Nestl&eacute; Brasil.<\/p>\n<p>Entre os novos procedimentos, as campanhas n&atilde;o devem gerar expectativas irreais sobre sucesso nem usar personagens de programas. Tamb&eacute;m n&atilde;o poder&atilde;o gerar a sensa&ccedil;&atilde;o de urg&ecirc;ncia no consumo ou criar dificuldades para que a crian&ccedil;a diferencie o conte&uacute;do do produto e da propaganda. J&aacute; as campanhas para crian&ccedil;as pequenas sair&atilde;o dos canais infantis, por exemplo, e ser&atilde;o feitas para os pais, em programas adultos. As promo&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m envolver&atilde;o os pais.<\/p>\n<p>A iniciativa &eacute; uma resposta &agrave;s press&otilde;es que a ind&uacute;stria aliment&iacute;cia t&ecirc;m enfrentado com rela&ccedil;&atilde;o a sua comunica&ccedil;&atilde;o em todo o mundo. No Brasil, a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; diferente. Em 2008, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa) abriu consulta p&uacute;blica para criar uma regulamenta&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica sobre o assunto. O temor das empresas &eacute; de que a regulamenta&ccedil;&atilde;o seja r&iacute;gida a ponto de banir a propaganda de alimentos, a exemplo do que aconteceu com os cigarros.<\/p>\n<p>O Conselho Nacional de Autorregulamenta&ccedil;&atilde;o Publicit&aacute;ria (Conar) tamb&eacute;m aumentou a vigil&acirc;ncia das propagandas de alimentos, produtos e servi&ccedil;os destinados a crian&ccedil;as. Essas categorias tiraram das propagandas de bebidas alco&oacute;licas o posto de principal alvo do Conar. Uma das a&ccedil;&otilde;es no Conar, por exemplo, envolvia a Nestl&eacute;. A campanha do Nescau Nutri Junior tinha como slogan as frases &quot;Voc&ecirc; v&ecirc; nutrientes -Seu filho s&oacute; v&ecirc; Nescau&quot;. O &oacute;rg&atilde;o considerou que o mote estimulava as crian&ccedil;as a rejeitar os alimentos mais saud&aacute;veis e determinou a retirada do filme do ar. <\/p>\n<p>&quot;As mudan&ccedil;as s&atilde;o uma resposta &agrave; iniciativa da Anvisa&quot;, diz Jo&atilde;o Mattar, professor de marketing de produtos e servi&ccedil;os para crian&ccedil;as da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). &quot;Se as empresas n&atilde;o se mobilizarem, acabar&atilde;o pressionadas por outros setores da sociedade, que interferir&atilde;o de maneira mais radical.&quot; <\/p>\n<p>La&iacute;s Fontenele Pereira, coordenadora de educa&ccedil;&atilde;o e pesquisa do projeto Crian&ccedil;a e Consumo do Instituto Alana, diz que a mudan&ccedil;a &eacute; um avan&ccedil;o, mas ainda h&aacute; muito a ser feito. &quot;Seria melhor se suspendesse a publicidade at&eacute; os 12 anos, e n&atilde;o s&oacute; at&eacute; os seis&quot;, diz ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir deste m&ecirc;s, diversas ind&uacute;strias aliment&iacute;cias multinacionais presentes no pa&iacute;s come&ccedil;aram a adotar regras mais r&iacute;gidas na publicidade dirigida ao p&uacute;blico infantil. 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